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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ARCOS DE VALDEVEZ: NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO É A PADROEIRA DA FREGUESIA DE MIRANDA

Nossa Senhora da Conceição é a Padroeira da Freguesia de Miranda. Todos os anos, as suas gentes festejam a Santo António no dia 13 de junho, à Senhora do Emigrante em Agosto e, como não podia deixar de suceder, à Senhora da Peneda cuja festa ocorre em Setembro. 

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O escritor arcuense Teixeira de Queiroz descreve-nos o ambiente da romaria minhota que é bem o colorido e a alegria das festas do povo de Miranda. Senão, vejamos:

“As romarias e as feiras são os maiores acontecimentos do Minho. N’aque de orago famoso, o divertimento é grande; mas por excessivo que seja o luxo de foguetório, de festa de igreja, de música vinda de longe, nenhuma dispensa o tradicional zabumba, e sua caixa de rufo, havendo às vezes duas parelhas, quando o mordomo é liberal. O zabumba, o célebre zé-pereira do povo, é sempre tocado por homem esforçado e barbudo, mestre em saltos e cabriolas, que fazem as delícias dos circunstantes. Timbra em se mostrar ágil e gracioso no modo de ferir a pele do instrumento. Toma atitudes caprichosas, mudando o zabumba com grande destreza: ora o tem no dorso, ora no ombro, umas vezes na cabeça, outras aos pés, sempre em piruetas, sempre tocando em cadência com a caixa e com o gaiteiro, se o há. Sua e tressua nestas cabriolas, faz praça da grande área do terreiro, alarga a roda no meio da gente que o acompanha com palavra de apreço e louvor”. 

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O Padre Avelino Jesus da Costa data a fundação deste mosteiro beneditino de meados do século XII, considerando que a comunidade se encontrava regularmente constituída, vivendo segundo a regra de São Bento, quando, em 20 de Junho de 1207, D. Sancho I deu carta de couto ao abade Lourenço e seus monges. Modesto em bens e em número de religiosos que, em geral, nunca ultrapassou os três abades, chegou a estar sem nenhum em 1417 e 1549.

Os reis D. Afonso II, em 1221, e D. Afonso III, em 1271, deixaram-lhe nos seus testamentos 100 morabitinos e 50 libras, respetivamente.

Segundo inquirições de 1258, pertencia ao padroado real, com todas as suas pertenças.

Em 1320, no catálogo das  igrejas situadas no território de Entre Lima e Minho, do bispado de Tui, foi taxado em 200 libras.

Com a incorporação da comarca de Valença no arcebispado de Braga, em 1514, apurou-se pela avaliação levada a efeito, que o mosteiro de Santa Maria de Miranda rendia 600 réis e 7 pretos. Em 1546, segundo a avaliação efetuada pelo arcebispo D. Manuel de Sousa, o seu rendimento era de 40 mil réis.

Em 1495, o mosteiro foi entregue a abades comendatários que lhe causaram grave ruína moral e económica.

A 6 de Maio de 1588, a Congregação de São bento tomou posse dele e, em 1599, nomeou seu primeiro abade trienal a frei Mâncio da Cruz.

A comunidade beneditina, refeita do ponto de vista religioso e económico, manteve-se aqui até a extinção das ordens religiosas em 1834.

(Fonte consultada: Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo)

Fonte: http://www.jf-miranda.com/?m=historia&id=1262

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Fotos da autoria de vários habitantes da Freguesia de Miranda