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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

GRUPO FOLCLÓRICO E ETNOGRÁFICO DANÇAS E CANTARES VERDE MINHO

Respondendo ao chamamento da terra que os viu nascer, os minhotos que vivem nos arredores de Lisboa, mais concretamente no Concelho de Loures, decidiram em tempos criar um grupo folclórico que os ajuda a manter a sua ligação afectiva às origens. Assim nasceu em 1994 o “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho”, anunciado como seu propósito a preservação, salvaguarda e divulgação das suas raízes culturais.

Fotos do Verde Minho 023-2

Visa através da sua actuação promover as tradições da nossa região nomeadamente junto dos mais jovens ao mesmo tempo que valoriza os seus conhecimentos musicais e da etnografia minhota.

As danças e cantares que exibe são alegres e exuberantes como animadas são as mais exuberantes romarias do Minho. Trajam de linho e sorrobeco e vestem trajes de trabalho e domingueiros, de mordoma e lavradeira, de noivos, de ir ao monte e à feira. Calçam tamancos e ostentam o barrete e o chapéu braguês. As moças, graciosas e belas nos seus trajes garridos bordados pelas delicadas mãos de artista, com a sua graciosidade e simpatia, exibem vaidosas os colares de contas e as reluzentes arrecadas de filigrana que são a obra-prima da ourivesaria minhota.

Ao som da concertina e da viola braguesa, do bombo e do reque-reque, dos ferrinhos e do cavaquinho, cantam e dançam a chula e o vira, a rusga e a cana-verde, com a graciosidade e a desenvoltura que caracteriza as gentes do Minho. O seu reportório foi recolhido em meados do século passado, junto das pessoas mais antigas cujo conhecimento lhes foi transmitido ao longo de gerações, nas aldeias mais remotas das serranias da Peneda e das Argas, nas margens do Minho e do Lima, desde Melgaço a Ponte da Barca, do Soajo a Viana do Castelo. Levam consigo a merenda e os instrumentos de trabalho que servem na lavoura como a foicinha e o malho, os cestos de vime e os varapaus, as cabaças e os cabazes do farnel.

Qual hino de louvor ao Criador, o Minho, terra luminosa e verde que a todos nos seduz pelo seu natural e infinito encanto, salpicado de capelinhas aonde o seu povo acorre em sincera devoção, é ali representado por um punhado de jovens, uns mais do que outros, os quais presenteiam o público com o que o Minho possui de mais genuíno – o seu Folclore

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