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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CÃMARA MUNICIPAL DE PONTE DE LIMA APROVA CLASSIFICAÇÃO ATRIBUÍDA PELO JÚRI AO CONCURSO “ESPLANADAS DE PONTE DE LIMA” 2011 E 2012

Estimular a concepção e construção de esplanadas de qualidade, quer a nível estético, quer a nível de equipamento e de serviço prestado, é o principal objetivo do Concurso "Esplanadas de Ponte de Lima", que o Município de Ponte de Lima lançou em 2010.

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O Concurso "Esplanadas de Ponte de Lima" é mais uma aposta estratégica do Município de Ponte de Lima na promoção e qualificação do concelho, reconhecendo a importância dos fatores de animação e de valorização dos espaços públicos como pontos de confluência, de convívio, de atração turística e cultural para o desenvolvimento económico local, visando a melhoria do mobiliário urbano durante o período de 1 de Maio a 31 de Outubro.

A seleção das melhores esplanadas obedece a determinados critérios como a criatividade e originalidade do espaço apresentado, a decoração, a qualidade dos materiais e dos equipamentos, bem como a adesão a outros projetos e iniciativas municipais, como o concurso "Ponte de Lima, Jardins Arte e Inovação", o projeto "Nós pela Natureza", o Cabaz "Produtos Terra", etc.

Os interessados podem candidatar-se mediante o envio ou a entrega do formulário de inscrição para o concurso, à qual devem anexar cinco fotografias a cores, do espaço a concurso e com a indicação do respetivo autor, bem como a localização e peças desenhadas e escritas que permitam fazer uma avaliação rigorosa com base nos critérios de seleção.

O concurso com candidaturas abertas até 1 de junho, visa a melhoria do mobiliário urbano durante o período de 1 de maio a 31 de Outubro.

Na reunião de Câmara do dia 29 de outubro, o executivo aprovou a classificação do júri. Para a edição 2011 concorreram 12 propostas, enquanto em 2012 submeteram-se a concurso 21 candidaturas.

A divulgação dos vencedores realiza-se na próxima segunda-feira, dia 5 de novembro, às 18h00 no salão Nobre da Câmara Municipal.

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE CELORICO DE BASTO REUNE NOS PAÇOS DO CONCELHO

O Conselho Local de Ação Social (CLAS) de Celorico de Basto reuniu ontem, 30 de outubro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. A reunião permitiu esclarecer aspetos relevantes em certos meios de intervenção sendo o papel da rede social cada vez mais importante na vida das pessoas que todos os dias se depararam com problemas de desemprego e ausência de recursos.

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Nesta reunião deu-se especial destaque às cantinas sociais. “Trata-se de uma resposta provisória às necessidades imediatas de algumas famílias que se encontram em dificuldades económicas e incapazes de conseguir usufruir de bens essenciais como a alimentação”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto.

Aliás, o autarca salienta a importância da rede social como forma de pronta intervenção nos momentos de necessidade. “É preciso agir rapidamente e evitar que determinadas situações se agravem, e é em conjunto que se conseguem desenvolver as melhores medidas para fazer face aos problemas que vão surgindo como o desemprego e outras dificuldades” retorquiu.

 A Técnica da Santa Casa da Misericórdia de Arnoia, Cláudia Dimitri, informou o plenário desta resposta, como se desenvolve, quem pode usufruir deste apoio e como aceder a este benefício contratualizado com a Segurança Social. Informou que embora a Santa Casa se situe em Arnoia tem estratégias para poder chegar perto dos indivíduos e famílias que necessitem aceder às refeições mediante estabelecimento de parcerias com outras entidades de modo a que as refeições cheguem mais perto dos utentes.

 Nesta reunião deu-se especial relevância ao decreto - lei que estabelece as regras e procedimentos para o desenvolvimento da atividade socialmente útil. O presidente do CLAS salientou a importância dos beneficiários do RSI – Rendimento Social de Inserção, serem “integrados em atividades que os façam sentir úteis e ativos e para isso o papel das instituições públicas e privadas sem fins lucrativos é preponderante como facilitadores de integração”. Neste âmbito, a assistente social do Serviço Local de Segurança Social, Ângela Sampaio, deu algumas informações úteis acerca deste novo modelo de integração, referenciou o papel dos beneficiários e das entidades promotoras e apelou aos parceiros no seu empenho e sensibilidade para colaborar com as equipas técnicas na implementação deste novo modelo de inserção social.

Foi, também, ponto de ata na reunião o convite para integração do CLAS ao Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa e Centro Hospitalar do Alto Ave o que será uma mais-valia na transmissão de informações e encaminhamento de doentes e dos serviços disponíveis no hospital que se encontrem ao serviço da população.

Todo o trabalho que será desenvolvido no próximo ano foi apresentado num plano de ação do núcleo executivo e num pré-plano de ação do CLAS que será posteriormente completado com as ações propostas pela Plataforma Supraconcelhia do Tâmega e pela CIM.

 Por fim foi apresentada, discutida e aprovada a candidatura ao programa de Escolhas do Projeto “uma Escolha no Mundo Rural”. Um Projeto de Intervenção visa a inclusão social através da implementação de medidas que evitem a criação de estados de isolamento social das crianças e jovens mais desfavorecidos, e por isso mas vulneráveis. Pretende-se, com este projeto, para além do combate ao abandono escolar, como medida de prevenção, orientar para a formação e ocupação dos tempos livres das crianças e jovens em risco e em abandono efetivo.

Todos os pontos descritos nesta reunião foram aprovados por unanimidade pelos membros que compõem o plenário do Conselho Local de Ação Social.

FANTOCHES DE RECICLAGEM CRIATIVA NA BIBLIOTECA DE VILA VERDE

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Dia 27 de Outubro, na Biblioteca Municipal de Vila Verde, os pequenos e graúdos construíram fantoches com a designer Sílvia Abreu.

 “Reciclagem Criativa – O Teu Fantoche” foi o mote para workshop, que pretendeu mostrar as crianças e adultos como podemos criar histórias com fantoches a partir de desperdícios, matérias que iam para o lixo”, como refere Sílvia Abreu.

A designer vila-verdense acrescenta ainda: “Primeiro construímos os cenários para cada fantoche com caixas de sapatos, betões, trapos e desseguida idealizar os fantoches a partir de embalagens de leite, tampinhas, garrafas de iogurtes, farrapos velhos entre outros. Todos os formandos construíram um fantoche e o batizaram. O fantoche Pinkie, José Manuel, Óscar, Maria, Tobias, Zony. Ouve ainda o momento para apresentação das personagens e as suas histórias”.

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FAFE DIVULGA ATIVIDADES CULTURAIS

NOVEMBRO 2012

Até 16 – Artes Plásticas

Mega-exposição de Orlando Pompeu - "Pré-Textos In-Conscientes"

Casa Municipal de Cultura, Biblioteca Municipal e Salão Nobre do Teatro-Cinema

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Dia 02 – Música

Fingertips + Progeto Aparte + Guitarra

Justice Fafe@ Fest

Pavilhão Multiusos, 22h00

Preço: 7,5€

Dia 08 – Música

“Bastien e Bastienne” - Ópera em um ato cantada em português

Orquestra do Norte

Teatro-Cinema de Fafe, 10h30 e 15h30 (público escolar); 21h30 (público em geral)

Preço: 2 €

Duração: 60’

Classificação: M/3

_10. GRUPO NUN'ÁLVARES

Dia 10 – Música

Concerto do 80º aniversário do Grupo Nun’Álvares

Participação:

Orfeão de Ricardães

Jovens Músicos/Momento Instrumental (classe de guitarra do Prof. António Canaveira do Vale, Verónica Costa, Catarina Martins, Margarida Martins e Beatriz Silva)

Coral Santo Condestável

Teatro-Cinema de Fafe, às 21h30 Sábado, 21h30

Preço: 2 €

Duração: 90’

Classificação: M/3

Dia 17 – Espetáculo “Uma guitarra e 10 canções de amor”

Vânia Fernandes (voz), Pedro Giestas (declamação) e António Corte-Real (guitarra)

Teatro-Cinema de Fafe, às 21h30

Preço: 3 €

Duração: 90’

Classificação: M/3

Dias 18-25 – Cinema

VII Jornadas de Cinema e Audiovisual de Fafe e II edição do FAFE FILM FESTSala Manoel de Oliveira

Promoção: Cineclube de Fafe

Apoio: Câmara Municipal de Fafe

Destaques do programa:

Dia 18 - Exibição do filme “Madagáscar 3” - Sessões às 11h e 15h30 (entrada livre)

Dia 21 - 15h30: Mesa Redonda “O Plano Nacional de Cinema nas Escola”

Oradores:

Graça Lobo e Isa Mateus - Coordenadoras do PNC

Vereadores da Cultura e da Educação do Município de Fafe

Rodrigo Areias – Realizador

Um docente da Universidade do Minho

Um representante do Cineclube ao Norte

         21h30: Exibição do filme “Estrada de Palha” de Rodrigo Areia, com a presença do realizador

Dia 23 – Noite | Exibição do Filme “Catalina” de Mario Iglesias, com a presença do realizador

Dia 24 - Manhã – Exibição dos filmes a concurso, inscritos no Fafe Film Fest 2012

15h30: Mesa Redonda “Vida e Obra de Fernando Lopes”- Homenagem ao realizador Fernando Lopes

17h30: Galeria Municipal - Inauguração da Exposição de Pintura do realizador e pintor Mario Iglesias

24. SEBENTA

Dia 24 – Música

Concerto pelo grupo SeBENTA

Teatro-Cinema de Fafe, às 21h30

Preço: 3 €

Duração: 75’

Classificação: M/3

Dia 25 - Manhã – Exibição dos filmes a concurso, inscritos no Fafe Film Fest 2012

15h00: exibição do filme “O Gebo e a Sombra” de Manoel de Oliveira, com a presença do realizador

         Encerramento do Fafe Film Fest – entrega de Troféus aos filmes vencedores

PÓVOA DE LANHOSO DIVULGA POTENCIALIDADES DAS PLANTAS AROMÁTICAS E MEDICINAIS

Cerca de 200 pessoas de todo o país participam, no próximo sábado, dia 3 de novembro de 2012, nas I Jornadas Técnicas “Plantas Aromáticas e Medicinais” promovidas pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e pela ATAHCA - Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave. O Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, estará presente neste evento.

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As inscrições já se encontram encerradas. O seu elevado número obrigou à transferência destas jornadas para o Auditório de Fontarcada, no concelho povoense, em vez do Theatro Club. Pela mesma razão, a organização teve igualmente de ajustar o programa, que passa agora a abranger também uma parte do período da tarde.

Presentes como oradores estarão especialistas que irão abordar assuntos como Produção/Transformação, Certificação/Investigação, Comercialização e Apoios Financeiros / Proder. Para além da troca de ideias, estas jornadas vão permitir ainda aos participantes perceber a utilidade que as Plantas Aromáticas e Medicinais podem ter no nosso dia-a-dia e experimentar algumas iguarias culinárias, que se servem de plantas aromáticas e medicinais, através de um show cooking, a que o Hotel Rural Maria da Fonte se associa, mostrando como é que estas plantas podem ser utilizadas na gastronomia.

Assim, o programa prevê, pelas 9h00, a receção aos participantes. Pelas 9h30, é a sessão de abertura, com as presenças do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, do Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, e do Presidente da ATAHCA, Mota Alves. Segue-se, pelas 10h20, o primeiro painel sobre “Produção / Transformação”, com intervenções de Ziad Barazi da Empresa Aromáticas Vivas sobre “As Ervas Aromáticas usadas na culinária” e de Graça Soares da Empresa Ervas Finas sobre a “Produção de Ervas Aromáticas frescas”. O Diretor-Adjunto da DRAPN, Mário Araújo Silva, modera este painel. Segue-se, pelas 11h00, uma degustação de infusões. O segundo painel começa pelas 11h20, dedicado à “Certificação / Investigação” com intervenção sobre a “Certificação das Plantas Aromáticas e Medicinais” por Cristina Hagatong, Técnica da DGADR, e sobre “Medicinas alternativas, uma perspetiva científica” por Alberto Carlos Pires Dias. O Director Geral de Veterinária e Alimentação, Nuno Vieira de Brito, é o moderador. O terceiro painel tem o início marcado para as 12h00 e é sobre “Comercialização”, com intervenções sobre "Plantas Aromáticas e Medicinais, o valor acrescentado da Marca", por Conceição da Costa da Empresa Natural Concepts Lda. e sobre “Empreender na Fileira das Plantas Aromáticas e Medicinais em Portugal” por Joaquim Cunha do Projeto EPAM. Segue-se o debate, pelas 12h40. Pelas 13h00, realiza-se um almoço volante e um show cooking com plantas aromáticas e medicinais. O quarto painel começa pelas 14h30, sobre “Apoios Financeiros / PRODER” com informação técnica para candidaturas por Luísa Hipólito da Direção Regional de Agricultura do Norte, MAMAOT. Modera este painel o Secretário Executivo da CIM do Ave, Manuel Sousa. Pelas 15h00, é o debate; pelas 15h30, é a leitura de conclusões por Isabel Mourão da Escola Superior Agrária de Ponte de Lima; pelas 16h00, é a sessão de encerramento com o Presidente da ATAHCA, Mota Alves, a Vereadora da Câmara Municipal, Fátima Moreira, e o Diretor Regional de Agricultura e Pescas do Norte, Manuel Cardoso.

EM 1960, GRUPO FOLCLÓRICO DR. GONÇALO SAMPAIO ATUOU NO JARDIM DA ESTRELA, EM LISBOA

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Em junho de 1960, o Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio participou na Feira de Beneficência que se realizou no Jardim da Estrela, em Lisboa. As fotografias são da autoria de Armando Serôdio, feitas a partir de negativo de gelatina e prata em acetato de celulose e retratam a sua atuação no local.

Fotos: Arquivo Municipal de Lisboa

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FAFE: CENTENA E MEIA DE CRIANÇAS PARTICIPAM NO 14º CONVÍVIO DE NATAÇÃO ESCOLAR DO CONCELHO

Decorreu esta terça-feira, 30 de outubro, entre as 9h30 e as 12h30, na Piscina Municipal de Fafe, o 14.º Convívio de Natação Escolar Concelhio, evento dirigido às Escolas E.B. 2,3 e Secundária do Concelho.

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Participaram no referido convívio 156 crianças, tantas quantas as que se encontravam inscritas. Ao longo da manhã, as crianças foram passando alegremente pelas diversas provas. Das provas fizeram parte os seguintes jogos aquáticos: caça ao tesouro, estafetas em canoas, ponte flutuante, polo aquático, voleibol aquático e jogos com canoas. Tratou-se de uma inovação do convívio, que no final substituiu as tradicionais estafetas.

A organização, no início do evento, ofereceu toucas de várias cores, uma cor para cada escola, com a intenção de melhor distinguir os alunos dentro de água. Os alunos e os professores, no final, foram ainda contemplados com um diploma e um lanche.

De referir ainda que a organização contou com a colaboração do Clube Náutico de Fafe, o qual transportou as canoas para a Piscina Municipal.

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PONTE DE LIMA REQUALIFICA AVENIDA DOS PLÁTANOS

A emblemática Avenida dos Plátanos, em Ponte de Lima está a ser alvo de uma profunda remodelação no sentido de requalificar aquele espaço público pedonal e viário. A intervenção está a ser levada a cabo de forma articulada com a recente remodelação de reordenamento viário executado na área envolvente, que é parte integrante de zona de jardins e áreas de lazer, objecto do programa de valorização das margens do rio Lima que tem vindo a ser implementada desde a data de entrada em vigor do Plano Director Municipal, e posteriormente do Plano de Urbanização de Ponte de Lima.

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A obra de remodelação prevê a eliminação das zonas de estacionamento e a definição de uma faixa de sentido único de circulação automóvel, a repavimentação da faixa longitudinal de circulação pedonal com a substituição de grandes maciços de betonilha existente por solocimento, a substituição de grandes quantidades de calçada à portuguesa existente entre árvores por grelhas de enrelvamento e a renovação de todo o mobiliário urbano.

No sentido de evitar a deterioração das raízes, todos os trabalhos de levantamento e remoção de materiais existentes junto das árvores serão executados manualmente.

A obra com um custo de € 407.743,94, tem um prazo de execução de cinco meses, prevendo-se a sua conclusão em março de 2013.

 A Avenida dos Plátanos é um excelente percurso pedonal, com uma envolvente natural onde é possível desfrutar da paisagem e observar a ponte medieval e o casario típico da frente marginal.

Foto: http://vem-conhecer.blogspot.pt/

CONCURSO DE POESIA DESAFIA OS JOVENS DAS ESCOLAS DE FAFE

“O melhor do mundo é o Amor”

No âmbito do espetáculo “Uma guitarra e 10 canções de amor”, a realizar no Teatro-Cinema de Fafe, na noite de 17 de novembro, com a participação dos artistas Vânia Fernandes (voz), Pedro Giestas (declamação) e António Corte-Real (guitarra), a Câmara Municipal de Fafe institui um concurso de poesia sob a epígrafe “O melhor do mundo é o Amor”, como forma de homenagear o sentimento mais nobre do ser humano.

O concurso destina-se ao público escolar, do 7º ao 12º ano das escolas do concelho de Fafe.

O tema do concurso é o “Amor”, sob todas as suas formas e em sentido lato, designadamente, ao homem ou à mulher, à mãe, ao pai, à natureza, à paz, etc.

Os textos podem ser apresentados sob qualquer forma (quadra, soneto, verso livre), devendo obrigatoriamente versar o tema do “Amor”. Será, naturalmente, valorizada a correção linguística, a criatividade literária e a originalidade do enquadramento do tema.

Os trabalhos concorrentes devem ser remetidos para a Casa Municipal de Cultura até ao dia 14 de novembro, às 17h30.

Os autores dos melhores trabalhos, que serão divididos em dois escalões (7º-9º e 10º-12º anos), serão premiados com um bilhete para o espetáculo “Uma guitarra e 10 canções de amor”, bem como com edições bibliográficas da autarquia. Será também possibilitado o contacto dos concorrentes premiados com os artistas do espetáculo!

Poderão ser premiados até 20 jovens autores.

Os trabalhos premiados serão expostos no átrio do Teatro-Cinema de Fafe.

ESPOSENDE SERVE EM NOVEMBRO NOVA EDIÇÃO DE “SABORES DO CAMPO"

Iniciativa regista adesão de 22 restaurantes e 7 pastelarias

Face ao sucesso registado na 1.ª edição, a Câmara Municipal de Esposende, em colaboração com as unidades de restauração e de hotelaria e pastelarias do concelho, vai repetir a iniciativa “Sabores do Campo: Gastronomia de Novembro”.

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Assim, durante o mês de Novembro, os sabores do campo vão ser servidos à mesa de 22 restaurantes do concelho, acompanhados dos vinhos verdes dos produtores locais e doçaria de sete pastelarias. Dos restaurantes aderentes, dez participam no Concurso Gastronómico do evento.

Paralelamente à componente gastronómica, o evento “Sabores do Campo” inclui um programa de animação, que integra Workshops de Cozinha e Pastelaria, as Feiras de Velharias e Artesanato e um Magusto-convívio.

As Feiras de Velharias e de Artesanato decorrerão nos dias 4 e 25 de Novembro, respectivamente, entre as 10h00 e as 19h00, no Largo Rodrigues Sampaio, em Esposende.

A Escola Profissional de Esposende volta a associar-se à iniciativa “Sabores do Campo”, através da realização de workshops de cozinha e pastelaria, com reputados Chefes, nomeadamente Ricardo Cardoso, Natacha Marques, Dalila, Renato Cunha, António Loureiro e Rui Martins. Mais informações sobre os workshops estão disponíveis no site da Escola Profissional de Esposende, em www.epe.pt.

Aberto à comunidade em geral, decorrerá no dia 18 de Novembro, a partir das 15h00, no Largo da Igreja, em Fonte Boa, um Magusto-convívio, com animação musical.

O “Fim-de-semana em Esposende” de Novembro será também integrado no evento, propondo um roteiro de visita pelo concelho de forma a dar a conhecer alguns locais diferenciadores e ainda a realização da caminhada “Caminhos da Fé”, na freguesia de Belinho.

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Através da promoção da iniciativa “Sabores do Campo: Gastronomia de Novembro”, que desafia as unidades de restauração concelhias a apostarem na promoção dos seus pratos e na arte de bem servir, a Câmara Municipal de Esposende pretende criar mais um factor de atractividade no concelho, contribuindo para ajudar o sector da restauração.

Esposende é uma terra associada ao peixe. Contudo, é um concelho onde a carne também faz parte da sua gastronomia. Com a chegada do Outono, surgem novos ingredientes, que trazem diversidade, aromas doces e quentes e “Sabores do Campo”. A gastronomia desta época pode incluir refeições muito variadas, sendo as carnes acompanhadas pelos frescos hortícolas do litoral de Esposende, pelos Lacticínios de Marinhas e sobremesas com doçaria, sempre com o acompanhamento de um bom vinho verde dos produtores engarrafadores locais.

Pretende-se pois, com este evento, promover a gastronomia e as tradições que marcam a identidade de Esposende e lhe conferem diferença e genuinidade. Promover a qualidade da restauração do concelho, divulgar e utilizar cada vez mais os produtos endógenos e atrair comensais para combater ou atenuar a sazonalidade da procura que se verifica nesta época do ano são objectivos primordiais da iniciativa.

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FINGERTIPS ENCERRAM PROGRAMA “JUSTICE FAFE FEST”

Esta sexta-feira, no Pavilhão Multiusos de Fafe

A banda portuguesa Fingertips atua esta sexta-feira, 2 de novembro, a partir das 21h30, no Pavilhão Multiusos de Fafe, a fechar o projeto “Justice Fafe Fest – Música com Causas”, promovido pela Câmara Municipal.

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Na mesma noite sobe ao palco a banda fafense Progeto Aparte, um grupo local em expansão, que terá assim oportunidade de atuar junto de uma banda de renome nacional. De igual forma, está prevista a presença dos espanhóis Guitarra.

Os bilhetes para este robusto espetáculo custam apenas 7,5 euros e estão à venda no Posto de Turismo e no local do concerto.

Fingertips é uma banda de pop rock portuguesa, que iniciou a sua carreira, em 2003, com o lançamento do seu álbum de estreia “All ‘Bout Smoke ‘n Mirrors”, atingindo o 1º lugar de airplay com o single “Melancholic Ballad”. Seguiram-se mais duas edições discográficas, “Catharsis”, em 2006, e “Live Act”, em 2007. Em 2010, mudou de vocalista, entrando Joana Gomes, com quem gravaram mais dois CD: “Venice” e “2”.

O projeto “Justice Fafe Fest – Música com Causas”, arrancou em 31 de março com a atuação dos Santos & Pecadores e continuou, em 22 de junho, com um memorável concerto dos Moonspell.Uma segunda vertente do programa, levou às EB2,3 das freguesias de Arões e Revelhe o Festival de Bandas Emergentes, visando descentralizar a cultura e proporcionar aos alunos o contacto com os músicos e técnicos dos concertos para conhecimento das suas carreiras, e poderem assistir ao trabalho de  bastidores dos espetáculos.

O projeto inclui ainda a edição de um CD com a participação dos vários intervenientes no “Justice Fafe Fest – Música com Causas”.

O MINHO NA AMADORA EM 1914

Desde os seus primórdios, a atual cidade da Amadora, nos arredores de Lisboa, constituiu um dos sítios de eleição das gentes do Minho para ali se fixarem. De resto, o poeta Delfim Guimarães cujas raízes se encontram em Ponte de Lima, ficou intimamente ligado ao progresso daquela localidade, nos começos do século XX, tendo nomeadamente sido um dos fundadores da Liga de Melhoramentos da Amadora.

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A revista “Ilustração Portugueza”, na sua edição de 19 de outubro de 1914, dá-nos conta de uma iniciativa então promovida pelo industrial Santos Matos – proprietário da famosa fábrica de espartilhos e compadre do poeta Delfim Guimarães – a favor dos feridos de guerra em combate por ocasião do conflito mundial que grassava a Europa. A referida publicação descreve a iniciativa nos seguintes termos:

“Foi imponente a festa realisada no dia 5 no salão dos Recreios Desportivos da Amadora a favor dos feridos de guerra. Os seus promotores, os srs. Santos Matos e Rodrigues Corrêa viram coroados do melhor êxito os seus exforços, que foram compensados pelos muitos aplausos ouvidos durante a execução do programa da festa.

Todas as ovações feitas foram merecidas porque é áqueles dois beneméritos que se deve o engrandecimento d’aquela localidade”.

A nota aparece ilustrada com uma interessante fotografia apresentando um grupo de senhoras envergando o traje de lavradeira, com a seguinte legenda: Grupo de senhoras da Amadora que entraram na festa dos “Recreios Desportivos” d’aquela localidade para os feridos de guerra, tendo-se cantado várias canções populare sob a direcção do maestro David de Souza.

DESFOLHADA DO MILHO JUNTA MINHOTOS EM LOURES

Hoje, em A-das-Lebres, foi dia de festa à maneira minhota. Naquela localidade do concelho de Loures recriou-se uma desfolhada tradicional do milho. E não faltaram as concertinas para animar a festa. A iniciativa foi do “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho” e teve lugar nas magníficas instalações do Grupo União Lebrense.

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Rapazes e raparigas descamisaram o milho à procura da maçaroca com a mesma ânsia com que outrora faziam os conversados. E, não faltou a distribuição do vinho e do petisco aos vizinhos que vieram participar no serão, neste caso a gente que veio à festa para recordar como noutros tempos decorria o trabalho agrícola, na eira em ambiente comunitário e de alegre confraternização. E, como a festa foi minhota, dançou-se o vira, a chula e a cana-verde.

Após a realização da desfolhada e após um desfile pelas ruas de A-das-Lebres, centenas de tocadores de concertina oriundos de diversas localidades da região de Lisboa, deram mostras da sua mestria na arte de bem tocar e cantar ao desafio. E a festa prolongou-se com o mesmo entusiasmo por largas horas, já o sol se deitara no horizonte e ainda se ouviam os alegres acordes das concertinas.

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O “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho”, fundado em 11 de Setembro de 1994, é constituído por um grupo de minhotos e amigos do Minho radicados na região de Lisboa, tendo como propósito a preservação, salvaguarda e divulgação das suas raízes culturais.

Através da sua atuação, visa ainda a promoção cultural sobretudo junto dos mais jovens e a sua identificação com as tradições culturais da região de origem dos seus pais, a valorização dos seus conhecimentos musicais e da etnografia Portuguesa.

As danças e cantares que exibe são alegres e exuberantes como animadas são as mais exuberantes romarias do Minho. Trajam de linho e serrobeco e vestem trajes de trabalho e domingueiros, de mordoma e lavradeira, de noivos, de ir ao monte e à feira. Calçam tamancos e ostentam o barrete e o chapéu braguês. As moças, graciosas e belas nos seus trajes garridos bordados pelas delicadas mãos de artista, com a sua graciosidade e simpatia, exibem vaidosas os colares de contas e as reluzentes arrecadas de filigrana que são a obra-prima da ourivesaria minhota.

Ao som da concertina e da viola braguesa, do bombo e do reque-reque, dos ferrinhos e do cavaquinho, cantam e dançam a chula e o vira, a rusga e a cana-verde, com a graciosidade e a desenvoltura que caracteriza as gentes do Minho. O seu reportório foi recolhido em meados do século passado, junto das pessoas mais antigas cujo conhecimento lhes foi transmitido ao longo de gerações, nas aldeias mais remotas das serranias da Peneda e das Argas, nas margens do Minho e do Lima, desde Melgaço a Ponte da Barca, do Soajo a Viana do Castelo. Levam consigo a merenda e os instrumentos de trabalho que servem na lavoura como a foicinha e o malho, os cestos de vime e os varapaus, as cabaças e os cabazes do farnel.

Qual hino de louvor ao Criador, o Alto Minho, terra luminosa e verde que a todos nos seduz pelo seu natural e infinito encanto, salpicado de capelinhas aonde o seu povo acorre em sincera devoção, é representado por cerca de meia centena de jovens, uns mais do que outros, que presenteiam a quem lhes assiste aquilo que possuem de mais genuíno – o seu Folclore!

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MONÇÃO: RUA DA VELHA VILA OU RUA MEDIEVAL

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No verso deste postal pode ler-se “Edições Panorama”, o preço 2$50 e, junto da legenda, a referência “M/TC 17”, em tudo semelhante aos postais anteriormente editados pelo Secretariado Nacional da Informação (SNI). Pelo aspecto gráfico, deduzimos que tenha sido editado pela sua sucessora, a Secretaria de Estado da Informação e Turismo (SEIT), criada em 1968.

O exemplar que se encontra em nossa posse tem apenso no verso um carimbo a vermelho onde se lê: “Com os cumprimentos da Câmara Municipal e da Comissão Municipal de Turismo de Monção”.

GUIMARÃES: A CITÂNIA DE BRITEIROS EM 1910

CIDADES MORTAS

Do arraial destroçado que são as citânias pre-romanas de Briteiros, nos arredores de Guimarães, a mais immediata impressão é a de um vasto campo de lucta, ainda quente da ultima peleja, e que um vendaval immenso varreu, com homens e edifícios, como por castigo ás atrocidades estupendas dos povos bárbaros que as habitaram.

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Roteiros indecisos de arruamentos, fragmentos de edifícios, golpes fundos e longos de aqueductos subterrâneos rompendo a montanha e hoje habitados pelas silvas agrestes, as covas abertas e profanas das necrópoles, o esboço circular das construcções – tudo suggestiona, recordando a catástrofe e a ruina. N’aquelles planos de serra (qual dos dois mais impressionante) uma natureza passada, sepulta, em cinzas, para e abysma ao centro da natureza averdiscada e húmida d’um circular e arraizado horisonte de paizagens, fumos de lareiras aldeãs sobem no ar quieto da tarde, azulados e vagos, emquanto vêmos perto, em frente de nós, o logar onde a ensenação familiar não anima, já, rústicos e encantadores domiciliares. Teem a cal agreste dos pedregulhos calcinados de milhares de estações aquellas lages e terras de curioso estudo ethnico. Uma saudade intensíssima brota da dramática exposição d’aquellas ruinas evocadoras; como se, realmente, homens e edifícios, vistos minutos antes, tivessem deixado pouco mais que poisar a poeira do seu ultimo combate e da sua perdição irremediável. 

Subir de S. Pedro de Donim – linda aldeia de cravos e valverdes – pelo serro da Citania de Santo Estêvão de Briteiros, nos dias máximos de calor, é semelhante a um trabalho aguerridoe atrevido da meia-edade, porque a poeira negra da montanha, no largo banho de suor que nos cobre, produz um indefinido cansaço com aquelle bater consecutivo de urzes e pedreiras. Meio corpo do monte cobre-se, ainda das vegetações frescas do campo, de acampamentos altivos e cercados de pinheiraes, por entre os quaes o sol se côa no relvado em admiráveis redes d’ouro. Mas a montanha despe-se; tem o tronco nú e musculoso. E logo as escarpas se succedem, diffíceis e trahindo os passos, para serem vencidas a pau ferrado, incidindo a terra com a coragem tenaz d’um assalto de guerrilheiros – tanto é o perigo que nos atemorisa e a vontade curiosa que nos exalta mais e mais.

Os valles vão subindo, crescendo, como se tivessem a mais vasta sequencia nos montes fronteiros e vestidos de verdura. Tem-se, a todo o momento, a impressão do ingresso ao mastro d’um navio sobre o movimento das vagas altas e inconstantes.

A razão porque descrevemos e estudamos as cidades mortas de Briteiros são os documentos d’arte mycenica, imprescindíveis para o nosso ensaio ethnographico sobre as artes populares do Minho, que nas citânias mais que em nenhuma outra localidade abundam, valiosíssimos. 

Effectivamente, os documentos d’essa arte apagada, d’um alfabeto artístico quasi insignificativo mas notável, precisa, para a coordenação dos factos históricos relativos à evolução artística, marcou um período de attracção muito geral, muito inconfundível. Não pode dizer-se que a passagem da arte mycenica pelas estações históricas do occidente da Europa fosse infructífera. Para que um género artístico chegue até ao momento em que o povo o recebe e utilisa é necessário que muito se tenha evidenciado, que o hábito se torne, por assim dizer, o seu melhor reclamo. E isto, muito principalmente, com povos de insignificante cultura e quasi só vibráteis, sugestionáveis, com os documentos polycromos – aquelles que mais ferem a vista, que d’um modo mais rápido gravam a sua expressão.

Os documentos da pedra, n’essa época mal colocados e custosos de interpretação, eram os que só pela ausência de competidores coloridos estavam em circumstancias de serem utilizados. Aquelles a que nos referimos são d’essa espécie. Bellos, sem duvida; mas belos, ao primeiro encontro, somente para os juízes eruditos, para os indivíduos que facilmente deduzem do seu mérito ou pela educação scientifica ou, pelo menos, pela lucida intuição que possuem. Porque, em verdade, só muito consciente ou inteligentemente se podem explicar a graça e o mérito d’um exemplar d’arte exótica, difícil de estudar-se, e, n’este caso, mais difícil ainda para o esclarecimento da sua estranha situação entre nós. 

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O que já não podemos é continuar afirmando que os elementos d’arte mycenica passaram d’um modo fugaz e occasional entre os castros pré-romanos de Briteiros – o seu melhor repositório. Elles, do mesmo modo porque exercem uma altíssima influencia na evolução de um determinado grupo d’artes populares, chegam também ao extremo erudito das aplicações artísticas – foram um motivo de embelezamento architectonico, servindo a maioria das decorações que existem no precioso templo de Balsemão, nos arredores de Lamego.

E porque assim succedeu, fique contudo bem definido, desde já, que de modo algum podemos admitir a hypothese de terem sido os ornatos d’aquelle templo os transmissores, aos operários ruraes, das bellas esculpturas dos seus productos ingénuos e admiraveis.

Não estão na Citania e no Sabroso, actualmente, os documentos de pedra lavrada a que nos referimos. Com critério e como prova incomparável estima que lhes votava, Martins Sarmento, ao terminar a exploração scientifica dos dois castros, enviou-os cuidadosamente ao archivo do muzeu archeologico de Guimaraes. Mas nem por isso as citânias pré-romanas deixaram de interessar-nos. Pelo contrário; é muito mais suggestivo o logar deserto onde esses raros materiaes estiveram sepultos milhares d’annos, porque não deixa de nos recordar, semelhante ausência, quanta probabilidade podíamos ter em subtrahir, com futuras excavações, muitos outros exemplares preciosos, talvez capazes de darem a este diffícil problema da sua situação entre nós uma solução definida e inilludivel. 

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Curioso, pela associação de factos, o caso de os mais notáveis elementos d’arte mycenica recolhidos em Portugal surgirem precisamente no meio provincial que com eles mais engrandece as suas feitorias d’obra rustica. É, realmente, muito interessante que surjam, despertando o interesse dos estudiosos, precisamente no centro d’uma provincia que fabrica esses incomparáveis jugos lavrados. Porque, dado que não possamos estabelecer praso de vida á civilização mycenica no noroeste da península, o que desde já podemos affirmar é que não foi passageiro, rápido, o estadio do povo que introduziu na nossa terra – isto ainda que o praso que se lhe succedeu, enorme, muito pudesse obrar n’esta adaptação curiosa.

A classificação erudita dos elementos mycenicos das estações de Briteiros nunca soffreu uma hesitação. São palpáveis, mede-os e liga-os o instincto d’um homem intelligente, porque nada tem semelhanças tão consoladoras. São os mesmos cetrascelos tetraslos, os mesmos torsos que a “memoria” notável de Cartaillac reúne e compara. Martins Sarmento chega a affirmar que alguns dos elementos recolhidos no vaiosissimo muzeu de Guimarães são artisticamente superiores aos que o sabio allemão menciona. 

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É, sobre tudo, notável e feliz a casualidade do encontro. Que seriam os jugos ruraes se não adoptassem os vasados e ornatos d’essa arte pre-historica? Sem dúvida que não teriam tão cedo encontrado um alfabeto artístico de tão singular expressão. Seriam, talvez, singelos e vulgares como os ornatos da cerâmica vermelha e negra; ou, talvez, tão inverosímeis como o estão sendo actualmente desde que variados e incongruentes motivos nacionais estão passando utilizados na sua ornamentação, sem constituírem uma fonte de interpretação assaz methodica e acceitável. O problema d’essa arte pittoresca, porque está latente um conflicto d’ordem artística verdadeiramente attendível, resolve-se assim: ou o regresso ás primitivas fontes d’inspiração, seguindo o compendio das decorações mycenicas, ou o estabelecimento erudito d’um compendio exclusiva e caracteristicamente nacional, reproduzindo todos os motivos que nos meios ruraes evidentemente se apropriem.

Isto só.

Fonte: Revista “Ilustração portugueza” de 11 de abril de 1910

VIANA DO CASTELO ENSINA A IDENTIFICAR A FAUNA ATRAVÉS DE RASTROS E VESTÍGIOS

“Identificação de Fauna, através de rastros e vestígios”

Oficina de aprendizagem para o público em geral

17 de Novembro de 2012 (9H00 – 13H00), Sábado, requer inscrição prévia

Local: CMIA com saída de campo para a Veiga de S. Simão

Mais informações em: www.cmia-viana-castelo.pt

“Dia da Floresta Autóctone”

Participa e ganha uma árvore para a tua escola!

Para a comunidade escolar do Município de Viana do Castelo

Mais informações em: www.cmia-viana-castelo.pt

PONTE DE LIMA RECEBE O CHAMPIMÓVEL

Champimóvel em Ponte de Lima. Alameda de S. João /27 e 28 de outubro

Ponte de Lima recebe este fim de semana o Champimovel – um semi –reboque que apresenta um filme interactivo 4D e que nos reporta para uma viagem através do corpo humano.

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Com o objectivo de divulgar a investigação científica biomédica junto dos mais novos, a Fundação Champalimaud lançou este projeto, numa acção a realizar nas escolas. Para o efeito produziu um conteúdo interactivo de formação dirigido aos jovens. A apresentação do projeto é feita num simulador móvel, transportado por um camião, denominado Champimóvel.

Despertar o interesse dos jovens estudantes pelos temas científicos e incentivar talentos nessa área; bem como captar a sua atenção e envolver toda a comunidade escolar na iniciativa através de um conjunto de actividades que ultrapassem a apresentação do show, de maneira a manter o interesse dos jovens pela ciência, são os objetivos deste projeto, que este fim de semana, 27 e 28 de outubro está em plena Alameda de S. João em Ponte de Lima.

Para além da comunidade escolar, toda a população está convidada a visitar o Champimóvel, que apresenta um show animado interactivo em 4D com cerca de 25 minutos: uma viagem através do corpo humano, apresentada pela personagem Champi.

Champi começa por apresentar o mecanismo da visão, seguido da apresentação da célula e do seu material genético, da acção dos vírus, da terapia genética e finalmente das investigações recentes em células estaminais e nanotecnologias.

Uma apresentação dinâmica e divertida que pretende despertar a curiosidade dos jovens estudantes para os temas científicos. A acção, designada por Champimóvel teve início em Abril de 2008 e está a percorrer escolas dos 2º e 3º ciclo de todos os distritos.

Visite o Champimóvel na Alameda de S. João, entre as 10h e as 12.30h e das 14.30h às 18h; no dia 28 o "Champimóvel" encerra às 16h.

JURI DO CONCURSO “PONTE DE LIMA – JARDINS, ARTE E INOVAÇÃO” DIVULGA VENCEDORES DA EDIÇÃO DESTE ANO

Concurso Ponte de Lima, Jardins, Arte e Inovação 2012

O Júri do Concurso “Ponte de Lima – Jardins, Arte e Inovação” já divulgou os vencedores da edição 2012. Iniciativa do Município de Ponte de Lima, o concurso tem periodicidade anual decorrendo no período compreendido entre o final do mês de maio e o início do mês de setembro.

Reforçar a imagem do Concelho de Ponte de Lima, como o mais florido, incentivando a autoestima dos seus munícipes e o reconhecimento de valores locais de partilha e entrega, são os principais objetivos desta iniciativa do Município de Ponte de Lima.

Aberto a toda a comunidade, desde instituições públicas, privadas, espaços comerciais, de alojamento, restauração e a cidadãos a título individual, esta 5ª edição recebeu 95 candidaturas.

A avaliação do júri incluiu uma pré-seleção, através de fotografias, seguindo-se uma visita ao local, para avaliar os espaços selecionados.

De acordo com critérios de apreciação presentes no ponto 11.1 do regulamento do concurso, foi atribuído, por unanimidade, a classificação final que se segue:

1º lugar Varanda Mais Florida

Janela/Varanda Mais Florida

1º Centro Educativo da Facha

2º Maria Fernanda Lopes Pinto Brandão – Ponte de Lima

3º Maria Inês Caçador Morais – Rebordões St. Maria

1º lugar Canteiro Mais Florido

Canteiro Mais Florido

1º Maria Emília Silva Araújo – Gaifar

2º Rosa dos Prazeres da Rocha Gonçalves Dantas – Anais

3º Paula Carreiras - Gaifar

1º lugar Estabelecimento Mais Florido

Estabelecimento Mais Florido

1º Maria de Fátima Silva Ferreira Martins – Arcozelo

2º Casa do Povo de Moreira do Lima

3º Victor Manuel Pereira Correia – Vitorino das Donas

Os prémios a atribuir em valor monetário e géneros visam estimular e apoiar os participantes.

Assim, os primeiros classificados de todas as categorias recebem 200€ e um vale no valor de 100€ que poderão ser trocados por espécies (plantas, fertilizantes, etc.) em estabelecimentos comerciais das respetivas especialidades, a indicar pela Equipa Municipal de Espaços Verdes.

Nas categorias do Canteiro e Estabelecimento Mais Florido o segundo e terceiro classificado recebem respetivamente 100€ e um vale de 75€ e 50€ e um vale no valor de 50€, que poderão ser trocados por espécies (plantas, fertilizantes, etc.)

Para a Categoria do Estabelecimento Mais Florido, o segundo e terceiro lugar, respetivamente, recebe um vale de 75€ e 50€,que poderão ser trocados por espécies (plantas, fertilizantes, etc).

A entrega dos prémios realiza-se a 31 de Maio de 2013 – dia de inauguração da 9ª edição do Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima, subordinado ao tema “Jardim dos Sentidos”.

PÓVOA DE LANHOSO RENOVA DISTINÇÃO DE “AUTARQUIA MAIS FAMILIARMENTE RESPONSÁVEL”

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso recebeu, ontem, a Bandeira de Autarquia Mais Familiarmente Responsável 2012 e, por se tratar do terceiro ano consecutivo que consegue esta distinção, a edilidade recebeu uma Menção Honrosa. A entrega decorreu na sede da Associação Nacional de Municípios em Coimbra, na tarde de dia 24 de outubro. Cerca de 35 Municípios portugueses viram desta forma reconhecidas e valorizadas as suas políticas e práticas de apoio às famílias. Trata-se de uma iniciativa da Associação Portuguesa das Famílias Numerosas, através do Observatório das Autarquias Mais Familiarmente Responsáveis.

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A Vereadora da Ação Social da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Fátima Moreira, recebeu a distinção, representando a autarquia Povoense. “Esta distinção, pelo terceiro ano consecutivo, vem reconhecer o trabalho desenvolvido pela autarquia na área de apoio à família, onde tem sido pioneira em várias das medidas implementadas. O apoio às famílias foi sempre considerado como prioritário na estratégia política municipal e continuará a sê-lo. O agudizar dos problemas socioeconómicos exigem de nós, todos os dias, novas respostas e novas medidas", destacou Fátima Moreira, acrescentando: "O galardão de Autarquia Mais Familiarmente responsável é, sem dúvida, um estímulo para continuarmos a trabalhar em prol das famílias, incentivando políticas de proximidade e relações de afeto. Bem hajam todos e todas que, nesta autarquia, contribuem para que outros possam ter melhor qualidade de vida e ajudam a construir um melhor presente e um futuro de esperança".

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso implementou, ao longo dos últimos anos, um conjunto de medidas direcionadas para o apoio às famílias povoenses, de que são exemplo o subsídio às rendas de casa, o Programa HabitaLanhoso, a Ação Social Escolar, a atribuição de Bolsas de Estudo e de Prémios de Mérito, a criação do Banco de Tempo e do Serviço de Promoção da Igualdade de Género, a criação de Cartões Municipais, a manutenção de uma praia acessível a todos, a elaboração do Plano Municipal da Igualdade, de entre muitas outras medidas, como a construção dos Centros Educativos e de equipamentos desportivos, por exemplo.

A cerimónia foi presidida pelo Presidente da Câmara de Cantanhede, João Pais de Moura, que destacou, de entre outros aspetos, que esta bandeira é um estímulo a todos os municípios e que os critérios do Observatório cruzam com o papel dos municípios nos dias de hoje. Já o Presidente da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, Fernando Castro, salientou que o objetivo é que esta bandeira se estenda a todos os municípios do país, revelando a sua atratividade para a fixação das populações, contrariando o apelo para a emigração. Por parte do Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis, Margarida Neto, colocou ênfase na família como o coração da sociedade e na necessidade de existirem cada vez mais políticas de proximidade. Presentes estiveram ainda autarcas e pessoal técnico dos 35 municípios portugueses distinguidos em 2012.

Este reconhecimento resulta de um inquérito realizado a nível nacional a que responderam 103 autarquias que permitiu analisar as políticas de família em áreas como: apoio à maternidade e paternidade; apoio às famílias com necessidades especiais; serviços básicos; educação e formação; habitação e urbanismo; transportes; saúde; cultura, desporto, lazer e tempo livre; cooperação, relações institucionais e participação social; e outras iniciativas. São ainda analisadas as boas práticas das autarquias para com os seus funcionários autárquicos em matéria de conciliação entre trabalho e família.

PÓVOA DE LANHOSO RECEBE JORNADAS TÉCNICAS DE PLANTAS AROMÁTICAS & MEDICINAIS

No próximo dia 3 de novembro, a Póvoa de Lanhoso recebe as I Jornadas Técnicas subordinadas ao tema das “Plantas Aromáticas & Medicinais” (PAM). Esta iniciativa é promovida pela ATAHCA em colaboração com a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.

APRESENTACAO JORNADAS

Durante as referidas Jornadas, haverá especialistas que irão abordar assuntos como Produção/Transformação, Certificação/Investigação, Comercialização e Apoios Financeiros / Proder. Para além da troca de ideias, esta iniciativa vai permitir ainda que as pessoas que participarem percebam a utilidade que as PAM podem ter no nosso dia-a-dia e experimentem algumas iguarias culinárias, que se servem de plantas aromáticas e medicinais, através de um almoço volante, de um showcook, a que o Hotel Rural Maria da Fonte se associa, mostrando como é que estas plantas podem ser utilizadas na gastronomia. A inscrição é gratuita, mas obrigatória.

“Ao nível da Câmara Municipal, é com muita satisfação que vemos a realização destas jornadas técnicas aqui no concelho, até porque acreditamos que é uma fileira que está em expansão e que pode ser também uma oportunidade de dinamizar a microeconomia através deste produto associada à estratégia que a Câmara tem desenvolvido de apoio à agricultura e aos jovens agricultores”, referiu a Vereadora da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Fátima Moreira, na apresentação do evento.

Aquela responsável salientou todo o trabalho que já vem sendo feito, referindo que a Câmara Municipal tem encetado estratégias que visam apoiar e dinamizar social e economicamente o concelho, ancoradas nesta dinâmica associada à agricultura. “São bons exemplos disso a bolsa de terras, o recente projeto aqui instalado, o Prove, que visa associar pequenos agricultores num produto comum, que são os cabazes, que são distribuídos depois semanalmente aos consumidores, e são também exemplos disso o próprio apoio técnico que a Câmara tem dado aos agricultores e aos potenciais empreendedores nestas áreas ao nível agrícola e também o trabalho que faz com a ATAHCA ao nível dos incentivos de que esta dispõe no âmbito dos apoios comunitários”, considerou. Sensibilizar e informar é o que se pretende e, por isso, estão convidados técnicos especialistas em cada uma das áreas, pessoas com experiência técnica e cientifica e com experiência também já do saber fazer.

A ideia de que a aposta na agricultura pode ser uma possibilidade dada a conjuntura atual foi também uma das mensagens transmitidas. “Estamos a atravessar um período complexo, é verdade que há uma necessidade de fixar a população, há uma necessidade cada vez maior de estimular o emprego e também de criar forma de dinamizar os nossos produtos e parece-nos que estas jornadas vão ao encontro destes objetivos”, salientou. “Acreditamos que podemos mostrar o potencial que esta fileira tem nas suas aplicações, pois as plantas aromáticas e medicinais têm usos diversos tanto ao nível agroalimentar como ao nível farmacêutico ou mesmo ao nível da cosmética. É uma fileira que tem estas possibilidades de escoamento, mas também percebemos que há necessidade de reorganizar esta fileira, de trabalharmos com várias instituições e organismos científicos, que têm outros conhecimentos, e é isso que vamos tentar fazer nestas jornadas: trazer ao debate e à reflexão o estado das plantas aromáticas e medicinais no território nacional, trazer especialistas que têm estudos científicos nesta área, trazer também empresários que já estão e que tem o seu produto organizado e que podem ser bons exemplos e depois refletirmos também como é que isso, ao nível local, pode trazer riqueza, possibilidade de criação de emprego e ocupação do território agrícola”, explicou Fátima Moreira.

Território tem potencial.

O Presidente da ATAHCA, Mota Alves, considerou que o território tem potencial ao nível das PAM, mas que falta organização em termos de produção e de transformação. A este respeito, revelou ainda que esta situação pode levar à apresentação de projetos nesta área e que a Póvoa de Lanhoso tem dois jovens interessados em apresentar projetos para a plantação de plantas aromáticas e medicinais e condimentares e para uma unidade de transformação. “Será o primeiro projeto da região norte com uma unidade de transformação do género e será talvez a maior área de plantação existente na região norte. Eu espero que os dois projetos possam ser aprovados num espaço de tempo curto de maneira a que possamos ter também aqui o melhor exemplo do que se pode fazer nesta área e como se podem cativar jovens e jovens licenciados para investir na área agrícola”, referiu.

Para Mota Alves, é importante pensar a defesa e a proteção das ervas aromáticas e a certificação. “A Câmara da Póvoa de Lanhoso tem-se preocupado com a agricultura e produção em modo biológico. Quando falamos nas ervas, pensamos sempre na produção em modo biológico, por isso, a certificação das ervas em modo biológico poderá por si ser uma razão para a certificação. Para além disso, temos na nossa região algumas espécies que têm origem na sua própria região”, considerou. “Queremos que esta região seja uma referência a nível nacional. Se tivermos a Póvoa de Lanhoso como uma região de emparcelamento das ervas aromáticas, condimentares e medicinais, temos, se calhar, aqui o primeiro exemplo a nível nacional, talvez um dos raros a nível europeu, e penso que é destes projetos inovadores que o país neste momento precisa e que a Europa deve apoiar”, destacou ainda, referindo: “Com projetos inovadores conseguiremos cativar jovens, jovens com formação superior, ter as terras cultivadas, ter uma paisagem tratada, atrair turistas e criar duas coisas importantes para estes territórios: fixar pessoas e criar riqueza. Com isso, temos aqui uma combinação completa para podermos dizer que temos um concelho de sucesso, que conseguiu atingir também um dos seus objetivos que é conseguir um concelho de referência a nível nacional, pela fixação das pessoas e pelas pessoas se sentirem bem onde vivem”.

Inscrições e informações: altocavado@mail.telepac.pt. Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar / 911193354 e gabio@mun-planhoso.pt Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar / 927528832

PONTE DE LIMA: ENSAIO DA BANDA DE MÚSICA DE MOREIRA DO LIMA NA DÉCADA DE TRINTA DO SÉCULO PASSADO

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A foto data da década de trinta do século passado e mostra o maestro Daniel Leones dirigindo o ensaio da Banda de Música de Moreira do Lima sob a latada de vinha de sua casa, no sítio do Covêlo, em Moreira do Lima. Trata-se de um registo de elevado interesse histórico para Ponte de Lima e a referida Banda de Música.

Foto gentilmente cedida por seu filho, o sr. Daniel Gomes Leones, conceituado músico e maestro que, seguindo as pisadas de seu pai, tem destacado-se no panorama musical de Ponte de Lima.

NÃO SE ESQUEÇA DE ATRASAR O RELÓGIO!...

No próximo Domingo, dia 28 de Outubro, às 0100 UTC (0200 no Continente/Madeira e 0100 nos Açores) a hora legal será alterada, devendo os relógios ser atrasados em 60 minutos.

Passaremos ao fuso 0 ou Zulu no Continente/Madeira e ao fuso +1 ou November nos Açores.

Assim, a noite de Sábado para Domingo será uma hora mais longa, pelo que se sugere atenção a este facto para qualquer compromisso que exista para a manhã de Domingo.

BARCELOS HOMENAGEIA S. NUNO DE SANTA MARIA

Santa Casa da Misericórdia inaugura estátua no dia 3 de novembro

Barcelos homenageia no próximo dia 3 de novembro uma das grandes figuras da História de Portugal e da Igreja: S. Nuno de Santa Maria. A Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, com o apoio da Câmara Municipal, vai erigir uma estátua em honra do Santo, a primeira em território nacional após a canonização, ocorrida em abril de 2009.

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Na conferência de imprensa de apresentação do programa da homenagem a S. Nuno de Santa Maria, o Provedor da Santa Casa explicou os motivos desta iniciativa: “cultivar a feição e culto por parte dos barcelenses ao homem e ao santo”. António Pedras evocou o papel do Condestável na defesa da pátria, durante a crise dinástica de finais do século XIV e a importância de D. Nuno Álvares Pereira (1360-1431) na fundação da dinastia brigantina – foi 7.º Conde de Barcelos (1385-1401). Acresce a sua vocação religiosa que culminou no recolhimento, nos últimos anos de vida, no Convento do Carmo. Para S. Nuno de Santa Maria, “a pátria compagina com a religião que abraçou”, referiu ainda António Pedras.

Na conferência de imprensa, o Presidente da Câmara manifestou a satisfação pela associação do Município a esta homenagem. Miguel Costa Gomes referiu os apoios prestados a esta iniciativa da Santa Casa – a cedência do espaço e todos os trabalhos necessários à implantação da estátua, bem como o apoio logístico e financeiro.

“Esta é uma obra importante para a Igreja, para a Santa Casa e para o Município”, disse ainda Miguel Costa Gomes.

A estátua será localizada numa envolvente patrimonial nobre da cidade – no jardim junto ao edifício da Câmara Municipal, da Igreja Matriz, do antigo Paço dos Condes e da estátua de uma outra importante figura da Igreja: D. António Barroso.

A conceção da estátua pertence a um grupo de escultores e arquitetos, entre 30 propostas apresentadas a concurso. É feita de bronze e tem cerca de dois metros de altura. O seu custo está estimado em 56 mil euros, acrescido de IVA, e será pago por subscrição pública.

A Santa Casa pretende dar uma importância nacional à homenagem, fazendo justiça a vontades anteriores de levar a cabo uma “condigna comemoração” do Santo. Para isso, elaborou um programa a decorrer nos dias 2 e 3 de novembro.

No dia 2, às 18h00, realiza-se uma conferência sobre S. Nuno de Santa Maria, proferida por Jaime Nogueira Pinto, no auditório da Câmara Municipal de Barcelos.

No dia 3, as cerimónias serão presididas pelo Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, e contarão com a presença de D. Duarte de Bragança e esposa, do Núncio Apostólico, do Arcebispo Primaz de Braga, de deputados eleitos pelo círculo de Braga, da Câmara Municipal de Barcelos, entre outros.

Haverá uma missa solene na Igreja Matriz de Barcelos, às 11h00. A cerimónia de inauguração da estátua terá lugar às 15h00. Durante esta cerimónia serão prestadas honras militares ao Condestável do Reino, como às Forças Armadas Portuguesas e a todos quantos morreram pela Pátria.

Às 18h00, na Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, realiza-se um concerto musical pela Banda do Exército, com o Coral da Madalena.

CELORICO DE BASTO RECEBE HOTEL DE QUATRO ESTRELAS

Foi lançada a primeira pedra para construção de um Hotel, de 4 estrelas, na vila de Celorico de Basto

Um dia importante na promoção do nosso concelho, pelo arranque de um empreendimento turístico, com várias valências e tipologia de 4 estrelas, que permitirá alicerçar de forma consistente a região a nível turístico. Não falamos de intenções, nem de sonhos ou futurologia falamos sim, de uma realidade concreta, que há algum tempo foi planeado e que neste momento é facto consumado e importante para a economia local”, foi desta forma que o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva, deu arranque à cerimónia protocolar do lançamento da primeira pedra do hotel.

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Decorreu hoje, 25 de outubro, na vila de Celorico de Basto, a cerimónia de colocação da primeira pedra de um empreendimento turístico, um hotel de 4 estrelas, na zona de Silvestre, uma marca importante a nível turístico no concelho.

O autarca salientou que “diversas vicissitudes” impediram que o hotel andasse mas foi pela persistência, pela troca de impressões com empresários e por assumir as responsabilidades enquanto promotor ativo que foi possível dar este passo para a construção desta infraestrutura. “Nós, enquanto autarquia, assumimos as nossas responsabilidades, sendo promotores ativos para o investimento local, que permitam a criação de postos de trabalho e promover a qualidade de vida num país que precisa de exportar mais e atrair investimento externo. É essa a nossa função numa altura em que estamos dotados de unidades industriais do mais avançado ao nível tecnológico que apostam na exportação e apoiamos os nossos empresários numa ótica de criar soluções para desenvolver o que é realmente importante numa lógica de parceria a nível local, regional e nacional com as diferentes entidades”, salientou.

 O presidente da CCDR- N, José Duarte Vieira, assumiu a responsabilidade da CCDR enquanto organismo “facilitador dos promotores privados” numa lógica de “encontrar soluções credíveis capazes de viabilizar de forma expedita o investimento em áreas que marquem a diferença após a devida análise dos projetos, ao orientá-los ou reorientá-los, para que possam surtir efeitos práticos, num trabalho olhado como um todo, pois só assim será possível atingir o sucesso” mencionou.

Duarte Vieira afirmou, ainda, que o novo Quadro Comunitário de apoio apresenta um reforço de 1000 milhões de euros, no apoio a projetos sobretudo, da região norte, onde há maior investimento. Torna-se necessário “o encontro, cada vez mais intenso e real, entre investidores privados e entidades públicas”, concluiu.

O empreendimento turístico surge após a insistência do autarca em dotar o território de um hotel capaz de fazer face ao aumento crescente da procura da região, num investimento que ronda os 3 milhões de euros e que se prevê em “andamento rápido” referiu o principal agente promotor, o empresário, Gonçalo Meireles.

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O empresário Luso-Brasileiro mostrou-se honrado em participar na construção da infraestrutura tecendo largos elogios ao autarca celoricense como decisivo promotor para a execução da obra, referindo que “o apoio do concelho e o apoio institucional, é o que o empresário necessita para poder investir”. Segundo o mesmo será um empreendimento turístico que irá promover um acréscimo de eventos suplantando os existentes. “ Celorico de Basto é uma terra atrativa com muitos eventos como a Festa das Camélias, a Feira da Gastronomia, as feiras anuais e semanais que recebe milhares de pessoas sendo que, o empreendimento torna-se necessário para fazer face às necessidades da região”, concluiu.

Trata-se de um hotel de cariz urbano que fica enquadrado na zona central de Celorico de Basto, Lugar de S. Silvestre, com capacidade para 50 quartos, com SPA, piscina interior e exterior entre outras valências com classificação de 4 estrelas.

Um dia dedicado à economia e investimento em Celorico de Basto que procura racionalizar recursos, fomentar e dinamizar a economia local.

 Os convidados foram rececionados no Salão Nobre dos paços do concelho com o presidente da CCDR-N a assinar o livro de honra do município seguindo-se a cerimónia protocolar do ato de colocação da primeira pedra antes da colocação oficial cito, na Zona de S. Silvestre, local da construção do Hotel.

O presidente da CCDR-N e restantes convidados foram, ainda, visitar a evolução das obras do Hotel da casa da Boavista e as obras de construção da Ecopista.

No setor industrial, a comitiva passou pela Adla, empresa de extrusão de Alumínios, na zona industrial da Lameira, e por uma nova unidade fabril de calçado, fixada na zona industrial de Carvalho.

CONGRESSO INTERNACIONAL ANIMAÇÃO SOCIOCULTURAL REALIZA-SE EM PONTE DE LIMA

Congresso Internacional Animação Sociocultural

Intervenção e Educação Comunitária: Democracia, Cidadania e Participação

Teatro Diogo Bernardes / 25, 26 e 27 outubro

Está a decorrer no Teatro Diogo Bernardes até ao próximo domingo, dia 27 de outubro o Congresso Internacional de Animação Sociocultural.

Com o apoio do Município de Ponte de Lima, o congresso é promovido pela Intervenção – Associação para a Promoção e divulgação Cultural, com o objetivo de analisar, refletir, promover, impulsionar e estimular o papel da Animação Sociocultural em diversas vertentes, nomeadamente na atual conjuntura de crise, como metodologia de intervenção comunitária, como resposta participativa na construção comunitária, bem como a sua ligação às redes sociais.

O Congresso Internacional de Animação Sociocultural visa ainda estimular o pluralismo social, a partilha de projetos, a educação intergeracional e a inserção de metodologias participativas promotora de uma sociedade solidária para o século XXI.

Perspetivam-se três dias intensos de debate, no sentido de estimular o desenvolvimento social, cultural e educativo e dissecar o papel da comunidade, da educação comunitária, do desenvolvimento comunitário como alicerces de construção de um futuro e de participação coletiva.

De referir que a organização deste congresso conta ainda com a colaboração do CENFIPE – Centro de Formação de Professores, que atribuirá um crédito para Educadores de Infância e Professores participantes nesta iniciativa.

Para mais informações e inscrições contate congresso@geralintervencao.com.pt

MUNICÍPIOS DE AMARES, TERRAS DE BOURO, VIEIRA DO MINHO E VILA VERDE REÚNEM COM O DIRETOR REGIONAL DE AGRICULTURA

Ao final da tarde de ontem, dia 24 de Outubro, as Câmaras Municipais de Amares, Terras de Bouro, Vieira do Minho e Vila Verde, representadas pelos seus presidentes e vice-presidentes, reuniram nos Serviços Regionais da Agricultura do Norte, em Braga, com o Director Regional de Agricultura e com o Subdirector para tratarem de assuntos relacionados com o desenvolvimento rural e o apoio aos agricultores.

A reorganização dos Serviços do Ministério da Agricultura em curso atirou estes quatro concelhos do distrito de Braga para a delegação do Alto Minho, com sedeem Vila Novade Cerveira. Logo que os autarcas dos quatro concelhos tiveram conhecimento desta situação, solicitaram ao Director Regional de Agricultura uma reunião com carácter de urgência.

Nessa reunião, os quatro municípios apresentaram as suas preocupações com o facto de serem “transferidos” para a delegação do Alto Minho e com todos os inconvenientes que essa situação poderá gerar.

O Director Regional de Agricultura garantiu aos autarcas que a alteração da distribuição dos concelhos por diversas delegações é meramente administrativa e que nenhum agricultor destes quatro concelhos terá de se deslocar a Vila Nova de Cerveira para tratar de qualquer assunto, pois os serviços situados em Braga continuarão a funcionar e a dar todas as respostas e apoio aos agricultores. Acrescentou que será reforçada uma resposta de proximidade pois o principal objectivo da reorganização dos serviços é prestar um serviço mais próximo das populações.

Os autarcas saíram satisfeitos com as explicações e compromissos assumidos pelo Director Regional e manter-se-ão atentos ao evoluir da situação.

CAMINHA: SEIXAS NAS ARTES PLÁSTICAS

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O pintor Gilberto Ventura Terra Renda nasceu em Seixas, no Concelho de Caminha, e era sobrinho e afilhado do célebre arquiteto Miguel Ventura Terra. A revista “Ilustração Portugueza”, na sua edição de 21 de dezembro de 1914, dá conta da exposição de pintura que então realizou na qual, grande parte das obras expostas, eram dedicadas à sua terra natal.

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Caminho de Seixas

Exposição de Belas-Artes no Salão da “Ilustração Portugueza”

Foi muito visitada a exposição de quadros realisada no salao da “Ilustração Portugueza” pelo distinto pintor sr. Gilberto Ventura Renda, que apresentou n’ela trabalhos que foram justamente apreciados.

O assunto da maioria das suas telas foi o brilhante artista buscar ás belas e fecundas paisagens do nosso Minho, que tantos artistas tem inspirado em obras de grande valor, e n’eles vincou o sr. Renda os seus excecionaes recursos artísticos com a maior exuberância.

Lugar da Fonte (Seixas)

Tambem apresentou na sua galeria de quadros belíssimos estudos de figuras e composições de interior, nos quaes há riqueza de tonalidade e excelente técnica, que muito distinguem o seu trabalho. Os srs. dr. Bernardino Machado, Braamcamp Freire, presidente do Senado e outros vultos de destaque na sociedade, também visitaram a exposição, felicitando todos eles o distinto artista pelos seus belíssimos trabalhos, dos quaes muitos foram vendidos.

Fotos: Benoliel

Pensando...

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Deitando a vara

AUTARCAS DE TERRAS DE BOURO DESLOCAM-SE A FRANÇA

No próximo fim-de-semana, de 25 a 28 de outubro, uma comitiva de autarcas de Terras de Bouro, composta por cerca de trinta e duas pessoas, efetuará uma visita de cortesia e cooperação a Saint Arnoult-en-Yvelines, localidade francesa que regista uma forte implantação de emigrantes portugueses, nomeadamente, terrabourenses.

A delegação lusa irá realizar, em conjunto com as respetivas famílias francesas de acolhimento, uma série de atividades de caráter turístico e cultural, no âmbito do processo de geminação iniciado em 2004.

Mais uma vez, a iniciativa tem por objetivo a aproximação social e cultural das duas comunidades, apostando no aprofundamento e desenvolvimento de um espírito europeu que se quer marcante e multifacetado.

De salientar a projeção turística que Terras de Bouro e o Gerês têm com este tipo de atividades, pois além do que já tem sido norma, com a criação óbvia de laços de afinidade entre as famílias envolvidas, proporciona também intercâmbios de vária ordem, nomeadamente, culturais, desportivos e gastronómicos.

A comitiva terrabourense é chefiada pelo senhor Presidente da Câmara Municipal, Dr. Joaquim Cracel, esperando-se que a estadia consolide e desenvolva ainda mais este projeto de geminação.

 

“REAPROVEITAR E RECICLAR” É O LEMA DE CELORICO DE BASTO

A Câmara Municipal de Celorico de Basto estabeleceu um protocolo de colocação de contentores para recolha de velas e cirios dos cemitérios, tendo como fim o seu reaproveitamento ou reciclagem, de forma a desenvolver uma adequada gestão de resíduos sólidos e urbanos.

O presente protocolo implica a colocação de 24 contentores nos cemitérios do concelho e a gestão dos mesmos. Esta tarefa é da responsabilidade da empresa “Ceradenovo, lda” a quem é dada a exclusividade de recolha dos resíduos pelo município de Celorico de Basto. As duas entidades veem-se assim na responsabilidade de respeitar as cláusulas descritas no protocolo para que o mesmo vigore pelo tempo estipulado que são quatro anos com renovação automática.

Este protocolo permitirá uma recolha seletiva de resíduos que normalmente eram colocados no lixo normal e seguiam para os aterros. Neste caso, desenrola-se o processo de triagem dos resíduos que poderão ser reaproveitados sendo o restante encaminhado para a reciclagem.

A autarquia tem tido uma preocupação rigorosa no que respeita ao meio ambiente visto ser uma área maioritariamente rural e com características saudáveis que não pretende ver alteradas. “Em Celorico de Basto respira-se ar puro e não queremos que esse facto, tão importante, se altere. Por isso, temos feito um trabalho importante no que respeita à gestão dos resíduos sólidos e urbanos de forma a garantir um futuro mais apelativo para as gerações vindouras”, referiu o presidente da Câmara Municipal, Joaquim Mota e Silva.

Importa mencionar que todos os materiais usados na construção dos contentores de recolha dos resíduos seguem as regras ambientais da União Europeia.

EM 1960, GRUPO FOLCLÓRICO DR. GONÇALO SAMPAIO FOI RECEBIDO PELO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA, DR. FRANÇA BORGES E ATUOU NOS PAÇOS DO CONCELHO

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Em 1960, o Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio efetuou uma digressão a Paris e Londres. Antes da partida, porém, foi recebido nos Paços do Concelho, em Lisboa, onde apresentou cumprimentos ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa António Vitorino França Borges, vendo-se também na foto o Vice-presidente, Aníbal David. Na ocasião, teve ainda a oportunidade de atuar no átrio dos Paços do Concelho.

As fotografias, da autoria de Armando Serôdio, feitas a partir de negativo de gelatina e prata em acetato de celulose, retratam a referida cerimónia.

Foto: Arquivo Municipal de Lisboa

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BARCELOS VAI ERIGIR ESTÁTUA EM HOMENAGEM A SÃO NUNO DE SANTA MARIA

Câmara e Misericórdia apresentam programa oficial dia 25 de outubro, pelas 15h00

O presidente da Câmara Municipal de Barcelos e o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos vão promover, dia 25 de outubro, pelas 15h00, no salão nobre da Misericórdia, uma conferência de imprensa de apresentação do programa oficial das cerimónias de inauguração da estátua a S. Nuno de Santa Maria.

O monumento, localizado em Barcelos, é o primeiro a ser inaugurado em território nacional após o reconhecimento oficial por parte do Vaticano da santidade do também Beato Nuno, sétimo Conde de Barcelos, Condestável do Reino e herói nacional.

A cerimónia de apresentação do programa de inauguração da estátua ao santo de Barcelos vai contar com a presença do presidente do Município, Miguel Costa Gomes, e do provedor da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, António Pedras.

VILA VERDE: DESIGNER SÍLVIA ABREU REALIZA WORKSHOP “RECICLAGEM CRIATIVA – O TEU FANTOCHE”

A Designer Sílvia Abreu, em colaboração com a Biblioteca Municipal de Vila Verde, organiza a 27 de Outubro um workshop de Reciclagem Criativa com o tema “O Teu Fantoche”, vocacionado para os pequenos e graúdos.

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Com sucesso dos anteriores workshops, em moldes de funcionamento semelhantes, com a mesma ideologia da reciclagem criativa, mas com objetivos (temas diferentes).

“Reciclagem Criativa – O Teu Fantoche” é a designação do novo workshop que pretende mostrar como fazer “renascer” materiais descartáveis. Este workshop, que terá uma duração de duas horas, das 10h às 12h, e será ministrado pela designer Sílvia Abreu.

Faz o teu Fantoche nos Workshop Reciclagem Criativa!

FAFE: MÁRIO DANIEL APRESENTA ESPETÁCULO DE MAGIA

“Fora do Baralho”: é o espetáculo que o mágico Mário Daniel vai apresentar este sábado no Teatro-Cinema de Fafe

A programação do Teatro-Cinema de Fafe prossegue este sábado, 27 de outubro, a partir das 21h30, com a realização do espetáculo com o conhecido mágico Mário Daniel.

O autor, apresentador e mágico do "Minutos Mágicos", programa de sucesso de horário nobre da SIC, apresenta "Fora do Baralho" um espetáculo para toda a família.

"Fora do Baralho" é muito mais do que um espetáculo de magia! Mistura a arte da ilusão com a cénica e a teatral, criando não só magia, mas uma atmosfera mágica.

Conta a história de um mágico que está num ateliê a tentar criar o seu próximo espetáculo. Nesse mundo existem outras personagens, a empregada que detesta ver tudo desarrumado, ou o artesão das ilusões do Mário. Numa relação muito divertida, e invocando os valores da amizade, cooperação e família, fazem com que os “truques” surjam de forma natural no decorrer da narrativa e se transformem em verdadeira magia! Esta é uma nova proposta de espetáculo e uma nova forma de encarar esta arte.

Com autoria de Mário Daniel Produções e Inflama Produções, encenação de Sílvia Ribeiro, textos de Mário Daniel e Sílvia Ribeiro, “Fora do baralho” tem interpretação de Cláudia Pedrosa, Mário Daniel e Paulo Monteiro.

PÓVOA DE LANHOSO ACOLHE CURSO DE FORMAÇÃO EM EDUCAÇÃO NÃO FORMAL PARA TÉCNICOS DE JUVENTUDE

O Theatro Club na Póvoa de Lanhoso foi o local escolhido para acolher um curso de formação organizado pela Agência Nacional para a Gestão do Programa Juventude em Acção para técnicos e técnicas de juventude das Câmaras Municipais do distrito.

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Participaram 12 pessoas de vários municípios. Esta formação foi organizada em colaboração com a Rede Intermunicipal de Juventude e com a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, tendo tido como principal objetivo capacitar as pessoas participantes com competências teóricas e práticas na área da Educação Não Formal de modo a melhor desenvolver o seu trabalho com a juventude nos diversos concelhos.

“Ações como esta são de extraordinária importância. Estas visam definir as melhores estratégias para o trabalho com a juventude. A partilha permite aumentar a eficácia das atividades a desenvolver com os jovens. Numa altura em que os jovens se sentem desmotivados, a preocupação para os atrair e dinamizar atividades com eles é fundamental. Temos que apostar na promoção da participação juvenil e cívica”, refere a Vereadora da Juventude, Gabriela Fonseca. “Através da educação não formal e da partilha de diversas experiências, os nossos técnicos ficam ainda mais capacitados e são incentivados a desenvolver um trabalho melhor, um trabalho mais eficaz e mais eficiente. É o que se pretende”, continua aquela responsável.

A Rede Intermunicipal de Juventude, constituída por técnicos e técnicas de diferentes Câmaras Municipais do distrito e que foi criada com o apoio da Agência Nacional para a Gestão do Programa Juventude em Acção e de Braga - Capital Europeia da Juventude, visa promover o diálogo, a cooperação entre jovens, associações juvenis, técnicos de juventude e decisores políticos locais, criando e fortalecendo espaços e canais de participação juvenil em processos de tomada de decisão e para o exercício de uma cidadania mais informada e ativa. “A ideia é criar-se um plano, uma estratégia direcionada para a juventude comum aos municípios, que podem obviamente ter as suas estratégias locais e realizar os seus projetos concelhios, mas que depois consigam convergir e partilhar ideias, projetos, recursos, boas práticas que tenham acontecido num concelho e que possam ser replicados noutro. Neste momento, é um projeto embrionário”, explicou Joana Lima da Agência Nacional para a Gestão do Programa Juventude em Acção.

A referida ação de formação decorreu de 18 a 20 de outubro, tratando temas como as diversas abordagens e metodologias de Educação Não Formal, os desafios na promoção da participação juvenil, recursos europeus para projetos de apoio à participação dos jovens, entre outros.

Joana Lima explicou ainda os objetivos específicos desta formação: “Compreender a importância e os aspetos elementares e competências envolvidas através da educação não formal; perceber como aplicar a metodologia da educação não formal na dinâmica local; e adquirir instrumentos que garantam acompanhamento a jovens em processo de auscultação, criação de projetos juvenis e obter informação sobre linhas de financiamento do programa Juventude em Ação”.

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PÓVOA DE LANHOSO DEBATE ESTATUTO DO ALUNO

"O Novo Estatuto do Aluno e a Comunidade Educativa: um debate para melhorar a Escola, a Educação e a Sociedade" é como se intitulou a palestra dinamizada por Carlos Alberto Gomes da Universidade do Minho na noite de 17 de outubro, no Theatro Club da Póvoa de Lanhoso. Esta abordagem ao assunto do novo Estatuto do Aluno integrou o programa da Semana da Educação, que a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e os Agrupamentos de Escolas promoveram de 24 a 28 de setembro. Contudo, esta palestra foi adiada, ficando assim agendada para a referida data.

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O momento foi moderado pela Vereadora da Educação da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Gabriela Fonseca. Presentes estiveram cerca de 70 pessoas. O palestrante integra o Departamento de Ciências Sociais da Educação da Universidade do Minho.

Com entrada livre, este momento de informação e de reflexão destinou-se ao pessoal docente e não docente bem como às direções das escolas, a pais, mães e/ou encarregados/as de educação e a estudantes, de entre outros destinatários, assim como para a população interessada. Permitiu às pessoas presentes esclarecer dúvidas e recolher informação sobre aquele Estatuto, nomeadamente, sobre o que é alterado bem como implicações.

O orador começou por fazer um enquadramento sociológico dos últimos 30 anos, comparando o primeiro Estatuto do Aluno pós 25 de Abril e o atual e a sua conexão com a evolução social e cultural do país bem como da educação em Portugal, fazendo igualmente referência a vários conceitos mormente de disciplina/indisciplina na sala de aula.

Considerando que não existe uma crise de valores, porque estes existem, entende que o problema reside na regra que protege o valor e a “punição” que o credibiliza. As leis e os regulamentos existem, mas não têm a devida consequência de forma sistemática e consistente. No seu entender, a escola tem de ter uma estratégia e toda a comunidade educativa, independentemente das suas opções políticas, religiosas, de ser mais ou menos liberal, deve adotá-la e aplicá-la. Quando todos “remarem para o mesmo lado” a estratégia acabará por dar os seus frutos, considerou. Carlos Alberto Gomes tem várias obras publicadas no âmbito de trabalho efetuado em várias escolas, salientando-se “Guerra e Paz na Sala de Aula”.

Com a promoção das Semanas da Educação tem sido objetivo da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, em colaboração com outras entidades parceiras, como os Agrupamentos de Escolas e o Conselho Municipal de Educação, permitir o debate e a reflexão sobre temas atuais e pertinentes para os vários intervenientes no processo educativo.

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PÓVOA DE LANHOSO: ESPAÇO JOVEM PROPÕE INFORMÁTICA E SENSIBILIZAÇÕES EM NOVEMBRO

O Espaço Jovem da Póvoa de Lanhoso continua a proporcionar um programa regular de atividades em que as pessoas mais jovens, em particular, e toda a população, de uma maneira geral, se podem inscrever.

ESPAÇO JOVEM EXTERIOR

A Lan Party e a Iniciação à Informática são duas das propostas para o próximo mês de novembro a par de duas outras mais direcionadas às escolas: uma é o lançamento da iniciativa que visa recuperar o jogo da macaca; a outra é a sensibilização para os malefícios do tabaco.

A Lan Party promete ser muito participada, à semelhança do que tem acontecido nas edições anteriores. Agendada para os dias 2 e 3 de novembro, esta quinta edição junta à volta de uma rede local simpatizantes de informática e/ou apaixonados dos jogos de computador. Através do acesso à rede local disponibilizada no Espaço Jovem, vai ser proporcionado o convívio e a realização de jogos de computador multiplayer em rede e torneios de Counter Strike, Trackmania, de entre outros. A Lan Party começa pelas 15h00 do dia 2 e só termina 24 horas depois.

Muito procuradas igualmente têm sido as diversas formações em Informática, que o Espaço Jovem tem promovido e o mesmo se espera para mais uma destas propostas, nos dias 7, 14, 21 e 28 de novembro e 5 de dezembro, entre as 14h30 e as 17h00. Depois do sucesso alcançado com as anteriores edições, o Espaço Jovem vai realizar, em parceria com o projeto Territórios_In– IV Eixo – TIC , mais esta iniciativa. Este curso tem por objetivo proporcionar os primeiros contactos com a Informática, oferecendo formação em internet, e-mail e processamento de texto. A participação é gratuita e a formação decorrerá no Espaço Jovem.

Há duas iniciativas dirigidas particularmente para a comunidade escolar. Assim, até ao dia 12 de dezembro, está feito o convite às escolas do concelho para que participem numa proposta que pretende não deixar cair em desuso os jogos tradicionais e relacionado, desta vez, com o jogo da macaca. Este é um jogo ao ar livre por excelência, que possibilita o convívio entre as crianças. Como qualquer outro jogo, motiva a aprendizagem e o seguimento de regras, fomentando assim uma aprendizagem social. As escolas interessadas em participar deverão inscrever-se com pelo menos 10 dias de antecedência sobre a data pretendida e através do email espaco.jovem@mun-planhoso.pt. Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar.

 A sensibilização para os malefícios do tabaco é a outra proposta dirigida a um público escolar já que vai decorrer na EPAVE. Trata-se da comemoração do Dia Mundial do Não Fumador a 19 de novembro, pelas 15h00. O Espaço Jovem promove uma sessão de sensibilização e uma pequena palestra dinamizada por um profissional de Saúde.

Halloween é a próxima proposta

Ainda durante o mês de outubro, o Espaço Jovem promove a comemoração do dia das bruxas ou Halloween, a 31 de outubro. Esta comemoração teve origem nos antigos povos da Grã-Bretanha e Irlanda, que acreditavam que, na véspe­ra do Dia de Todos os Santos, os espíritos voltavam para suas casas. Aos poucos, a comemoração foi-se tornando pública e muitos rituais começaram a ser praticados com carácter de diversão. Com isso, o costume de festejar a data foi ganhando adeptos, principalmente entre crianças e adolescentes. Associando-se aos festejos, Espaço Jovem terá naquele dia uma decoração temática sobre o Halloween com decoração de abóboras.

De lembrar que, para 2012, a estratégia da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso para a área da Juventude assenta sobretudo na continuidade e melhoria da oferta dos vários programas destinados aos jovens, bem como na disponibilização à popula­ção, pelo Espaço Jovem, de uma programação regular e diversificada. A metodologia utilizada por este equipamento passa principalmente pela utilização dos recursos existentes para a reali­zação das atividades e pela colaboração com povoenses e associações do concelho, reduzin­do ao mínimo a utilização de recursos financeiros.

PÓVOA DE LANHOSO DEBATE TRÁFICO DE SERES HUMANOS

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso promoveu um workshop Sobre o tráfico de pessoas, com vista a assinalar o Dia para o Combate ao Tráfico de Seres Humanos (18 de outubro).

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Esta iniciativa foi dinamizada através do SIGO – Serviço para a Promoção da Igualdade de Género e realizou-se com a colaboração da OIKOS. Dado o elevado número de pessoas inscritas e participantes (mais de uma centena), houve necessidade de realizar duas sessões e não apenas uma, como inicialmente previsto. Assim, o auditório da Casa da Botica acolheu estas ações, de manhã e de tarde.

A Vereadora da Ação Social da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Fátima Moreira, abriu as sessões, que procuraram informar e sensibilizar para o problema do tráfico de pessoas. “No século XXI, não se justifica haver tráfico de seres humanos e todos temos que contribuir para isso”, referiu na sua intervenção, desafiando as pessoas que participaram a que difundam a informação que lhes foi transmitida, a que a passem a colegas, a familiares e a amigos e a que sejam pessoas atentas e para que aquele flagelo não aconteça nem aumente, em Portugal.

“Esperamos promover aqui uma reflexão sobre uma problemática que é cada vez mais atual”, considerou ainda Fátima Moreira. “Assinalar o tráfico dos seres humanos é também consciencializar-vos para a necessidade de estarmos atentos a esta problemática. A televisão tem trazido a debate as questões do tráfico sexual, muitas mulheres e jovens, rapazes e raparigas que são traficados com fins sexuais, mas também hoje, mais do que nunca, se fala de tráfico laboral e vê-se constantemente na televisão pessoas que, na procura de trabalho, se candidatam para ir para fora deste país e muitas vezes são enganadas. Vão para lá e não têm condições, não lhes pagam aquilo que lhes prometem, não fazem aquilo com que se comprometeram, isto também é tráfico, isto também é um problema para o qual nós temos que estar sempre alertas e sensibilizados”, salientou ainda.

Fátima Moreira referiu também que devemos estar conscientes de que aquelas situações podem acontecer a qualquer um de nós. “Isto tem de ser denunciado e há organizações que trabalham estas questões e que estão disponíveis para proteger estas pessoas, que podem correr o risco de serem traficadas”, referiu.

O workshop foi orientado por Ana Rodrigues da OIKOS, que, de entre outras considerações, referiu que aquela entidade, no âmbito da Educação para a Cidadania, está a trabalhar com um projeto que pretende informar as pessoas e sensibilizá-las para esta problemática do tráfico de seres humanos e da exploração laboral. Revelou ainda que estão a trabalhar esta questão do tráfico em cinco concelhos, de entre os quais a Póvoa de Lanhoso, identificados pelo Observatório do Tráfico de Seres Humanos. “O que é que isto quer dizer? Isto quer dizer que pode haver pessoas aqui da Póvoa de Lanhoso que estão a ser traficadas para fora e que pode haver pessoas de outros sítios a serem traficadas para a Póvoa de Lanhoso”, salientou.

Este workshop procurou evidenciar o que é o tráfico de seres humanos e quais os sinais a que a comunidade deve estar atenta bem como formas de denúncia e de ajuda às vítimas.

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PÓVOA DE LANHOSO: SALA DE INTERPRETAÇÃO DO TERRITÓRIO DIVULGA INFLUÊNCIA BRASILEIRA

“A Influência Brasileira no Concelho da Póvoa de Lanhoso” é como se designa a exposição que abriu no dia 20 de outubro, na Sala de Interpretação do Território (Casa da Botica) e que fica patente durante os próximos meses.

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Nesta mostra estão em exposição artigos que vão desde vestuário até malas de viagem ou de mão, passando por outros objetos como chapéus, uma escova de cabelo ou tinteiros e ainda por documentos como passaportes, livros de recenseamento militar ou fotografias, para dar alguns exemplos. Esta exposição permite ainda conhecer as casas de influência brasileira existentes no nosso Concelho, como o Palacete Villa Beatriz, bem como as obras de beneficência e de melhoramentos que os emigrantes realizaram com o dinheiro “brasileiro”, como o Hospital ou as Escolas. Vale a pena uma visita. A entrada é gratuita.

Diversas pessoas que cederam artigos agora em exposição estiveram na abertura desta mostra, assim como a Vereadora da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Fátima Moreira. “Que seria da Póvoa de Lanhoso se não houvesse esta influência dos povoenses que foram para o Brasil e que regressaram à sua terra e aqui investiram? Seria certamente muito diferente”, considerou, desafiando à continuidade do estudo sobre esta temática, ainda bem marcada no dia a dia das 29 freguesias do concelho.

Esta exposição, que procura aproximar os povoenses da sua própria história local, “é um primeiro contributo para que alguém se dedique ao estudo da emigração para o Brasil e o retorno dos ‘brasileiros’, que tiveram uma influência que, até este momento, não está verdadeiramente estudada ainda na Póvoa de Lanhoso”, referiu o Chefe de Divisão de Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Paulo Freitas. Por ser um tema ainda muito pouco estudado, ficou no ar a ideia de que esta foi apenas a primeira exposição sobre o tema, mas que outras poderão seguir-se.

Esta exposição, conseguida através da colaboração de povoenses com ligações àquele fenómeno de emigração para o Brasil, pode ser apreciada durante os próximos meses. Assinala ainda o ano de Portugal no Brasil e o ano do Brasil em Portugal (entre 7 de setembro de 2012 e 10 de junho de 2013).

Sala de Interpretação o Território (Casa da Botica):

De terça-feira a sábado entre as 10h00 e as 13h00 e entre as 14h30 e as 18h00; ao domingo entre as 10h00 e as 13h00 Telef. 253 639 708 / 253 631 435

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PONTE DE LIMA MANTÉM “CICLO DE ATELIÊS COM ARTE” E CONCURSO “PONTE DE LIMA, JARDINS, ARTE E INOVAÇÃO”

A Câmara Municipal de Ponte de Lima aprovou por maioria, na reunião realizada a 15 de outubro a continuidade de duas atividades que impulsionam, dinamizam e difundem património cultural, ambiental e social do concelho. Trata-se do Ciclo de Ateliês com Arte, já na 3ª edição, e do 5º concurso “Ponte de Lima, Jardins, Arte e Inovação”.

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O sucesso assinalado pelo Ciclo de Ateliês com Arte justifica a realização de mais uma edição, promovendo formações sobre diversas temáticas do concelho. Algumas repetem-se, face à forte adesão que registaram nas edições anteriores e também pelo interesse demonstrado pelos formandos como é o caso dos Arranjos Florais de Natal; Resíduos; Doces Conventuais; Museus e Centro Histórico; Cosmética e Agricultura Biológica.

Esta 3ª edição, com o intuito de inovar e incrementar outras temáticas, lança novas ações, nomeadamente, as Artes Gráficas Artes Mágicas – Photoshop CS; As Melhores Fotografias e Reciclagem de Flores, no sentido de captar outros públicos. De novembro a maio, as formações realizam-se em diversos equipamentos do Município. Para mais informações ou inscrições contate através do Gabinete Terra terra@cm-pontedelima.pt.

Na última reunião o Executivo Municipal tomou conhecimento da deliberação do júri do Concurso 2012 “Ponte de Lima, Jardins, Arte e Inovação”, iniciativa do Município de Ponte de Lima, com periodicidade anual decorrendo no período compreendido entre a última sexta-feira do mês de maio e a segunda-feira das Feiras Novas, em setembro.

Reforçar a imagem do concelho de Ponte de Lima, como o mais florido, incentivando a autoestima dos seus munícipes e o reconhecimento de valores locais de partilha e entrega, são os principais objetivos desta iniciativa do Município de Ponte de Lima.

De referir que este concurso está aberto a toda a comunidade, desde instituições públicas, privadas, espaços comerciais, de alojamento, restauração e a cidadãos a título individual, recebendo a 5ª edição 95 candidaturas.

PONTE DE LIMA: MINISTRO DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA PRESIDE À INAUGURAÇÃO DO CENTRO EDUCATIVO DAS LAGOAS

A cerimónia de inauguração oficial tem lugar no próximo dia 24 de outubro, às 12h00

A Educação continua a ser o pilar fundamental para o desenvolvimento do concelho e para a formação dos jovens limianos. O Município de Ponte de Lima, com a inauguração do Centro Educativo das Lagoas entra na fase final das construções que visam o reordenamento da Rede Escolar do 1º ciclo. No próximo ano, dentro dos prazos estabelecidos, Ponte de Lima é um dos poucos Municípios do país que consegue executar o plano definido da Carta Educativa – Reordenamento da Rede Educativa de Ponte de Lima.

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Com a abertura do Centro Educativo das Lagoas, o 11º de um conjunto de 12 construções que finalizarão com a EB1 de Ponte de Lima, o Município investiu 27.150.516,51€ em obras, equipamento e terrenos, obtendo uma comparticipação de fundos comunitários no valor de 16.341.321,76€.

O Centro Educativo das Lagoas, composto por 12 salas para o 1º ciclo e 8 para o pré-escolar, funcionará em período escolar e para além do ano lectivo, sendo dotado de salas e equipamentos de apoio às actividades de lazer e de carácter ambiental da Área de Paisagem Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos e Quinta Pedagógica de Pentieiros, terá outras utilizações, nomeadamente, para campos de férias.

A inauguração oficial do Centro Educativo das Lagoas está agendada para o dia 24 de outubro, a partir das 12h00, com a presença do Ministro da Educação e Ciência, Prof. Doutor Nuno Crato.

Sendo a Educação um dos fatores primordiais no crescimento das sociedades atuais, este novo equipamento escolar pretende ser diferente. Está dotado de um Centro de Ciência Viva, disponível para as escolas do concelho e da região. Durante todo o ano pode ser utilizado por qualquer escola, que pretenda organizar um programa de estudos e lazer para os seus alunos, proporcionando um contacto direto com a natureza. É um grande desafio para as escolas deste país que, a partir de agora, terão condições para proporcionar aos seus alunos uma educação ambiental efetiva sem interrupção das aulas, pois também terão acesso a uma sala de aula devidamente equipada com quadro interactivo.A Área Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos e a Quinta de Pentieiros estarão ao dispor de qualquer escola que pretenda enriquecer o seu projecto educativo e criar novas condições que motivem o gosto pelo conhecimento.

Neste contexto convidamos o V/ órgão de Comunicação a reportar o momento de inauguração do Centro Educativo das Lagoas, na próxima quarta-feira, a partir das 12h00.

XIV EDIÇÃO DAS ROTAS DO TÂMEGA EM TODO-O-TERRENO PERCORREU CELORICO DE BASTO

Celorico de Basto foi, neste sábado, 20 de outubro, local de visita obrigatória para quem gosta de praticar desportos motorizados ou assistir às manobras executadas pelos praticantes. Uma iniciativa que percorreu o concelho e passou por troços impressionantes para a prática da modalidade.

Rotas do Tâmega

A XIV edição das Rotas do Tâmega, Passeio em Todo o Terreno, teve início na Praça Cardeal D. António Ribeiro e contou com a presença de 82 participantes, uma prova organizada pelo Motor Clube de Basto com o apoio da Câmara Municipal e da Federação Portuguesa de Todo o Terreno.

O principal momento do percurso decorreu na Ribeira de Boques, numa pista de Trial, Pista de obstáculos, previamente desenvolvida para o efeito e que juntou centenas de pessoas a assistir às peripécias dos participantes. Subidas ingremes, poços de lama e outros obstáculos foram ultrapassados pelos participantes da prova e fizeram as delícias de quem assistiu.

A iniciativa vai já na XIV edição e mostra-se um sucesso na promoção de uma modalidade com acentuada aderência num concelho com as condições indicadas, percursos únicos e paisagens marcantes que conferem uma motivação extra à prática deste desporto.

CHAFARIZ DA DANAIDE EM MONÇÃO

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No verso deste postal pode ler-se “Edições Panorama”, o preço 2$50 e, junto da legenda, a referência “M/TC 13”, em tudo semelhante aos postais anteriormente editados pelo Secretariado Nacional da Informação (SNI). Pelo aspecto gráfico, deduzimos que tenha sido editado pela sua sucessora, a Secretaria de Estado da Informação e Turismo (SEIT), criada em 1968.

O exemplar que se encontra em nossa posse tem apenso no verso um carimbo a vermelho onde se lê: “Com os cumprimentos da Câmara Municipal e da Comissão Municipal de Turismo de Monção”.

BRAGA: AMIGOS DO MUSEU PIO XII PROMOVEM MOSTRA DE PRESÉPIOS REGIONAIS

A FILOMUPI-ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DO MUSEU PIO XII em colaboração com o MUSEU PIO XII e o TESOURO MUSEU DA SÉ DE BRAGA vão levar a efeito mais uma mostra de Presépios Regionais à semelhança do que tem vindo a acontecer em anos anteriores. A Mostra decorrerá na Torre Medieval e no Tesouro Museu da Sé de Braga, entre os dias 30 de novembro de 2012 e 7 de janeiro de 2013

A PARADA AGRÍCOLA DE BARCELLOS EM 1910

Por occasião das festas das cruzes em Barcellos, houve uma parada agricola que foi um magnifico espectaculo. Concorreu muito povo dos arredores a ver desfilar os trinta e oito carros que compunham o interessante cortejo. Iam ali representados todos os ramos agrícolas, as industrias de serração, irrigação, serralharia, trabalhos de linho e viticultura. Um carro reclamo de adubos chimicos causou sensação pela sua originalidade. Representava um pomar a cuja sombra uma galinha com a sua ninhada ia debicando junto á cancella, d’onde uma pequenita guardava a creação. Foi este carro ornamentado pelo sr. Joaquim Gonçalves da Silva Mattos e obteve o premio de El-rei, sendo o segundo conferido ao da Escola Agrícola que era uma allegoria ao futuro da agricultura. Os rapazes distribuíam uns versos nos quaes se davam sábios conselhos ácêrca da maneira de fazer prosperar a lavoura e se chasqueava a rotina agrícola. 

Thereza, moça de lavoira da Quinta da Bagoeira, primeiro premio de trajo regional

Musicas, descantes das camponesas garridas que iam nos carros, com suas arrecadas, seus cordões sobre os trajos vistosos, foguetes esttralejando, toda a alegria pagã d’uma festa do norte, tornaram encantador esse longo cortejo em que se fizeram representar a maioria dos lavradores locaes. Os carros, alguns originaes, eram d’um soberbo efeito na sua passagem, ornamentados com verdura, com allegorias feitas com instrumentos de lavoura. D’um carro onde ia uma pipa e que representava a viticultura, offerecia-se vinho ao povo que o seguia no maior enthusiasmo e depois se ia perder no arraial em frente da egreja de Santa Cruz, que fica benzida na vespera com a maior cerimonia, no fim da qual se distribuiu um bodo a duzentos pobres. 

Essa parada agrícola foi, pois, um espectaculo que deixou recordações e bom seria que o exemplo fructificasse, porque representaria um incentivo para a lavoura nacional, sendo ao mesmo tempo uma diversão para os lavradores que ornamentam os seus carros, preparam as alfaias, incitam as moças a vestirem-se garridamente, ataifam as montadas e vão alegremente nos cortejos bem preferíveis às romarias. Dias antes da parada houve uma marche aux flambeaux, na qual tomaram parte carros muito bem ornamentados e bandas de musica que concorrem ao certamen, no qual foi conferido o primeiro premio á dos Voluntários de Guimarães. 

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As lindas moças de S. Paio de Carvalhal

Muitas outras philarmónicas entraram no concurso e uma grande quantidade de povo, em volta dos coretos, ia applaudindo os trechos musicaes de maior agrado, manifestando-se enthusiasticamente no final do certamen em applausos á banda vencedora.

Fonte: Ilustração Portugueza de 30 de maio de 1910 

O carro da industria do linho, apresentado pelas freguesias da Lama e de S. Romão da Ucha 

O carro do sr. Artur da Cruz Gonçalves, da freguesia de Lijó 

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O largo de Bom Jesus da Cruz por ocasião do desfile do cortejo 

O carro da freguesia de S. Paio de Carvalhal 

Um aspecto do cortejo desfilando no largo do Bom Jesus da Cruz

BRAGA: RUSGA DE SÃO VICENTE ORGANIZA SERÃO DEDICADO AO MOVIMENTO ASSOCIATIVO

A Rusga de São Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho, leva a efeito no próximo no dia 26 de outubro, pelas 21:30h, mais uma edição dos "Serões no Burgo/Tertúlias Rusgueiras", a ter lugar no Auditório da Escola Secundária Sá de Miranda em Braga. Trata-se da 61ª e tem como tema “Movimento associativo - exercício de cidadania e intervenção cívica”.

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A iniciativa tem como convidados Alberto Rêgo, membro da Viana Festas - associação promotora das festas da cidade, presidente do Grupo Etnográfico da Areosa (GEA) e membro do CIOFF - Comité Internacional Organizador de Festivais Folclóricos, Maria José, presidente da associação cultural Monte de Fralães, representará no painel, o movimento associativo de Barcelos, Jean Yves Durand, antropólogo do Instituto de Ciências Sociais da UM, João Araújo, vogal do projecto cultural e artístico, “Estaleiro Cultural Velha-a-Branca”; Manuel Sarmento, docente e investigador do Instituto da Educação (IE) da UM e membro da “ASPA – associação para a defesa, estudo e divulgação do património cultural e natural” e Luís Fontes, da Unidade de arqueologia da UM e membro da Direção do Grupo de Amigos do mosteiro de São Martinho de Tibães (GAMT).

Os três momentos artísticos que o alinhamento dos “Serões/Tertúlias” contemplam, serão da responsabilidade do Grupo Raízes.

BANDA DE MÚSICA DE PONTE DE LIMA REALIZA CONCERTO DE HOMENAGEM AO MAESTRO MAJOR JOSÉ GONÇALVES

Concertos de Outono no Teatro Diogo Bernardes. Homenagem ao Maestro Major José Gonçalves

O Teatro Diogo Bernardes acolhe no próximo dia 21, às 15h30, um concerto de homenagem ao Maestro Major José Gonçalves. O espetáculo é organizado pela Banda de Música de Ponte de Lima e conta com a participação da Orquestra Jovem Sopros do Minho, um projeto musical que arrancou em 2006, através do primeiro estágio da juventude das Bandas Filarmónicas do Minho.

Prosseguindo esta dinâmica de formação da juventude das Bandas do Minho, a Federação Regional de Bandas Filarmónicas levou a efeito um curso de monitores e professores das escolas de música das bandas filarmónicas, apoiado pelo Ministério da Cultura, cujo objetivo principal foi elevar o nível qualitativo do ensino da musica nas Bandas Filarmónicas.

Na sequência da dinamização deste projeto a “Sopros do Minho” tornou-se num projeto permanente, atuando em diversas localidades.

A Banda de Música de Ponte de Lima, é a primeira banda da Vila, surgiu de1788 a1790, e é constituída por 75 elementos, na sua maioria jovens, parte dos quais formados na sua Escola de Música.

A não perder este concerto no Teatro Diogo Bernardes, com a Orquestra “Sopros do Minho” e a Banda de Música de Ponte de Lima, domingo, dia 21, às 15h30. Para mais informações ou efetuar reservas contacte através do telefone: 258 900414 ou pelo e-mail:teatrodb@cm-pontedelima.pt.

Banda de Ponte de Lima

MUNICÍPIO DE FAFE APROVA VOTO DE LOUVOR AO COLÉGIO DE FORNELOS

A Câmara Municipal de Fafe aprovou em reunião, no período de “antes da ordem do dia”, um voto de louvor à Associação Cultural e Recreativa de Fornelos pelos meritórios resultados alcançados pelo Colégio de Fornelos nos exames finais, sobretudo no 6º ano.

No “ranking das escolas”, divulgado recentemente, o Colégio de Fornelos obteve o primeiro lugar a nível nacional nos exames do 6º ano de escolaridade.

De referir ainda que a mesma escola obteve o 5º lugar distrital nos exames do 9º ano, em que se posicionou em 84ª posição a nível nacional.

MUNICÍPIO DE FAFE DÁ APOIO FINANCEIRO PARA ALMOÇO DE NATAL DA ARPIFAFE

A Câmara deliberou atribuir um subsídio de 4000 euros à Associação de Reformados, pensionistas e Idosos de Fafe (ARPIFAFE), para apoio a realização do almoço/convívio da festa de Natal, a realizar em 15 de dezembro no Pavilhão Multiusos.

O Executivo deliberou ainda aprovar e remeter à apreciação da Assembleia Municipal a alteração ao Regulamento do Conselho Municipal de Segurança, consubstanciado na adaptação da lei.

CÂMARA DE FAFE PROTESTA CONTRA “COMPORTAMENTO AUTISTA E ARROGANTE” DA ARS NORTE

A Câmara Municipal de Fafe deliberou “lamentar” e “protestar” contra o que considera o “comportamento autista e arrogante” da Administração Regional de Saúde do Norte (ARSNorte), a propósito do processo que conduziu à criação do agrupamento dos centros de saúde do Alto Ave.

Através da Portaria nº 310/2012, de 10 de outubro, foi criado o agrupamento de centros de saúde do Alto Ave— Guimarães/Vizela/Terras de Basto, com sede em Guimarães, resultante da fusão dos agrupamentos do Ave I - Terras de Basto, que tinha sede em Fafe e do Ave II— Guimarães/Vizela.

O novo agrupamento engloba os centros de saúde da área geográfica dos concelhos de Mondim de Basto, Fafe e Cabeceiras de Basto, Guimarães e Vizela, a que corresponde um número de utentes inscritos computados em 282 200.

O documento de protesto, apresentado pelo presidente da Câmara, José Ribeiro, e aprovado por unanimidade, considera que “mais do que a exagerada concentração a que leva esta fusão, certamente com perda de qualidade de serviço e da necessária proximidade dos utentes, esta nova realidade resulta de um obscuro processo conduzido pela ARSNorte em que esta, cortando com a tradição da relação de diálogo com o Município, se comportou de forma autista e arrogante”.

José Ribeiro sublinhou que a autarquia, na verdade, foi consultada, por escrito, com um prazo curtíssimo para a resposta, “mas não passou disso!”.

Apesar da insistência, a ARSNorte nunca aceitou reunir com a Câmara sobre este ou qualquer assunto da sua competência.

O autarca vai mais longe e acusa: “sabemos que o Governo anunciou a extinção destes serviços desconcentrados, transformando as respetivas administrações numa espécie de comissão liquidatária, mas enquanto exerce funções é sua obrigação respeitar os eleitos e representantes das populações, o que não tem acontecido!”.

José Ribeiro considera, enfim, “despropositada e irrealista” a fusão dos agrupamentos dos centros de saúde, que vem, de resto, na linha de outras concentrações que têm sido feitas na Administração Pública, como é o caso das escolas. No caso desta região, considera que a decisão revela um “desprezo por este território assimétrico” e que não há justificação para a alteração verificada, porque o agrupamento do Ave I - Terras de Basto “tem funcionado bem” e “cumpre os critérios da lei”.

Na prática, a concentração vai traduzir-se na deslocação da sede do agrupamento de Fafe para Guimarães.

A REGULARIZAÇÃO HIDROGRÁFICA DO RIO LIMA

Carlos Gomes

In jornal “NOVO PANORAMA” nº. 80, de 18 de outubro de 2012

Desde sempre, o rio Lima debate-se com o problema do excessivo assoreamento do seu leito, constituindo esta uma das principais causas das inundações que flagelaram a vila limiana e outras povoações ribeirinhas, aparentemente resolvidas desde a construção das barragens de Touvedo e Alto Lindoso. Foram aliás as cheias a causa do derrube da ponte romana que veio a ser reconstruída ao tempo de D. Pedro I e, em tempos mais próximos, pouco faltou para que as guardas da ponte não fossem substituídas por gradeamento de ferro como se verificou noutras localidades.

Nas décadas de setenta e oitenta, para responder ao florescente setor da construção civil que procurava satisfazer as solicitações sobretudo dos nossos emigrantes, foram extraídos do leito do rio Lima milhares de metros cúbicos de inertes, exploração que levantava problemas de vária ordem, sendo apontado como a principal causa de muitos afogamentos devido à existência de fundões.

Entretanto, foram efetuadas diversas intervenções, algumas das quais bastante discutíveis como sucedeu com a construção do açude a jusante da ponte de Nossa Senhora da Guia. Porém, junto à foz, em Viana do Castelo, mormente na área do Cabedelo, procedeu-se a levantamentos hidrográficos a fim de conhecer a morfologia do leito do rio Lima com vista à construção do cais comercial.

Com efeito, uma intervenção sensata no rio Lima deve ser antecedida de um levantamento hidrográfico de modo a proceder-se à construção de um leito e à regularização das suas margens, o que entre outros aspetos pode trazer os melhores benefícios para as atividades náuticas. Os necessários trabalhos de dragagem só devem ser efetuados após a realização do referido estudo hidrográfico.

O aproveitamento das potencialidades do rio Lima deveria contudo ser objeto de uma visão mais integrada que envolvesse sobretudo os municípios de Viana do Castelo e Ponte de Lima. Para além do reconhecimento hidrográfico, seria também vantajoso o estudo da qualidade das suas águas de modo a eliminar eventuais efluentes, a recuperação dos velhos ancoradouros, uma maior divulgação das azenhas de D. Prior, as marinhas de sal e a seca do bacalhau em Viana do Castelo. Trata-se de um projeto ambicioso que poderia passar inclusive pelo aproveitamento do traçado da linha férrea do Vale do Lima para a instalação do metro de superfície com finalidade turística, facilitando ao mesmo tempo a deslocação diária de pessoas em transporte público.

Os gastos que uma intervenção no rio Lima naturalmente implica devem ter presentes as vantagens que daí possam advir e, sobretudo, a garantia da sua correta aplicação pelo que jamais deve ser feita de forma amadorística mas antes ser suportada por um estudo prévio, no caso vertente a realização de um levantamento hidrográfico. Já vai sendo tempo das entidades responsáveis gerirem com parcimónia os dinheiros públicos!

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Rua Agostinho José Taveira * 4990-072 Ponte de Lima * http://novopanorama.pontedelima.com

VILA NOVA DE FAMALICÃO DEBATE MAÇONARIA E CATOLICISMO

Arnaldo Cardoso de Pinho é Professor Catedrático da Universidade Católica Portuguesa, Faculdade de Teologia, Porto. Fez o Doutoramento em 1987, na Universidade de Estrasburgo, com a tese: Desmitologização ou Interpretação, com a classificação Summa cum Laude. Fez outro Doutoramento em 1998, na Universidade de Salamanca, com a classificação de Summa cum Laude.

De 1991 a 1998 foi Director da Faculdade de Teologia da UCP, Porto.

De 1998 a 2006 foi Vice-Presidente do Centro Regional do Porto da UCP. Director do Centro de Estudos do Pensamento Português, da UCP, Porto.

Desde Novembro de 2006 é Director da Revista Humanística e Teologia da UCP, Porto.

É Orientador de Teses de Mestrado e de Doutoramento e faz parte de vários júris de provas públicas de Mestrado e de Doutoramento.

Participa em vários projectos de investigação relacionados com o Pensamento Português Contemporâneo.

Livros Publicados: Desmitologização ou Interpretação; O Pensamento de D. António Ferreira Gomes; Leonardo Coimbra: Biografia e Teologia; O Essencial Sobre o D. António Ferreira Gomes. Tem publicado artigos em revistas da especialidade e em actas de encontros científicos.

Tem participado em inúmeros eventos científicos, como em Congressos nacionais e internacionais, em Colóquios, Conferências, Palestras, Comunicações orais e em painéis.

BIBLIOTECA MUNICIPAL DE PONTE DE LIMA APRESENTA “VERÃO QUENTE” DE DOMINGOS AMARAL

A Biblioteca Municipal de Ponte de Lima apresenta no próximo dia 25 de outubro, às 18h00 o último romance do escritor Domingos Amaral, intitulado “Verão Quente”.

Diretor da revista GQ, e cronista dos jornais Correio da Manhã e Record, Domingos Amaral é formado em Economia e Mestre em Relações Internacionais pela Universidade de Columbia em Nova Iorque. O escritor iniciou a sua carreira jornalística n’O Independente, tendo depois sido diretor da revista Maxmen. Enquanto cronista, escreveu para o Diário de Notícias, Grande Reportagem e Diário Económico.

É autor de diversos romances, entre os quais, “Amor à primeira vista” (1998), “O fanático do Sushi” (2000), “Os cavaleiros de São João Baptista” (2004), “Enquanto Salazar dormia” (2006) e “Já ninguém morre de amores” (2008), “Cozido à Portuguesa” (2009), Quando Lisboa tremeu” (2010).

O seu último romance, publicado em 2012, que será apresentado na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, retrata o auge do Verão Quente de 1975 quando Portugal esteva à beira da Guerra Civil.

A Biblioteca Municipal de Ponte de Lima convida-o (a) a assistir a esta apresentação, na próxima quinta-feira, dia 25, a partir das 18 horas, no auditório da Biblioteca Municipal.

PÓVOA DE LANHOSO: CENTRO DE CRIATIVIDADE PREPARA “ENCONTRARTES” COM AS FREGUESIAS

A Póvoa de Lanhoso acolhe nos próximos dias 8 e 9 de dezembro a segunda edição da iniciativa ENCONTRARTES, dinamizada pelo Centro de Criatividade (CC) da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso. Em breve, o Centro de Criatividade irá até às várias freguesias do Concelho, com a colaboração das Juntas de Freguesia e das coletividades locais, no âmbito de um programa descentralizado de sensibilização para a criatividade e para o teatro e os resultados desse trabalho com as comunidades será apresentado durante o ENCONTRARTES.

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Através do referido programa, procura-se incentivar à participação das comunidades nas suas diferentes localidades, estimulando para que se manifestem e promovam as suas capacidades criativas e assim possam participar no desenvolvimento cultural, social e económico do Concelho.

A proposta do CC é levar a cada freguesia ações práticas de oficinas criativas, dentro das áreas das artes cénicas e outras áreas, que possam contribuir com o despertar da criatividade, incentivando a participação de todas as pessoas.

O objetivo imediato é de reunir participantes que queiram realizar experiências em diferentes oficinas, que vão desde a Interpretação e animação teatral às oficinas de Marionetas e Bonecos, de Contadores de Histórias, de Construção de Objetos decorativos (Poética dos Objetos), de Construção de Mobiles, de Costura Criativa (desenho e confeção de figurinos, adereços e outros) e mesmo ao Apoio a grupos criativos já existentes (produção e criação artística).

Para a execução deste projeto, o Centro de Criatividade vai procurar o apoio e parceria das Juntas de Freguesias, das Associações e Grupos que possam acolher este programa na sua organização, realização e desenvolvimento.

Desta forma, o Centro de Criatividade vai promover em cada Freguesia um Sarau dedicado principalmente às mulheres, com a leitura dramatizada do texto “O Amor Cadáver”, cujo tema aborda a temática do universo feminino. A partir desse encontro, de um debate e conversa com o público interessado, pretende-se sensibilizar as pessoas participantes e dar a conhecer este programa descentralizado, abrindo inscrições e definindo as oficinas que se podem realizar em cada localidade.

O objetivo é que no ENCONTRARTES 2012, nos dias 8 e 9 de dezembro, os primeiros frutos deste projeto possam ser mostrados e incentivem a participação de outras pessoas, para que outros núcleos se possam formar e desenvolver.

PÓVOA DE LANHOSO DIVULGA ATIVIDADES CULTURAIS

Agenda de 18 de outubro a 8 de novembro de 2012

Dia 20 de outubro, 17h00

- Abertura da Exposição “A Influência Brasileira no Concelho da Póvoa de Lanhoso”

Local: Sala de Interpretação do Território

Dia 20 de outubro, das 9h00 às 13h00

- Passeio Pedestre da Serra do Carvalho

Local de encontro: Praça Eng. Armando Rodrigues (vila da Póvoa de Lanhoso)

Dia 24 de outubro, das 9h30 às 17h30

-Formação “Coaching para Organizações Positivas”

Local: Auditório da Casa da Botica

Dia 24 de outubro, 17h30

-Hora do Conto: “O computador enganou-se e baralhou as histórias…”

Local: Biblioteca Municipal – Casa da Botica

Dia 24 de outubro, 17h00

- Entrega da Bandeira de Autarquia Mais Familiarmente Responsável (Menção Honrosa)

Local: Auditório da sede da Associação Nacional dos Municípios, em Coimbra

Dia 27 de outubro, 17h00

- Festa das Colheitas

Local: Hotel Maria da Fonte – Quinta Turística

Dia 31 de outubro, das 15h00 às 17h00

- Workshop “Contributos de Voluntariado”

Local: Banco de Voluntariado

Dia 31 de outubro, durante todo o dia

- Halloween

Local: Espaço Jovem

Novembro

Histórias e Lendas da Póvoa de Lanhoso

- “Zé do Telhado e dois ladrões” da revista Mundo, de Manuel Boaventura

In Maria da Fonte, 1960

Local: Biblioteca Municipal

Novembro

- Exposição de Artes Decorativas

Local: Posto de Turismo

Dias 2 e 3 de novembro, das 15h00 às 15h00

- Lan Party

Local: Espaço Jovem

Dia 3 de novembro, das 9h00 às 14h00

- I Jornadas Técnicas “Plantas Aromáticas & Medicinais”

Local: Theatro Club Dias 7 e 21 de novembro,

- “Vamos Reciclar o Plástico”

Local: Biblioteca Municipal

Dias 7, 14, 21 e 28 de novembro e 5 de dezembro

- Iniciação à Informática

Local: Espaço Jovem

Dia 8 de novembro, 21h00

- À conversa com Prof. Doutora Filomena Gaspar, autora do programa de Educação Parental Famílias_In

Local: Theatro Club

EXPOSIÇÃO DIVULGA INFLUÊNCIA BRASILEIRA EM PÓVOA DE LANHOSO

“A Influência Brasileira no Concelho da Póvoa de Lanhoso” é como se designa a Exposição que abre no próximo dia 20 de outubro, pelas 17h00, na Sala de Interpretação do Território, vulgo Casa da Botica. A entrada é gratuita.

Nesta mostra, estarão patentes roupas que os nossos emigrantes “brasileiros” usavam, as suas malas de viagem, os documentos necessários para emigrar, como o passaporte, e fotos dos emigrantes mais abastados, como o Visconde de Taíde. Esta exposição vai ainda permitir aos visitantes conhecer as casas de influência brasileira existentes no nosso Concelho bem como as obras de beneficência que os emigrantes realizaram e também obras de melhoramentos que fizeram no concelho com o dinheiro “brasileiro”.

De lembrar que, no início do século XIX, o Brasil apresenta-se como o Eldorado de milhares de portugueses, que procuraram naquele destino a oportunidade de singrar na vida e, quem sabe, fazer fortuna. Para lá dirigiram-se sucessivas levas de antepassados nossos e o seu regresso marcou profusamente o progresso e o desenvolvimento do concelho da Póvoa de Lanhoso.

De que forma a Póvoa de Lanhoso foi tocada pelos seus brasileiros de torna-viagem é o que esta exposição pretende evidenciar.

Esta mostra, conseguida através da colaboração de povoenses com ligações àquele fenómeno de emigração para o Brasil, pode ser apreciada durante os próximos meses. Serve ainda para assinalar, de certa forma, o ano de Portugal no Brasil e o ano do Brasil em Portugal que se comemora entre 7 de setembro de 2012 e 10 de junho de 2013.

Vista geral Sala

Sala de Interpretação do Território

Inaugurada em 2009, a Sala de Interpretação do Território é uma referência ao nível do património cultural da Póvoa de Lanhoso, enquanto precioso instrumento colocado ao serviço do turismo e das diversas comunidades.

Um dos primeiros objetivos passa pela sensibilização para a importância do nosso Património comum, enquanto bem que pode representar a identidade de uma região e exteriorizar o valor de uma cultura, seja através de uma referência histórica ou da simples manifestação de uma tradição.

Horário da abertura:

De terça-feira a sábado entre as 10h00 e as 13h00 e entre as 14h30 e as 18h00; ao domingo entre as 10h00 e as 13h00

Telef. 253 639 708 / 253 631 435

UNIVERSIDADE DO MINHO DEBATE PRESENÇA DOS JUDEUS PORTUGUESES NO MUNDO

Colóquio "Judeus Portugueses no Mundo: Pensamento, Medicina e Cultura"

Auditório B1, CP II, campus de Gualtar, Braga

Sexta-feira, 19.10.2012

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A Universidade do Minho recebe a 19 de outubro de 2012 o colóquio "Os Judeus Portugueses no Mundo: Pensamento, Medicina e Cultura", que visa refletir sobre a grande ciência e o grande pensamento de autores judaico-portugueses. O evento é organizado por Virgínia Soares Pereira, do Centro de Estudos Lusíadas (CEL) e por Manuel Curado, do Departamento de Filosofia (DF-ILCH) do Instituto de Letras e Ciências Humanas da UMinho. Vai ter lugar no auditório B1 (Complexo Pedagógico II), no campus de Gualtar, Braga. Entrada gratuita. Quem desejar certificado de presença deve solicitá-lo com antecedência aos organizadores virginia@ilch.uminho.pt, curado.manuel@gmail.com

Contextualização

O colóquio procura refletir sobre a grande ciência e o grande pensamento de autores judaico-portugueses. Este é um património cultural riquíssimo que merece ser estudado pelos investigadores. O contributo dos Judeus Portugueses para a história da cultura em Portugal dificilmente pode ser apoucado, dada a sua vastidão. Os aspectos mais infelizes da relação entre os Judeus e Portugal ofuscam muitas vezes este património. Urge estudar e dar a conhecer às novas gerações de universitários portugueses muitos autores cuja obra continua a influenciar e a inspirar o que fazemos em Medicina, em Filosofia e em muitas outras áreas da Cultura.

Programa (provisório)

09h15 | Sessão de abertura

09h30 | Painel I

- Jesué Pinharanda Gomes: "Itinerário do Pensamento Judaico Português"

- António Andrade (Universidade de Aveiro): "Mestre Dionísio, Manuel Brudo e Amato Lusitano: Três Médicos no Exílio"

- Elvira Azevedo Mea: "Alguns Aspetos da Diáspora Judaica (sécs. XVI-XVII)"

11h00 | Debate

11h10 | Intervalo

11h30 | Painel II

- Joshua Ruah: "O Pensamento Científico Judaico-português nos Séculos XVI e XVII"

- Jorge Martins: "O Marranismo como Cultura: Práticas Criptojudaicas nos Processos da Inquisição (sécs. XVI a XVIII)"

- Paulo Archer de Carvalho: "Joaquim de Carvalho, os Estudos Judaicos e o Esquecimento da Shoah"

13h00 | Debate

13h10 | Almoço

14h30 | Painel III

- José Eduardo Franco (Universidade de Lisboa): "A Distinção entre Cristãos Velhos e Cristãos Novos e a Questão Judaica em Portugal"

- Manuel Curado: "O Palácio do Sono do Doutor Isaac Samuda"

- Rui Bertrand Romão: "Erro, Exame e Decisão em Francisco Sanches"

16h00 | Debate

16h10 | Intervalo

16h30 | Painel IV

- Adelino Cardoso (Universidade Nova de Lisboa): "Requisitos do Médico Perfeito na Obra de Rodrigo de Castro O Médico Político"

- James Nelson Nóvoa: "Leão Hebreu, Médico e Filósofo Português no Renascimento Italiano"

- Fernando Machado: "O Despatriado Ribeiro Sanches na Terra dos Czares: Débitos e Créditos"

18h30 | Debate

18h45 | Encerramento

SERVIÇO EDUCATIVO DO MUNICÍPIO DE PAREDES DE COURA PROMOVE ATIVIDADES CULTURAIS PARA O PÚBLICO ESCOLAR

No arranque de mais um ano letivo, o Serviço Educativo do Município de Paredes de Coura (SEMPC) oferece um vasto leque de atividades culturais e educativas orientadas para o público escolar, no intuito de promover uma aprendizagem construtiva e crítica.

Disponibilizar uma oferta cultural diversificada, que responda aos interesses dos diferentes públicos-alvo, é a missão daquele serviço, criado pela Autarquia courense em 2009.

Note-se que o SEMPC integra os diferentes serviços e equipamentos sediados no concelho. A equipa de trabalho é constituída pelo Centro Cultural, Museu regional, Arquivo Municipal, Biblioteca Municipal, CEIA – Centro de Educação e Interpretação Ambiental -, Loja Rural e Desporto.

No seu conjunto, concebem e dinamizam atividades e desafios culturais que estimulam competências criativas, críticas e expressivas, com um pendor pedagógico e de entretenimento.

Do programa em curso, destacam-se as seguintes iniciativas, para o mês de Outubro:

De 16 a 19 de Outubro | 14h00 | Museu Regional

Conto encenado – o lavrador e o diabo

“Conta-se que certo dia

Um diabo bem matreiro

Propôs a um lavrador

Um negócio interesseiro”.

Criação/Orientação: Serviço Educativo do Município

Público-alvo: 1ºAno do 1ºCiclo

Entre 15 de Outubro e 15 de Novembro | 10h – 12h30 e 14h – 18h | Centro Cultural

Visita à Exposição “Borboletas de Portugal”

Esta exposição que está a correr o país, conta com cerca de 200 fotografias, onde são retratadas mais de 92 espécies de borboletas diurnas e noturnas.

Ernestino Maravalhas, autor do livro "Borboletas de Portugal" estará presente para fazer uma palestra sobre os lepidópteros e tudo o que envolve a maravilhosa metamorfose destes insetos.

Visita/Palestra – Alunos do Grupo das Ciências

Visita/Oficina – 1ºCiclo

Criação/Orientação: Serviço Educativo do Município

De 22 a 25 de Outubro| 10h00 e 14h00| Centro Cultural SEMENTES – ateliê de dança criativa

Semear: lançar começos

Os gestos, ritmos e movimentos do ciclo da terra são o pretexto para um primeiro contato com a dança e a expressão corporal. As crianças experimentam descobrir e habitar o espaço com o corpo, enquanto elementos criativos.

Criação | Ana Lúcia Figueiredo, Mónica Tavares e Tânia Pereira

Orientação| Mónica Tavares

Aproximarte

Público-alvo: Pré-escolar

Outubro | Hora do Conto | Biblioteca Escolar da EB1/JI

Brincar com a Poesia – Hora do Conto

Poesia é... brincar com as palavras

como se brinca com bola,

papagaio, pião.

Só que bola, papagaio, pião

de tanto brincar se gastam.

As palavras não…

Criação/Orientação: Serviço Educativo do Município

Público-alvo: 2ºano do 1ºCiclo

MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA RECEBE COMISSÃO DE ECONOMIA E OBRAS PÚBLICAS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Os parlamentares procuraram conhecer de perto os problemas que afetam o setor do granito

O Município de Ponte de Lima recebeu ontem, dia 16 um grupo de 15 deputados da Assembleia da Republica, que integram a Comissão de Economia e Obras Públicas. Num périplo pelo Distrito de Viana do Castelo, os parlamentares procuram conhecer os principais problemas vividos pelos agentes locais.

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Em Ponte de Lima a Comissão de Economia e Obras Públicas teve a oportunidade de contatar com os empresários da Industria do Granito, a principal atividade económica estrutural do concelho, cuja atividade suporta diretamente 500 postos de trabalho.

Considerando a importância desta atividade no concelho e na região, o Município de Ponte de Lima está a implementar o Pólo Industrial das Pedras Finas, entre outras ações que perspetivam de uma forma integrada o desenvolvimento económico do setor.

A atividade de extração e transformação do granito situa-se essencialmente na freguesia de Arcozelo, onde está a ser construído o futuro Pólo Industrial das Pedras Finas, instalado numa área de 16 hectares de terreno, com a capacidade para acolher cerca de 30 empresas, permitindo criar novos postos de trabalho para além de garantir os já existentes.

A par da dinamização da indústria do granito, este projeto visa integrar a recuperação da paisagem, a promoção e apoio a projetos ao nível da inovação do produto e à modernização dos processos produtivos.

Esta deslocação da Comissão de Economia e Obras Públicas a Ponte de Lima terminou com uma breve visita à primeira fase das obras do futuro Pólo Industrial das Pedras Finas, onde os empresários trocaram impressões de uma forma mais informal com os parlamentares.

O MINHO – AS INFLUENCIAS ETHNICAS – A PAIZAGEM E A MULHER

Desde as alturas da Peneda, do Suajo, do Gerez e da Cabreira até ás suavíssimas praias do sul do Lima e ás veigas fartas da Areosa, o solo minhoto desce lentamente para o mar. A brisa do Oceano adoça este clima, agreste ainda nos píncaros limítrofes da Hespanha e de Traz-os-Montes, acariciando e fecundando a terra com a suavidade bucólica já de longos anos observada e a esplendida fartura que dos arredores da Barca e de Guimarães se alastra até ao litoral. N’este abençoado terreno fervilha a população mais densa de Portugal. Terra alegre, e qualquer parte d’esta região, que não fique entre os penhascos das serras interiores, para toda a banda onde a vista se alongue é certo encontrar vinhedos e milharaes: ora o pão e o vinho, todos o sabem, são o corpo de Deus e o sangue de Christo.

 

Assim, por estes sítios, entre a natureza e o homem há um acordo tacito que torna a terra mais productiva e a vida social mais confortável. A paisagem, da meia encosta para o mar, é d’um supremo encanto, macia e dôce como o dôce mel. Por isso os minhotos são como as abelhas; apegadas ao colmeal trabalhando e zumbindo, isto é, cantando.

A natureza do terreno em declive divide a região em duas partes bem distintas: a montanha e o litoral, a serra e a ribeira. A população das serras que constituem a ossatura geológica do Minho é a serrana; a dos valles e das praias a ribeirinha, mais densa e instruída que a das montanhas, mais alta também, quanto a estatura. Sobre os elementos ethnogenicos que nos tempos proto históricos aqui assentariam, e que seriam ligures, crusaram-se as migrações célticas, de predominio hoje manifesto nas partes montanhosas de Ponte do Lima e de Castro Laboreiro, e, mais tarde, as invasões nórdicas, cujo typo anthropologico predomina ainda nos valles e no litoral. Estes povos não modificaram a cultura primitiva tanto quanto ethnicamente se desenvolveram, ao contrario do que sucedeu com os outros povos invasores dos tempos históricos. Etimologicamente, o elemento ligure predomina nas serras, como em Castro Laboreiro; o elemento celtico, moreno, do Ancora ao Cavado; e o elemento nórdico, louro e sardento, do Cavado ao Ave. Mas aos efeitos dos cruzamentos e á acção do tempo sobre as diferenciações ethnicas resistiram notavelmente as mulheres que sempre revelaram e revelam, nos seus usos como nos seus typos, as mais remotas influencias ancestrais.

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Por cá a mulher, mais do que o homem, é um produto da terra, espontâneo, natural; á paisagem inteiriça, áspera e sóbria da montanha corresponde a physionomia rude, severa e triste da serrana; como á paisagem maleável, dôce e farta da beira-mar corresponde a physionomia viva, afável e alegre da ribeirinha. O scenario dos valles e das encostas, afagado pelo sol, lavado pelas chuvas, movimentado pelos ventos, com aguas que se beijam, pinheiraes que se abraçam, campos que dormem juntos, com um céu luminoso e sadio que tudo cria e tudo absolve abraçando casaes e colheitas no mesmo luminoso sorriso, raramente interrompido pelas cóleras da terra e pelas tormentas do ar, é uma formidável kermesse natural: por isso não há terra como esta para romarias e folguedos, não há terra portugueza onde se cante com mais alegria nem onde com mais espontaneidade se ame. A terra amorável dá o vinho espumoso que mata a sede e alegra a alma, o trigo e o milho de que se faz o pão de Deus, o quente linho de que se vestem homens e mulheres, e a lenha para o lume, a madeira para a casa, a palha para a enxerga… 

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N’esta alegria das coisas move-se a mulher minhota, a mais linda mulher de Portugal; esculpturas perfeitas, como as de Seixas, a quem Páris não recusaria a maçã, palminhos de cara, como as de Afife, que fariam pecar Santo António. E ellas sabem-no, as marotas! É ver como as saias se encurtam deixando vêr a perna tentadora. É vêr como os colletinhos abertos suspendem e amparam os fortes seios. É vêr como os bustos se requebram no voltear da Vira e no passeiar do Regadinho. Também o homem, no Minho, se habitua desde creança a admirar a mulher; e mesmo, depois de casado, nada faz, por via de regra, sem a consultar. A emigração, afuguentando o minhoto, augmenta o predomínio da minhota. E não seria temerario paradoxo afirmar que para estas bandas, o homem… é a mulher. 

A MULHER COMPANHEIRA DO HOMEM – FESTAS E TRABALHOS AGRÍCOLAS

O celeiro do alto Minho é Coura, terra das papas, paraízo da borôa. Como por lá o terreno é mais fundo e húmido, as colheitas fazem-se no S. Martinho, e sangra-se Christo sem escrúpulo. São as martinhadegas. Parece que o nome explica os usos. E de facto explica. As mulheres entram com os homens nas malhadas e com eles manejam, alternadamente, os mangoaes. Nos terrenos menos fundos e mais secos, pelo leste do Minho, as malhadas fazem-se mais cedo; e mais cedo ainda, em setembro, pelo S. Miguel (dia santo em todas as aldeias minhotas), faz-se a esfolhada. Esfolhear o milho consiste em descamisar-lhe a espiga. Devia ser um trabalho enfadonho. Pois não é. Por toda a parte é uma pandega de truz. No coberto ou na eira reúnem-se os vizinhos á gente da casa, e não faltam á festa as cachopas bonitas com os seus conversados. Sentam-se todos no chão ou onde Deus quer, n’uma grande roda. Canta-se ao desafio, conversa-se e quando aparece o milho-rei corre o possuidor a roda a colher abraços da sociedade. Ás vezes irrompe do escuro uma mascarada pitoresca. Dança-se e ceia-se. Come-se bacalhau ou sardinhas, a borôa, um caldo de couves com feijão; bebe-se a pinga do Senhor; e, como ás vezes o amôr e o vinho fazem das suas, não +e raro acabar tudo á meia noite com muita pancadaria. Nas malhadas de centeio, mais montanhezas, cada infusa de verde é acolhida com vivas desengonçados a que chamam apupos. Mas quanto mais os mangoaes trabalham mais a fome aperta. Por isso, antes do meio dia, cae na cozinha um grupo de malhadores, cocando a comida ou as mulheres. Mas estas não são pêcas: brigam com eles – defendendo-se a tição, com a pá do forno, a braço, como calha – e expulsam-nos para a eira com grande alarido. Ao arrumar da palha, arma-se um mono representando uma velha, a cujo enterro se procede imediatamente, indo atraz o viúvo como carpideira.

Não são estas porém as únicas festas agrícolas da região. Há as lavradas pela Paschoa. E em junho, foucinha no punho, lá vae tudo para as veigas segar o trigo e o centeio. Depois da apanha do linho, faz-se também, pelo S. João, a espadellada. Todas as cachopas, com o seu cortiço ao lado e de espadella na mão, trabalham como formigas e cantam como cigarras. Vão-se chegando os rapazes, que se prantam de roda, encostados aos varapaus. Surge, de repente, o tocador, com o cavaquinho ou o harmónico; e lá se abandonam os cortiços e se pousam as espadelas, porque já as moças, a mail-os moços – vira que vira, - entram na dansa, de mãos erguidas, emquanto os velhos saboream a pinga, limpando a bocca ás costas da mão. Nas vindimas canta-se também, está visto, mas, depois das maceiras terem deitado as uvas nas dornas ou nos lagares, o mulherio retira-se prudentemente, porque o resto, cá no Minho, é só para homens. São os homens, de calças arregaçadas, e alguns mesmo sem calças, que vão pisando os cachos, emquanto a ceia se faz e a véla de sebo dura accêsa.

O inverno aproxima-se, com o seu cortejo de chuvas e ventanias. Ora o frio esperta o estomago. É preciso arranjar presigo que aquente. Como no dia de Santo André quem não tem porco mata a mulher, convém evitar a viuvez, sacrificando sobre o banco esguio, á faca do matador, o cevado que no chiqueiro grunhe. A matança é um caso complicado que demanda conhecimentos domésticos. Até á dependura do porco e ao preparo da salmoura mestrejam os homens, mas os cuidados culinários do sarrabulho cabem às mulheres. O mulherio da casa e da vizinhança junta-se na cozinha a petar cebola para os chouriços, a fazer os rojões, a bater o sangue para o arroz de sarrabulho, a preparar o lombo e a collada, a lavar as tripas, a encher as farinheiras ou as alheiras, a depennar o gallo (porque sem gallo não há sarrabulho que preste) e a compor a vinha d’alhos, enquanto as crianças contemplam a bexiga que, perto do lume, secca dependurada. Isto porque, nas casas boas das aldeias, o jantar de sarrabulho, bem regadinho de verdasco desde a canja até o lombo, dura horas que nem Deus conta, e para mais, quasi sempre com o senhor parocho á cabeceira.

Assim o homem se prende á terra e a agricultura e os cuidados caseiros entreteem a mulher. Mas sem os bois como se há de lavrar o campo? Quem dá o leite, senão as vacas? Não é também só de linho que se há de compor o bragal! A lã dos carneiros e das ovelhas aquece mais, no inverno, que o vinho das infusas. Os animais auxiliam o lavrador. É raro o que não sustenta bois, próprios ou tomados a ganho. Mas, além dos bois, há os porcos, as galinhas, as cabras, as ovelhas, o cão, que vigia toda a noite no quinteiro, o gato, que se enrosca na quentura do lar. É a mulher, quasi sempre, que trata dos animais: encurrala as cabras e as ovelhas, faz a cama ao gado, tira o leite ás vacas, escalda o farello para as gallinhas, prepara a lavadura para os porcos. Além d’isto, trabalha no campo como qualquer homem, em especial a casada de poucas posses, ou occupa o tempo em industrias caseiras, como a tecelagem e a fiação. E quando se trata d’uma festa, não há ninguém como ella para enfeitar um arcos de flôres, para adornar um altar, para animar um leilão de prendas com segredinhos disputados, como não há ninguém como ella para amanhar uma ceia, tecer o linho, urdir, fiar, cantar, puxar os cordões à bolsa, calcular, rezar e descompor alguém.

AS HABITAÇÕES. VIDA FAMILAR. O NATAL

Como acontece com a gente, os caracteres do terreno actuam sobre a disposição das habitações. Falando-se da mulher, tem de falar-se da casa, onde ella reina. É claro. Ora nos solos graníticos, onde as nascentes abundam, embora frouxas, as casas estão espalhadas e separadas, occupando grande extensão; nos solos calcareos, onde rareiam, as casas agglomeram-se e anunham-se por onde a agua existe; e, consoante a cal escasseia ou sobra, assim as casas das povoações ruraes nos apparecem á vista negras e encolhidas, a confundirem-se com as pedras e as brenhas, ou alvas e altaneiras, a sobressahirem do solo fecundo. Nas serras que no inverno o vento açoita e a neve cobre, fiadas de pedras seguram as telhas ou o colmo das habitações; e logares há, como Castro Laboreiro, em que no cume do inverno os serranos mudam de residência para as inverneiras, que são casas abrigadas nos reconcavos das encostas ou mesmo no fundo do valle. A cobertura das habitações é, conforme as posses e as condições locaes, de schisto, feno secco, giesta, colmo ou telha vã. Nas casas pobres não há divisões, vivendo promiscuamente a família com os animaes domésticos; o fumo sae pelos interstícios da cobertura e as creanças dormem na mesma canastra, com os cães. Nas povoações ribeirinhas, mais fartas, já a casa se divide em cozinha e mais quartos, e ao pé d’ella ficam as outras construcções agrícolas: côrte do gado, celeiro, coberto, eira e espigueiro. Quando a habitação, por ser mais rica, tem mais outro andar, o gado fica nas lojas térreas, e o acesso ao andar habitado é feito por uma escada externa de pedra, sobre cujo patamar superior se abre um alpendre. É frequente vêr-se ainda, ao longo de toda a fachada da casa, uma varanda saliente.

Nas longas noites de inverno toda a família se reúne na cozinha, peça principal da habitação rural do Minho, e ahi, á ténue luz da candeia ou á crepitante palpitação do lume do lar, as mulheres fiam nas rocas ou dobam nas dobadouras o linho ou a lã das maçarocas e meadas, enquanto as creanças escutam, de bocca aberta, as historias tradicionais que a avó desfia, como desfia a estopa, ou as confusas dissertações de algum patranheiro da casa: no período que decorre de Santa Luzia ao Natal, vae alguém, de quando em quando, á porta observar o tempo, porque já começam as quendas. Isto quer dizer que os 12 dias que vão de 13 a 24 de dezembro condensam no seu aspeto, os 12 meses do anno que vem. Chega a véspera de Natal e toda a família se movimenta n’um desusado alvoroço. É a verdadeira festa do lar minhoto. É a consoada.

Ceia intima, a que os ausentes do resto do anno, se pódem, veem assistir. Come-se e bebe-se. Toda a festa caseira no Minho se concretiza em uma boa refeição. Come-se e bebe-se alarvemente. É rara a casa onde não há uma indigestão. Arde no lar o cepo do Natal. Joga-se o rapa, digerem-se as rabanadas, bebe-se o vinho quente: e todos teem, no meio da sua alegria, um gesto de saudade para o mortos queridos “que Deus levou”.

RELIGIÃO E SUPERSTIÇÃO

Deus é para essa gente o pae supremo e bondoso, que a seu alvedrio dispõe dos fructos da terra e dirige as tormentas do céu. Tudo se fará “se Deus quiser.” A terra cança, o gado morre, a colheita é escassa… Paciencia! Será o que Deus quizer! O espírito da mulher minhota volta-se acanhado para a Providencia, mesmo nos transes mais usuaes da vida. Por toda a parte, mórmente nos montes e outeiros, há capellinhas, nichos, ermidas, que a piedade dos fieis mantem através de ritos pagãos. É um culto ingenuo e grosseiro. É um culto natural. Os missionários aproveitam-no como entendem, e até procuram desorganisar a família quando o homem, mais independente ou mais pratico, prefere o trabalho real do seu braço ao favor virtual da Divindade. De anno para anno, n’uma dada época, conforme as freguesias, as mulheres abandonam os seus trabalhos, põem de parte os seus deveres caseiros, as suas obrigações, os seus filhos mesmo, e lá vão para a egreja, contas na mão, especialmente as velhas, ouvir os bons dos missionários falar dos castigos de Deus, dos pedreiros livre, do inferno, das virtudes da confissão, da supremacia universal da egreja. Ellas tremem, coitadas, porque são supersticiosamente crentes. Há tantos pecadores por esse mundo! O que será d’ellas quando a morte vier? No seu coração infantil aninha-se a intolerância e o temor. O Deus da vida, que perdôa, transforma-se no Deus da morte, que castiga. Afasta-se dos que amam a natureza e cantam e se divertem. Desfia os seus pecados, n’um plangente murmúrio, ajoelhada e com a saia a tapar-lhe a cara, junto á relha do confessionário. Mas, como no fundo do seu ser se não pôde dissipar de todo o apego às coisas do mundo e às venturas da terra, serve-lhe de allivio censurar os outros, repreender os outros, meter medo aos outros. O seu espirito conserva-se, todavia, sempre indeciso. N’essas consciências crepusculares tudo se emmaranha. Quem lhe dará conselhos? Só o padre, que representa Deus e conhece os segredos da “outra vida”. E o padre torna-se o juiz de todas as causas, procurador da Divindade. Nada se lhe deve negar, para que a vingança divina não flagele os casaes.

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Mas o clima impõe-se ainda, como as influencias ancestrais, e nunca a mulher da beira-mar atinge o grau de mysticismo em que por vezes cae a mulher sertaneja. Todavia é certo que, mesmo nas coisas profanas, um abafado capuz de superstição a oprime. Para a serrana, sobretudo, logo abaixo do padre está o curandeiro, ou melhor, a feiticeira. Toda a mulher minhota, com o avançar da edade, vae adquirindo farto cabedal de conhecimentos mágicos, résas, esconjuros, colheita e preparo de ervas milagreiras e de órgãos de animaes, com aplicação directa a moléstias e até a acidentes da vida. Para as lombrigas das creanças, já todos sabem que não há melhor remedio que um rosario de alhos. Livre-se alguém de passar por cima d’uma creança que gatinhe, porque a tolhe e o innocentinho não cresce. Por outro lado, creança que se veja a um espelho antes de começar a falar gaga fica, certamente. Ninguem mate um gato na sua propriedade, porque mette mizeria em casa.

A esteriladade cura-se esfregando-se a mulher pela pedra da fecundidade. E certos santos são agentes therapeuticos de primeira ordem. S Braz cura a garganta, S. Vicente as bexigas, Santo Amaro os males das pernas e dos braços, Santo Ovídio ou ouvidos, Santa Luzia os olhos. Quem resar um responso a Santo Antonio encontra o que perdeu. No dia 24 de abril ninguém trabalhe. É dia de S. Pedro de Rates.

Se em alguma casa houver pessoa ou animal de esperanças e n’esse dia um membro da família trabalhar ou pegar em tesouras é certo que o que nascer virá, pelo menos, aleijado.

Assim, quando alguém adoece, as mulheres da casa, não se fiando em médicos, fazem as suas promessas a Nossa Senhora ou a qualquer santo da sua devoção, e votos ou romarias á Senhora da Peneda, á Senhora da Cabeça, á Senhora d’Agonia, ao Senhor do Allívio, a S. Torcato, etc. romarias e promessas que em geral cumprem nos dias das festas d’esses santos, para terem companhia e gosarem um pouco também. 

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O VESTUARIO

Às romarias minhotas, que de janeiro a setembro continuadamente se sucedem, moças e velhas levam as suas melhores roupas e as suas joias. Os typos característicos da indumentaria feminina tendem a desapparecer, em vista da descentralização da vida social, das modificações introduzidas nos processos regionaes de tecelagem e fiação, da concorrência das industrias e das facilidades de viação e transporte. A cultura do linho, que existe desde que Portugal é reino, vae em decadência, e teares domésticos, d’esse velho typo grego dos tempos de Penelope tecedeira, cedem o logar aos teares mecânicos e a essa machina de costura universalmente espalhada, que poupam tempo e trabalho e habituam ás modas as raparigas. Nas povoações pouco afastadas das sedes dos concelhos já as aldeãs se vestem á moda da villa ou da cidade. Mas os velhos apegam-se ainda ás antigas usanças e nas serras principalmente as tradições manteem-se. A serrana não deixou, pois, de usar o linho, mesmo nas suas phases mais grosseiras, que são a estopa e os tomentos. As faldas das camisas são por lá de estopa; o peito, as costas e os braços de linho mais fino para mais durar. Em saias usa-se também no Suajo ainda o linho, mas já são de algodão as camisolas e as baetas. Empregam-se grosseiras e pouco cuidadas na serra as roupas brancas, as ribeirinhas porém apreciam o luxo das camisas e das meias. Trazem estas nos grandes dias camisolas de linho branco, bordadas na gola, nas hombreiras e nos punhos, que põem á mostra sobre os vistosos colletes de casimira vermelha, apertados á frente por um cordão de siguilha e guarnecida de veludo preto com soutache e lantejoulas, ou missanga. Entre o collete e a saia refega-se a camisa, na cintura. Para outras bandas usam-se os colletes de riscado ou de cotim, tendendo a desapparecer os de linho bordado, de côres vistosas. Já passaram de moda, mesmo em Castro Laboreiro, as fachas de lã vermelha que, á laia das peitoraes gregas, sustentavam sob o colete os seios erectos. As meias são também de linho branco, feitas a agulha e entreabertas ou bordadas á frente. No auge do inverno as da Ribeira e em quasi todo o anno as da Serra usam as piucas, meias sem pés, em malha de lã, cobrindo a perna do joelho ao tornozelo. Há-as com peito-de-pé, á maneira de polainas, e com presilha ou cabrestilho. Os jalecos e os casacos agaloados, com filas de botões, usam-se por todo o Minho, além do littoral entre Montedor e o Neiva.

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Como sobrevivência dos antigos vestuários de lã trazem as mulheres e creanças castrenhas (de Castro Laboreiro) os bureis de rascadilho e o amantezado de lã e algodão. A lã tecida com a estopa produz a sirguilha de Lindoso e Suajo e a fraldilha da serra d’Arga. E todos esses bureis são tingidos em riscas longitudinaes, mas á medida que se vae descendo a serra para a beira-mar as côres multiplicam-se e o listrado mistura-se com o enxadrezado. As raparigas da Areosa (cujo costume é também adoptado nas freguesias das margens do Lima, entre Ponte do Lima e Vianna) usam saia ás riscas, de lã vermelha (na Afife e em Carreço á azul) com fios azues ou verdes, urdida com algodão branco. Tal saia é curta, graças a Deus, deixando vêr o tornezello e a meia, e ás vezes a curva d’uma linda perna. Tem o cós ás prégas e na fimbria uma larga barra de pano escarlate ou, se o fundo é azul, azul.

As castrenhas usam sobre a saia de panno escuro um avental typico, o sanguidalho, tendo o aspecto de um triangulo isósceles com o vértice para o pés. O avental, na serra pouco usado ou curto, vae crescendo e vae-se generalizando até o littoral; e é feito de chita grossa, agasalho, riscado, lã, e até de veludo nas villas e cidades. As da Areosa ostentam-no, de lã ou sirguilha, com barras enxaquetadas em côres alacres. Sobre o fundo, em prégas como o cós da saia, bordam-se a vermelho as iniciaes da possuidora, pentagramas ou hexagramas (signos de Salomão), cruzes, corações, ancoras, ou a palavra amôr, em grandes e carinhosas letras. Por cima do avental põe-se a algibeira, simples ou com lavores, de uma ou mais côres. É de estopa, burel, casimira, cotim, saragoça e até algodão, conforme os logares. Tem o corte de um coração. E na beira-mar vianneza guarnecem-se de lantejoulas e missanga e com os mesmos motivos do avental.

Como cobertura para a cabeça adoptam as ribeirinhas do Lima o lenço franjado, em fundo azul, ou ermelho, atado no alto e com as pontas caindo para os lados. Os mantéus estão em desuso, revivendo ainda na capa castrenha, sem mangas nem gola.

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JÓIAS E ADORNOS. OS CORAÇÕES

A minhôta abusa extraordinariamente das joias e tra-las com ella, sempre que para isso se lhe offerece pretexto. O seu dote fica assim patente, sobre o seio creador, em volta do pescoço, pendente das orelhas, como n’um mostruário de ourivesaria. Traz de tudo: trabalhos em filigrana, laminados e granitados, contas de oiro, fios, gargantilhas, cruzes, borboletas, broches e medalhões. Nas orelhas, um, dois e mais pares de arrecadas, brincos, pingentes, argolas, brincos de fuso ou de campainhas, e argolas á rainha. As arrecadas, as mais antigas joias do Minho, circulares ou em crescente, são formadas de uma a varias lúnulas, achatadas, espiraladas, granuladas, foliáceas, rosáceas ou roliças. Os brincos á rainha são arrecadas annulares, em filigrana, com annexos superiores dispostos como borboletas. Os brincos de fuso são, como o seu nome indica, pingentes fusiformes, tendo a meia altura um annel granulado. As argolas são… argolas ôccas ou massiças, com travessão liso ou curvo. Como inovação há os brincos esmaltados. Para adornar o peito e o pescoço não faltam os grilhões massiços, os fios de contas esféricos ou ovaladas, os cordões de trança ou trancelins, as cadeias de grandes argolas, d’onde pendem crucifixos aureolados, relicários em urna ou com edílicos filigranados, imagens de casca de oiro, cruzes de malta, borboletas, medalhas com imagens esmaltadas, e os infalliveis corações.

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Na arte como na vida, o coração é o que a mulher minhôta mais aprecia. Não é apenas uma joia: é uma mania. A sanguidalha castrenha aproxima-se da fôrma de um coração. Desenha-se o coração em certas arrecadas; borda-se na barra das saias e nos linteus dos aventaes; estampa-se nas guarnições dos lenços que põem sobre os hombros e traçam ante o peito. Os chales que trazem as das villas, dobrados em diagonal e descaídos nas costas do que nos hombros, ainda vistos de traz se assemelham a corações. Algumas candeias e algumas rocas querem imitar corações. As algibeiras são corações. As pregadeiras são corações. As espadellas são corações. E os pesos dos teares corações são! Ai! o coração da minhota não tem socego. Com elle brinca, mas por elle sofre. As da serra, muito ariscas, trazem-no encolhido, apertado no peito, bem agasalhadinho no seu manteu. É um coração pequenino, que não sente o mundo, e todo se compraz no conchego do lar, entre a rôca onde se esfia a estopa, e o fuso, onde se enrola o fio. Coração de Penelope caseira. Por cá, pelo littoral, o coração é vasto como o vasto mar. Não cabe no peito. Sóbe á cabeça, desce ao avental. Coração de Venus amorosa, saída das ondas do mar. Uma voz canta:

          Toma lá meu coração,

          Retalha-o em três pedaços… 

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E o coração da ribeirinha anda retalhado, á mercê de Deus. Segue-lhe os caprichos, mas não o abandona nunca. Quer v~e-lo, senti-lo, encontra-lo em tudo o que toca, quando espadela o seu linho, quando borda o seu bragal, quando tece a sua teia, quando cose, quando fia, quando conta, quando ao lume scisma no que há de vir. Pelas estradas, ao entardecer religioso dos domingos campestres, os pares de conversados suspendem-se n’um doce enleio: ella, de cabeça inclinada, tenteando com os dedos a franja do avental, e elle, a distancia de respeito, voltado para ella, apoiado ao varapau, sorrindo, com uma flôr na mão… Já o sol se vae sumindo, já as vidraças não reluzem, já o balar das ovelhas parece mais distante e dormente. Os pássaros recolhem aos ninhos. A branca estrada escurece. A crista dos montes esfuminha-se no céu. Hora profunda, indecisa… Profundo e indeciso amôr… Mal se ouve a voz cantar ao longe:

          Um que vá, outro que venha,

          Outro que siga os teus passos. 

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Não te fiques assim parada, cachopinha. Regressa ao lar. Olha que o amôr tem settas. Diverte-te mas não te tentes. Repara na cruz que trazes no peito. Não é para rezar, pois não? É para enfeite… Ah! É? Ora a vaidosa!

          Tu dizes que não tens cruz

          Para resar o rosário…

Pois pensa bem no resto da cantiga:

          Casa-te minha menina,

          E terás cruz e calvário

João da Rocha

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Fonte: revista "Ilustração Portugueza" de 11 de abril de 1910

INATEL PROMOVE WORKSHOP DE DANÇAS TRADICIONAIS

A Fundação INATEL leva a efeito, de 23 de Outubro a 20 de Novembro, um Workshop de Danças Tradicionais. Esta atividade, inserida nas comemorações do ano europeu do envelhecimento ativo e da solidariedade entre gerações, é destinada a todos os beneficiários da INATEL, associados ou não associados, e será efetivada com o apoio do CCD Grupo Etnográfico de Areosa.

Se gosta de aprender alguns passos do folclore e etnografia alto minhotos, não perca esta oportunidade e inscreva-se já!

Para mais informações, contacte-nos através do email ag.vcastelo@inatel.pt ou do tel. 258 823 357.

BARCELOS PROMOVE ROTA DOS SANTUÁRIOS

Igreja de S. Bento da Várzea, Escadório da Paixão, em Cambeses, e Igreja Paroquial de Viatodos

A Rota dos Santuários e Igrejas de Barcelos, uma iniciativa da Câmara Municipal de Barcelos, está de volta com a terceira edição, a decorrer no dia 27 de outubro. Desta vez serão visitadas a Igreja Paroquial de S. Bento da Várzea, o Escadório da Paixão, em Cambeses, e a Igreja Paroquial de Viatodos. Para além da vertente patrimonial e religiosa, estes espaços têm associado um conjunto de tradições e narrativas de grande valor cultural e que importa mostrar e valorizar.

Igreja da Várzea

Tal como nas edições anteriores, pretende-se valorizar o património religioso edificado, fruir da envolvência natural dos seus espaços, mostrar que é possível um turismo concelhio e regional que tenha por base o acervo monumental e arquitetónico religioso e, também, enaltecer o valor e simbólico destes santuários através da promoção das diversas expressões culturais e religiosas, como as romarias e as peregrinações.

O encontro dos participantes efetua-se junto ao Posto de Turismo de Barcelos pelas 14h00. Os interessados devem inscrever-se em turismo@cm-barcelos.pt até dia 25 de outubro. As inscrições são limitadas e aceites por ordem de chegada.

MUSEU DAS MIGRAÇÕES (FAFE) PARTICIPA NAS COMEMORAÇÕES DO CINQUENTENÁRIO DA EMIGRAÇÃO PORTUGUESA PARA FRANÇA QUE SE REALIZAM EM BORDÉUS

A exposição de fotografia ‘Por uma vida melhor’, do fotógrafo Gérald Bloncourt, no RAHMI – Réseau aquitain pour l’histoire et la mémoire de l’immigration (Musée d’Aquitaine) vai ser inaugurada no próximo dia 19 de Outubro, em Bordéus, França, contando com a presença do autor. A exposição é composta por 50 obras da colecção que Gérald Bloncourt doou ao Município de Fafe em 2009 para integrar o acervo do Museu das Migrações e das Comunidades.

Por uma vida melhor’ estará patente no Musée d’Aquitaine no âmbito de um protocolo de cooperação entre o Município de Fafe e aquele Museu e conta com o apoio do Comité Aristides de Sousa Mendes. A exposição integra o programa do evento ‘Bons baisers du Portugal’, iniciativa comemorativa do Cinquentenário da Emigração Portuguesa para França, a decorrer de 19 a 21 de Outubro naquela cidade francesa. O programa inclui ainda cinema, dança, música, performance e poesia com a presença de vários artistas e entidades portuguesas.

No âmbito desta iniciativa de estudo e divulgação da presença portuguesa em França, a exposição de fotografia ‘Por uma vida melhor’ seguirá para Hendaya, e estará patente no Espace Culturel Mendi-Zolan, Sokoburu. A inauguração terá lugar no dia 16 de Novembro na abertura do colóquio ‘Immigation portugaise des années 1960 vers la France et l’Europe’, que contará com a participação de vários investigadores portugueses e franceses, em particular pela importância desta emblemática cidade de Hendaya no fenómeno migratório português naquele período. Este colóquio é organizado pelo Comité Aristides de Sousa Mendes e pelo RAHMI, e conta com o apoio do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Ministère des Affaires Etrangères, Cité Nationale de l’histoire de l’immigration e Município de Fafe - Museu das Migrações e das Comunidades.

Estes eventos luso-franceses visam dar a conhecer a participação portuguesa na reconstrução da França no pós 2ª Guerra Mundial, valorizando a presença e integração da comunidade portuguesa, hoje parte integrante daquele país.

PÓVOA DE LANHOSO ORGANIZA PASSEIO PEDESTRE À SERRA DO CARVALHO

O Passeio Pedestre da Serra do Carvalho é a próxima proposta no âmbito da iniciativa “Caminhar pelo Concelho”, promovida pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.

Esta iniciativa procura oferecer um programa que valorize turisticamente o concelho, atraindo o segmento de turismo ativo, e um programa que promove uma prática desportiva saudável – o pedestrianismo. No ano passado, participaram nesta proposta cerca de 182 pessoas de dentro e de fora do concelho.

No próximo sábado, dia 20 de outubro, as pessoas participantes irão caminhar em direção à Vila da Póvoa de Lanhoso por entre caminhos e vinhedos tipicamente minhotos, desde Covelas, na encosta da Serra do Carvalho, palco de importante confronto com as tropas francesas na tentativa de travar a progressão da invasão das tropas de Napoleão, passando por Lanhoso, antiga sede do concelho que recebeu carta de Foral por D. Dinis em 1292, numa envolvente paisagística que convida ao relaxamento e contemplação da natureza.

Como habitualmente, o encontro está marcado para as 9h00, na Praça Eng. Armando Rodrigues, na Vila, e a saída está prevista para as 9h15.Este passeio terá uma extensão de cerca de oito quilómetros e prevê-se que as pessoas participantes o percorram em perto de duas horas e 45 minutos. Este é um percurso com nível médio de dificuldade, já que a descida do monte de Galegos irá exigir precaução a quem participar. A organização recomenda a utilização de calçado aderente.

A participação é gratuita, mas deverá ser realizada uma inscrição (até às 17h00 do dia anterior ao percurso) junto do Posto de Turismo da Póvoa de Lanhoso.

Os próximos percursos agendados são o Passeio Pedestre da Castanha a 10 de novembro e o Passeio da Aldeia dos Presépios a 15 e 16 de dezembro.

As condições meteorológicas podem condicionar a realização destes Passeios.

Inscrições e informações:

Posto de Turismo da Póvoa de Lanhoso

turismo@mun-planhoso.pt

253 639 708

CELORICO DE BASTO: MUNICÍPIO ABRE AS PORTAS PARA RECEBER ESCOLA DE ATLETISMO

A Câmara Municipal de Celorico de Basto abriu as suas portas para receber a Escola de Atletismo Prof. Fernando Peixoto que ali foi apresentar-se para a nova época que começou há cerca de um mês. A apresentação decorreu ontem, no salão nobre dos Paços do Concelho, tendo o Presidente da autarquia, Joaquim Mota e Silva, feito as honras da casa.

escola de atletismo

Em jeito de exortação, o autarca dirigiu-se aos atletas afirmando: “É fundamental ver estes jovens tão empenhados em atingir objetivos, em lutar por chegar à meta, e mesmo que não cheguem em primeiro lugar, porque muitos não chegarão, nunca se esqueçam que merecem ser valorizados da mesma forma, pela força, pela vontade, pela garra que demonstram em cada prova”.

Tratou-se de uma cerimónia informal que a Escola de Atletismo Prof. Fernando Peixoto se apresentou para a nova época que começou há cerca de um mês. A apresentação decorreu no salão nobre dos Paços do Concelho no dia de ontem, 15 de outubro, com o presidente da autarquia a fazer as honras da casa.

O objetivo desta apresentação é meramente simbólico e visa sobretudo “valorizar o empenho destes jovens que praticam uma modalidade com cada vez mais adeptos, de todas as idades, uns pela competição outros por lazer mas todos porque é uma modalidade que ajuda a crescer em todos os aspetos e faz bem ao bem ao corpo e à mente”, afirmou o autarca que não pode deixar de salientar a importante tarefa da autarquia em criar as melhores condições para a prática desportiva. “Este é um projeto bonito que merece toda a nossa atenção na implementação das melhores condições para a prática da modalidade” concluiu.

Uma escola com objetivos bem demarcados, composta por 23 atletas, e que, desde a abertura da época já participou em duas provas com resultados favoráveis para treinadores e atletas. O grande prémio de Ancede, em Baião, foi a primeira prova seguindo-se neste último sábado uma competição em S. João da Madeira. Ambas as provas foram de elevado grau de competição e, segundo Reinaldo Moura, um dos responsáveis da escola, para início de época os resultados foram otimistas. “Conseguimos resultados positivos o que motiva os nossos atletas a trabalhar com mais afinco ao longo da época para obter resultados ao nível das suas capacidades com o pódio a fazer parte das nossas ambições com prémios individuais e coletivos” referiu.

A Escola de Atletismo Prof. Fernando Peixoto é detentora de vários prémios com os atletas a sagrarem-se campeões em diversas provas.

BANDA DE GOLÃES HOMENAGEIA ASSOCIADOS EM GALA NO TEATRO-CINEMA DE FAFE

A programação do Teatro-Cinema de Fafe prossegue este sábado, 20 de outubro, a partir das 21h30, com a realização de uma gala de homenagem aos associados da Banda de Golães.

20-Banda Golães

No seguimento do que foi feito no ano anterior com grande sucesso, a Sociedade Artística Musical Fafense - Banda de Golães, vem mais uma vez levar aos seus associados e simpatizantes um concerto de homenagem, culminando assim uma época de grande sucesso. Com esta gala pretende-se também homenagear e agraciar os associados que, ao longo destes quase três séculos de existência, contribuíram de forma mais intensa para que a Banda de Golães se mantivesse como uma referência no panorama cultural e musical do concelho e do país.

Além da Banda, este evento contará também com a participação da orquestra juvenil que, dirigida pelo maestro Tiago Ferreira, irá certamente fazer as delícias de todos os presentes.

O espetáculo tem a duração de cerca de duas horas, com intervalo, encontrando-se os bilhetes (2 euros) à disposição dos interessados, como sempre, no Posto de Turismo de Fafe.

TERRAS DE BOURO COMEMORA DIA DO MUNICÍPIO

O município de Terras de Bouro vai assinalar, no próximo sábado, dia 20 de Outubro, o Dia do Município, data que alude a atribuição em 1514 da Carta de Foral pelo Rei D. Manuel I.

Nesse âmbito e conjuntamente com o jornal "Poetas & Trovadores", a Associação de Escritores Minhoto- Galaicos "CALIDUM" e a Dr.ª Jacinta Correia, a Câmara Municipal de Terras de Bouro levará a cabo as comemorações da efeméride, constando do programa, que se iniciará pelas 9.30h, nos Paços do Concelho, o hastear da bandeira nacional e a do município, seguindo-se a atuação do Orfeão de Terras de Bouro e a apresentação de duas obras literárias: “Lendas e Contos Tradicionais – Terras de Bouro em Textos e Contextos”, da Dra. Jacinta Correia e ainda a obra “Gerês – 10 Anos de Poesia, antologia dos dez encontros nacionais de poetas realizados no Gerês”, edição do município.

Já ao início da tarde, pelas 15:00 horas, decorrerá na aldeia da Ermida, em Vilar da Veiga, uma “Tarde das Tradições Rurais”, (organização da ATACE – Associação Turística da Aldeia Comunitária da Ermida) uma desfolhada tradicional e folclore, onde não faltará uma “merenda com vinho verde, sopa do pote e porco no espeto”.

Para encerrar em beleza as comemorações, pelas 21:00 horas, decorrerá na Igreja de Moimenta o “Concerto do Dia do Município”, com a atuação da Banda Musical de Carvalheira.

FAFE: TERMINOU MAIS UMA FORMAÇÃO PARENTAL

Terminou mais uma formação na área da Educação Parental, no âmbito do programa “Mais Família Mais Criança”. Este grupo, composto por nove mães convidadas a frequentar esta ação pela Unidade de Saúde Familiar Novo Cuidar, iniciou a atividade no passado dia 30 de abril.

Esta formação, promovida pelo projeto Territórios_IN e pelo Município de Fafe, tem como desafio auxiliar os pais a compreenderem as suas próprias necessidades sociais, emocionais, psicológicas e físicas e as dos seus filhos, melhorando assim a qualidade das relações entre eles.

Assim, às segundas-feiras, das 18h00 às 20h00, nas instalações do projeto Territórios_IN (CLDS) e por um período de 12 sessões, este grupo teve a possibilidade de trocar experiências, partilhar e acima de tudo melhorar ou aprender a lidar com os comportamentos dos filhos ou filhas.

A avaliação feita por este grupo é extremamente positiva, superando todas as expectativas, quer de quem esteve a dinamizar as sessões, quer das próprias mães que verbalizaram que “esta é uma formação muito diferente do habitual e todas as mães e pais deveriam ter a oportunidade de participar”.

FParental

Assunto: Arranque das Formações Modulares Certificadas a realizar nas instalações do GIP, a partir do protocolo estabelecido com o Centro de Formação Mais Saber.

A este Gabinete cumpre solucionar as situações e dificuldades dos utentes que a ele diariamente acorrem, nomeadamente no que diz respeito à sua situação face ao emprego.

Sendo extremamente difícil fazê-lo através do encaminhamento para ofertas de trabalho, pela escassez senão inexistência destas mesmas, este Gabinete procurou alternativamente alguma oferta formativa.

Sendo assim, e no âmbito do protocolo com a Mais Saber, foram estruturados 4 Percursos formativos:

Quotidiano Infantil

Cuidar de Idosos

Arte de servir à mesa e balcão

Vendas e Fidelização de Clientes.

Cada um dos destes percursos tem em média uma carga horário de 125 hrs, sendo que por lei as pessoas só poderão frequentar 3horas/dia.

No próximo dia 23 de Outubro, pelas 09:00 arrancará o Percurso “Cuidar de Idosos”, e pelas 14:00 arrancará o Percurso “Quotidiano Infantil”.

Assim que estes terminem (Finais de Dezembro/2012) arrancarão os restantes dois módulos.

Para mais informação contactar:

GIP – Gabinete de Inserção Profissional

Avenida da Granja, 97

Fafe

Telem – 92 7506455

Email: gipfafe@gmail.com

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PONTE DE LIMA: TRADIÇÃO DA VACA DAS CORDAS VAI SER APRESENTADA NAS JORNADAS SOBRE TAUROMAQUIA

Tradição Limiana – A Vaca das Cordas nas Jornadas “Pensar a Tauromaquia em Portugal: Diversidade, Valorização, Sinergias”

A emblemática tradição da Vaca das Cordas, que atrai à Vila de Ponte de Lima milhares de forasteiros, integra um dos painéis das Jornadas “Pensar a Tauromaquia em Portugal: Diversidade, Valorização, Sinergias” numa iniciativa da Câmara Municipal do Sabugal, a realizar de 19 a 20 de Outubro.

Esta tradição limiana, realiza-se ao final da tarde, na véspera do Corpo de Deus e baseia-se em organizar uma corrida com uma vaca – atualmente é um touro bravo – que sai para as ruas, guiada por cordas. De acordo com a tradição, o animal dá três voltas à Matriz, e posteriormente, é encaminhado para o Areal do Rio Lima. Até ao pôr-do-sol, junto ao rio, as correrias, as confusões e as pegas sucedem-se, numa cadência de espetáculo e de emoção que só acontece na Vaca das Cordas.

A par das Câmaras Municipais de Azambuja, Alter do Chão, Moita, Angra do Heroísmo, Barrancos, Alenquer, Coruche, Montalegre e Ponte de Lima, a temática da Vaca das Cordas, integra o último painel destas jornadas que aborda as “Manifestações de Tauromaquia Tradicional” sendo apresentada pelo Vereador da Cultura do Município de Ponte de Lima Dr. Franclim Castro Sousa. Os trabalhos das jornadas decorrerão no Auditório Municipal do Sabugal.

Vaca das Cordas

JORNADAS

“PENSAR A TAUROMAQUIA EM PORTUGAL: DIVERSIDADE, VALORIZAÇÃO, SINERGIAS”

Programa

Dia 19 de Outubro 2012

09:00 – RECEPÇÃO AOS PARTICIPANTES

09:30 - SESSÃO SOLENE DE ABERTURA:

 Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António dos Santos Robalo

 Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal, Ramiro Matos

 Director-Geral do Património Cultural, Elísio Summavielle

 Presidente da Secção de Municípios com Actividade Taurina (ANMP), Dionísio Mendes.

10:15 - CAPEIA ARRAIANA – PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL

 Paulo Ferreira da Costa (Direcção-Geral do Património Cultural, Departamento de Bens Culturais, Divisão do Património Imóvel, Móvel e Imaterial):

“A Protecção Legal ao Património Cultural Imaterial e o «Inventário Nacional do PCI» como seu Mecanismo de Operacionalização”

 Norberto Manso (Câmara Municipal do Sabugal):

“O Processo de Inventariação da Capeia Arraiana”

 Adérito Tavares (Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa):

“O Forcão como Elemento Identitário da Capeia Arraiana”

12:00 - DEBATE

12:30 - 14:30 - INTERVALO PARA ALMOÇO

 Fátima Amante (ISCSP - Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas - UTL / CEPESE - Universidade do Porto):

"A Capeia Arraiana como Estratégia Discursiva da Identidade na Fronteira: da Prática à Patrimonialização"

 Luísa Mendes Jorge (Faculdade de Medicina Veterinária):

“Tauromaquias Populares: Aspectos do Impacto Socio-económico da Capeia Arraiana”

15:15 - DEBATE

15:30 - MESA REDONDA

 António Pissarra (IPG): “Terras do Forcão

 António Cabanas (Vice-Presidente da Câmara Municipal de Penamacor), “Forcão – Capeia Arraiana

 João Madalena (Raia.pt)

 Hélder Carvalho Milheiro (PROTOIRO - Federação Portuguesa das Associações Taurinas):

“Importância das Declarações de PCI para Defesa e Afirmação do Património Cultural Imaterial da Tauromaquia Portuguesa”

16:30 - INTERVALO

16:45 - HÁ TOURADA NA ALDEIA

 Apresentação do Filme / Documentário “Há Tourada na Aldeia”, com a presença do realizador, Pedro Sena Nunes

 Apresentação do Filme / Documentário, “Uma Capeia nos Forcalhos”, filmado em 1970 por uma equipa de Antropólogos alemães;

 Documentário: Capeia nos Forcalhos - 2012;

 Norberto Manso:

“Análise comparativa: 1970 - 2012”

20:00 – FIM DE SESSÃO

Dia 20 de Outubro

09:00 - TAUROMAQUIAS

 Luís Capucha (Instituto Universitário de Lisboa, IUL-ISCTE):

“Tauromaquias: Diversidade de Formas de uma Cultura de Valores Universalistas”

 Luís Pereira (IGAC - Inspecção-Geral das Actividades Culturais):

“Tauromaquia, Relação com a Lei e o Desenvolvimento”

 Luís Nobre Leitão (TOURESTATE):

“As Tauromaquias Populares Enquanto Factor de Promoção Turística. Uma Perspectiva Global”

 Antonio Risueño Pérez (Associação Taurina de Ciudad Rodrigo):

“Tauromaquias Populares em Espanha”

11:45 - DEBATE

12:00 – INTERVALO PARA ALMOÇO

14:00 - MANIFESTAÇÕES DE TAUROMAQUIA TRADICIONAL

 Joaquim Ramos, Presidente da Câmara Municipal de Azambuja:

"Os Fundamentos que levaram a Câmara Municipal de Azambuja a declarar a Tauromaquia a Património Municipal”

 Marco Gomes, Câmara Municipal de Alter do Chão:

“Tourada à Vara Larga”

Mostra de Toureio de Salão

 João Manuel de Jesus Lobo, Presidente da Câmara Municipal da Moita:

Da tradição, à Cultura do lugar

 Sofia Couto, Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo:

“Angra do Heroísmo e a Tourada-à-Corda”

 António Tereno, Presidente da Câmara Municipal de Barrancos:

“Barrancos, Touros de Morte. A Força de uma Tradição”

 Pedro Folgado, Câmara Municipal de Alenquer:

“Corrida à Corda e as Festas do Espírito Santo”

 Dionísio Mendes, Presidente da Câmara Municipal de Coruche:

“Tauromaquias Populares: Picarias, Largadas e Tourada à Corda”

 Fernando Rodrigues, Presidente da Câmara Municipal de Montalegre (Ecomuseu de Barroso)

“As Chegas de Bois”

 Franclim Castro Sousa, Vereador da Câmara Municipal de Ponte de Lima:

“A Vaca das Cordas”

19:00 – SESSÃO DE ENCERRAMENTO

 Norberto Manso:

Conclusões das Jornadas

 Delfina Leal, Vice-Presidente da Câmara Municipal do Sabugal

EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA: No âmbito das Jornadas estará patente ao público uma exposição sobre tauromaquia, venda / exposição de livros, exibição de imagens com capeias e outras manifestações de tauromaquia tradicional, etc.

*Programa sujeito a alterações

Contactos: Câmara Municipal do Sabugal, ralacoes.publicas@cm-sabugal.pt

www.cm-sabugal.pt

Telf. 271 751 040

BARCELOS APRESENTA PROGRAMA DO FESTIVAL INTERNACIONAL DE FILMES DE TURISMO

O Município de Barcelos e a Associação Portuguesa de Turismologia (APTUR) promovem no próximo dia 18 de Outubro, pelas 15h00, no Posto de Turismo, uma conferência de Imprensa de apresentação do programa da V edição do Art&Tur – Festival Internacional de Filmes de Turismo, que se realiza em Barcelos de 24 a 27 de outubro.

A apresentação do programa do Art&Tur 2012 vai contar com a presença do vereador com o pelouro do Turismo, César Pires, e do diretor executivo do festival, Hugo Marcos.

Organizado pela APTUR, em parceria com a Câmara Municipal de Barcelos, o Festival Internacional de Filmes de Turismo conta, pela primeira vez, com o Alto Patrocínio do Presidente da República, que aceitou também presidir à Comissão de Honra de um certame que inclui ainda exposições, conferências internacionais, artes e tradições vivas.

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