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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MINHO CANTA E DANÇA NA FESTA DO AVANTE

Folclore, artesanato e gastronomia são algumas das marcas do nosso património cultural que vão marcar presença a próxima edição da Festa do Avante que se realiza já nos dias 2, 3 e 4 de setembro, no Seixal. A iniciativa da participação é das organizações regionais de Braga e Viana do Castelo do Partido Comunista Português que desse modo confere destaque à nossa região naquele que é considerado um dos maiores eventos culturais realizados no nosso país.

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Alto Minho leva arroz de sarrabulho e outras iguarias à Festa do Avante

Quem passar pelo espaço de Viana do Castelo na Festa do Avante, ficará a conhecer a gastronomia e as tradições do Alto Minho bem com a atividade politica e cultural do PCP no distrito.

Na gastronomia, salientamos o arroz de sarrabulho, os rojões à moda do Minho com arroz branco, as pataniscas de bacalhau e o bacalhau frito, acompanhados de arroz de feijão vermelho, assim como o típico caldo verde.

Para sobremesa, o Doce de Romaria de Caminha, os sidónios do Natário, os jesuítas da Leitaria do Carmo e o Pão-de-ló de Caminha.

Nas tasquinhas podem ser apreciados, o salpicão, o chouriço caseiro, o lombo fumado a sanguinha cozida e a broa de milho de curtidura caseira.

Também o artesanato regional marcará presença, podendo o visitante adquirir os bordados e rendas de Santa Marta de Portuzelo, os lenços dos namorados, o linho de Ponte da Barca, assim como artefactos de madeira, os cabeçudos em pasta de papel, T-shirts pintadas à mão, brincos e colares em filigrana.

Importa referir ainda a participação do Grupo Etnográfico de São Lourenço da Montaria (Viana do Castelo), que atuará no Sábado no Palco Arraial.

Baixo Minho leva folclore e outras experiências musicais ao palco da festa

Por seu turno, a Organização Regional de Braga do Partido Comunista Português leva este ano à Festa do Avante o Grupo Folclórico “As Ceifeiras de Gondar”, de Guimarães, e o Rancho Folclórico de S. Pedro do Bairro, de Vila Nova de Famalicão. Os grupos vão atuar no “Palco Arraial”, um dos 8 palcos principais da Festa do Avante.

Além dos ranchos folclóricos, subirá também ao palco os “Cabra Cega”, um grupo que nasceu em Braga cuja música parte da combinação da gaita de fole e instrumentos de percussão tradicional, tais como o bombo e a caixa. A Cabra deu os seus primeiros passos sobre músicas das nossas raízes tradicionais mas cedo começou a caminhar ao encontro da mistura das mesmas com ritmos e sons contemporâneos que influenciam cada um dos seus elementos. Ao longo do tempo têm vindo a ser recrutadas sonoridades provenientes de outras paisagens, sejam elas do passado, do presente ou mesmo do futuro, e é neste habitat heterogéneo que a Cabra Çega se tem vindo a desenvolver. A energia da Cabra transforma os sítios onde passa, puxa pela dança e envolve o público num espetáculo vivo e intenso.

Haverá ainda cantadores ao desafio, zés pereiras do grupo bracarense “Ida e Volta”, cabeçudos e gigantones, artesanato e várias iguarias da cozinha tradicional minhota.

No concurso de bandas, promovido pela Juventude Comunista Portuguesa, participará a banda “Slavecrowd”, de Fafe, que atuará no “Palco Novos Valores”.

Estão a ser organizadas excursões a partir de Braga, Guimarães, Barcelos, Esposende, Vila Nova de Famalicão, Fafe e Vizela, para além da viagem no “Comboio da Juventude, com partida de Braga e paragem em Nine e Vila Nova de Famalicão, numa iniciativa da JCP.

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SENADOR NARCISO ALVES DA CUNHA PROPÔS EM 1911 A CRIAÇÃO NO MINHO DE ESCOLAS AGRÍCOLAS MÓVEIS

O Sr. Senador Narciso Alves da Cunha apresentou na sessão de 15 de dezembro de 1911, do Senado da República, um projeto-lei para o estabelecimento de escolas móveis agrícolas no norte do país, justificando largamente a sua proposta e tecendo várias considerações acerca das gentes do Minho, sobretudo de Paredes de Coura, Soajo, Peneda e Castro Laboreiro. A referida intervenção transcreve-se do respetivo Diário do Senado.

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O Sr. Alves da Cunha: - Sr. Presidente e Srs. Senadores: vou mandar para a mesa um projecto de lei, que há tempo tenho nesta carteira. Talvez o demorasse ainda por mais algum tempo se não fora ter lido, há dias, um substancioso artigo escrito pelo nosso ilustre e estimado colega o Sr. Miranda do Vale, e publicado num jornal agrícola, A Gazeta das Aldeias, da cidade do Pôrto.

Achei tão judiciosas as afirmações de S. Exa.. afiguram-se-me de tanto interesse as suas observações, que bastaram para me determinarem a apresentar hoje ao Senado o meu modesto projecto, unicamente como uma experiência, que, se não der resultado, amanhã, com uma penada, pode deixar de ser lei do país.

Creio que está em moda discutirem-se, e com muita razão, assuntos que se prendem com a instrução, sobretudo com a instrução popular, que sempre me tem merecido a maior solicitude há dezenas e anos, e por isso entendi que devia associar-me a êste movimento, mandando para a mesa êste projecto de lei, que versa sôbre a criação duma escola agrícola, prática, móvel, pelo sistema das escolas conhecidas pelo nome de Maria Cristina, e que tem dado óptimos resultados. (Muitos apoiados).

Para justificar os pontos em que baseei o meu trabalho, peço licença a V. Exa. para ler, apenas, dois artigos, e depois formularei as considerações que julgar convenientes para justificação do meu projecto.

O artigo 1.° diz:

Leu.

Artigo 3.°: Chamo a atenção dos Srs. Senadores para êste artigo, que é um dos mais interessantes do projecto e de mais utilidade, segundo se me afigura, para a democratização do norte do país.

Diz assim:

Leu.

Sr. Presidente: eu não sou profissional, não sou pedagogo, nunca fui pedagogista, mas a verdade é que, desde há muitos anos, me tem, como disse, merecido especial cuidado a instrução popular, a instrução dessas massas anónimas, que vivem do campo, que vivem da terra e para a terra, que mourejam todo o dia, hora a hora, desde manhã até de noite, debruçadas sôbre a mesma terra para lhe pedirem pão para comer e até para o dar ao Estado. Estas classes considero-as eu como o verdadeiro nervo da Nação (Apoiados), e por isso hão-de permitir-me que lhes diga que elas tem sido, precisamente, as mais esquecidas. (Apoiados).

Eu vejo, porque está escrito em estatísticas oficiais, que a população das oficinas, da indústria, do comércio e da viação regula por 1.500:000 habitantes do país, emquanto que as massas agrárias representam 3.000:000 habitantes. Mais ainda: as classes agrárias estão desseminadas por todo o país, absolutamente por todo (Apoiados), embora nas cinco províncias do norte sejam mais densas.

Êsse povo, ou essa classe do povo, donde venho e com o qual me criei, cujas dores tenho auscultado desde há muitos anos, à cujas festas tenho assistido e com quem ainda há pouco privei perto de quatro anos para lhe estudar e registar a linguagem numa modestíssima monografia que escrevi acêrca duma terra do Alto Minho (Paredes de Coura), é de índole naturalmente boa, sofredora e ordeira. (Apoiados).

O povo do norte, e (mando digo norte não me refiro a esta ou aquela província determinada, mas a uma grande parte, senão á maior parte do país, é essencialmente trabalhador, respeitador das autoridades, pontual no cumprimento dos seus contractos e verdadeiramente amorável.

Haja vista o que se passa no Alto Minho, naquelas montanhas da Peneda, Suajo e Castro-Laboreiro, quando algum forasteiro (e são bem poucos os que por lá aparecem) se abeira do tugúrio do mais pobre dos habitantes que estão encerrados nas ravinas daqueles montes: o hóspede é, para êles, uma pesca sagrada e é tratado com o melhor que há em casa que, na maior parte dos casos, é pão de centeio e leite.

Nestas condições, e porque tantas vezes, aqui se tem falado na instrução do povo, julgo ter oportunidade a apresentação do meu projecto, não para ser uma lei geral do país, porque penso que o Estado, pelo menos é o que dizem os Ministros, não tem dinheiro para a instrução, mas porque nada se perderá com esta experiência e ensaio.

O ensaio dá resultado?

Está lançada a semente.

A semente frutifica?

Então alargue-se a sementeira, estenda-se por todo o país.

Pelo contrário, o ensaio não dá resultado?

Nós, que estamos aqui, ou aqueles que vierem, com uma penada de tinta, retiramos a êste diploma o seu valor legal e desaparece a escola agrícola, com os seus encargos, que, aliás, são bem modestos.

Sr. Presidente: tem sido com o maior agrado que eu tenho registado a forme, tão distinta como os nossos colegas Srs. Ladislau Piçarra, Eusébio Leão, Miranda do Vale e outros mais, se tem referido, aqui, a assuntos que se prendem com a instrução do povo. Tenho, porém, ouvido dizer, e a minha observação assim o comprova, que no nosso país não há a escola primária, nem a instrução popular, porque a escola até hoje tem-nos dado, apenas, o seguinte: saber ler e escrever.

Saber? Dicant Paduani.

Tenho observado crianças que. tendo feito exame de instrução primária há menos de dois anos, não sabem ler.

Na escola ensina-se adecorar, porque, infelizmente, no nosso país a instrução é considerada como um fim e não como meio.

E, todavia, a escola deve dar um capítulo que se há-de desdobrar na educação, como, há pouco, muito bem disse o Dr. Ladislau Piçarra? para da educação sair a formação do carácter, a disposição para o trabalho, a predisposição para lutar pela vida e uma tal lapidação das faculdades intelectuais da criança que possam actuar na modificação das desgraçadas condições das classes trabalhadoras e no progresso da pátria. (Apoiados).

Mas como é que, não tendo nós casas para escolas, não tendo professores, apropriada e convenientemente preparados, como muito bem disse e acentuou o nosso estimado colega Sr. Miranda do Vale; não tendo nós programas bem orientados, não tendo suficiente verba orçamental, se hão-de preparar crianças sadias, cheias de vida, que amanhã sejam os homens fortes da República?

Como é que se hão-de alumiar estas inteligências infantis que, num futuro proximo hão-de ser as fôrças vivas da Nação, se tudo falta?

Sr. Presidente, e Srs. Senadores, exepção feita Lisboa, Pôrto e mais algum centro populoso, afigura-se me que no nosso país não há, como já disse, instrução popular.

Para mim, e não sou profissional, a escola portuguesa, para dar o resultado que devia dar, e que temos direito deesperar dela, quando convenientemente modificada, é indispensável que, entre outras, satisfaça ás seguintes condições: primeira, ser prática: segunda, agrícola; terceira, regionalista e quarta, um tanto ou quanto, individualista.

Duas palavras apenas sôbre cada uma destas feições. Deve ser prática por isso que o carácter especulativo, que tem por isso tido, é que a não tem deixado frutear, antes a lançou nesse lastimoso estado em que se encontra. Além disso os grandes mestres da sciência pedagógica acentuam que deve ser êste o seu carácter fundamental, como o mais próprio para a vida de trabalho, positiva, a que é destinado o homem.

Agrícola, porque se conta em 65 por cento a população portuguesa que vive nos campos, dos campos e para os campos, espalhada, por todas as províncias do país, isto é, a sua grande maioria, que por isso mesmo, deve ser tida em toda a consideração.

Seria uma temeridade distribuir a instrução primária com a mesma igualdade de processos, de matérias a estudar, por todo o país. Seria uma verdadeira calamidade se tentássemos plantar no Algarve a vinha que produz o vinho verde, só próprio do Alto Minho: inversamente se quiséssemos adaptar ao Alto Minho a plantação da figueira e da alfarrobeira, para criar a indústria do figo seco, ou da alfarroba.

É preciso que na escola se tenha tudo isto em vista, para não resultar improfícua a instrução que ela ministra.

A segunda característica - ser regional - tem dado na Bélgica, os melhores resultados, porque aí a organização da escola varia conforme a região a que ela é destinada.

Para os cantões industriais o ensino primário tem uma parte manual, e para os agrícolas, compreende o ensino da agricultura.

Veja-se agora num só facto, o que nos fazemos e o que se faz na Bélgica: os nossos campos estão separados uns dos outros por verdadeiras muralhas chinesas, que são as suas vedações, mas na Bélgica a divisão e vedação das propriedades é feita por sebes vivas, de macieiras e pereiras, de forma que na primavera, cada propriedade é um jardim enflorado, e no estio, proveitoso pomar, que aumenta o valor da seara.

Deve ainda a escola ter uns laivos de individualista, como na Inglaterra, para que o homem se habituai a contar mais consigo do que com o Estado providência.

A escola primária que eu desejaria ver implantada no nosso país, já não falo da Suíssa, seria a da Suécia, por três razoes:

A primeira, por ser um país pequeno como o nosso, a segunda, por a sua população ser pouco mais ou menos igual à nossa - 5 milhões de habitantes - e a terceira, porque na Suécia pode dizer-se que não há analfabetos. As duas nacionalidades sob êste aspecto, merecem ser postas em confronto.

E o que vou fazer. Na Suécia, para 5 milhões de habitantes, ha 12:000 escolas; o nosso país terá 6:000.

Eu não quero, para não fatigar a atenção do Senado, descrever o sistema da escola primária na Suécia. Entretanto sempre desejo consignar que o ensino é ali dividido em três classes: escola popular ordinária, pequena escola e escola superior.

Há, ainda, depois, uma outra ordem de escolas que muito convinha introduzir no nosso país, que são as destinadas aos filhos do povo dos campos que estão fora da idade escolar, chamadas altas escolas populares, que tem dado os melhores resultados, e que para nós seriam de grande conveniência prática porque as crianças, passados dois anos depois de saírem da escola, deixam esquecer o pouco que lá aprenderam, por falta de continuação em exercícios práticos de leitura e escrita.

Como as altas escolas populares são destinadas a adultos e podem funcionar de noite, seria fácil compelir, quem precisasse, ou por não saber, ou por ter perdido o que aprendeu, a frequentá-las.

Na Suécia há 25 escolas destas; há fixas 9:058, e ambulantes ou móveis 2:923, mas devo declarar que estas notas foram extraídas duna relatório oficial de 1901.

Hoje devem ser muitas mais.

Sr. Presidente: nós somos dominados pelo espírito de rotina, e a rotina é teimosa; por isso cumpre contrapor àquela teimosia, a teimosia da escola agrícola, fazendo-a móvel, de forma tal que apareça, uma e muitas vezes, onde aquele prejuízo está mais inveterado.

Tal foi o meu propósito ao dar-lhe êste carácter de mobilidade.

Deixando, porém, generalidades, desçamos a factos concretos, porque êsses melhoramentos demonstram o rotineirismo do povo do norte.

O povo do norte é assim: há cerca de doze ou quinze anos, um benemérito do meu concelho e que tambêm ocupou um lugar nesta casa, quando ainda estávamos no regime monárquico, o conselheiro Miguel Dantas, aquém eu quero prestar, tambêm aqui, à sua memória, o preito de saudade e respeito que a minha terra lhe deve, quis tornar lá conhecido o trabalho da charrua Brabant, e para isso fez transportar para a sua localidade esta máquina agrícola.

Convidou pequenos lavradores para verem a nova forma de sulcar a terra, procedendo a vários trabalhos, tomando parte algumas mulheres na direcção e manejo da charrua.

Apurou-se que o trabalho era mais perfeito que o das charruas ali usadas; que não precisava mais gado para a tracção, e que havia economia de tempo e pessoal.

Todos ficaram satisfeitos, todos admiraram os trabalhos e, por fim, aquele benemérito aconselhou aquela gente a que se agrupasse, comprando cada grupo uma charrua, visto ser um pouco cara.

Pois, Srs. Senadores, nunca se falou mais. até hoje, naquela charrua, e ninguém a comprou.

Mais.

Eu tentei fazer um pequeno ensaio de aplicação de adubos minerais.

Dividi uma propriedade em dois talhões, aplicando num só estrume do curral, e no outro, o mesmo adubo e o mineral.

Fiz tambêm convites para os trabalhos e, mais tarde, convoquei alguns agricultores, que haviam tomado parte na semente, para observarem o resultado e a diferença na cultura e na novidade.

Pois quer a Câmara saber o que se disse, ao apurar-se que a terra, assim trabalhada e preparada, dava uma melhor produção?

"E do ano".

A escola prática, móvel, que eu preconizo é, pois, duma altíssima vantagem e necessidade, porque vai, de terra em terra, ensinar os novos processos agrícolas.

A escola móvel é duma absoluta necessidade, porque o povo do norte não sai da sua paróquia para aprender os nossos processos de trabalhar a terra e de desenvolver a agricultura e, conseguintemente, a riqueza pública.

Eu já, decerto, tenho cansado excessivamente a Câmara pelo que vou pôr ponto nas minhas considerações.

Vozes: - Não apoiado, não apoiado!

O Sr. Presidente: - V. Exa. já foi alêm da hora.

O Orador: - Então, se V. Exa. o ordena, eu termino.

O Sr. Presidente: - Eu não ordeno nada. O Regimento é que manda.

Vozes: - Fale, fale.

O Orador: - Agradeço á Câmara a gentileza da sua deferência e serei breve.

O meu projecto tem uma grande vantagem, que consiste na obrigação imposta ao professor de fazer propaganda das leis da República.

Eu, por causa do Regimento, que não permite reunir no mesmo projecto de lei matérias que não a tenham entre si intima ligação, é que não dei a esta parte do projecto a amplitude que êle merecia.

O meu fim era estatuir que o director da escola fizesse propaganda agrícola e democrática ao povo daquele distrito, mas, desde que o Regimento não deixa ir longe, limitei-me a consignar a doutrina que se lê no seu artigo 3.°

Em todo o caso a porta está aberta para um bom serviço à República, desde que, criteriosamente, queira ser aproveitada.

Poderá alguém dizer: mas se não há professores competentemente habilitados, como se pretende estabelecer uma escola agrícola?

Felizmente para uma escola temos onde escolher, pois, há muitos professores com os conhecimentos necessários. Porque, diga-se em abono da verdade, uma das nossas classes sociais, que mais tem progredido, é exactamente aquela que diz respeito ao professorado que tem a seu cargo a agricultura superior - a dos agrónomos.

Não será, por conseguinte, muito difícil, desde que haja boa vontade, escolher e propor quem tenha interesses pelas cousas da República, para ir reger essa escola: creio mesmo que é muito fácil reunir o povo aos domingos para levar ao seu conhecimento aquilo que, presentemente, mais lhe interessa, que é viver num Estado democrático, cujos órgãos, funcionamento, garantias, direitos e deveres, não conhece ou conhece mal.

Interrupção do Sr. Ladislau Piçarra, que não se ouviu.

Sr. Presidente: Todos reconhecem que o norte está por democratizar.

É verdade; e contudo, eu, que nasci lá e lá tenho vivido, pude observar que o povo do norte, se não abraço a República, na sua proclamação, com entranhado afecto, tambêm a não recebeu na ponta das baionetas. Conheço muito o povo do norte, sobretudo o do Alto Minho, e na sei que o das montanhas é muito positivista; só acredita obra, no facto, no que vê, porque está cheio de retórica e farto de promessas não cumpridas.

E porque é assim, foi que eu registei com o maior agrado as considerações aqui feitas, antes de mim, pelo ilustre Senador o Sr. Anselmo Xavier, pois penso sôbre o assunto, como S. Exa., mais obras e menos palavras.

Nós é que devemos ir procurar o povo; nós é que temos de ir ao encontro das populações agrícolas, não esperando que elas venham para nós, sem primeiro lhes mostrarmos; que, sincera e lealmente, nos interessamos por elas.

Não é só por meio da palavra, com uma tal ou qual retórica, mas sobretudo e especialmente com obras e com a instrução que nós nos elevemos dirigir ao povo.

De mais a mais, dá-se o seguinte: o povo do norte não é muito exigente, e tanto não é exigente que o das montanhas do Suajo e da Peneda, onde é preciso percorrer uma distância de 40 quilómetros para levar uma certa ao correio, tem-se mantido nesta situação incomportável, sem grandes reclamações.

O Sr. Presidente: - V. Exa. já excedeu, e muito, o tempo concedido pelo Regimento para falar antes da ordem do dia.

Vozes: - Fale, fale, fala.

O Orador: - Mais uma vez agradeço, muito reconhecido, a deferência de V. Exas. e prometo ser meio breve.

Sr. Presidente: Quando esteve reunida a Assembleia Nacional Constituinte, nós ouvimos dizer e informar ao Dr. Alfredo de Magalhães, que esteve na Gavieira e Suajo, isto é, no extremo norte do país, qual o estado de alma e de espírito da pobre gente que por lá habita.

Não há cemitérios, não há escolas, nem correio, nem médico; aquela gente, écran, vive uma vida semi-nómada, e vou dar a razão: é porque a gente desta região, desde Maio até Outubro, vive no alto das montanhas, depois retira para o fundo delas, onde vive em choupanas, quási promiscuamente com o gado, para ter mais calor.

Nestas circunstâncias, desde que nós trabalhemos com vontade para a integrar na República, posso garantir a todos que havemos de encontrar ali a primeira guarda avançada da República.

Se quiserem encontrar os primeiros atiradores do pais, tem de ir lá procurá-los.

E, depois, para mim, há uma circunstância que eu desejo registar com especial agrado nesta casa do Parlamento.

Acusa-se por toda a parte o clero paroquial de reaccionário e de intentos jesuíticos; mas a verdade é que D Dr. Alfredo de Magalhães foi encontrar àquelas montanhas párocos dedicados à República, como se não encontrem em outras regiões.

Um pobre velho, que eu conheço, e que ter lá vivido quási toda a sua vida, disse ao Dr. Alfredo de Magalhães que a sua arma de combate era a oração. Aceitamos a Republica, disse o bom ancião, se bem que, até aqui, ninguém nos tenha falado nela.

Vozes: - Muito bem. Os das freguesias próximas ofereceram ao Dr. Alfredo de Magalhães opíparos jantares, e trataram-no com todas as deferências e atenções, como êle próprio reconheceu na Constituinte.

Outro pároco, daquela região montanhosa, que foi excelente caçador, que é muito inteligente e um pároco na verdadeira acepção da palavra, que, quando foi para a sua paróquia, não se cultivando lá a vinha, conseguia, graças à sua inteligente direcção e salutar exemplo, que já se colham aí dezenas e dezenas de pipas de bom vinho verde, êsse pároco, avisado pelos fregueses para fugir, como êles, ao aproximarem-se uns militares que foram àquela freguesia fazer um reconhecimento por ordem do nosso colega na outra Camara o Sr. Simas Machado, quando esteve a comandar as forcas no norte, respondeu-lhes: "está aberta só meia porta da residência; pois vou abrir-lhes a outra meia".

E foi.

E as portas da casa do bom abade foram abertas, de par em par, e os militares ali foram hospedados, com aquela gentileza e afabilidade que êle sabe dispensar a todos que dele se acercam.

É claro que uma boa propaganda não se pode organizar sem elementos locais, em quem o povo deposite confiança. (Apoiados).

Acerca da propaganda no país, recebi, há pouco tempo, uma carta circular do Directório Republicano, e tenho e maior prazer em ver aqui alguns Srs. Senadores, que são membros sse Directório, porque desejo prestar-lhes esclarecimentos, subsídios e elementos, que reputo fundamentais, para se fazer uma propaganda eficaz, de resultados estáveis.

E a qualquer missão de propaganda, que se destine às províncias do norte, é preciso que dela faça parte, antes de mão, um elemento local, isto é, que tenha autoridade moral. (Apoiados).

Se não for assim, como o povo é ignorante, e à beira da ignorância está a desconfiança, êle receberá com pouco agrado aqueles que se lhe apresentarem.

Devem, portanto, figurar nesta classe de rnissões, os elementos locais, ou da freguesia, ou de perto, a quem e povo respeite, em quem deposite confiança; homens que serem como que seus juízes de paz, seus liais conselheiros e amigos sinceros.

Também deve fazer parte dessas missões o elemento militar, mas o elemento militar fardado, porque o povo tem muita consideração e até estima pela farda do oficial do exército: é uma espécie de culto externo, que não é para desprezar.

Quando alguns oficiais do Sr. Simas Machado foram a uma Sociedade sertaneja, no concelho dos Arcos, fazer uma missão de propaganda, encontraram o povo assistindo à missa paroquial.

Entraram no templo e aí se conservaram, até o fim, com todo o respeito, como é próprio de homens bem educados e prudentes, qualquer que seja a sua crença.

Bastou êste facto para, como se diz vulgarmente, empalmarem todo o auditório. Até o próprio párocho assistiu à conferência.

Não se imagina a influência que no povo exerceu essa compostura e respeito por parte dos oficiais, que se apresentaram devidamente fardados, dentro do templo, porque, assim, êles dão uma prova da sua boa educação e do respeito que deve merecer a crença alheia, embora não seja a que êles professam.

Deve, ainda, esta missão conter um membro, de preferência do Ministério do Fomento, que leve autorização para prometer e fazer logo, umas pequenas cousas, umas pequenas despesas, tais como uma caixa de correio, ou estabelecer um posto de registo civil, etc.

Com êstes elementos, eu garanto a V. Exa. que, em pouco tempo, teremos republicanizado o país.

De contrário, se continuarmos a mandar gente desconhecida, se continuarmos neste sistema de irmos para lá fazer discursos muito bonitos, que são bem recebidos naquela ocasião, mas que logo esquecem, não se conseguirá nada.

Eu digo a V. Exa., que já ouvi, a propósito dum orador distinto, que foi a uma daquelas aldeias pregar um sermão, e que fez, realmente, um discurso brilhante. O facto que aponto observei-o eu próprio.

Ao terminar êsse discurso, dirigi-me a um grupo de pequenos lavradores e perguntei:

"Então o que pensam, a respeito do sermão?"

"Oh, muito bem, muito bem, pena foi ser em latim!"

(Riso).

É e que acontece a esta pobre gente, muito rude e ignorante, que está um tanto desconfiada por nunca ter sido atendida em cousa alguma pelos governos da monarquia, e por isso só com obras, que atestem o nosso interesse por ela, é que a podemos integrar na República.

Sr. Presidente: embora isto custe um pouco ao Estado, fiquem certos de que a propaganda nestes termos ha-de ser duradoura e de bons resultados para a República.

Eu podia alongar-me em considerações, mas quero apenas frisar um ponto para V. Exa. e o Senado verem como aquela gente é patriota e respeitadora da autoridade.

Lembram-se de que, quando os paivantes tentaram entrar, como entraram no país, se fez uma chamada das reservas.

Nos jornais de Lisboa nós vimos pejadas as suas colunas de oferecimentos para ir para a raia, chegando o facto a ser moda.

Pois bem: eu posso citar factos de filhos do povo do norte, que bem mostram o seu amor pátrio.

Dois trabalhadores, um do campo, e outro, que depois de ser praça da armada, é hoje carpinteiro, escreveram-me nos seguintes termos:

O primeiro, pedindo que intercedesse junto do Sr. Ministro da Guerra para que o deixasse fazer parte daquelas fôrças do norte, e acrescentava "que ainda tinha boa pontaria".

O segundo pedia a mesma cousa e dizia: "O meu maior prazer seria apresentar em Lisboa a cabeça de Paiva Couceiro".

E um velho pai, que não pude apresentar o filho por estar no Brasil, voltou-se para a autoridade e disse: Estou eu aqui, senhor, para ir servir no lugar de meu filho".

Então esta gente não é patriota? Até faz bem ouvir falar o povo por esta forma.

O que falta, é nós estendermos-lhe os braços, ir procurá-lo ás ravinas e encostas dos seus montes, com o duplo fim de o educar, para ser útil á Pátria, e de melhorarmos as suas precárias condições, que, no norte, são bem mesquinhas.

Vou mandar para a mesa o meu projecto, e V. Exas. hão-de apreciá-lo como êle merecer e for de justiça.

Tenho dito.

Vozes: - Muito bem.

O orador foi cumprimentado por muitos Srs. Senadores presentes.

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RUSGA DE SÃO VICENTE DE BRAGA DANÇA NO MOSTEIRO DE TIBÃES

Espetáculo e visita guiada encerram exposição "O Trajo e o Trajar Popular no Baixo Minho"

A exposição itinerante "O Trajo e o Trajar Popular no Baixo Minho - finais do século XIX, primeiras décadas do século XX", patente ao público na 'Sala do Recibo' do Mosteiro de São Martinho de Tibães, Braga, encerra já no próximo domingo, dia 4 de setembro.

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Em jeito de 'remate prévio, para o sábado, dia 3, a Rusga de São Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho e o Mosteiro de Tibães, tem agendado duas iniciativas. Às 15:00h, uma visita guiada à exposição para todos os interessados, tendo por principais destinatários, os dirigentes e diretores técnicos do movimento folclórico. Às 17:00h, no 'Claustro do refeitório', um espetáculo sob a designação "Olha a roda que a saia tem - música e dança no mosteiro". Ambas as iniciativas são de entrada livre.

A reposição desta exposição no Mosteiro de Tibães passados 11 anos, insere-se no âmbito do 4º tema do programa comemorativo do 50º aniversário da Rusga sob a designação; "Há 50 anos a Rusgar - um legado herdado, a transmitir e a rentabilizar".

De referir a propósito, que as comemorações dos 50 anos de vida ininterrupta da Rusga, iniciaram-se com a realização da 1ª edição das "Conferências Rusgueiras - Arco Cultural" cujo tema foi, " A Religiosidade Popular; crenças, cultos e promessas" e, terminarão este ano, com a realização da 2ª edição das mesmas, tendo por tema, "A Festa e a Romaria".

Esta exposição que voltou ao seu ponto de partida, desde 2005 tem andado em itinerância por diversos concelhos que compõe a região geoetnográfica Baixo-minhota, nomeadamente, Guimarães, Vila Verde, Barcelos, Amares, V. N. de Famalicão, Povoa de Lanhoso, entre outros. Paralelamente, parcelas temáticas da mesma, foram requisitadas por museus, escolas, juntas de freguesia, centros comerciais e outros espaços afins.

Passados todos estes anos, entendemos que, os propósitos que nos levaram a empreender este projeto expositivo, permanecem válidos​. Do catálogo da exposição então publicado, transcrevemos uma pequena parcela de um dos textos: “Sendo o Trajo há muito considerado “património material”, um outro objectivo desta exposição é o de o elevar à categoria de “património imaterial” – à luz de um conceito mais abrangente e hodierno de “património”… por forma a responsabilizar a promoção deste património que é de todos.”.

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CERVEIRA HOMENAGEIA BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS

Autarquia cerveirense propõe atribuição da mais alta condecoração municipal aos Bombeiros Voluntários

Para assinalar o centenário do Corpo de Bombeiros de Vila Nova de Cerveira, o executivo municipal aprovou, em reunião de câmara desta quarta-feira, propor à Assembleia Municipal a atribuição da Medalha de Honra do Município à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários, durante as comemorações do próximo Dia do Município, a 1 de outubro. Proposta foi aprovada por unanimidade e será analisada pela Assembleia Municipal.

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A 31 de outubro do ano de 1915 foi criado o primeiro Corpo de Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Cerveira no seio da “Delegação da Cruz Vermelha de Cerveira” para, em 1935, dar lugar à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários que ainda hoje mantém em atividade um corpo de bombeiros amplamente reconhecido pela população.

Depois de, a 1 de outubro de 2011, a Câmara Municipal ter entregue a Medalha Municipal de Mérito Humanitário – Grau Ouro - à Associação pela excecional relevância da sua vida e obra em prol da defesa dos cerveirenses e de Vila Nova de Cerveira, o reconhecimento é reforçado por ocasião da celebração dos 100 anos de existência, propondo a atribuição da mais alta distinção municipal, a Medalha de Honra do Município.

Entre os inúmeros argumentos para esta condecoração destaca-se o ideal de generoso altruísmo e sob o lema da ajuda ao próximo; a coragem, a abnegação e a humanismo dos homens e mulheres que têm servido ao longo do tempo e que constituem um fator acrescido de segurança para os cidadãos do concelho e não só; a promoção de um projeto de voluntariado no concelho, em torno de uma missão que oferece aquilo que há de mais precioso no ser humano e que é a própria vida; e o mérito da ação que esta Associação tem desenvolvido, além de unanimemente reconhecido pelos cerveirenses, alcança reconhecimento nos concelhos em que presta auxílio sempre que as circunstâncias adversas o exigem.

Ao longo dos 100 anos de existência, o campo de ação do Corpo de Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Cerveira no concelho não se esgotou somente no socorro à população do concelho mas teve, também, um papel preponderante na dinamização social e cultural. Na atualidade, a Associação tem como desígnio principal a proteção de pessoas e bens, designadamente o socorro a feridos, doentes ou náufragos e a extinção de incêndios, detendo e mantendo em atividade um corpo de bombeiros voluntários. Desenvolve ainda mais atividades, individualmente ou em associação, com outras pessoas singulares ou coletivas a prestação de cuidados de saúde, atividades de caráter social de apoio e proteção à infância, à juventude, à deficiência e aos idosos ou em qualquer situação de carência que justifique uma atuação pró-humanitária.

O Dia do Município de Vila Nova de Cerveira é celebrado a 1 de outubro, com um programa que procura refletir o conceito de cidadania ativa, agraciando um conjunto de entidades e personalidades do concelho. Para este ano, e por se tratar da Medalha de Honra do Município, esta proposta vai ainda ser submetida à apreciação e votação pela Assembleia Municipal de Vila Nova de Cerveira.

VILA VERDE REALIZA FESTA DO LINHO

Marrancos organiza espadelada tradicional e festeja o 3º aniversário do Museu do Linho!

A tradição continua bem viva na freguesia de Marrancos, que organiza no próximo sábado (3 de setembro) a recriação da prática ancestral da espadelada do linho, garantindo a preservação dos saberes da cultura popular, que são transmitidos às gerações mais jovens.

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Uma iniciativa aberta a toda a população, em que vilaverdenses e visitantes poderão assistir ao vivo aos vários processos artesanais de transformação da planta do linho. A iniciativa vai decorrer nas imediações do Museu do Linho, que celebra o 3º aniversário. Este é o único museu nacional dedicado integralmente ao ciclo do linho, desde a sementeira até aos belos bordados que chegam às nossas casas.

O evento arranca pelas 15h30, com a recriação das várias etapas do ciclo do linho. Os trajes de outrora, as alfaias agrícolas, os métodos artesanais… tudo como manda a tradição. Uma espadelada preparada a preceito para levar os visitantes numa autêntica viagem no tempo à descoberta da herança cultural da região minhota. Pelo meio são esperadas as divertidas visitas dos ‘Mascarados Sem Juízo’, que vêm animar a festa com as suas diabruras. Uma hora mais tarde começa o encontro de cantares tradicionais do ciclo do linho, que conta com a participação da associação local e de grupos convidados.

Visitas guiadas, folclore e uma boa merenda

Durante a tarde, os interessados podem ainda participar numa das visitas guiadas ao Museu do Linho. A animação continua pela tarde dentro, com a atuação do Rancho Folclórico de Marrancos, que deverá começar às 17h30, seguindo-se um encontro de concertinas, cantares e danças minhotas. Ao final da tarde, pelas 19h00, é hora de repor energias e aconchegar o estômago com uma farta merenda à boa moda minhota. Espera-se uma tarde carregada de simbolismo e com muita animação à mistura, numa mostra genuína do verdadeiro pulsar do mundo rural e da cultura popular.

Décadas a recriar a espadelada do linho

A recriação da espadelada tradicional do linho é começou a ser organizada na freguesia ainda nos anos oitenta do século passado, impulsionado pelo especialista local, Abílio Ferreira, numa ação que permitiu preservar e divulgar esta tradição local. A iniciativa é organizada pela Associação Cultural e Recreativa de Marrancos em conjunto com a União de Freguesia de Marrancos e Arcozelo e insere-se na programação turístico-cultural Na Rota das Colheitas, do Município de Vila Verde.

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CERVEIRA RECONHECE O VALOR DOS SEUS ATLETAS PARALÍMPICOS

Executivo recebeu Inês Fernandes antes da participação nos Paralímpicos

A escassos dias de representar Portugal nos Jogos Paralímpicos no Brasil, Inês Fernandes, a atleta da Associação Desportiva, Recreativa e Cultural de Lovelhe (ADRCL), e o seu treinador Professor Jorge Rodrigues, estiveram na Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira para apresentar cumprimentos ao executivo antes da partida para o Rio de Janeiro. Autarquia ofereceu o brasão cerveirense como símbolo de reconhecimento pelo excelente trabalho que tem desenvolvido no desporto.

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O presidente da Câmara Municipal, Fernando Nogueira, o vice-presidente Vitor Costa, e a vereadora Aurora Viães receberam a atleta e o seu treinador, realçando o exemplo de dedicação e de superação desta jovem, fazendo votos de uma excelente participação naquele que é um dos eventos desportivos mais mediáticos do mundo.

Inês Fernandes, natural de Valença, treina há 12 anos no Centro Municipal de Atletismo, localizado em Vila Nova de Cerveira, e conta com os apoios das Câmaras Municipais de Cerveira e de Valença, assim como da União de Freguesias de Vila Nova de Cerveira e Lovelhe e da União de Freguesias de Valença, Cristelo Covo e Arão, para além das boas condições proporcionadas pela empresa onde labora que lhe permitem trabalhar e treinar em simultâneo.

Esta é a segunda presença de Inês Fernandes, de 28 anos, numa edição dos Jogos Paralímpicos depois de, em 2012 em Londres, ter alcançado um excelente 4º lugar, além de ter sido a porta-estandarte de Portugal na cerimónia de abertura.

Atualmente, a atleta ocupa a 5ª posição da hierarquia mundial da especialidade, e no seu palmarés conta com mais de 50 medalhas conquistadas em campeonatos do Mundo e da Europa, em lançamento do Peso Disco e Martelo.

Os Jogos Paralímpicos de 2016 decorrem entre 7 e 18 de setembro e, entre os melhores atletas Paralímpicos do mundo, encontra-se Inês Fernandes, atleta da ADRC Lovelhe, que vai procurar alcançar mais um excelente resultado para juntar a um vasto palmarés.

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ARCUENSES VÃO EM ROMARIA À SENHORA DA PENEDA

Romaria N.ª Sr.ª da Peneda de 31 de Agosto a 8 de Setembro

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez e a Confraria de N.ª S.ª da Peneda estão a levar a cabo um conjunto de melhorias na área do Santuário e ao nível da sinalização, parques de estacionamento e iluminação, bem como um conjunto de ações de promoção da Romaria N.ª Sr.ª da Peneda com inicio, hoje, dia 31 de Agosto a 8 de setembro, no sentido de promover o turismo religioso.

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PONTE DA BARCA REALIZA YOGA PARA BEBÉS

Biblioteca Municipal de Ponte da Barca com aula de Yoga para bebés & pais. Sábado | 24 de setembro | 11h

A Biblioteca Municipal de Ponte da Barca promove sessão gratuita de Yoga para bebés (entre os 18 e os 36 meses) e pais no sábado, dia 24 de setembro, às 11h.

Através da exploração dos sentidos dos bebés, feita através de forma livre e integral, e da promoção de um ambiente seguro e cheio de carinho ao longo de toda a aula, os pais e bebés poderão usufruir de momentos únicos que oferecem uma possibilidade de dedicação exclusiva em que cada instante traz em si a oportunidade de uma partilha de amor, ternura e diversão.

A atividade necessita de inscrição prévia que poderá ser efetuada presencialmente ou através do email biblioteca@cmpb.pt.

 

FAFE ASSINALA MÊS DA MOBILIDADE

Bicicletas eléctricas disponíveis para a comunidade

O Presidente da Câmara Municipal de Fafe, Raul Cunha, e o Vereador José Baptista, responsável pelo pelouro da Energia, vão, amanhã pelas 10h30, fazer a abertura do mês da Mobilidade, em Fafe, com o arranque de uma iniciativa muito especial.

Durante o mês de Setembro, a Autarquia disponibiliza três bicicletas eléctricas para os funcionários da Câmara Municipal se poderem deslocar e uma destinada à utilização da comunidade em geral.

Para além disso, haverá durante todo o mês, muitas outras actividades que se vão desenrolar, sob o mote “Mobilidade Inteligente. Economia Forte.” e que culminam com a Semana Europeia da Mobilidade e Segurança, de 19 a 24 de Setembro.

VILA VERDE: CABANELAS É AGRIDOCE

Agricultura e doçaria de mãos dadas na Agridoce de Cabanelas!

A agricultura e a doçaria voltam a caminhar de mãos dadas Na Rota das Colheitas e dão o mote para um fim-de-semana extremamente interessante na freguesia de Cabanelas.

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A Agridoce tem conquistado os visitantes pelo estômago, com os alimentos frescos e saudáveis cultivados de forma tradicional pelos agricultores locais e a doçaria confecionada pelas mãos experimentadas mestres locais, mas não só.

O evento apresenta-se como uma verdadeira mostra do que de melhor a freguesia e a região minhota têm para oferecer, com destaque para o célebre vinho doce, as iguarias mais típicas da cozinha regional (em que ganha lugar de destaque a broa com chouriço e sardinhas, um dos pitéus mais apreciados pelos visitantes), o folclore, a música popular, as belas peças de artesanato e a recriação da prática ancestral da desfolhada do milho.

A iniciativa, organizada pela comunidade de Cabanelas, decorre de 2 a 4 de setembro, nas imediações da igreja paroquial, e insere-se na programação Na Rota das Colheitas, do Município de Vila Verde.

Antecipam-se três dias de festa e diversão com um programa atrativo, que se apresenta como um tributo ao mundo rural, de um povo que tem orgulho nas suas origens e nas suas tradições. A Feira de Agricultura e Doçaria começa já na próxima sexta-feira, com a abertura do recinto pelas 21h00. Meia hora mais tarde tem lugar a sempre divertida e animada atuação dos ‘Amigos da Paródia’.

No dia seguinte, 3 de setembro, os interessados podem visitar a feira durante o dia e participar nas atividades marcadas para a noite, com uma tradicional desfolhada de milho, pelas 21h00, a que se seguem os espetáculos de música ao vivo dos artistas Anabella e Hélder Miranda.

O último dia, 4 de setembro, é o que apresenta a agenda mais preenchida, com várias atividades desde o raiar da aurora até ao final da tarde. O dia começa com uma manifestação religiosa, com uma Eucaristia marcada para as 08h30.

Os amantes das duas rodas não foram esquecidos e o Passeio de Motorizadas de 50c arranca às 10h00. As inscrições têm um custo de 10€ e incluem almoço e uma lembrança para todos os participantes. Meia hora mais tarde, os ritmos quentes da dança chegam ao recinto com uma Mega Aula de Zumba gratuita, aberta a toda a população.

No período vespertino, destaque para o cortejo etnográfico, marcado para as 15h00, e o encontro de folclore, que começa às 18h00. Estão reunidos todos os condimentos para mais um fim de semana de festa e de tributo a herança cultural minhota Na Rota das Colheitas.

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CABECEIRAS DE BASTO BENEFICIA CAPTAÇÕES DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

Câmara Municipal desenvolve trabalhos de beneficiação de acessos e limpeza de captações de abastecimento de água em Basto

Atendendo à necessidade de assegurar o abastecimento de água em qualidade e quantidade nas freguesias, a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto está a desenvolver trabalhos de beneficiação de captações de água para abastecimento domiciliário nas freguesias, incluindo limpeza de acessos e desmatação da envolvente das nascentes.

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Ainda que na freguesia de Basto não se tenham vindo a registar, até ao momento, falhas de água graves e sistemáticas no abastecimento às habitações, a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto desenvolve ações preventivas, tendo em vista melhorar as condições sanitárias e de acesso às origens de água que servem as populações, procurando tirar o máximo de produtividade das mesmas.

Atenta às dificuldades na disponibilidade de água neste período seco do ano, agravadas pela pouca precipitação, com redução significativa dos caudais de muitas das captações de água do concelho, associado ao aumento de consumo neste período de verão, a Câmara Municipal, nesta primeira fase, está a desenvolver ações preventivas de melhoria das origens de água nesta freguesia como nas restantes, tanto na vertente da captação como das condições sanitárias das mesmas.

Numa segunda fase, para 2017, pretende a Câmara Municipal reforçar e beneficiar a capacidade de captação das nascentes que abastecem esta freguesia, incluindo também a reparação do atual reservatório.

Estes trabalhos surgem também na sequência de outros trabalhos que foram já feitos e estão ainda previstos para os sistemas de abastecimento de outras freguesias, prevendo-se reforçar a captação que abastece o lugar de Celeirô, freguesia de Cabeceiras de Basto e lugar de Moimenta, freguesia de Cavez.

Refira-se que nos últimos anos foram realizados trabalhos de reforço das redes de abastecimento de água na freguesia de Basto com colocação de novo sistema de tratamento de água, por recurso a painéis solares, no reservatório da Tarímbola, incluindo a impermeabilização interior do reservatório.

Em complemento, obras realizadas pela Câmara Municipal, nos últimos anos, permitiram que uma área considerável desta freguesia fosse abastecida pelo sistema em ‘alta’ do reservatório de grande capacidade de Paçô, proveniente da adutora de Cabeceiras de Basto, refletindo-se numa maior qualidade e quantidade da água abastecida nesta freguesia.

MUNICÍPIOS DE CAMINHA, ROSALE A GUARDA ASSINAM ATA DE VISTORIA DE FRONTEIRA

Os Municípios de Caminha, Rosale A Guarda assinaram na passada quinta-feira, dia 25 de agosto, no “Estuário do Rio Minho”, a ata de vistoria de fronteira, no âmbito do Tratado de Limites entre Portugal e Espanha, datado de 29 de setembro de 1864.

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A ata foi assinada por Guilherme Lagido Domingos, vice-presidente da Câmara Municipal de Caminha, Anabela Monteiro, funcionária da Câmara Municipal de Caminha, Maria del Carmen Alonso Alonso, vice-presidente da Câmara Municipal do Rosal,Antonio Lomba Baz, presidente da Câmara Municipal de A Guarda e José Carlos Martinez Crespo, secretário do Gabinete de Atas da Câmara Municipal de A Guarda.

O Tratado de Limites entre Portugal e Espanha, de 29 de setembro de 1864, reconhece a linha fluvial do Rio Minho, que serve de fronteira entre os dois países. A ata de vistoria de fronteira é assinada anualmente e atesta que não se verifica qualquer alteração no curso do Rio Minho.

O ZOROASTRISMO E A SUA INFLUÊNCIA NO JUDAÍSMO E NO CRISTIANISMO

O zoroastrismo é a religião monoteísta viva mais antiga (apareceu entre 1550 AEC e 1200 AEC, numa altura em que o judaísmo tinha um caráter muito politeísta) e influenciou muito o islamismo (em especial o xiita), o judaísmo e o cristianismo.

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Dele provém por exemplo o conceito de paraíso (pairidaeza) e influenciou muito a religião judaica, durante o exílio na Mesopotâmia como por exemplo a proibição da adoração de imagens sagradas (todo o texto de Isaías na Bíblia é de raiz zoroastriana),o monoteísmo rigoroso (até então o judaísmo era confusamente politeísta) e o puritanismo austero (a purificação dos judeus apregoada por Esdras ter-se-á dado a partir da Pérsia) uma vez que o zoroastrismo era a religião oficial do império persa, sendo o imperador persa Ciro II visto como o “Messias de Jeová” ou o “ungido de Jeová”. O paradoxo é que o título é concedido a um soberano estrangeiro, que não conhece Jeová (“Embora não me conheças, eu te cinjo”, no Deuteronómio de Isaías).

Adotaram então a crença zoaroastrista da vida após a morte, os conceitos de céu e inferno e do julgamento final e do apocalipse muito diferentes do judaísmo de antes da invasão persa. O princípio dualista do zoroastrismo manifesta-se na doutrina das duas eras, uma era presente (de impiedade) que se opõe a uma era futura (de justiça). Com a invasão alexandrina e o helenismo, o judaísmo absorve novos conceitos: o conceito grego da imortalidade da alma e a ideia da ressurreição corporal do zoroastrismo.

Hoje em dia há duas seitas, geograficamente delimitadas (sem contar com os zoroastristas na diáspora, que devem ser tantos como o total dos que existem no Irão e na Índia, um dos quais era o vocalista dos Queen, Freddie Mercury, um zoroastrista parsi, cujo nome verdadeiro era Farrokh Bulsara. No Irão há 35.000 zoroastristas – segundo o governo iraniano – ou 60.000 segundo as autoridades religiosas zoroástricas.

Os zoroastristas iranianos, (cuja cidade sagrada é Yazd, se bem que haja muitos também em Teerão e Kerman) são mais abertos, aceitam casamentos com não-zoroastristas e tentam ativamente converter outras pessoas. Os zoroastristas indianos, concentrados no no Estado do Gujarate, chamados Parsis (de Persa), são mais fechados, só aceitam casamentos endógenos, porque se consideram uma raça “pura” e desencorajam o proselitismo e a conversão de estranhos. Isto é curioso: o ramo que procura conversões está num país onde 99% da população é muçulmana, na maioria xiitas duodecimanos, religião que não permite a saída para outra religião; o ramo parsi, que não admite a conversão de outros, está na Índia, país onde a conversão para outras religiões é livre, exceto para os muçulmano. Dá Ahura Mazda nozes a quem não tem dentes…

No Irão, além dos muçulmanos de várias confissões (incluindo os bahá’is, ramo divergente do xiismo, considerado herético e proibido mas que mesmo assim tem cerca de 350.000 fiéis), são reconhecidas pelo Estado e protegidas (com direito a um assento no parlamento cada uma, as religiões judaica (com 25.000 praticantes, a maior comunidade judaica num país muçulmanos), cristã (300.000, sendo 200.000 da igreja apostólica arménia, sendo os restantes protestantes e da igreja assíria; também são considerados cristãos, e como tal protegidos pela lei, os gnósticos mandeístas que porém não se reconhecem a si próprios como cristãos e por isso se consideram discriminados pelo governo – que não liga nenhuma às suas queixas e continua a classifica-los como cristãos; note-se uma coisa interessante: considera-se que o conceito de diabo nas igrejas cristãs provém do islamismo iraniano e não do judaísmo) e os zoroastristas.

Nuno Miranda

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ANHO NO FORNO E ARROZ PINGADO ATRAEM VISITANTES DO MINHO E GALIZA A VALENÇA ESTE FIM-DE-SEMANA

Valença Tem Anho no Forno e Arroz Pingado este Fim-de-semana

O Festival Gastronómico “Sabores do Anho” decorre entre 3 e 4 de setembro, na freguesia valenciana de Gondomil. Uma oportunidade para saborear o Anho Assado no forno a lenha, com arroz pingado, feito por quem mais sabe desta tradição secular.

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O Largo de Santa Rita, em Gondomil, é o espaço de acolhimento deste festival gastronómico dedicado a um dos pratos mais emblemáticos da gastronomia valenciana, o Anho no Forno, a 12,5 euros a dose.

Sabores do Anho é uma oportunidade única para saborear um prato genuíno da região elaborado de forma tradicional assado, como há séculos, nos tradicionais fornos a lenha por mãos sábias; um prato rei gastronómico das festas grandes. Como alternativa os comensais podem saborear os rojões e deliciar-se, na sobremesa, com as celebres Sopas Secas.

O anho assado nos fornos de Valença é criado, em rebanhos, sobretudo, nas serranias do Faro, da Furna e de São Lourenço, nas mais puras pastagens da carqueja, do rosmaninho e do tojo bravo que dotam esta carne de um sabor inigualável.

O festival abre sábado, às 12h com e do programa de animação consta o Trilho da Corredoura do Manco, às 16h e para as 22h está programada a atuação do Grupo de Sopro e Cordas de Outeiro. Domingo o festival abre às 12h, estando programado um espetáculo da Ginasticart para as 16h30 e concertinas e cantares ao desafio, a cargo de Ricardo Jorge e Zé Barbosa, a partir das 17h.

A iniciativa é da Câmara Municipal de Valença, Junta da União de Freguesias de Sanfins e Gondomil e da Associação Cultural de Gondomil.

Os Sabores do Anho encerram o ciclo anual de eventos gastronómicos que a Câmara Municipal de Valença dinamizou ao longo deste ano e de que destacaram, ainda, os Sabores da Lampreia, Os Sabores Serranos, Os Sabores da Aldeia, os Domingos Gastronómicos e Fevereiro Mês da Lampreia.

CONFLITOS PARTIDÁRIOS PERTURBAVAM O FUNCIONAMENTO DA JUSTIÇA EM ARCOS DE VALDEVEZ EM MEADOS DO SÉCULO XIX

Em 1858, a intervenção do deputado Barros e Sá na sessão de 20 de Novembro da Câmara dos Senhores Deputados da Nação Portugueza, sob a presidência de Miguel Osorio Cabral, chamou a atenção para a administração da Justiça em Arcos de Valdevez e o conflito que então opunha o Administrador do Concelho em relação à Câmara Municipal e aos próprios funcionários judiciais, reflexo das disputadas partidárias que se registavam naquele concelho.

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Transcreve-se do respetivo “Diário” a intervenção daquele deputado:

O sr. Barros e Sá: — Visto que é esta a segunda vez que v. ex.ª tem a bondade de me conceder hoje a palavra, não deixarei de fazer uso d’ella, apesar de ter alguma difficuldade n'isso, porque não está na casa um digno deputado que sobre esta maioria tambem a pediu em uma das sessões passadas.

Sr. presidente, eu n'um dos dias da passada sessão legislativa chamei a attenção do nobre ministro da justiça para o estado de administração da justiça no concelho de Arcos de Val de Vez, e apresentei n’essa occasião a historia de um deploravel conflicto que tinha havido não só entre a camara e o administrador do concelho, mas entre o administrador do concelho, a camara e todos os empregados judiciaes. Quero persuadir-me de que s. ex.ª cumpriu a promessa que teve a bondade de fazer-me n’essa occasião; é certo porém que hoje o tal administrador do concelho, que não conheço e que acredito não seja tão mau como dizem uns, nem tão honesto como dizem outros, está pronunciado por crimes cuja enunciação faz medo, e apesar d'isso ainda está sendo administrador! Os crimes por que esta pronunciado são os seguintes: 1.°, por entrar na cadeia e ahi espancar os presos; 2.°, por fazer prender Manuel José Esteves, da comarca de Monção, sem estar pronunciado, quando passava por aquella villa munido de passaporte, e teve-o preso trinta e oito dias, sem o entregar ao poder judicial, apesar dos requerimentos do preso e ordens do governador civil; 3.°, por obrigar o juiz eleito da Gavieira, e ao seu substituto, a levar, a oito leguas de distancia, um preso a Melgaço; 4.°, por obrigar um empregado do contraio do tabaco a levar um officio a Monção; 5.°, porque dá franca protecção ao ladrão, sacrilego e assassino Manuel Pires Tróia de Soajo; 6.°, por ter obrigado tres jurados a fazer a guarda aos presos da cadeia, em consequencia de terem absolvido um réu; 7.°, porque tem mandado prender e soltar alguns individuos, sem culpa formada, e sem os entregar ao poder judicial; 8.°, porque levantou a ração a um préso; 9.°, porque, encontrando-se com o creado de José Bernardino da Costa Lobo, fe-lo apear á forra do cavallo, no qual montou, mandando o d'elle para casa; 10.°, por obrigar a José Rodrigues Cadeço a levar um caixão de pedra.

Finalmente são onze ou doze crimes, e qualquer d'elles é da bitola que a camara acaba de ouvir. Não quero saber se este homem é um grande criminoso, ou se é um homem digno de ser administrador de um concelho na provincia do Minho, o que eu digo é que um homem que esta pronunciado pelo poder judicial por estes crimes não póde nem mais um dia continuar á testa da auctoridade administrativa n'um concelho d’este paiz, porque é um escandalo inaudito que nas nações estrangeiras se não acreditará.

Sr. presidente, acresce mais que n’aquella villa e n’aquelle concelho ha dois partidos, um está addido ao administrador do concelho, e outro ao juiz de direito e ao delegado do procurado regio, quem é amigo de um é inimigo dos outros, quem falla a favor de dita os contrarios. Ora uma terra, assim dividida em duas parcialidades por causa dos empregados que ali e existem, acha-se n'um estado que não póde continuar. O que é certo é que está n'isto talvez ha mais de oito meses, o governo sabe-o, tem obrigação de o saber, e as providencias não têem apparecido.

Eu já annunciei uma interpellação ao nobre ministro do reino a este respeito. Não quero agora abusar da presença do nobre ministro da justiça para fazer a interpellação, que aliás reservo para tempo competente; mas é-me permittido, acredito eu, chamou-vos novamente a attenção do nobre ministro da justiça para que s. ex.ª pela sua parte faça com que aquelle conflicto desappareça, para que aquella terra entre em um estado normal.

O sr. ministro deve saber, e consta-me que o sabe, que o delegado do procurador regio requisitou da sua repartição a auctoridade legal para que o administrador do concellho seja accusado. Não posso acreditar nem me pode passar pela imaginação que os ministros da corôa neguem n’este caso a licença para a accusação; se porém a denegarem, como tem havido exemplos, não digo d’estes ministros, mas emfim de ministros da corôa, se se continuar a denegar a auctorisação, eu pedirei ao nobre ministro da justiça o seguinte. Muitos d’estes crimes não são commettidos no exercicio das funcções de administrador de concelho, muitos d’estes crimes são crimes particulares com os quaes nada tem garantia administrativa do poder executivo, e eu incessantemente pediria ao nobre ministro da justiça quizesse dar as suas ordens terminantissimas ao delegado do procurador regio para que, separando os crimes que são puramente administrativos d’aquelles que são crimes particulares, proceda contra estes nos termos regulares do processo, porque é necessario saber se o administrador do concelho é tão criminoso para ser punido ou é um homem innocente, para n’este caso, não continuar a estar sob a pressão de tão grandes atrocidades.

Parece-me que ate aqui não tenho mostrado animosidade contra o governo, porque não quero fazer d’isto questão politica e de opposição, quero unicamente convidar os nobres ministros a que façam entrar aquelle concelho n’um estado normal, e igualmente pediria a v. ex.ª que tivesse a bondade de prevenir o sr. ministro do reino sobre a necessidade que há da sua parte de tomar providencias e de vir responder à interpellação que eu lhe annunciei.

O sr. Ministro da Fazenda (Antonio José d'Avila): — Logo que o illustre deputado chamou a minha attenção sobre o estado com que se acha aquelle concelho, procurei todas as informações necessarias para adoptar as providencias que estivessem nas minhas attribuições; mas pela propria exposição que o nobre deputado fez à camara vê-se que este negocio pertence mais ao ministerio do reino do que no ministerio da justiça: por consequencia já vê a camara que não sou o ministro competente para dar ao nobre deputado, e espero v. ex.ª vir muito depressa satisfazer esse desejo.

O sr. Barros e Sa. — Mas pode fazer alguma cousa.

O Orador: — Sim, mas nao muito.

FAFE DÁ A PROVAR A VITELA ASSADA À SUA MODA

III Festival Gastronómico da Vitela Assada à Moda de Fafe. De 16 a 18 de Setembro na Praça das Comunidades

No próximo mês, Fafe volta a ser palco do maior Festival de Vitela Assada do país. De 16 a 18 de Setembro, a Praça das Comunidades recebe o III Festival Gastronómico da Vitela Assada à Moda de Fafe.

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Durante três dias, vários restaurantes do concelho vão confeccionar, em forno de lenha, a sua melhor vitela assada, acompanhada do já tradicional vinho verde e finalizada com o típico pão de ló e os saborosos doces de gema.

O festival contempla também muita animação e boa disposição, com actuação de grupos musicais, jogos tradicionais e algumas surpresas.

Para o Presidente da Câmara Municipal de Fafe, Raul Cunha, esta terceira edição é o reafirmar da vontade em promover a gastronomia do concelho como elemento turístico de excelência.

“A vitela assada é o ex-libris da gastronomia fafense e merece todo o reconhecimento num festival com dimensões e condições ainda melhores que as do ano passado.

Em 2015, milhares de pessoas passaram pelo certame e toneladas de vitela foram cozinhadas. Foi uma aposta ganha. Esperamos que este ano se mantenha quer a qualidade do festival, quer a possibilidade de com ele promovermos turisticamente o nosso território."

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ARCOS DE VALDEVEZ QUER SER CONCELHO MAIS SOLIDÁRIO

Câmara Municipal apoia 2ª edição do Projeto ''Aldeia Feliz'' no concelho

O Município de Arcos de Valdevez tem levado a cabo um conjunto de políticas sociais essenciais à construção de um concelho mais coeso e solidário, das quais o apoio a projetos que visam a promoção do envelhecimento ativo, a sensibilização para a saúde e estilos de vida saudáveis e a identificação e redução dos riscos associados ao isolamento da terceira idade.

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Neste âmbito, e à semelhança de anos anteriores, o Município, de 01 a 04 de setembro volta a abraçar o Projeto “Aldeia Feliz”, promovido pelo núcleo de estudantes de Medicina da Universidade do Minho.  O intuito primário desta comunidade de estudantes é levar a cabo uma intervenção de prevenção primária que diminua a curto e longo prazos os riscos associados ao isolamento e solidão na terceira idade, através de um trabalho local de proximidade em que farão um contato direto com a população vulnerável, identificando os principais problemas em relação à satisfação das necessidades básicas, enquadramento social de cada indivíduo, o seu nível de carência e estado socioeconómico.

Estes jovens, nos dias 1,2 e 3 de setembro irão realizar visitas a seis das freguesias mais isoladas no concelho (Soajo, Cabana Maior, Cabreiro, Sistelo, Rio Frio e Senharei) e no domingo de manhã (dia 4 de setembro), será promovida uma caminhada saudável no centro da vila de Arcos de Valdevez, seguida de uma sessão de formação sobre a temática da desertificação e o envelhecimento da população, no Centro de Informação e Turismo Municipal (CMIT).

A partir desta avaliação serão implementadas medidas de apoio imediato direcionadas e adaptadas a cada caso, que poderão passar por conselhos, rastreios e educação para a saúde ou até mesmo referenciamento dos casos mais graves para as autoridades competentes.

Para o Município de Arcos de Valdevez é essencial criar estratégias de intervenção, concertar esforços com as várias entidades locais de solidariedade social e apoiar os vários projetos sociais de modo a responder às reais necessidades sentidas pela população arcuense, promovendo a inclusão social, apoiando os mais desfavorecidos e combatendo o abandono e o isolamento da população idosa no concelho.

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SPORTING DE BRAGA E DEPORTIVO DA CORUNHA DEFRONTAM-SE EM MELGAÇO

O Sporting Clube de Braga e o Deportivo da Corunha defrontam-se no próximo dia 2 de setembro em Melgaço. O jogo, um treino já para o próximo campeonato, acontece pelas 17h00, no Estádio Municipal de Melgaço.

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O Centro de Estágios de Melgaço é um espaço idealizado e construído de forma a oferecer um serviço de elevada qualidade, com equipamentos adjacentes que visam a atividade desportiva, tanto na vertente lúdica como na vertente competitiva ao mais alto nível. O complexo constitui-se como um pólo dinamizador do desenvolvimento do desporto, lazer e turismo na região e posiciona-se como um dos mais modernos, melhor equipados e mais completos complexos desportivos.

Divide-se em duas grandes áreas: a área de lazer, com diversos equipamentos que permitem a prática do desporto de manutenção e equipamentos destinados a atividades lúdicas e culturais; e a área destinada ao desporto de alta competição, servida por infraestruturas capazes de acolher diversas modalidades, tanto para competição como para treino. É nesta última área que se situa o Centro de Estágios, dotado de um conjunto de equipamentos próprios, disponibilizados em exclusivo aos clubes em estágio. É composto por estádio de futebol, pista de atletismo, campo de treinos, balneários, clube saúde, ginásio de manutenção, salas de tratamentos e massagem, entre outros. Estes equipamentos encontram-se vedados ao exterior, mas interligados entre si, visando oferecer as condições necessárias a um melhor estágio, em segurança, tranquilidade e com privacidade.

O complexo tem sido uma opção para muitos atletas, uma mais-valia para o concelho na medida em que potencia a marca Melgaço e tudo o que a referida aporta a vários níveis, como a gastronomia, cultura, história, costumes, desporto de Natureza entre outros.

NOITE BRANCA CONDICIONA CIRCULAÇÃO DO TRÂNSITO EM BRAGA

Condicionamentos à normal circulação de trânsito – Noite Branca Braga 2016

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O Município de Braga informa que, por motivo da realização do evento ´Noite Branca Braga 2016´, que decorre de 2 a 4 de Setembro, estão previstos os seguintes condicionamentos de trânsito:

- É proibido o trânsito automóvel na Praça Municipal e Rua de Santo António das 14h00 do dia 02 de Setembro até às 23h59 do dia 04 de Setembro;

- É proibido o estacionamento automóvel na Praça Municipal e Rua de Santo António das 09h00 do dia 01 de Setembro até às 23h59 do dia 04 de Setembro;

- O arruamento a Nascente de edifício municipal na Praça Municipal fica encerrado ao trânsito automóvel a partir das 19h00 do dia 29 de Agosto até às 23h59 do dia 04 de Setembro;

- É proibido o estacionamento automóvel na Rua D. Frei Caetano Brandão, desde a Praceta Comendador Torres de Almeida até ao cruzamento com a Rua D. Diogo de Sousa das 14h00 do dia 29 de Agosto até às 23h59 do dia 4 de Setembro;

- É proibido o trânsito automóvel na Avenida Visconde Nespereira das 14h00 do dia 03 de Setembro às 07h00 do dia 04 de Setembro;

- É proibido o estacionamento automóvel na Avenida Visconde Nespereira das 19h00 do dia 01 de Setembro até às 23h59 do dia 04 de Setembro;

- É proibido o trânsito automóvel no arruamento entre a Praça Conselheiro Torres de Almeida e a Rua Alferes

Alfredo Ferreira das 19h00 do dia 02 de Setembro às 02h00 do dia 03 de Setembro e das 19h00 do dia 03 de Setembro até às 04h00 do dia 04 de Setembro;

- É proibido o estacionamento automóvel no arruamento entre a Praça Conselheiro Torres de Almeida e a Rua Alferes Alfredo Ferreira das 14h00 do dia 02 de Setembro às 02h00 do dia 03 de Setembro e das 14h00 do dia 03 de Setembro até às 04h00 do dia 04 de Setembro.

Condicionamento do Acesso ao Parque de Estacionamento do Campo da Vinha

- O acesso ao Parque de Estacionamento do Campo da Vinha pela entrada da Praça Conselheiro Torres e Almeida, assim como a respectiva saída, serão fechadas entre as 19h00 do dia 02 de Setembro até às 02h00 do dia 03 de Setembro e das 19h00 do dia 03 de Setembro até às 04h00 do dia 04 de Setembro;

- Nestes horários o acesso ao Campo da Vinha será efectuado pela entrada da Avenida Visconde de Nespereira (junto ao edifício gnration), estando disponíveis todas as restantes saídas do parque.

Agradecemos aos Órgãos de Comunicação Social a melhor divulgação possível para estas informações.

CELORICO DE BASTO REALIZA FESTIVAL DE MÚSICA ALTERNATIVA

Gandarela´s Fest um festival alternativo em Celorico de Basto

A DJ Olga Rayzanova foi a grande atração do Gandarela´s Fest, um festival de música alternativa que teve lugar em Gandarela de Basto, aquando das festas em honra da senhora de Oliveira, no dia 12 de agosto.

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Organizado pelo 4º ano consecutivo por um grupo de amigos, o Gandarela´s Fest é o único festival a ter lugar em Celorico de Basto. Este ano contou com a presença da conceituada DJ Olga Rayzanova, dos Orangotando, do Dj Mariska, do Dj Fanzi e do DJ Bones.

A organização mostrou-se satisfeita com a adesão a este festival. “Não podemos baixar a fasquia, temos cada vez mais festivaleiros a procurar o Gandarela´s Fest pela qualidade do mesmo. A aposta na Olga Rayzanova foi aposta ganha, porque enchemos o recinto e atraímos pessoas oriundas de vários pontos de Portugal” disse José Sousa, da Organização. “Temos por objetivo lançar este festival para o nível de muitos que se promovem em Portugal, e vamos no bom caminho”.

Este festival contou com o apoio da Câmara Municipal de Celorico de Basto e de outras entidades que se quiseram associar a um evento que cresce a cada edição.

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RANCHO FOLCLÓRICO INFANTIL E JUVENIL DE S. BARTOLOMEU DO REGO APRESENTA FESTIVAL DE FOLCLORE EM CELORICO DE BASTO

Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de S. Bartolomeu do Rego apresentou o XVII festival de folclore em Celorico de Basto

Celorico de Basto mostrou mais um festival de folclore, desta vez na freguesia do Rego tendo como anfitrião o Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de S. Bartolomeu do Rego. Um festival, único no concelho, pelo cariz infantil e juvenil, que vai já na XVII edição, que decorreu no dia 20 de agosto, junto à igreja da freguesia do Rego.

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“Ver estes jovens a dançar com tanta alegria é sinónimo de que o trabalho está a ser bem feito e que as entidades envolvidas sabem cativar os mais jovens para a preservação desta arte. É preciso que estas tradições, que representam a nossa identidade, se mantenham ao longo dos tempos” disse o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva, um dos convidados para a XVII edição deste festival.

Por coincidência este festival antecedeu a festa da Senhora da Saúde e a festa de S. Bartolomeu do Rego, duas festividades organizadas naquela freguesia. No entanto, “não existe uma data fixa para este festival” disse Adélia Vaz, porta-voz do grupo anfitrião. Um festival que acontece no mês de agosto e que procura manter vivas as tradições do folclore. “Enquanto houver jovens para dançar continuaremos a valorizar o folclore. De facto, temos tido algumas baixas por causa do trabalho e dos estudos mas temos sempre gente nova a entrar e enquanto isso acontecer, este grupo manter-se-á” realçou.

O XVII festival contou com quatro grupos convidados sendo eles o Rancho Folclórico Flores de Monfirre em Mafra, o Rancho Etnográfico Infantil e Juvenil da Borda do Campo da Figueira da Foz, o Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Gondarém de Vila Nova de Cerveira, e o Rancho Folclórico dos Amigos do Castelo de Celorico de Basto.

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CABECEIRAS DE BASTO REALIZA PASSEIO LITERÁRIO

‘O Lourenço de Braga’ trouxe largas centenas ao Passeio Literário

Largas centenas de pessoas participaram no sábado à noite, 27 de agosto, no Passeio Literário organizado pela Câmara Municipal, através do Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto e da Biblioteca Municipal Dr. António Teixeira de Carvalho, que levou os participantes por um percurso que teve início na Praça José Salreta (Quinchoso) e que terminou no Souto Longal, sempre guiados pelos atores do Centro de Teatro.

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Uma noite cultural diferente cheia de encontros, vivências e recordações, cheia de emoções e muitos risos à mistura.

Dinamizado pelo quarto ano consecutivo, o Passeio Literário destacou em 2016 a obra ‘O Lourenço de Braga’ de José Salreta, um projeto que tem como objetivo dar a conhecer autores locais e revitalizar espaços fora do comum.

O passeio literário contou com a participação especial dos Amigos da Concertina ‘Águias de Painzela’.

Ao evento associaram-se o presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, e o vereador Alfredo Magalhães.

Com esta iniciativa, pretendeu-se criar um itinerário literário através das peripécias, pensamentos e sentimentos de algumas das personagens d’ ‘O Lourenço de Braga’, aproximando a comunidade à obra literária, ou seja, ao património material e imaterial de Cabeceiras de Basto. Uma aposta na cultura, na literatura e no turismo local.

O dramaturgo e encenador José Salreta viveu em Cabeceiras de Basto e dá nome à praceta em frente ao Quinchoso. Nascido em Lisboa trabalhou numa companhia de teatro itinerante que veio a Cabeceiras de Basto no início do século XX. Apaixonou-se por uma cabeceirense de Abadim e decidiu ficar. Dinamizou o teatro no concelho com diversas encenações, foi fundador do Jornal de Cabeceiras e aqui constituiu família.

José Salreta nasceu a 23 de fevereiro de 1873, em Lisboa, e morreu a 13 de janeiro de 1954.

A obra

Trata-se de uma comédia de costumes que envolve uma grande confusão com os ‘Lourenços’, nome que na altura era vulgar entre os homens de Braga. Com tantos enganos, só há um rapaz capaz de ajudar a solucionar tamanha confusão: um outro Lourenço, mais conhecido como o Lourenço de Braga.

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PONTE DE LIMA JÁ ESTÁ EM FESTA: ACABA DE SER EDITADA A REVISTA “O ANUNCIADOR DAS FEIRAS NOVAS”!

Ponte de Lima já está em festa! Acaba de ser distribuído o nº 33 da II Série da revista “O Anunciador das Feiras Novas”, publicação anual de informação, cultura, turismo e artes limianas, invariavelmente editada e distribuída por ocasião dos festejos das Feiras Novas, em Ponte de Lima, antecipando a sua própria realização.

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Ainda os bombos dos zés pereiras não começaram a rufar a anunciar a festa e já a revista “O Anunciador das Feiras Novas” nos convoca para a romaria em honra de Nossa Senhora das Dores, aquela que é justamente considerada uma das mais grandiosas e genuínas romarias de Portugal – as Feiras Novas de Ponte de Lima – a que se lhe juntam as feiras francas, a estúrdia e o arraial.

As Feiras Novas são o expoente máximo da exuberância que muito bem caracteriza o minhoto em todos os aspetos da sua vida: no trabalho e na Fé, no trajar e no comer, quando a vida lhe corre de feição e quando ela lhe reserva as maiores contrariedades. E, até quando é forçado a emigrar para terras distantes ou é destacado para a guerra como sucedeu nos começos do século passado, ele não se esquece de levar consigo a concertina e o cavaquinho, o bombo e as castanholas e, por onde passa, contagia todos à sua volta com a sua maneira de ser alegre e vitorioso. Não admira, pois, que tenham sido precisamente aos minhotos que coube a nobre e histórica incumbência de fundar a nossa nacionalidade!

A revista “O Anunciador das Feiras Novas” é propriedade da Associação Empresarial de Ponte de Lima e coordenação de Alberto do Vale Loureiro. Contando com a valiosa contribuição de um leque variado de colaboradores, a revista aborda os temas mais diversos relacionados com Ponte de Lima, como a História, turismo, gastronomia, botânica, literatura, desporto e genealogia, constituindo ainda uma montra do comércio, industria e serviços que concorrem para o progresso económico e social do concelho.

Mas, ninguém melhor do que o próprio Coordenador da revista “O Anunciador das Feiras Novas”, o sr. Alberto do Vale Loureiro, a quem Ponte de Lima e os limianos devem a edição de tão magnífica publicação para descrever a epopeia que desde o primeiro número tem constituído este notável esforço de engrandecer as Feiras Novas com uma revista de grande qualidade gráfica e de conteúdo que a tornam uma referência na imprensa do Minho. É que, ao contrário do que frequentemente sucede nos tempos que correm, o seu layout não constitui um embrulho de fantasia para impressionar os leitores sem mais-valia cultural ao nível de conteúdo. Nesse sentido, publicamos as palavras que ele próprio proferiu na homenagem que em 30 de agosto de 2013 lhe foi prestada, por ocasião do 30º aniverário da revista.

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“Quando em Junho de 1984 me aflorou a ideia de avançar com a edição de uma revista que enriquecesse o meio cultural de Ponte de Lima, nem por sombras antevia que a sua longevidade atingisse 25 anos de publicação ininterrupta.

Nessa altura, renascia então “O ANUNCIADOR DAS FEIRAS NOVAS” em II série, com 88 páginas, publicação modesta, de acordo com as possibilidades da época. A aceitação foi do agrado geral e, a partir daí, jamais deixou de se publicar.

Apesar das dificuldades acrescidas de ano para ano e do esforço despendido, o “Anunciador” foi crescendo atingindo hoje (2008) as 224 páginas.

Em todas as publicações procuramos fazer sempre o melhor, nunca nos furtando às responsabilidades inerentes e procurando satisfazer os anseios e críticas advindas dos apreciadores da revista. Acatamos as situações de encorajamento e recebemos os elogios de forma responsável. Acima de tudo procuramos fazer algo de útil em prol da cultura limiana. Disso estamos cientes.

No entanto fomos reparando que a façanha empreendida criava uma empatia no seio da comunidade limiana e não só! Veja-se, por exemplo, que instituições públicas nacionais como a Universidade de Coimbra, através da sua biblioteca nos fazia chegar via postal, personalizado, solicitando o envio do “Anunciador”; a Universidade de Mato Grosso, no Brasil, por forma intermediária de um comerciante limarense já falecido, proprietário da Casa Pimenta, também se interessou pela publicação; o Director da RTP na altura, Carlos Miguel de Abreu de Lima de Araújo, escrevia-me num cartão-de-visita da própria Rádio Televisão Portuguesa tecendo os maiores encómios ao trabalho literário da revista e pedia o seu envio. Muitas outras personalidades de relevo social de outras regiões se interessaram pela sua publicação e, o que muito nos apraz registar, são muitos os que a coleccionam.

Com cada vez maior adesão de colaboradores literários que deram sempre, de forma generosa, um excepcional contributo cultural, dando a conhecer a história, a etnografia, os momentos sócio-culturais, os mais diversos, as vivências da sociedade, as peripécias próprias de outras épocas, as artes, o ambiente, o destaque das figuras notáveis nos mais diversos sectores e o tipicismo das gentes limianas, num conjunto apelidado, e bem, de TERRA RICA DA HUMANIDADE – “O ANUNCIADOR” foi captando cada vez mais a admiração e o carinho dos seus leitores.

Momento propício, agora, para prestarmos homenagem aos Colaboradores que fisicamente já não fazem parte do mundo dos vivos – a Parca os levou – mas cuja memória se eternizou através dos escritos que nos legaram. Assim lembramos:

- O Dr. Rui Brandão Leite Braga (professor e escritor); o etnógrafo Amadeu Costa; o médico e escritor, Dr. José Crespo; o Dr. João marcos (poeta e escritor); Aníbal Marinho, publicista e poeta; Laurinda carvalho Araújo, professora, poetisa e escritora; Severino Costa, escritor e jornalista; António Manuel da Silva Vasconcelos, conhecido pelo pseudónimo (António Porto-Além) poeta e professor e por fim, e de forma propositada, Maria Emília Sena de Vasconcelos (memorialista e poetisa).

Perdoem-me que me detenha uns breves instantes com esta senhora de grande distinção e fino trato, dotada de elevada cultura e valores morais, com quem primei de um modo muito particular. Figura relevante nas letras e na poesia, dedicada etnógrafa, poliglota, conhecedora irrepreensível do meio social da região, viajou mundo fora. Era admirável a sua caligrafia. Tanto em manuscrito como imitava, de forma perfeita a letra de impressa. Possuo alguns desses documentos em cartas que me escrevia nas quais me tratava como “velho amigo Vale”. Era de uma generosidade e disponibilidade notáveis.

Mas a II série d’ “O Anunciador das Feiras Novas” também tem por objectivo homenagear o seu fundador – Augusto de Castro e Sousa – que em 1947 fez sair o 1º número e a quem pedi a anuência de continuar o seu trabalho solicitando-lhe me desse permissão para utilizar o título e em cujo 1º número da II série (1984) convidei o meu bom amigo e competente mestre de artes gráficas para escrever a nota editorial.

O “Anunciador” prosseguiu o seu caminho. Durante 22 anos conseguimos aguentar toda a carga de preparação até chegar à oficina gráfica, contactando os patrocinadores pessoalmente, acompanhando a sua feitura na paginação e consequente impressão, fazendo a distribuição pelos anunciantes com a ajuda de minha esposa e meus dois filhos que, mesmo já sendo licenciados e com mestrado me deram todo o apoio necessário até onde puderam. Depois ainda havia a função de receber o contributo dos patrocinadores para a liquidação da conta da gráfica. Começava todo este trabalho em Abril e só terminava em finais de Setembro.

Mas como em tudo na vida, há um tempo limite que nos impede de prosseguirmos o caminho com a mesma força e vigor, foi então que chegado o nº22 ficou encarregada de angariar a publicidade e fazer a respectiva distribuição a Associação Empresarial de Ponte de Lima a quem havia oferecido em 1986, sem qualquer compensação todos os direitos da revista, responsabilizando assim a mesma na sua publicação caso algo acontecesse que me impedisse de continuar o meu trabalho. Em resumo: o fundador foi Augusto de Castro Sousa; a reedição e propriedade em II série foram da minha responsabilidade e a partir de 1986, por questões burocráticas, passei a propriedade para a Instituição representante dos comerciantes e industriais de Ponte de Lima, continuando, no entanto, até aos dias de hoje, a manter o estatuto de reeditor e coordenador.

E porque o esforço feito para manter a publicação não pertence só ao coordenador, aqui deixamos um agradecimento muito sincero aos Colaboradores que, assiduamente, nos brindam com os seus escritos e mantêm vivos os valores da história e cultura da região limiana.

Ao Comércio e à Indústria que, apesar das dificuldades próprias duma luta insana que travam pela vida, não deixam de mostrar a atenção que dispensam à valorização e promoção do Concelho. Sem a sua presença não seria possível concretizar este trabalho.

A todos a maior gratidão.

Por fim aos mentores deste convívio comemorativo expresso a minha admiração pela feliz ousadia.”

Discurso publicado em http://acoutinhoviana.blogspot.pt/

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BOLETIM MUNICIPAL DE FAMALICÃO “CANTA” OS PARABÉNS À CASA DAS ARTES

Publicação é distribuída gratuitamente a partir de amanhã em Vila Nova de Famalicão

O 15.º aniversário da Casa das Artes é o grande destaque de uma nova edição do Boletim Municipal de Vila Nova de Famalicão que a Câmara Municipal começa a distribuir nos próximos dias. Quinze anos depois da sua entrada em funcionamento, a Casa das Artes continua com o fôlego das grandes casas de espetáculos do século XXI e mantém-se como um dos principais polos irradiadores de cultura e de formação de novos públicos do país.

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A edição de setembro do Boletim Municipal, que é um dos meios de comunicação utilizados pela autarquia para manter os famalicenses informados sobre as várias dinâmicas que acontecem diariamente no município, tem por isso justificado o foco neste incontornável equipamento cultural do país, traçando um pouco do seu historial, das suas valências e das suas apostas futuras.

O tema serve como ponto de partida para a explanação de vários conteúdos de natureza cultural que estão a ser desenvolvidos em Vila Nova de Famalicão, com o Presidente da Câmara Municipal a reafirmar a área como “uma aposta estratégica do município”.  

“A Casa das Artes é apenas um dos polos difusores de cultura em Vila Nova de Famalicão. A dinamização da Rede Museológica Municipal, composta por 13 museus, e a salvaguarda e valorização do património material e imaterial do concelho, são outras faces da mesma ambição de fazer de Vila Nova de Famalicão um concelho moderno, esclarecido e aberto ao mundo. A formação cultural é a chave para lá chegar”, refere Paulo Cunha no editorial que abre a publicação.

Mas há espaço na publicação para conteúdos informativos de outras dimensões do dia-a-dia famalicense.  “Este boletim de tudo um pouco nos diz, refletindo a dinâmica municipal dos últimos meses. Editamos esta publicação com muito carinho, não com o intuito de dizer o que fazemos, porque isso os famalicenses descobrem-no naturalmente, mas antes como mais um contributo para reforçarmos junto dos famalicenses o orgulho que sentem por fazerem parte deste grande projeto coletivo chamado Vila Nova de Famalicão e para que, cada vez mais, desfrutem e se envolvam com a sua comunidade.

O Boletim Municipal tem uma tiragem de 30 mil exemplares e é distribuído gratuitamente, de forma não endereçada, no território concelhio. Quem não o receber em casa, pode facilmente levantar um exemplar nos diversos organismos municipais dispersos pelas freguesias do concelho e inclusivamente nas próprias Juntas de Freguesia.

Outra opção de leitura é através do formato digital, disponível para consulta e download a partir de hoje no portal do município em www.vilanovadefamalicao.org.

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MONÇÃO: “A FEIRA DO 27 AJUDA A REVITALIZAR O MUNDO RURAL”

Certame, dedicado à comercialização de gado e produtos do campo, realizou-se no passado sábado, 27 de agosto, no lugar de Santo Amaro, em Ceivães. Sucesso da segunda edição garante alargamento no próximo ano que passará a decorrer durante todo o fim-de-semana.

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Com organização da União de Freguesias de Ceivães e Badim e da Associação Cultural, Desportiva e Social dos Jovens de Ceivães, realizou-se no passado sábado, 27 de junho, a Feira do 27, em Ceivães. O resultado é claramente positivo, tendo o autarca local, Carlos Vilarinho, informado que, no próximo ano, também em agosto, o certame terá dois dias, sábado e domingo.

À semelhança da feira do ano passado, que regressou após um interregno de mais de quatro décadas, o lugar de Santo Amaro decorou-se a preceito para receber os visitantes que, em número significativo, tiveram a oportunidade de assistir às recriações à moda antiga, batendo o pé ao som da música tradicional e cantares regionais.

A feira do gado trouxe animais fortes e robustos “recrutados” em Monção, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Vila Nova de Cerveira e Vila Verde. Ao todo, apresentaram-se aos diversos concursos 65 animais. Um número revelador da importância que o certame começa novamente a ter na região apesar dos constrangimentos sentidos pelos produtores de gado.

Mais que um, com vários anos de experiência na criação de animais, confidenciaram que as dificuldades são imensas, os subsídios “não chegam para as encomendas” e a alimentação dos animais “está pela hora da morte”. Juntando-se o facto de “os jovens não quererem saber disto”, esta atividadetem “os dias contados”. “Por este andar, qualquer dia ninguém cria gado” sintetizou Fernando Coelho.

Neste dia, abafado pelo sol abrasador, muitas pessoaspassaram pelo recinto da feira. Muitas delas, quase com a mala feita para o regresso ao trabalho no estrangeiro, aproveitaram para recordar tempos passados e confraternizar com os familiares e amigos. À sombra, José, na casa dos cinquenta, referiu: “Em França, é só trabalho. Aqui, podemos passar bons momentos. Ainda não fui embora e já tenho saudades”

Presente na sessão de abertura, Augusto de Oliveira Domingues, sublinhou que “Monção é um enorme palco cultural ” com “manifestações várias nas freguesias do concelho” num verão que “está a trazer muita gente à nossa terra desejosa de conhecer os nossos monumentos, a nossa gastronomia e as nossas tradições”

Recordou que “este género de iniciativas ajuda a valorizar o que é nosso e a facilitar o escoamento de produtos” e enalteceu “o empenho e dedicação da organização na realização do certame”. Por fim, agradeceu aos bombeiros pelo trabalho difícil de proteger bens e pessoas e aos emigrantes por ajudarem a revitalizar a economia local.

“Não queremos que o Portugal das aldeias morra. Teimamos na sua preservação. Este exemplo, como outros, demonstram bem que os autarcas locais, as associações de jovens e a iniciativa privada, estão apostados na revitalização de tradições e nodesenvolvimento de conceitos ligados ao mundo rural” adiantou. 

Apoiada pela Câmara Municipal de Monção, a Feira do 27 compreendeu um concurso de gado, animação popular com concertinas e ranchos folclóricos, verbena pela noite dentro e expositores com artesanato local, doçaria tradicional e produtos de campo como hortaliças, legumes, ovos, feijão etc.

O objetivo central assentou na recuperação de um certame vocacionado para a promoção e comercialização de gado que ainda está vivo na memória dos mais velhos, uma vez que esta feira, recuperada no último ano após um pousio superior a quarenta anos, era bastante conhecida e procurada pelos comerciantes de gado da região.

No âmbito do certame, foi celebrada uma cerimónia simbólica de abertura oficial de um terminal ATM (caixa multibanco), no lugar da Valinha, Ceivães. Para assinalar o ato, marcou presença o Presidente do Conselho de Administração Executivo do Crédito Agrícola do Noroeste, José Correia da Silva.

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FEIRA DE ARTESANATO E GASTRONOMIA DE FAMALICÃO PROLONGA SENSAÇÃO DE FÉRIAS

Certame abre esta sexta-feira, dia 2 de setembro, com mais de 100 artesãos, 12 restaurantes e tasquinhas e mais de 20 espetáculos musicais

É já nesta sexta-feira, dia 2 de setembro, que abrem as portas de uma das mais persistentes feiras de artesanato do país. Em Vila Nova de Famalicão, há mais de 30 anos consecutivos que o final das férias e o regresso ao trabalho é amenizado pela realização da Feira de Artesanato e Gastronomia que oferece aos visitantes motivos fortes para manterem o espírito de passeio e de desfrute gastronómico tão característico das férias.

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Do Norte ao Sul do país, a Feira de Artesanato e Gastronomia de Vila Nova de Famalicão percorre as tradições e os sabores mais genuínos de cada região, proporcionando aos seus visitantes uma autêntica viagem pelo território nacional.

As mãos são mesmo a principal matéria-prima do certame. São as mãos que moldam, que tecem, que cozinham, que desenham, que entrelaçam… São elas que materializam nos objetossaberes ancestrais, transmitidos e apurados ao longo de sucessivas gerações. Por isso, o trabalho ao vivo é uma das imagens de marca do certame que traz até ao dia 11 de setembro a Vila Nova de Famalicão mais de uma centena de artesãos, que vão elaborando as suas peças nas mais diversas artes, da cestaria à tamancaria, serralharia, barro, tecelagem, ourivesaria, marcenaria, entre muitas outras.

E são também as mãos as grandes responsáveis pelo requinte e apuro da confeção da gastronomia que será servida nos seis restaurantes típicos regionais e nas tasquinhas  que vão  afagar o estômago e a alma dos visitantes.

Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, “a Feira de Artesanato e Gastronomia de Famalicão é um dos grandes cartazes turísticos da região, registando um prestígio e uma notoriedade a nível nacional de relevo”.  E acrescenta: “Os últimos anos têm sido particularmente importantes para a força da feira, com os números de visitantes a bater recordes, mas também com uma enorme procura por parte de artesãos e restaurantes que querem fazer parte desta iniciativa”.

A animação popular variada e permanente tem contribuído também para a reputação do evento, que atrai público vindo de todo o país e da Galiza. Os grupos folclóricos, cantares ao desafio e muita música tradicional portuguesa são presença obrigatória. Este ano, destaque para os concertos de Zé Amaro e o quinteto Daniel Pereira Cristo, por entre mais de duas dezenas de espetáculos musicais, muitos deles proporcionados  por artistas e grupos famalicenses. Porque a Feira de Artesanato e Gastronomia de Vila Nova de Famalicão também é isso: um grande palco para os artistas e grupos da terra darem a conhecer o seu trabalho ao público.

“São dez dias de grande animação para recordar tradições populares e descobrir novas artes e sabores ancestrais”, refere Paulo Cunha, convidando as pessoas a várias passagens pelo recinto da feira, até porque, a entrada é livre.

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BRAGA REALIZA HASTA PÚBLICA PARA O EVENTO "NOITE BRANCA BRAGA 2016"

Stand para a Noite Branca de Braga licitado por 950 euros

Realizou-se hoje, dia 29 de Agosto, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a hasta pública destinada à adjudicação do direito de exploração, para o evento ´Noite Branca Braga 2016´, de um stand de vendas de bebidas, a instalar na Praça Municipal.

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O valor de adjudicação fixou-se nos 950 euros, sendo que esta Hasta Pública resulta da desistência de um dos licitantes da Hasta Pública realizada no passado dia 12 de Agosto.

Pelo terceiro ano consecutivo, o Município de Braga procedeu à licitação pública de stands de vendas de bebidas, a colocar em vários pontos da cidade, tornando equitativo e transparente todo o procedimento de atribuição do direito à exploração deste tipo de estabelecimentos temporários para venda nos principais recintos do evento.

A Noite Branca Braga 2016, que ocorre entre 02 e 04 de Setembro, afirma-se como um dos maiores eventos culturais da região. O evento tem por objectivo celebrar e promover a Cidade, a sua História, as infra-estruturas, a Juventude e a Cultura.

O evento realiza-se desde as 18h00 do dia 02 de Setembro, Sexta-feira, até às 23h00 de Domingo, dia 04 de Setembro. Assim, e ao longo destes três dias, Braga veste-se de branco e será, mais uma vez, palco de grandes iniciativas culturais e de lazer.

FEIRA AGRICOLA E DOS PRODUTOS TRADICIONAIS DE 23 A 25 DE SETEMBRO EM VILA PRAIA DE ÂNCORA

Inscrições terminam a 16 de setembro

De 23 a 25 de setembro, a agricultura vai estar em destaque em Vila Praia de Âncora com a promoção de mais uma edição da Feira Agrícola e dos Produtos Tradicionais. As inscrições para participar (agricultores e agentes económicos/empresas) terminam a 16 de setembro.

Este certame promovido pelo Município de Caminha visa a divulgação e promoção da agricultura, bem como a comercialização dos seus produtos. Pretende ainda servir de incentivo à instalação de Jovens Agricultores com projetos inovadores e permitir o debate de questões ligadas ao setor primário, integrando parceiros e instituições ligados à atividade agrícola.

A organização está a ultimar os preparativos para que esta edição seja mais uma aposta ganha, avançando desde já que da programação constam vários workshops, sessões temáticas, prova de produtos tradicionais locais, exposição de alfaias agrícolas antigas, passeios a cavalo e animação com grupos de música tradicional.

Assim, os agricultores e agentes económicos/empresas cuja atividade se enquadre no âmbito da feira interessados em fazer parte do evento deverão submeter a respetiva inscrição através do endereço eletrónico ambiente@cm-caminha.pt ou por correio, para: Município de Caminha/Largo Calouste Gulbenkian/4910-113 Caminha.

VILA VERDE: ESPETÁCULOS ANIMAM PICO DE REGALADOS

O Pico de Regalados respirou cultura com três noites de espetáculos ao vivo!

O Pico de Regalados respirou cultura durante o último fim-de-semana, 26 a 28 de agosto, com três noites de espetáculos ao vivo. Música tradicional, teatro, dança, folclore, poesia e fado, numa iniciativa com grande diversidade de manifestações artísticas que encheram de cor e alegria o centro da vila.

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O cartaz prometia, o público não se fez rogado e aderiu em massa ao evento. Durante as três noites, brindou os artistas e a organização com belas molduras humanas que tornaram a ocasião ainda mais especial. O cartaz contou com um misto de atores locais e artistas convidados. Esta aposta permitiu voltar a cumprir um dos objetivos da iniciativa, a promoção e divulgação do potencial de coletividades e individualidades locais, mantendo uma grande variedade de expressões artísticas.

Na primeira noite, 26 de agosto, as performances apelaram ao sentimento, com um concerto de Fado e uma sessão de declamação de poesia, atividades de grande carga emocional.

No dia seguinte, a toada mudou e a alegria animação do folclore tomou conta do recinto, a que se somou ainda uma divertida peça de teatro que levou os espetadores numa viagem pelo passado.

Ontem, 28 de agosto, o serão foi de dança, com o vigor dos Pauliteiros de Miranda, e de música tradicional, com a atuação do Grupo Verde Canto. As Noites Temáticas são organizadas pela Junta da União de Freguesias do Pico de Regalados, Gondiães e Mós, e inserem-se na programação turístico-cultural Na Rota das Colheitas, do Município de Vila Verde.

“Promover a tradição e a etnografia minhota”

A organização faz um balanço extremamente positivo de um evento que voltou a alcançar as metas a que se propôs e que se vai consolidando de ano para ano, garantindo já um lugar privilegiado na agenda cultural da região.

“Estamos muito satisfeitos com a adesão popular, com a qualidade dos momentos culturais e com a diversidade de espetáculos, que permitiu também promover a tradição e a etnografia minhota”, afirmou o autarca local.

 César Cerqueira revelou ainda que os principais objetivos das noites temáticas passam por divulgar as potencialidades dos artistas locais e criar um cartaz cultural atrativo, planeado para enriquecer o programa de verão da vila e atrair visitantes ao centro do Pico, dinamizando o comércio e a economia local.

“Grande diversidade de manifestações artísticas”

A vereadora da Cultura do Município de Vila Verde, Júlia Rodrigues Fernandes, deixou rasgados elogios ao trabalho desenvolvido pela comunidade picoense na promoção da cultura, apresentando uma “grande diversidade de manifestações artísticas” e assumindo-se como “um palco privilegiado para a promoção das associações locais, a que se juntam os artistas convidados para serões muito interessantes”.

Júlia Fernandes concluiu reforçando a importância da iniciativa na “preservação e promoção das tradições locais”. A programação Na Rota das Colheitas, que se estende de agosto a novembro em mais de 30 iniciativas, continua já no próximo fim de semana com a Agridoce – Feira de Agricultura e Doçaria, em Cabanelas, e com a Espadelada do Linho, em Marrancos.

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JOVENS DE BRAGA FAZEM FÉRIAS FANTÁSTICAS

Participantes das ‘Férias Fantásticas’ visitaram a Câmara Municipal de Braga. Iniciativa termina no dia 31 de Agosto
Algumas das crianças e jovens que participam no programa ‘Férias Fantásticas’, organizado pelo Município de Braga, visitaram hoje, 29 de Agosto, o edifício dos Paços do Concelho.

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Nesta deslocação, os jovens tiveram a oportunidade de conversar com o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, partilhando alguns dos momentos mais marcantes das ‘Férias Fantásticas’, que terminam já no próximo dia 31 de Agosto. Depois da fotografia na escadaria do edifício, os jovens partiram numa viagem pelas principais artérias da Cidade a bordo do comboio turístico.

Teatro, dança, actividades desportivas, idas à praia e à piscina, cinema, visitas a museus e a outros espaços culturais da Cidade são apenas algumas das acções que dão corpo a este programa que está a proporcionar aos participantes experiências únicas.
Na ocasião, Ricardo Rio sublinhou a importância do programa, considerando que o mesmo visa atender às necessidades das famílias em situação de vulnerabilidade social e promover a ocupação dos tempos livres das crianças e dos jovens de forma saudável. O Edil enalteceu igualmente o exemplar o esforço conjunto de entidades públicas e privadas na concretização deste programa, que envolveu cerca de 200 participantes.

ARCUENSES RECOLHEM MANUAIS ESCOLARES

Campanha de troca de manuais escolares decorre até meados de setembro

A campanha de recolha e empréstimo de manuais escolares para o ano letivo de 2016/2017 continua a decorrer nas sedes dos agrupamentos de escolas do concelho de Ponte de Lima, e na Biblioteca Municipal, até ao próximo dia 16 de Setembro.

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Nesse sentido, voltamos a apelar à solidariedade dos nossos concidadãos para a cedência de livros usados - em bom estado de conservação e de atualidade curricular - gesto que permitirá a várias famílias uma maior racionalização de custos.

No momento, a Biblioteca Municipal dispõe de vários livros escolares para requisição gratuita, mas pretende continuar a reforçar em títulos a sua base de dados.

Relembramos que a segunda edição do Banco de Manuais Escolares – projeto de beneficiação social, financeira e ambiental do Município de Ponte de Lima – arrancou no passado mês de julho, tendo recebido contribuições diversas de cidadãos interessados em participar ativamente na campanha.

Seja o próximo, doe um livro e ajude quem precisa

S. BARTOLOMEU ATRAI MILHARES DE DEVOTOS E FOLIÕES A PONTE DA BARCA

Ponte da Barca: Romaria de S. Bartolomeu superou expectativas. Milhares de pessoas assistiram a quase todas as iniciativas que integraram o programa destes seis dias de festa

Ponte da Barca despediu-se de mais uma edição das Festas do Concelho, a Romaria de S. Bartolomeu, com um dos momentos únicos proporcionados pelo ecoar do deslumbrante espetáculo de fogo-de-artifício piromusical, e pela grandiosa e solene Procissão, com a participação de todas as freguesias do concelho com os seus Santos mais representativos.

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A romaria ficou também marcada pela noite dos Cantares ao Desafio que, uma vez mais, encheram a Praça da República, a par do concerto do David Carreira, espetáculos que atraíram a Ponte da Barca milhares de pessoas, o Concurso de Melão Casca de Carvalho e a Feira do Linho.

Com as ruas apinhadas de gente, o cortejo Etnográfico, considerado m dos melhores dos últimos anos, teve como tema 'As nossas vivêcias' e contou com a envolvência de associações e coletividades das freguesias e uniões de freguesias do concelho que desfilaram as muitas tradições locais.

Antes da Procissão decorreu, pela primeira vez, uma missa campal em honra de São Bartolomeu. Com uma forte adesão, a mesma foi cantada pela União de Coros das Freguesias de Ponte da Barca e realizada junto à Capela do Santo.

Animação folclórica em todos os dias

Presença imprescindível no ritual desta festa foi também o folclore que contou, para além dos Festivais de Folclórico no primeiro e último dia, com a atuação de Ranchos Folclóricos em todos os dias no palco da feira das tasquinhas e do artesanato, e no Largo do “Urca”, onde os populares se formam espontaneamente para dançar o vira pela noite dentro.

Tradicionais Rusgas foram o ponto alto da festividade

Apesar das muitas atrações preparadas, o grande cartaz das Festas de S. Bartolomeu aconteceu, como é habitual, na noite de 23 de Agosto, fazendo jus aquela que é por excelência a Capital daS Rusgas Populares.

Muitos foram aqueles que festejaram e marcaram presença de forma massiva, entusiasta e integrada no espírito da festa através dos trajes e dos instrumentos tradicionais, tendo a concertina e as castanholas como rainhas da festa. Milhares de pessoas de várias localidades do país rumaram a Ponte da Barca para o desfile e atuação das rusgas pelas ruas da vila.

As rusgas que se formaram prolongaram a folia e convidaram foliões a participar durante toda a noite, numa verdadeira festa minhota que só terminou, como habitualmente, de manhã.

Terminada mais uma edição das Festas Concelhias, Ponte da Barca cumpriu a tradição com a Romaria mais genuína de todo o Alto Minho.

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COMPANHIA OLGA RORIZ APRESENTA EM VIANA DO CASTELO "ANTES QUE MATEM OS ELEFANTES"

ANTES QUE MATEM OS ELEFANTES – Companhia Olga Roriz

Data: 23 de Setembro | 21h30

Local: Teatro Municipal Sá de Miranda, Viana do Castelo

Bilhetes disponíveis para venda, no Teatro Municipal Sá de Miranda – tmsm@cm-viana-castelo.pt

(segunda a sexta-feira, das 9h00 às 19h00; em dias de espetáculo: das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 22h00; sábado e domingos em dias de espetáculos - 2 horas antes)

Preço do bilhete: 10€ Plateia e 8€ Frisas e Camarotes

Classificação etária: M/ 6 anos

Mais informação em:

http://www.cm-viana-castelo.pt/pt/agenda-cultural/antes-que-matem-os-elefantes-pela-companhia-olga-roriz

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QUEM TE MANDA A TI, SAPATEIRO, TOCAR RABECÃO?

Desde há algum tempo a esta parte, têm surgido na internet e nas redes de televisão por cabo algumas supostas rádios e televisões que se apresentam como divulgadoras do folclore do povo português.

Na maior parte dos casos, quem as sintoniza pouco mais capta do que ruído, emissões de gosto duvidoso que nada têm a ver com o folclore e que apenas contribuem para embrutecer os ouvintes que insistem em escutar esses sites. E, quando efetivamente transmitem algo relacionado com o folclore, fazem-no com tal falta de qualidade técnica e de apresentação que, melhor serviço prestaria, se as mesmas mantivessem-se silenciadas…

Trata-se meramente da utilização das novas tecnologias sem qualquer preocupação de índole cultural, ocupando nomeadamente espaço na internet, não raras as vezes com propósitos comerciais mais ou menos declarados. E, apesar das potencialidades das redes sociais, o seu auditório raramente ultrapassa uma dezena de amigos que se entretêm a contar entre si algumas anedotas mais ou menos brejeiras.

Não obstante, alguns grupos folclóricos inserem os respetivos logótipos na sua propaganda como se de um interessante patrocinador se tratasse… isto é, como quem diz, com papas e bolos se enganam os tolos!

AMADEU COSTA FOI O GRANDE DIVULGADOR DAS MAIS GENUÍNAS TRADIÇÕES DAS GENTES DE VIANA DO CASTELO

Vianenses pretendem que seja prestada a homenagem que lhe é devida

Amadeu Costa é uma figura incontornável da cultura tradicional de Viana do Castelo, pelo estudo e divulgação que dela realizou ao longo de toda a sua vida. A ele se deve, entre outros aspetos, o incansável estudo dedicado a Viana do Castelo e aos usos e costumes locais, mormente o traje tradicional, além da organização das Festas de Nossa Senhora d'Agonia.

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Em devido tempo, a Câmara Municipal de Viana do Castelo publicou as suas obras completas. Na coleção dedicada ao folclore conta-se “Festas e tradições populares (2001), “Traje, artesanato e tradição” (2012), “Tradições da Ribeira” (1998). Por seu turno, a coleção “História e Memórias de Viana” inclui “Figuras e personalidades”, “Sítios, monumentos e obras de arte”, “Teatro” e “Tradições várias”

A Amadeu Costa deve Viana do Castelo, em grande medida, a criação de um museu dedicado ao traje regional – o Museu do Traje – o qual veio a instalar-se em 1996, no edifício do Banco de Portugal.

Foi ele que organizou a exposição Traje Regional, a primeira que aqui se realizou e, no ano seguinte, organizou também a exposição que marcou a inauguração do Museu: Ambientes Regionais e Trajes, razão pela qual foi atribuído o seu nome a uma das suas salas do Museu do Traje. Um museu, aliás, que deveria merecer maior atenção por parte de muitos responsáveis de grupos folclóricos representativos da nossa região com vista a uma representação mais rigorosa dos nossos trajes tradicionais.

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Há 5 anos, os seus descendentes doaram ao Museu do Traje de Viana do Castelo uma valiosa coleção de trajes que pertenciam a Amadeu Costa, a qual inclui algibeiras, aventais, saias, coletes, casacas, camisas, lenços, calçado, meias, toalhas e trajes de homem e mulher.

Garantem muitos vianenses que, no seu tempo, por ocasião das Festas de Nossa Senhora d’Agonia, Amadeu Costa não autorizava a entrada no cortejo de meninas com unhas pintadas ou de gel, com maquilhagem ou outros assessórios que desvirtuam a autenticidade da representação das nossas tradições, condição que nos tempos que correm parece não estar completamente garantida.

O semanário vianense “Falcão do Minho” apresenta o ilustre etnógrafo nos seguintes termos: “Amadeu Costa, de seu nome completo Amadeu Alberto Lima da Costa, nasceu no Bairro da Ribeira, mais propriamente na Rua do Loureiro (no troço hoje denominado Rua Monsenhor Daniel Machado), a 23 de Outubro de 1920, filho de Manuel José Costa, piloto-mor da Barra do Porto de Viana do Castelo.

O seu espírito aberto, a sua inata simpatia, a sua admirável comunicabilidade, a bonomia, tolerância e humildade de que sempre deu provas, fizeram dele uma pessoa muito considerada e respeitada.

Amadeu Costa dedicou-se à investigação e a interpretar, nos mais íntimos pormenores, os usos e costumes e as tradições tanto da cidade (principalmente da Ribeira) como de todo o concelho.

Todo esse imenso saber que adquiriu, aliado à sua fina sensibilidade para as artes e bom gosto de decorador, revelaram Amadeu Costa em diversificados eventos e dotaram-no de um aureado estatuto de artista no campo da decoração, etnografia, caligrafia, etc. Em reforço de tudo isto, deve dizer-se que, além da família, ou juntamente com ela, a Princesa do Lima era a sua grande paixão. Na realidade, foram inúmeras as actividades desenvolvidas e promovidas por Amadeu Costa em prol da manutenção dos costumes, das tradições e da cultura regional.”

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PORTUGAL EXPÕE CARTOGRAFIA NO URUGUAI

Exposição Cartográfica Portuguesa em Rivera, no Uruguai

No âmbito do estreitamento dos laços culturais entre o departamento de Rivera e a Embaixada de Portugal, foi inaugurada em 21 de julho no museu do património de Rivera, a amostra cartográfica " Portugal na região platina, séculos XVIII e XIX ", contando com o apoio da Câmara do comércio uruguaio portuguesa.

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A amostra, organizada pelo exército português, contém 24 mapas, considerados os mais significativos da coleção da Direção dos Serviços de Engenharia do Exército Português.

Além de proporcionar o conhecimento de alguns aspetos da Cartografia Militar Portuguesa dos séculos XVIII e XIX, a exposição pretende homenagear uma etapa esquecida da história da ciência em Portugal.

"Portugal na região platina, séculos XVIII e XIX" estará em exibição até 31 de agosto.

SEDE DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS EM PONTE DE LIMA FOI ASSALTADA E INCENDIADA HÁ 41 ANOS

Dos confrontos resultou a morte do militante comunista José Martins Lima

Dia 18 de agosto de 1975 era dia de feira quinzenal em Ponte de Lima. Ao final da tarde, centenas de pessoas juntaram-se e procuraram tomar de assalto a sede do Partido Comunista Português.

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Os confrontos prolongaram-se por várias horas e resultaram na morte do militante comunista José Martins Lima, ao que tudo indica, atingido por um disparo efetuado por um militar que integrava o destacamento que ali se encontrava proveniente de um regimento de Braga.

O edifício foi incendiado e os militantes comunistas que faziam a sua defesa acabaram por ser dele retirados sob proteção militar.

No final, o edifício ficou reduzido a cinzas e ruínas e demorou alguns anos a ser reconstruído como uma das imagens que publicamos documenta.

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No dia seguinte, o jornal “Diário de Notícias” que contava então com José Saramago como um dos seus diretores e se encontrava envolvido em polémica devido à suspensão de 30 jornalistas, titulava em primeira página: “Brutal ataque ao PCP em Ponte de Lima”, dando conta da existência de “um morto e centenas de feridos”. Classificava então os factos ocorridos como “o desafio à revolução”.

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À semelhança de anos anteriores, a Concelhia de Ponte de Lima do Partido Comunista Português evocou recentemente os sucessos então ocorridos e a morte do seu militante. Não houve julgamento e o PCP considera que o crime ficou impune. Aqui fica um registo para a nossa História recente.

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DEPUTADOS DO PARTIDO SOCIALISTA PELO CÍRCULO DE BRAGA IGNORAM BARCELOS EM JORNADAS DEDICADAS AO SETOR DO TURISMO

Os deputados à Assembleia da República eleitos pelo Partido Socialista pelo Círculo de Braga, dos quais faz parte o até há bem pouco tempo vice-presidente da Câmara Municipal de Barcelos e agora deputado Domingos Pereira, promovem, na próxima segunda-feira, dia 29 de agosto, uma jornada dedicada ao Turismo, iniciativa enquadrada numa ação mais abrangente que pretende chamar a atenção para as “Potencialidades do Território”, e na qual foi ignorado o Concelho de Barcelos.

Para Miguel Costa Gomes, presidente da Câmara Municipal de Barcelos, "é inadmissível que o maior concelho do nosso país, detentor de um dos maiores símbolos nacionais e internacionais - o Galo de Barcelos, tenha sido ignorado nestas jornadas e neste roteiro de promoção do turismo. É imperdoável que o deputado Domingos Pereira, representante do Concelho de Barcelos na Assembleia da República, nada tenha feito para que tal impropério fosse corrigido".

Em resposta ao convite, recebido no dia 25 de agosto, do coordenador dos deputados da Assembleia da República eleitos pelo círculo de Braga, deputado Joaquim Barreto para estar presente, no dia 29 de agosto, na Plataforma das Artes e Criatividade, em Guimarães, o Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes, fez questão de sublinhar a sua indignação pelo facto de Barcelos ter sido ignorado nestas Jornadas dedicadas ao sector do Turismo | potencialidades do território.

Louvando este tipo de iniciativas, por serem uma mais-valia para alavancar o sector, Miguel Costa Gomes lamentou que o Concelho de Barcelos, pela sua riqueza turística, nas suas diversas vertentes, únicas no país e que em muito contribuem para a promoção do turismo e do país além-fronteiras, não seja um ponto de passagem obrigatório desta visita, mais a mais tratando-se de uma iniciativa dos deputados da Assembleia da República eleitos pelo Partido Socialista no Círculo de Braga.

Para Miguel Costa Gomes, "é fundamental que os nossos governantes conheçam o país, as suas gentes, o visitem e discutam as suas riquezas, de forma a perceberem onde e quando se deve apostar”.

Mas o presidente da autarquia de Barcelos diz não poder aceitar que o território, pela sua riqueza turística, nas suas diversas vertentes, únicas no país e que em muito contribuem para a promoção do turismo e do país além-fronteiras, não faça parte obrigatória desta visita.

Para, além, de lamentar que não tenha sido esta a perspetiva dos Deputados da Assembleia da República eleitos pelo Partido Socialista no Círculo de Braga, Miguel Costa Gomes sublinha, ainda, “ que é inadmissível e não sei se os barcelenses irão compreender como foi possível que Barcelos tendo o deputado Domingos Pereira como seu representante tal tenha sido possível e nada tenha feito para incluir o nosso concelho nestas jornadas. O que me leva a questionar, e tenho essa legitimidade, se as questões particulares que o Sr. deputado Domingos Pereira possa ter comigo serviram de arma de arremesso ou como "vingança" política, no uso do seu papel de Deputado da Assembleia da República, cuja vítima direta, infelizmente, serão os barcelenses.

Informação adicional:

Nesta iniciativa promovida pelos deputados à Assembleia da República eleitos pelo Partido Socialista pelo Círculo de Braga, terá lugar segunda-feira (29 de agosto) uma jornada dedicada ao Turismo, iniciativa enquadrada numa ação mais abrangente que pretende chamar a atenção para as “Potencialidades do Território”. Nesta jornada – que passa pelos concelhos de Terras de Bouro/Gerês, Esposende, Braga e Guimarães – participa a Secretária de Estado da tutela, Ana Mendes Godinho.

Alexandra Magna

MELGAÇO EXPÕE MEMÓRIAS DO CONTRABANDO

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O Espaço Memória e Fronteira apresenta em Melgaço a exposição ‘As Histórias do Contrabando’.

A mostra exibe as relações luso-espanholas estabelecidas durante a prática do contrabando. Retrata o passado e o presente de uma comunidade que, tal como Melgaço, mantém a memória do fenómeno do contrabando.

Estará patente no Espaço Memória e Fronteira até 19 de outubro.

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MINHO CANTA E DANÇA NA FESTA DO AVANTE

Folclore, artesanato e gastronomia são algumas das marcas do nosso património cultural que vão marcar presença a próxima edição da Festa do Avante que se realiza já nos dias 2, 3 e 4 de setembro, no Seixal. A iniciativa da participação é das organizações regionais de Braga e Viana do Castelo do Partido Comunista Português que desse modo confere destaque à nossa região naquele que é considerado um dos maiores eventos culturais realizados no nosso país.

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Alto Minho leva arroz de sarrabulho e outras iguarias à Festa do Avante

Quem passar pelo espaço de Viana do Castelo na Festa do Avante, ficará a conhecer a gastronomia e as tradições do Alto Minho bem com a atividade politica e cultural do PCP no distrito.

Na gastronomia, salientamos o arroz de sarrabulho, os rojões à moda do Minho com arroz branco, as pataniscas de bacalhau e o bacalhau frito, acompanhados de arroz de feijão vermelho, assim como o típico caldo verde.

Para sobremesa, o Doce de Romaria de Caminha, os sidónios do Natário, os jesuítas da Leitaria do Carmo e o Pão-de-ló de Caminha.

Nas tasquinhas podem ser apreciados, o salpicão, o chouriço caseiro, o lombo fumado a sanguinha cozida e a broa de milho de curtidura caseira.

Também o artesanato regional marcará presença, podendo o visitante adquirir os bordados e rendas de Santa Marta de Portuzelo, os lenços dos namorados, o linho de Ponte da Barca, assim como artefactos de madeira, os cabeçudos em pasta de papel, T-shirts pintadas à mão, brincos e colares em filigrana.

Importa referir ainda a participação do Grupo Etnográfico de São Lourenço da Montaria (Viana do Castelo), que atuará no Sábado no Palco Arraial.

Baixo Minho leva folclore e outras experiências musicais ao palco da festa

Por seu turno, a Organização Regional de Braga do Partido Comunista Português leva este ano à Festa do Avante o Grupo Folclórico “As Ceifeiras de Gondar”, de Guimarães, e o Rancho Folclórico de S. Pedro do Bairro, de Vila Nova de Famalicão. Os grupos vão atuar no “Palco Arraial”, um dos 8 palcos principais da Festa do Avante.

Além dos ranchos folclóricos, subirá também ao palco os “Cabra Cega”, um grupo que nasceu em Braga cuja música parte da combinação da gaita de fole e instrumentos de percussão tradicional, tais como o bombo e a caixa. A Cabra deu os seus primeiros passos sobre músicas das nossas raízes tradicionais mas cedo começou a caminhar ao encontro da mistura das mesmas com ritmos e sons contemporâneos que influenciam cada um dos seus elementos. Ao longo do tempo têm vindo a ser recrutadas sonoridades provenientes de outras paisagens, sejam elas do passado, do presente ou mesmo do futuro, e é neste habitat heterogéneo que a Cabra Çega se tem vindo a desenvolver. A energia da Cabra transforma os sítios onde passa, puxa pela dança e envolve o público num espetáculo vivo e intenso.

Haverá ainda cantadores ao desafio, zés pereiras do grupo bracarense “Ida e Volta”, cabeçudos e gigantones, artesanato e várias iguarias da cozinha tradicional minhota.

No concurso de bandas, promovido pela Juventude Comunista Portuguesa, participará a banda “Slavecrowd”, de Fafe, que atuará no “Palco Novos Valores”.

Estão a ser organizadas excursões a partir de Braga, Guimarães, Barcelos, Esposende, Vila Nova de Famalicão, Fafe e Vizela, para além da viagem no “Comboio da Juventude, com partida de Braga e paragem em Nine e Vila Nova de Famalicão, numa iniciativa da JCP.

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VIANA DO CASTELO RECEBE CONCERTO DE JAZZ

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Bilhetes disponíveis para venda, no Teatro Municipal Sá de Miranda –tmsm@cm-viana-castelo.pt

. De 22 a 31 de Agosto de (segunda a sexta-feira), das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00;

. De 1 a 9 de Setembro, de (segunda a sexta-feira)  das 9h00 às 19h00;

. Em dias de espetáculo, das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 22h00);

. Sábado e domingos em dias de espetáculos, (2 horas antes)

Título do espetáculo: FLYING HIGH QUINTET JAZZ

Data: 10 de Setembro

Preço do bilhete: 5€

Classificação etária: M/ 6 anos

THE GIFT ATUA EM VIANA DO CASTELO

Informamos que os bilhetes para o Concerto dos THE GIFT, a realizar no próximo dia 24 setembro, noCentro Cultural de Viana do Castelo já se encontram disponíveis para venda.

  •  Locais de vendaTeatro Municipal Sá de Miranda, nos horários habituais da bilheteira (segunda a sexta-feira) das 9h00 às 17h00; em dias de espetáculo: das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 22h00); sábado e domingos em dias de espetáculos, (2 horas antes).

www.ticketline.sapo.pt. - Fnac - Ag. Viagens Abreu – Worten – A.B.E.P – Casino Lisboa – C.C. Dolce Vita – C.C. Mundicenter – El Corte Inglês e SuperCor – Galeria Comercial Campo Pequeno – MMM Ticket – Uticketline – CCB – Time Out Mercado da Ribeira – Shopping Cidade do Porto – Forum Aveiro – Ask Me Lisboa e INFORMAÇÂO RESERVAS: ligue 1820 (24 horas)

  • Classificação etária:M/6 anos
  • Custo do bilhete: 10€

No dia do espetáculo, se a lotação não estiver esgotada, poderão adquirir bilhetes na bilheteira doCentro Cultural entre as 18h00 e as 22h00.

  • Aceitam-se reservas de bilhetes, unicamente, por  email:tmsm@cm-viana-castelo.pt , com um prazo de levantamento de 24 horas, caso contrário a reserva ficará sem efeito.
  • Há bilhetes de plateia e bancada, pelo que deverão mencionar na reserva o desejado.
  • Não há lugares marcados.

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GÉRALD BLONCLOURT APRESENTA NO PORTO LIVRO SOBRE A EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

No passado dia 20 de agosto, foi apresentado na cidade do Porto o livro “Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”.

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A obra, concebida e realizada pelo historiador minhoto Daniel Bastos a partir do espólio fotográfico de Gérald Bloncourt, e prefaciada pelo pensador Eduardo Lourenço, foi apresentada no Fórum da Fnac Santa Catarina, numa sessão muito concorrida que contou com a presença do conhecido fotógrafo que imortalizou a história da emigração portuguesa para França.

A sessão de apresentação esteve a cargo da socióloga das migrações Maria Beatriz Rocha – Trindade, do deputado eleito pelo círculo da Europa, Paulo Pisco, e da presidente do Observatório dos Luso-Descendentes, Emmanuelle Afonso, que asseguraram que as memórias, testemunhos e mais de centena e meia de fotografias originais que compõem o livro constituem um valioso contributo para a história portuguesa do último meio século. 

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No decurso da iniciativa, o nonagenário fotógrafo que nas comemorações oficiais do 10 de junho em Paris recebeu a ordem de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, recordou os laços que estabeleceu com os portugueses nos anos 60 e 70, e a viagem que realizou a Portugal durante a ditadura de Salazar, agradeceu emocionado a todos que apoiaram este livro que convida à memória da epopeia da emigração.

A sessão de apresentação na cidade Invicta incluiu a inauguração de uma exposição fotográfica evocativa da ligação de Gérald Bloncourt a Portugal, que estará durante os próximos três meses patente ao público no Fórum da Fnac Santa Catarina.

Refira-se que durante a sua estadia no Norte de Portugal, o fotógrafo que seguiu durante trinta anos a vida dos portugueses em França, marcou igualmente presença em sessões de lançamento deste livro bilingue traduzido para português e francês pelo docente Paulo Teixeira, que decorreram na Biblioteca Municipal Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa em Celorico de Basto (12 de agosto), e no Auditório do Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso em Chaves (14 de agosto).

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FAMALICÃO MOSTRA O MELHOR DO ARTESANATO E DA GASTRONOMIA LOCAL

Evento decorre de 2 a 11 de setembro e vai contar com mais de 100 artesãos, 12 restaurantes e tasquinhas e mais de 20 espetáculos musicais

Do Norte ao Sul do país, a Feira de Artesanato e Gastronomia de Vila Nova de Famalicão percorre as tradições e os sabores mais genuínos de cada região, proporcionando aos seus visitantes uma autêntica viagem pelo território nacional. O evento arranca no próximo dia 2 e decorre até 11 de setembro.

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Manuela Marques, oriunda de São Pedro de Corval, em Reguengos de Monsaraz, no Alentejo, é o exemplo de uma artesã que todos os anos faz centenas de quilómetros para participar no evento, levando até Famalicão a mais conceituada olaria e barro da Península Ibérica.

“Já participo nesta feira há cerca de 15 anos e gosto muito de estar em Famalicão, não só porque dou a conhecer a minha arte e os meus produtos, mas também porque é um evento muito animado, com grandes espetáculos, que atraem muitos visitantes e também pela excelente organização”.

Para esta artesã alentejana, “a decisão de tornar as entradas na feira gratuitas foi muito positiva e trouxe benefícios aos expositores”“É uma feira muito visitada, muito participada e muito animada onde gosto muito de estar”.

Mas há mais, dos tapetes de Arraiolos aos bordados de Viana, do vidro soprado da Marinha Grande a tantos outros. É todo um país que se mostra em Famalicão através da arte de bem-fazer com as mãos. O artesanato local estará naturalmente em destaque, com os artesãos famalicenses a ombrearem com os artesãos nacionais na conquista da atenção dos muitos milhares de pessoas que são esperadas no evento.

No total, são esperados mais de uma centena de artesãos de várias regiões do país, que vão elaborando as suas peças nas mais diversas artes. A estes juntam-se seis tasquinhas regionais para retemperar forças e seis restaurantes com os sabores mais genuínos para afagar o estômago e a alma.

A animação popular variada e permanente tem contribuído também para a reputação do evento, que atrai público vindo de todo o país e da Galiza. Os grupos folclóricos, cantares ao desafio e muita música tradicional portuguesa é presença obrigatória. Este ano, destaque para os concertos de Zé Amaro e do quinteto Daniel Pereira Cristo, por entre mais de duas dezenas de espetáculos musicais, muitos deles proporcionados por artistas e grupos famalicenses. Porque a Feira de Artesanato e Gastronomia de Vila Nova de Famalicão também é isso: um grande palco para os artistas e grupos da terra darem a conhecer o seu trabalho ao público.

Enfim, são dez dias repletos de festa e animação, onde se recordam, valorizam e apreciam tradições e sabores ancestrais.

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CÂMARA DE ARCOS DE VALDEVEZ APOIA ASSOCIAÇÕES COM 65 MIL EUROS

O associativismo assume um papel estratégico no Concelho de Arcos de Valdevez, quer como núcleo de desenvolvimento local, quer como espaço para fomentar hábitos de cidadania ativa. Reconhecendo, o desempenho destas estruturas associativas, no fomento das suas atividades, em termos de atividade social, cultural e recreativa, assim como, na valorização e promoção do nosso concelho, da nossa cultura e das nossas tradições, o Município aprovou recentemente um apoio à atividade corrente de cerca de 31 Associações de cariz cultural e recreativo, no valor de 65 mil euros.

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A cooperação entre o Município e o tecido associativo também é visível ao nível do apoio na melhoria das suas instalações e na aquisição de veículos e equipamentos, bem como na criação de um Gabinete de Apoio ao Associativismo e no apoio a inúmeras iniciativas promovidas pelas associações, através da sua deslocalização a nível local, oferecendo uma maior diversidade de atividades lúdico-culturais e abrangendo os mais variados tipos de públicos.

A aposta do Município na promoção de um concelho coeso e dinâmico está bem patente no apoio à atividade associativa promovida no concelho. Desta forma, para João Manuel Esteves, “o contributo do movimento associativo é crucial no fomento de projetos inovadores e na dinamização das mais variadas iniciativas sociais, recreativas e culturais desenvolvidas em Arcos de Valdevez”.

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CELORICO DE BASTO APOIA PORTADORES DE TRISSOMIA 21

Em Celorico de Basto o projeto Konta Komigo apoiou a associação Amar e partilhar 21

A 1ª Caminhada das Gravatas, uma ação do projeto Konta Komigo, decorreu em Celorico de Basto no dia 21 de agosto, e teve por objetivo apoiar a Associação Amar e Partilhar 21, que trabalha com crianças e adultos sobretudo, portadores de Trissomia 21. 

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A organização desta iniciativa foi da responsabilidade da Associação beneficiada e contou com vários parceiros para que a ação fosse bem-sucedida. O município de Celorico de Basto foi um dos parceiros na promoção da 1ª Caminhada das Gravatas desenvolvida no Concelho.

O Vereador da Cultura, Fernando Peixoto, marcou presença e mostrou-se agradecido por existirem associações deste âmbito e projetos que visam a inclusão e a solidariedade. “Estas associações são muito importantes no que respeita à inclusão numa comunidade que se vale pelos valores do respeito e da igualdade” disse o vereador referindo-se à associação Amar e Partilhar 21. No que respeita ao projeto Konta Komigo, o autarca teceu inúmeros elogios a Álvaro Bastos, um dos mentores do projeto e celoricense, “pela forma abnegada como procura incentivar à criação de iniciativas que visem apoiar os que mais precisam” realçou.

 Um projeto que existe há 7 anos e que procura ajudar as pessoas portadoras de deficiência, os sem-abrigo da cidade do Porto e as crianças e jovens em risco.

Desta vez passou por Celorico de Basto para apoiar uma associação local que existe com base no voluntariado e no afeto pelas crianças e jovens portadores de deficiência atuando no sentido da inclusão!

A ideia da Caminhada das Gravatas foi bem recebida pela comunidade celoricense contando com cerca de 250 inscritos na ação.

Álvaro Bastos referiu ao município que a 3 de dezembro regressará a Celorico de Basto para participar nas celebrações do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, tendo por objetivo galardoar as pessoas ou entidades que, de algum modo, apoiam as pessoas portadoras de deficiência.

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