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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CÃMARA MUNICIPAL DE PONTE DE LIMA APROVA CLASSIFICAÇÃO ATRIBUÍDA PELO JÚRI AO CONCURSO “ESPLANADAS DE PONTE DE LIMA” 2011 E 2012

Estimular a concepção e construção de esplanadas de qualidade, quer a nível estético, quer a nível de equipamento e de serviço prestado, é o principal objetivo do Concurso "Esplanadas de Ponte de Lima", que o Município de Ponte de Lima lançou em 2010.

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O Concurso "Esplanadas de Ponte de Lima" é mais uma aposta estratégica do Município de Ponte de Lima na promoção e qualificação do concelho, reconhecendo a importância dos fatores de animação e de valorização dos espaços públicos como pontos de confluência, de convívio, de atração turística e cultural para o desenvolvimento económico local, visando a melhoria do mobiliário urbano durante o período de 1 de Maio a 31 de Outubro.

A seleção das melhores esplanadas obedece a determinados critérios como a criatividade e originalidade do espaço apresentado, a decoração, a qualidade dos materiais e dos equipamentos, bem como a adesão a outros projetos e iniciativas municipais, como o concurso "Ponte de Lima, Jardins Arte e Inovação", o projeto "Nós pela Natureza", o Cabaz "Produtos Terra", etc.

Os interessados podem candidatar-se mediante o envio ou a entrega do formulário de inscrição para o concurso, à qual devem anexar cinco fotografias a cores, do espaço a concurso e com a indicação do respetivo autor, bem como a localização e peças desenhadas e escritas que permitam fazer uma avaliação rigorosa com base nos critérios de seleção.

O concurso com candidaturas abertas até 1 de junho, visa a melhoria do mobiliário urbano durante o período de 1 de maio a 31 de Outubro.

Na reunião de Câmara do dia 29 de outubro, o executivo aprovou a classificação do júri. Para a edição 2011 concorreram 12 propostas, enquanto em 2012 submeteram-se a concurso 21 candidaturas.

A divulgação dos vencedores realiza-se na próxima segunda-feira, dia 5 de novembro, às 18h00 no salão Nobre da Câmara Municipal.

CONSELHO LOCAL DE AÇÃO SOCIAL DE CELORICO DE BASTO REUNE NOS PAÇOS DO CONCELHO

O Conselho Local de Ação Social (CLAS) de Celorico de Basto reuniu ontem, 30 de outubro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. A reunião permitiu esclarecer aspetos relevantes em certos meios de intervenção sendo o papel da rede social cada vez mais importante na vida das pessoas que todos os dias se depararam com problemas de desemprego e ausência de recursos.

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Nesta reunião deu-se especial destaque às cantinas sociais. “Trata-se de uma resposta provisória às necessidades imediatas de algumas famílias que se encontram em dificuldades económicas e incapazes de conseguir usufruir de bens essenciais como a alimentação”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto.

Aliás, o autarca salienta a importância da rede social como forma de pronta intervenção nos momentos de necessidade. “É preciso agir rapidamente e evitar que determinadas situações se agravem, e é em conjunto que se conseguem desenvolver as melhores medidas para fazer face aos problemas que vão surgindo como o desemprego e outras dificuldades” retorquiu.

 A Técnica da Santa Casa da Misericórdia de Arnoia, Cláudia Dimitri, informou o plenário desta resposta, como se desenvolve, quem pode usufruir deste apoio e como aceder a este benefício contratualizado com a Segurança Social. Informou que embora a Santa Casa se situe em Arnoia tem estratégias para poder chegar perto dos indivíduos e famílias que necessitem aceder às refeições mediante estabelecimento de parcerias com outras entidades de modo a que as refeições cheguem mais perto dos utentes.

 Nesta reunião deu-se especial relevância ao decreto - lei que estabelece as regras e procedimentos para o desenvolvimento da atividade socialmente útil. O presidente do CLAS salientou a importância dos beneficiários do RSI – Rendimento Social de Inserção, serem “integrados em atividades que os façam sentir úteis e ativos e para isso o papel das instituições públicas e privadas sem fins lucrativos é preponderante como facilitadores de integração”. Neste âmbito, a assistente social do Serviço Local de Segurança Social, Ângela Sampaio, deu algumas informações úteis acerca deste novo modelo de integração, referenciou o papel dos beneficiários e das entidades promotoras e apelou aos parceiros no seu empenho e sensibilidade para colaborar com as equipas técnicas na implementação deste novo modelo de inserção social.

Foi, também, ponto de ata na reunião o convite para integração do CLAS ao Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa e Centro Hospitalar do Alto Ave o que será uma mais-valia na transmissão de informações e encaminhamento de doentes e dos serviços disponíveis no hospital que se encontrem ao serviço da população.

Todo o trabalho que será desenvolvido no próximo ano foi apresentado num plano de ação do núcleo executivo e num pré-plano de ação do CLAS que será posteriormente completado com as ações propostas pela Plataforma Supraconcelhia do Tâmega e pela CIM.

 Por fim foi apresentada, discutida e aprovada a candidatura ao programa de Escolhas do Projeto “uma Escolha no Mundo Rural”. Um Projeto de Intervenção visa a inclusão social através da implementação de medidas que evitem a criação de estados de isolamento social das crianças e jovens mais desfavorecidos, e por isso mas vulneráveis. Pretende-se, com este projeto, para além do combate ao abandono escolar, como medida de prevenção, orientar para a formação e ocupação dos tempos livres das crianças e jovens em risco e em abandono efetivo.

Todos os pontos descritos nesta reunião foram aprovados por unanimidade pelos membros que compõem o plenário do Conselho Local de Ação Social.

FANTOCHES DE RECICLAGEM CRIATIVA NA BIBLIOTECA DE VILA VERDE

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Dia 27 de Outubro, na Biblioteca Municipal de Vila Verde, os pequenos e graúdos construíram fantoches com a designer Sílvia Abreu.

 “Reciclagem Criativa – O Teu Fantoche” foi o mote para workshop, que pretendeu mostrar as crianças e adultos como podemos criar histórias com fantoches a partir de desperdícios, matérias que iam para o lixo”, como refere Sílvia Abreu.

A designer vila-verdense acrescenta ainda: “Primeiro construímos os cenários para cada fantoche com caixas de sapatos, betões, trapos e desseguida idealizar os fantoches a partir de embalagens de leite, tampinhas, garrafas de iogurtes, farrapos velhos entre outros. Todos os formandos construíram um fantoche e o batizaram. O fantoche Pinkie, José Manuel, Óscar, Maria, Tobias, Zony. Ouve ainda o momento para apresentação das personagens e as suas histórias”.

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FAFE DIVULGA ATIVIDADES CULTURAIS

NOVEMBRO 2012

Até 16 – Artes Plásticas

Mega-exposição de Orlando Pompeu - "Pré-Textos In-Conscientes"

Casa Municipal de Cultura, Biblioteca Municipal e Salão Nobre do Teatro-Cinema

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Dia 02 – Música

Fingertips + Progeto Aparte + Guitarra

Justice Fafe@ Fest

Pavilhão Multiusos, 22h00

Preço: 7,5€

Dia 08 – Música

“Bastien e Bastienne” - Ópera em um ato cantada em português

Orquestra do Norte

Teatro-Cinema de Fafe, 10h30 e 15h30 (público escolar); 21h30 (público em geral)

Preço: 2 €

Duração: 60’

Classificação: M/3

_10. GRUPO NUN'ÁLVARES

Dia 10 – Música

Concerto do 80º aniversário do Grupo Nun’Álvares

Participação:

Orfeão de Ricardães

Jovens Músicos/Momento Instrumental (classe de guitarra do Prof. António Canaveira do Vale, Verónica Costa, Catarina Martins, Margarida Martins e Beatriz Silva)

Coral Santo Condestável

Teatro-Cinema de Fafe, às 21h30 Sábado, 21h30

Preço: 2 €

Duração: 90’

Classificação: M/3

Dia 17 – Espetáculo “Uma guitarra e 10 canções de amor”

Vânia Fernandes (voz), Pedro Giestas (declamação) e António Corte-Real (guitarra)

Teatro-Cinema de Fafe, às 21h30

Preço: 3 €

Duração: 90’

Classificação: M/3

Dias 18-25 – Cinema

VII Jornadas de Cinema e Audiovisual de Fafe e II edição do FAFE FILM FESTSala Manoel de Oliveira

Promoção: Cineclube de Fafe

Apoio: Câmara Municipal de Fafe

Destaques do programa:

Dia 18 - Exibição do filme “Madagáscar 3” - Sessões às 11h e 15h30 (entrada livre)

Dia 21 - 15h30: Mesa Redonda “O Plano Nacional de Cinema nas Escola”

Oradores:

Graça Lobo e Isa Mateus - Coordenadoras do PNC

Vereadores da Cultura e da Educação do Município de Fafe

Rodrigo Areias – Realizador

Um docente da Universidade do Minho

Um representante do Cineclube ao Norte

         21h30: Exibição do filme “Estrada de Palha” de Rodrigo Areia, com a presença do realizador

Dia 23 – Noite | Exibição do Filme “Catalina” de Mario Iglesias, com a presença do realizador

Dia 24 - Manhã – Exibição dos filmes a concurso, inscritos no Fafe Film Fest 2012

15h30: Mesa Redonda “Vida e Obra de Fernando Lopes”- Homenagem ao realizador Fernando Lopes

17h30: Galeria Municipal - Inauguração da Exposição de Pintura do realizador e pintor Mario Iglesias

24. SEBENTA

Dia 24 – Música

Concerto pelo grupo SeBENTA

Teatro-Cinema de Fafe, às 21h30

Preço: 3 €

Duração: 75’

Classificação: M/3

Dia 25 - Manhã – Exibição dos filmes a concurso, inscritos no Fafe Film Fest 2012

15h00: exibição do filme “O Gebo e a Sombra” de Manoel de Oliveira, com a presença do realizador

         Encerramento do Fafe Film Fest – entrega de Troféus aos filmes vencedores

PÓVOA DE LANHOSO DIVULGA POTENCIALIDADES DAS PLANTAS AROMÁTICAS E MEDICINAIS

Cerca de 200 pessoas de todo o país participam, no próximo sábado, dia 3 de novembro de 2012, nas I Jornadas Técnicas “Plantas Aromáticas e Medicinais” promovidas pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e pela ATAHCA - Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave. O Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, estará presente neste evento.

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As inscrições já se encontram encerradas. O seu elevado número obrigou à transferência destas jornadas para o Auditório de Fontarcada, no concelho povoense, em vez do Theatro Club. Pela mesma razão, a organização teve igualmente de ajustar o programa, que passa agora a abranger também uma parte do período da tarde.

Presentes como oradores estarão especialistas que irão abordar assuntos como Produção/Transformação, Certificação/Investigação, Comercialização e Apoios Financeiros / Proder. Para além da troca de ideias, estas jornadas vão permitir ainda aos participantes perceber a utilidade que as Plantas Aromáticas e Medicinais podem ter no nosso dia-a-dia e experimentar algumas iguarias culinárias, que se servem de plantas aromáticas e medicinais, através de um show cooking, a que o Hotel Rural Maria da Fonte se associa, mostrando como é que estas plantas podem ser utilizadas na gastronomia.

Assim, o programa prevê, pelas 9h00, a receção aos participantes. Pelas 9h30, é a sessão de abertura, com as presenças do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, do Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, e do Presidente da ATAHCA, Mota Alves. Segue-se, pelas 10h20, o primeiro painel sobre “Produção / Transformação”, com intervenções de Ziad Barazi da Empresa Aromáticas Vivas sobre “As Ervas Aromáticas usadas na culinária” e de Graça Soares da Empresa Ervas Finas sobre a “Produção de Ervas Aromáticas frescas”. O Diretor-Adjunto da DRAPN, Mário Araújo Silva, modera este painel. Segue-se, pelas 11h00, uma degustação de infusões. O segundo painel começa pelas 11h20, dedicado à “Certificação / Investigação” com intervenção sobre a “Certificação das Plantas Aromáticas e Medicinais” por Cristina Hagatong, Técnica da DGADR, e sobre “Medicinas alternativas, uma perspetiva científica” por Alberto Carlos Pires Dias. O Director Geral de Veterinária e Alimentação, Nuno Vieira de Brito, é o moderador. O terceiro painel tem o início marcado para as 12h00 e é sobre “Comercialização”, com intervenções sobre "Plantas Aromáticas e Medicinais, o valor acrescentado da Marca", por Conceição da Costa da Empresa Natural Concepts Lda. e sobre “Empreender na Fileira das Plantas Aromáticas e Medicinais em Portugal” por Joaquim Cunha do Projeto EPAM. Segue-se o debate, pelas 12h40. Pelas 13h00, realiza-se um almoço volante e um show cooking com plantas aromáticas e medicinais. O quarto painel começa pelas 14h30, sobre “Apoios Financeiros / PRODER” com informação técnica para candidaturas por Luísa Hipólito da Direção Regional de Agricultura do Norte, MAMAOT. Modera este painel o Secretário Executivo da CIM do Ave, Manuel Sousa. Pelas 15h00, é o debate; pelas 15h30, é a leitura de conclusões por Isabel Mourão da Escola Superior Agrária de Ponte de Lima; pelas 16h00, é a sessão de encerramento com o Presidente da ATAHCA, Mota Alves, a Vereadora da Câmara Municipal, Fátima Moreira, e o Diretor Regional de Agricultura e Pescas do Norte, Manuel Cardoso.

EM 1960, GRUPO FOLCLÓRICO DR. GONÇALO SAMPAIO ATUOU NO JARDIM DA ESTRELA, EM LISBOA

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Em junho de 1960, o Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio participou na Feira de Beneficência que se realizou no Jardim da Estrela, em Lisboa. As fotografias são da autoria de Armando Serôdio, feitas a partir de negativo de gelatina e prata em acetato de celulose e retratam a sua atuação no local.

Fotos: Arquivo Municipal de Lisboa

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FAFE: CENTENA E MEIA DE CRIANÇAS PARTICIPAM NO 14º CONVÍVIO DE NATAÇÃO ESCOLAR DO CONCELHO

Decorreu esta terça-feira, 30 de outubro, entre as 9h30 e as 12h30, na Piscina Municipal de Fafe, o 14.º Convívio de Natação Escolar Concelhio, evento dirigido às Escolas E.B. 2,3 e Secundária do Concelho.

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Participaram no referido convívio 156 crianças, tantas quantas as que se encontravam inscritas. Ao longo da manhã, as crianças foram passando alegremente pelas diversas provas. Das provas fizeram parte os seguintes jogos aquáticos: caça ao tesouro, estafetas em canoas, ponte flutuante, polo aquático, voleibol aquático e jogos com canoas. Tratou-se de uma inovação do convívio, que no final substituiu as tradicionais estafetas.

A organização, no início do evento, ofereceu toucas de várias cores, uma cor para cada escola, com a intenção de melhor distinguir os alunos dentro de água. Os alunos e os professores, no final, foram ainda contemplados com um diploma e um lanche.

De referir ainda que a organização contou com a colaboração do Clube Náutico de Fafe, o qual transportou as canoas para a Piscina Municipal.

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PONTE DE LIMA REQUALIFICA AVENIDA DOS PLÁTANOS

A emblemática Avenida dos Plátanos, em Ponte de Lima está a ser alvo de uma profunda remodelação no sentido de requalificar aquele espaço público pedonal e viário. A intervenção está a ser levada a cabo de forma articulada com a recente remodelação de reordenamento viário executado na área envolvente, que é parte integrante de zona de jardins e áreas de lazer, objecto do programa de valorização das margens do rio Lima que tem vindo a ser implementada desde a data de entrada em vigor do Plano Director Municipal, e posteriormente do Plano de Urbanização de Ponte de Lima.

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A obra de remodelação prevê a eliminação das zonas de estacionamento e a definição de uma faixa de sentido único de circulação automóvel, a repavimentação da faixa longitudinal de circulação pedonal com a substituição de grandes maciços de betonilha existente por solocimento, a substituição de grandes quantidades de calçada à portuguesa existente entre árvores por grelhas de enrelvamento e a renovação de todo o mobiliário urbano.

No sentido de evitar a deterioração das raízes, todos os trabalhos de levantamento e remoção de materiais existentes junto das árvores serão executados manualmente.

A obra com um custo de € 407.743,94, tem um prazo de execução de cinco meses, prevendo-se a sua conclusão em março de 2013.

 A Avenida dos Plátanos é um excelente percurso pedonal, com uma envolvente natural onde é possível desfrutar da paisagem e observar a ponte medieval e o casario típico da frente marginal.

Foto: http://vem-conhecer.blogspot.pt/

CONCURSO DE POESIA DESAFIA OS JOVENS DAS ESCOLAS DE FAFE

“O melhor do mundo é o Amor”

No âmbito do espetáculo “Uma guitarra e 10 canções de amor”, a realizar no Teatro-Cinema de Fafe, na noite de 17 de novembro, com a participação dos artistas Vânia Fernandes (voz), Pedro Giestas (declamação) e António Corte-Real (guitarra), a Câmara Municipal de Fafe institui um concurso de poesia sob a epígrafe “O melhor do mundo é o Amor”, como forma de homenagear o sentimento mais nobre do ser humano.

O concurso destina-se ao público escolar, do 7º ao 12º ano das escolas do concelho de Fafe.

O tema do concurso é o “Amor”, sob todas as suas formas e em sentido lato, designadamente, ao homem ou à mulher, à mãe, ao pai, à natureza, à paz, etc.

Os textos podem ser apresentados sob qualquer forma (quadra, soneto, verso livre), devendo obrigatoriamente versar o tema do “Amor”. Será, naturalmente, valorizada a correção linguística, a criatividade literária e a originalidade do enquadramento do tema.

Os trabalhos concorrentes devem ser remetidos para a Casa Municipal de Cultura até ao dia 14 de novembro, às 17h30.

Os autores dos melhores trabalhos, que serão divididos em dois escalões (7º-9º e 10º-12º anos), serão premiados com um bilhete para o espetáculo “Uma guitarra e 10 canções de amor”, bem como com edições bibliográficas da autarquia. Será também possibilitado o contacto dos concorrentes premiados com os artistas do espetáculo!

Poderão ser premiados até 20 jovens autores.

Os trabalhos premiados serão expostos no átrio do Teatro-Cinema de Fafe.

ESPOSENDE SERVE EM NOVEMBRO NOVA EDIÇÃO DE “SABORES DO CAMPO"

Iniciativa regista adesão de 22 restaurantes e 7 pastelarias

Face ao sucesso registado na 1.ª edição, a Câmara Municipal de Esposende, em colaboração com as unidades de restauração e de hotelaria e pastelarias do concelho, vai repetir a iniciativa “Sabores do Campo: Gastronomia de Novembro”.

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Assim, durante o mês de Novembro, os sabores do campo vão ser servidos à mesa de 22 restaurantes do concelho, acompanhados dos vinhos verdes dos produtores locais e doçaria de sete pastelarias. Dos restaurantes aderentes, dez participam no Concurso Gastronómico do evento.

Paralelamente à componente gastronómica, o evento “Sabores do Campo” inclui um programa de animação, que integra Workshops de Cozinha e Pastelaria, as Feiras de Velharias e Artesanato e um Magusto-convívio.

As Feiras de Velharias e de Artesanato decorrerão nos dias 4 e 25 de Novembro, respectivamente, entre as 10h00 e as 19h00, no Largo Rodrigues Sampaio, em Esposende.

A Escola Profissional de Esposende volta a associar-se à iniciativa “Sabores do Campo”, através da realização de workshops de cozinha e pastelaria, com reputados Chefes, nomeadamente Ricardo Cardoso, Natacha Marques, Dalila, Renato Cunha, António Loureiro e Rui Martins. Mais informações sobre os workshops estão disponíveis no site da Escola Profissional de Esposende, em www.epe.pt.

Aberto à comunidade em geral, decorrerá no dia 18 de Novembro, a partir das 15h00, no Largo da Igreja, em Fonte Boa, um Magusto-convívio, com animação musical.

O “Fim-de-semana em Esposende” de Novembro será também integrado no evento, propondo um roteiro de visita pelo concelho de forma a dar a conhecer alguns locais diferenciadores e ainda a realização da caminhada “Caminhos da Fé”, na freguesia de Belinho.

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Através da promoção da iniciativa “Sabores do Campo: Gastronomia de Novembro”, que desafia as unidades de restauração concelhias a apostarem na promoção dos seus pratos e na arte de bem servir, a Câmara Municipal de Esposende pretende criar mais um factor de atractividade no concelho, contribuindo para ajudar o sector da restauração.

Esposende é uma terra associada ao peixe. Contudo, é um concelho onde a carne também faz parte da sua gastronomia. Com a chegada do Outono, surgem novos ingredientes, que trazem diversidade, aromas doces e quentes e “Sabores do Campo”. A gastronomia desta época pode incluir refeições muito variadas, sendo as carnes acompanhadas pelos frescos hortícolas do litoral de Esposende, pelos Lacticínios de Marinhas e sobremesas com doçaria, sempre com o acompanhamento de um bom vinho verde dos produtores engarrafadores locais.

Pretende-se pois, com este evento, promover a gastronomia e as tradições que marcam a identidade de Esposende e lhe conferem diferença e genuinidade. Promover a qualidade da restauração do concelho, divulgar e utilizar cada vez mais os produtos endógenos e atrair comensais para combater ou atenuar a sazonalidade da procura que se verifica nesta época do ano são objectivos primordiais da iniciativa.

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FINGERTIPS ENCERRAM PROGRAMA “JUSTICE FAFE FEST”

Esta sexta-feira, no Pavilhão Multiusos de Fafe

A banda portuguesa Fingertips atua esta sexta-feira, 2 de novembro, a partir das 21h30, no Pavilhão Multiusos de Fafe, a fechar o projeto “Justice Fafe Fest – Música com Causas”, promovido pela Câmara Municipal.

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Na mesma noite sobe ao palco a banda fafense Progeto Aparte, um grupo local em expansão, que terá assim oportunidade de atuar junto de uma banda de renome nacional. De igual forma, está prevista a presença dos espanhóis Guitarra.

Os bilhetes para este robusto espetáculo custam apenas 7,5 euros e estão à venda no Posto de Turismo e no local do concerto.

Fingertips é uma banda de pop rock portuguesa, que iniciou a sua carreira, em 2003, com o lançamento do seu álbum de estreia “All ‘Bout Smoke ‘n Mirrors”, atingindo o 1º lugar de airplay com o single “Melancholic Ballad”. Seguiram-se mais duas edições discográficas, “Catharsis”, em 2006, e “Live Act”, em 2007. Em 2010, mudou de vocalista, entrando Joana Gomes, com quem gravaram mais dois CD: “Venice” e “2”.

O projeto “Justice Fafe Fest – Música com Causas”, arrancou em 31 de março com a atuação dos Santos & Pecadores e continuou, em 22 de junho, com um memorável concerto dos Moonspell.Uma segunda vertente do programa, levou às EB2,3 das freguesias de Arões e Revelhe o Festival de Bandas Emergentes, visando descentralizar a cultura e proporcionar aos alunos o contacto com os músicos e técnicos dos concertos para conhecimento das suas carreiras, e poderem assistir ao trabalho de  bastidores dos espetáculos.

O projeto inclui ainda a edição de um CD com a participação dos vários intervenientes no “Justice Fafe Fest – Música com Causas”.

O MINHO NA AMADORA EM 1914

Desde os seus primórdios, a atual cidade da Amadora, nos arredores de Lisboa, constituiu um dos sítios de eleição das gentes do Minho para ali se fixarem. De resto, o poeta Delfim Guimarães cujas raízes se encontram em Ponte de Lima, ficou intimamente ligado ao progresso daquela localidade, nos começos do século XX, tendo nomeadamente sido um dos fundadores da Liga de Melhoramentos da Amadora.

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A revista “Ilustração Portugueza”, na sua edição de 19 de outubro de 1914, dá-nos conta de uma iniciativa então promovida pelo industrial Santos Matos – proprietário da famosa fábrica de espartilhos e compadre do poeta Delfim Guimarães – a favor dos feridos de guerra em combate por ocasião do conflito mundial que grassava a Europa. A referida publicação descreve a iniciativa nos seguintes termos:

“Foi imponente a festa realisada no dia 5 no salão dos Recreios Desportivos da Amadora a favor dos feridos de guerra. Os seus promotores, os srs. Santos Matos e Rodrigues Corrêa viram coroados do melhor êxito os seus exforços, que foram compensados pelos muitos aplausos ouvidos durante a execução do programa da festa.

Todas as ovações feitas foram merecidas porque é áqueles dois beneméritos que se deve o engrandecimento d’aquela localidade”.

A nota aparece ilustrada com uma interessante fotografia apresentando um grupo de senhoras envergando o traje de lavradeira, com a seguinte legenda: Grupo de senhoras da Amadora que entraram na festa dos “Recreios Desportivos” d’aquela localidade para os feridos de guerra, tendo-se cantado várias canções populare sob a direcção do maestro David de Souza.

DESFOLHADA DO MILHO JUNTA MINHOTOS EM LOURES

Hoje, em A-das-Lebres, foi dia de festa à maneira minhota. Naquela localidade do concelho de Loures recriou-se uma desfolhada tradicional do milho. E não faltaram as concertinas para animar a festa. A iniciativa foi do “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho” e teve lugar nas magníficas instalações do Grupo União Lebrense.

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Rapazes e raparigas descamisaram o milho à procura da maçaroca com a mesma ânsia com que outrora faziam os conversados. E, não faltou a distribuição do vinho e do petisco aos vizinhos que vieram participar no serão, neste caso a gente que veio à festa para recordar como noutros tempos decorria o trabalho agrícola, na eira em ambiente comunitário e de alegre confraternização. E, como a festa foi minhota, dançou-se o vira, a chula e a cana-verde.

Após a realização da desfolhada e após um desfile pelas ruas de A-das-Lebres, centenas de tocadores de concertina oriundos de diversas localidades da região de Lisboa, deram mostras da sua mestria na arte de bem tocar e cantar ao desafio. E a festa prolongou-se com o mesmo entusiasmo por largas horas, já o sol se deitara no horizonte e ainda se ouviam os alegres acordes das concertinas.

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O “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho”, fundado em 11 de Setembro de 1994, é constituído por um grupo de minhotos e amigos do Minho radicados na região de Lisboa, tendo como propósito a preservação, salvaguarda e divulgação das suas raízes culturais.

Através da sua atuação, visa ainda a promoção cultural sobretudo junto dos mais jovens e a sua identificação com as tradições culturais da região de origem dos seus pais, a valorização dos seus conhecimentos musicais e da etnografia Portuguesa.

As danças e cantares que exibe são alegres e exuberantes como animadas são as mais exuberantes romarias do Minho. Trajam de linho e serrobeco e vestem trajes de trabalho e domingueiros, de mordoma e lavradeira, de noivos, de ir ao monte e à feira. Calçam tamancos e ostentam o barrete e o chapéu braguês. As moças, graciosas e belas nos seus trajes garridos bordados pelas delicadas mãos de artista, com a sua graciosidade e simpatia, exibem vaidosas os colares de contas e as reluzentes arrecadas de filigrana que são a obra-prima da ourivesaria minhota.

Ao som da concertina e da viola braguesa, do bombo e do reque-reque, dos ferrinhos e do cavaquinho, cantam e dançam a chula e o vira, a rusga e a cana-verde, com a graciosidade e a desenvoltura que caracteriza as gentes do Minho. O seu reportório foi recolhido em meados do século passado, junto das pessoas mais antigas cujo conhecimento lhes foi transmitido ao longo de gerações, nas aldeias mais remotas das serranias da Peneda e das Argas, nas margens do Minho e do Lima, desde Melgaço a Ponte da Barca, do Soajo a Viana do Castelo. Levam consigo a merenda e os instrumentos de trabalho que servem na lavoura como a foicinha e o malho, os cestos de vime e os varapaus, as cabaças e os cabazes do farnel.

Qual hino de louvor ao Criador, o Alto Minho, terra luminosa e verde que a todos nos seduz pelo seu natural e infinito encanto, salpicado de capelinhas aonde o seu povo acorre em sincera devoção, é representado por cerca de meia centena de jovens, uns mais do que outros, que presenteiam a quem lhes assiste aquilo que possuem de mais genuíno – o seu Folclore!

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MONÇÃO: RUA DA VELHA VILA OU RUA MEDIEVAL

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No verso deste postal pode ler-se “Edições Panorama”, o preço 2$50 e, junto da legenda, a referência “M/TC 17”, em tudo semelhante aos postais anteriormente editados pelo Secretariado Nacional da Informação (SNI). Pelo aspecto gráfico, deduzimos que tenha sido editado pela sua sucessora, a Secretaria de Estado da Informação e Turismo (SEIT), criada em 1968.

O exemplar que se encontra em nossa posse tem apenso no verso um carimbo a vermelho onde se lê: “Com os cumprimentos da Câmara Municipal e da Comissão Municipal de Turismo de Monção”.

GUIMARÃES: A CITÂNIA DE BRITEIROS EM 1910

CIDADES MORTAS

Do arraial destroçado que são as citânias pre-romanas de Briteiros, nos arredores de Guimarães, a mais immediata impressão é a de um vasto campo de lucta, ainda quente da ultima peleja, e que um vendaval immenso varreu, com homens e edifícios, como por castigo ás atrocidades estupendas dos povos bárbaros que as habitaram.

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Roteiros indecisos de arruamentos, fragmentos de edifícios, golpes fundos e longos de aqueductos subterrâneos rompendo a montanha e hoje habitados pelas silvas agrestes, as covas abertas e profanas das necrópoles, o esboço circular das construcções – tudo suggestiona, recordando a catástrofe e a ruina. N’aquelles planos de serra (qual dos dois mais impressionante) uma natureza passada, sepulta, em cinzas, para e abysma ao centro da natureza averdiscada e húmida d’um circular e arraizado horisonte de paizagens, fumos de lareiras aldeãs sobem no ar quieto da tarde, azulados e vagos, emquanto vêmos perto, em frente de nós, o logar onde a ensenação familiar não anima, já, rústicos e encantadores domiciliares. Teem a cal agreste dos pedregulhos calcinados de milhares de estações aquellas lages e terras de curioso estudo ethnico. Uma saudade intensíssima brota da dramática exposição d’aquellas ruinas evocadoras; como se, realmente, homens e edifícios, vistos minutos antes, tivessem deixado pouco mais que poisar a poeira do seu ultimo combate e da sua perdição irremediável. 

Subir de S. Pedro de Donim – linda aldeia de cravos e valverdes – pelo serro da Citania de Santo Estêvão de Briteiros, nos dias máximos de calor, é semelhante a um trabalho aguerridoe atrevido da meia-edade, porque a poeira negra da montanha, no largo banho de suor que nos cobre, produz um indefinido cansaço com aquelle bater consecutivo de urzes e pedreiras. Meio corpo do monte cobre-se, ainda das vegetações frescas do campo, de acampamentos altivos e cercados de pinheiraes, por entre os quaes o sol se côa no relvado em admiráveis redes d’ouro. Mas a montanha despe-se; tem o tronco nú e musculoso. E logo as escarpas se succedem, diffíceis e trahindo os passos, para serem vencidas a pau ferrado, incidindo a terra com a coragem tenaz d’um assalto de guerrilheiros – tanto é o perigo que nos atemorisa e a vontade curiosa que nos exalta mais e mais.

Os valles vão subindo, crescendo, como se tivessem a mais vasta sequencia nos montes fronteiros e vestidos de verdura. Tem-se, a todo o momento, a impressão do ingresso ao mastro d’um navio sobre o movimento das vagas altas e inconstantes.

A razão porque descrevemos e estudamos as cidades mortas de Briteiros são os documentos d’arte mycenica, imprescindíveis para o nosso ensaio ethnographico sobre as artes populares do Minho, que nas citânias mais que em nenhuma outra localidade abundam, valiosíssimos. 

Effectivamente, os documentos d’essa arte apagada, d’um alfabeto artístico quasi insignificativo mas notável, precisa, para a coordenação dos factos históricos relativos à evolução artística, marcou um período de attracção muito geral, muito inconfundível. Não pode dizer-se que a passagem da arte mycenica pelas estações históricas do occidente da Europa fosse infructífera. Para que um género artístico chegue até ao momento em que o povo o recebe e utilisa é necessário que muito se tenha evidenciado, que o hábito se torne, por assim dizer, o seu melhor reclamo. E isto, muito principalmente, com povos de insignificante cultura e quasi só vibráteis, sugestionáveis, com os documentos polycromos – aquelles que mais ferem a vista, que d’um modo mais rápido gravam a sua expressão.

Os documentos da pedra, n’essa época mal colocados e custosos de interpretação, eram os que só pela ausência de competidores coloridos estavam em circumstancias de serem utilizados. Aquelles a que nos referimos são d’essa espécie. Bellos, sem duvida; mas belos, ao primeiro encontro, somente para os juízes eruditos, para os indivíduos que facilmente deduzem do seu mérito ou pela educação scientifica ou, pelo menos, pela lucida intuição que possuem. Porque, em verdade, só muito consciente ou inteligentemente se podem explicar a graça e o mérito d’um exemplar d’arte exótica, difícil de estudar-se, e, n’este caso, mais difícil ainda para o esclarecimento da sua estranha situação entre nós. 

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O que já não podemos é continuar afirmando que os elementos d’arte mycenica passaram d’um modo fugaz e occasional entre os castros pré-romanos de Briteiros – o seu melhor repositório. Elles, do mesmo modo porque exercem uma altíssima influencia na evolução de um determinado grupo d’artes populares, chegam também ao extremo erudito das aplicações artísticas – foram um motivo de embelezamento architectonico, servindo a maioria das decorações que existem no precioso templo de Balsemão, nos arredores de Lamego.

E porque assim succedeu, fique contudo bem definido, desde já, que de modo algum podemos admitir a hypothese de terem sido os ornatos d’aquelle templo os transmissores, aos operários ruraes, das bellas esculpturas dos seus productos ingénuos e admiraveis.

Não estão na Citania e no Sabroso, actualmente, os documentos de pedra lavrada a que nos referimos. Com critério e como prova incomparável estima que lhes votava, Martins Sarmento, ao terminar a exploração scientifica dos dois castros, enviou-os cuidadosamente ao archivo do muzeu archeologico de Guimaraes. Mas nem por isso as citânias pré-romanas deixaram de interessar-nos. Pelo contrário; é muito mais suggestivo o logar deserto onde esses raros materiaes estiveram sepultos milhares d’annos, porque não deixa de nos recordar, semelhante ausência, quanta probabilidade podíamos ter em subtrahir, com futuras excavações, muitos outros exemplares preciosos, talvez capazes de darem a este diffícil problema da sua situação entre nós uma solução definida e inilludivel. 

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Curioso, pela associação de factos, o caso de os mais notáveis elementos d’arte mycenica recolhidos em Portugal surgirem precisamente no meio provincial que com eles mais engrandece as suas feitorias d’obra rustica. É, realmente, muito interessante que surjam, despertando o interesse dos estudiosos, precisamente no centro d’uma provincia que fabrica esses incomparáveis jugos lavrados. Porque, dado que não possamos estabelecer praso de vida á civilização mycenica no noroeste da península, o que desde já podemos affirmar é que não foi passageiro, rápido, o estadio do povo que introduziu na nossa terra – isto ainda que o praso que se lhe succedeu, enorme, muito pudesse obrar n’esta adaptação curiosa.

A classificação erudita dos elementos mycenicos das estações de Briteiros nunca soffreu uma hesitação. São palpáveis, mede-os e liga-os o instincto d’um homem intelligente, porque nada tem semelhanças tão consoladoras. São os mesmos cetrascelos tetraslos, os mesmos torsos que a “memoria” notável de Cartaillac reúne e compara. Martins Sarmento chega a affirmar que alguns dos elementos recolhidos no vaiosissimo muzeu de Guimarães são artisticamente superiores aos que o sabio allemão menciona. 

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É, sobre tudo, notável e feliz a casualidade do encontro. Que seriam os jugos ruraes se não adoptassem os vasados e ornatos d’essa arte pre-historica? Sem dúvida que não teriam tão cedo encontrado um alfabeto artístico de tão singular expressão. Seriam, talvez, singelos e vulgares como os ornatos da cerâmica vermelha e negra; ou, talvez, tão inverosímeis como o estão sendo actualmente desde que variados e incongruentes motivos nacionais estão passando utilizados na sua ornamentação, sem constituírem uma fonte de interpretação assaz methodica e acceitável. O problema d’essa arte pittoresca, porque está latente um conflicto d’ordem artística verdadeiramente attendível, resolve-se assim: ou o regresso ás primitivas fontes d’inspiração, seguindo o compendio das decorações mycenicas, ou o estabelecimento erudito d’um compendio exclusiva e caracteristicamente nacional, reproduzindo todos os motivos que nos meios ruraes evidentemente se apropriem.

Isto só.

Fonte: Revista “Ilustração portugueza” de 11 de abril de 1910

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