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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PROGRAMA DAS FESTAS DO CONCELHO DE PAREDES DE COURA – 2012

Festas em honra de Santo António e Nossa Senhora das Dores

Dia 10 de Agosto – Sexta-feira

08:45 Salva de morteiros

09:00 Hastear Solene da Bandeira-Largo Visconde de Mozelos

09:10 Arruada pelos Grupos de Bombos e Zés P´reiras - Largo Visconde de Mozelos:

  • Figueiras na Rua (Rubiães)
  • Amigos da Farra (Padornelo)
  • Amigos da Música (Coura)

10:00 Abertura da Exposição de Trabalhos realizados pela Escola de Bordados do Município

10:30 Missa em honra de São Lourenço, comemorativa dos 350 anos dos Combates da Travanca, em Cerdeira-Cunha

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12:00 Ribombar dos grupos de Bombos-Largo Visconde de Mozelos

16:30 Sessão solene evocativa do dia do Concelho-Salão Nobre dos Paços do Município

19:00 Despedida dos grupos de bombos-Largo Visconde de Mozelos

22:00 Actuação dos Grupos de Música Tradicional de Paredes de Coura – Largo Hintze Ribeiro:

  • Grupo de Cantigas Ré Maior (Mozelos)
  • Grupo Cantares do Campo (Formariz)
  • Grupo de Cantigas da ACRD de Padornelo

23:00 Actuação do Grupo Musical Júnior´s (Porreiras) - Largo 5 de Outubro

01:00 Fogo-de-artifício

Dia 11 de Agosto – Sábado

08:45 Salva de morteiros

09:00 Entrada dos Grupos de Bombos e Zés P’reiras - Largo Visconde de Mozelos:

  • Figueiras na Rua (Rubiães)
  • Amigos da Farra (Padornelo)
  • Amigos da Música (Coura)

12:00 Ribombar dos Grupos de Bombos e Zés P’reiras - Largo Visconde de Mozelos

14:30 Entrada das Bandas de Música que actuarão até à 01:00 - Largo Visconde de Mozelos:

  • Banda de Música de Melres (Gondomar)
  • Associação Filarmónica Cultural, Recreativa e Desportiva de Tarouquela (Cinfães)

16:30 Cortejo Etnográfico “Lendas e tradições“

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18:30 Despedida dos Grupos de Bombos e Zés P´reiras - Largo Visconde de Mozelos

19:00 Missa Vespertina com Sermão a Santo António solenizada pelo Grupo Coral Juvenil de Santa Maria de Paredes - Igreja Matriz

21:30 Actuação das Bandas de Música

22:30 Actuação do Grupo Musical “Notas Soltas” (Lousã) - Largo 5 de Outubro

Bandas

00:30 Despedida das Bandas de Música - Largo Visconde de Mozelos

01:00 Fogo-de-artifício

Dia 12 de Agosto – Domingo

08:45 Salva de morteiros

09:00 Entrada da Banda de Ílhavo

11:00 Missa e Sermão em Honra de Nossa Senhora das Dores solenizada pelo Grupo Coral Paroquial de Santa Maria de Paredes-Igreja Matriz

16:00 Entrada da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Vila das Aves - Junto ao Quartel Dr. Afonso Viana

Sra das Dores

17:30 Imponente Procissão

18:30 Despedida da Fanfarra - Largo Visconde de Mozelos

20:00 Despedida da Banda de Música - Largo Visconde de Mozelos

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22:00 Festival Nacional de Folclore - Largo Hintze Ribeiro

  • Rancho Folclórico Camponês de Bico
  • Rancho Folclórico da Casa do Minho (Lisboa)
  • Rancho Folclórico Juvenil Srª da Hora (Vilela-Paredes)
  • Rancho Folclórico Serradores do Monte (Vila Fria-Viana do Castelo)

22:30 Actuação do Grupo Musical Hugo Band - Largo 5 de Outubro

01.00 Fogo-de-artifício

Encerramento das Festas do Concelho de 2012

Fotos: Eduardo Cerqueira

EM 1911, DEPUTADO RODRIGO FONTINHA ALERTOU O MINISTRO DO FOMENTO PARA IRREGULARIDADES PRATICADAS EM PAREDES DE COURA

Na sessão de 23 de agosto de 1911 da Assembleia Nacional Constituinte, o deputado Rodrigo Fontinha interveio para informar o Ministro do Fomento acerca de “irregularidades praticadas por um funccionario dependente do seu Ministerio”.

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Rodrigo Fernandes Fontinha era natural de Vile, no Concelho de Caminha. Foi Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo e um dos deputados eleitos por Ponte de Lima na primeira legislatura da Câmara dos Deputados da I República. Transcrevemos a sua intervenção.

O Sr. Rodrigo Fontinha: - Sr. Presidente: pedi a palavra para chamar a attenção do Sr. Ministro do Fomento para umas irregularidades praticadas por um funccionario dependente do seu Ministerio.

Refiro-me ao conservador das estradas no concelho de Paredes de Coura.

Sobre esse homem pesam graves accusações e, entre ellas, a de ter empregados no seu serviço particular, individuos pagos pelo Estado.

Alem de não impedir que as estradas continuem num completo abandono, esse homem reside numa casa, pela qual se pagam 45$000 réis annuaes e onde elle tem um gabinete para trabalho.

Ora não me parece que um conservador de estradas precise de tamanho luxo.

Ainda mais: não desempenha os serviços que lhe competem e é extremamente desleixado.

Lamento que na Republica haja funccionarios que estejam procedendo de uma maneira igual ao que se fazia no tempo da monarchia.

Não serão muitos, - mas este é o mais completo.

Eu entendo que os funccionarios devem cumprir rigorosamente os seus deveres.

É, pois, para lamentar que na Republica, que está implantada ha 10 meses, se continuem a seguir os processos que com tanta energia e com tanta justiça ataquei.

Este funccionario de Paredes de Coura, quando alguem lhe adverte de que as condições de hoje não são iguaes ás de hontem, e lhe indica a conveniencia de mudar de processos, sorri desdenhosamente e com insolencia, o que faz dizer ao povo, na sua lógica simplista, que tão bons são uns como os outros e que tudo continua da mesma maneira!

Chamo para este ponto a attenção do Sr. Ministro do Fomento e peço-lhe que mande proceder a uma syndicancia aos actos d'este homem, que é accusado de grandes faltas, pois, como disse, as estradas naquelle concelho estão num completo abandono.

Se essa syndicancia não apurar as graves accusações a que me referi, então que o homem seja até louvado. Mas se, ao contrario, se verificar que essas accusações tem fundamento - que seja demittido sem contemplação de nenhuma especie.

MEU PÁTRIO LIMA

                        Meu pátrio Lima, saudoso e brando,

                        Como não sentirá quem Amor sente,

                        Que partes deste vale descontente,

                        Donde também me parte suspirando?

                       

                        Se tu, que livre vás, vás murmurando,

                        Que farei eu, cativo, estando ausente?

                        Onde descansarei de dor presente,

                        Que tu descansarás no mar entrando?

                       

                        Se te não queres consolar comigo,

                        Ou pede ao Céu que nossa dor nos cure,

                        Ou que trespasse em mim tua tristeza:

                       

                        Eu só por ambos chore, eu só murmure,

                        Que d'um fado cruel o curso sigo,

                        Não tu, que segues tua natureza.

Diogo Bernardes

PAREDES DE COURA: FEIRA ANTIGA REGRESSA A PADORNELO

A freguesia de Padornelo vai no próximo dia 28 de julho proceder à recriação da antiga feira local, desaparecida em meados do século passado. Trata-se de um mercado que remonta ao século XVIII cuja realiza-se ainda se conserva na memória das gentes de Paredes de Coura. A iniciativa é da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo.

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28 de julho de 2012

Largo da Feira – Padornelo – Paredes de Coura

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Organização da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Padornelo

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Resenha histórica

Em tempos idos, realizava-se quinzenalmente uma feira, afamada, na nossa freguesia de Padornelo, mais concretamente no lugar dos Tojais, nos largos que circundam o imponente templo do Senhor Ecce Homo

Há ainda quem se lembre da Feira, extinta na década de 50 do século passado, mas ninguém se recorda da sua criação, pois remonta aos finais do século XVIII, em pleno reinado de D. Maria I.

Do início, sabemos que partiu da iniciativa do pároco António Pedro Alves, entre outros, para angariação de fundos para a construção da capela do Senhor Ecce Homo.

Em 23-1-1897, por determinação municipal transferiu-se para os sábados, os mercados quinzenais de Paredes e Padornelo.

Do fim, temos, entre outras explicações, a crença popular de que a feira terá sido arruinada pela construção da estrada, principalmente por ela ter “cortado” o adro da Igreja Matriz.

O que podemos ver na recriação da feira

- Feira de gado

Vacas, cavalos, cabras, ovelhas, porcos

- Feira de cereais

Milho, trigo, centeio, feijão, erva da semente e outros produtos do campo, tais como batatas, limões, fruta, flores, e animais de pequeno porte (frangos, galinhas, coelhos, patos)

- Feira das mulheres

Roupa, calçado, acessórios, tapetes, toalhas

- Venda de ferramentas

- Venda de peixe e carne

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- Venda da famosa padeca de Padornelo e broa caseira

- Tasco

- Comidas e bebidas regionais, com possibilidade de almoço no recinto

- Recriação de ofícios antigos

Sapateiro, ferreiro, barbeiro, engraxador, aguadeiro, ferrador

Toda a beleza e riqueza histórica do espaço envolvente à Capela do Senhor Ecce Homo

Alguns dos locais mais emblemáticos serão limpos e outros serão sinalizados, para conhecimento do público

EXPOSIÇÃO

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A decorrer no Centro de Dia de Padornelo, esta exposição apresentará material de arquivo relacionado com a Feira de Padornelo, assim como alguns testemunhos de quem dela se recorda. Estará aberta durante todo o dia.

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PROGRAMA

08:00 h — Abertura da feira

09:00 h — Arruada com o Grupo de Bombos “Amigos da Farra”, de Padornelo

09:30 h — Proclamação oficial da Feira de Padornelo

11:00 h — Rusga de concertinas

12:00 h — Comes e bebes na Feira

14:00 h — Rusga infantil

15:00 h — Arruada com o grupo “Amigos da Farra” de Padornelo

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Fonte: http://paredesdecoura.blogs.sapo.pt

EM 1959, JÚLIO EVANGELISTA, DEPUTADO À ASSEMBLEIA NACIONAL, COMPAROU MINHOTOS E GALEGOS AO SALMÃO…

Na sessão de 12 de março de 1959 da VII Legislatura da Assembleia Nacional, o deputado Júlio Evangelista interveio no âmbito do debate na generalidade da proposta de lei relativa ao fomento piscícola nas águas interiores do país, ilustrando as suas palavras com imagens metafóricas comparando o espírito migratório do minhoto e do galego ao do salmão… A sessão foi presidida por Albino dos Reis Júnior e secretariada por José Paulo Rodrigues e o próprio Júlio Evangelista.

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Júlio Alberto da Costa Evangelista de seu nome completo, era natural de Valença. Advogado de profissão, era jornalista e escritor, tendo colaborado com o Prof. Marcello Caetano. Era Subdiretor do jornal diário “A Voz”, de orientação católica conservadora. Foi Vogal da Comissão Distrital de Viana do Castelo da União Nacional; Vogal da Junta Central da Legião Portuguesa; Funcionário do Secretariado Nacional da Informação (SNI); Chefe da Secção de Etnografia, Teatro e Música do SNI em 1956 e Inspetor Nacional da Mocidade Portuguesa em 1959. Foi por cinco vezes eleito deputado à Assembleia Nacional pelo círculo de Viana do Castelo, tendo integrado a Comissão de Educação Nacional, Cultura Popular e Interesses Espirituais e Morais, a Comissão do Ultramar e a Comissão dos Negócios Estrangeiros.

Transcrevem-se algumas passagens mais significativas da sua intervenção, respeitando-se a grafia da época.

O Sr. Júlio Evangelista: - Sr. Presidente: ao contrário do que perfeitamente calharia &o nosso ilustre colega Cerveira Pinto, nestes assuntos de fomento piscícola e de pesca não poderei dizer que esteja como peixe na água. Todavia, o problema reveste-se do maior interesse nacional e justo é que sobre ele nos debrucemos - no mais vivo desejo de colaborar para uma solução que urge, a bem do País.

Por outro lado, sendo eu Deputado eleito por uma região na qual se encontra um dos mais notáveis, se não o mais notável, dos rios portugueses, sob o aspecto piscícola - refiro-me ao rio Minho -, essa mesma circunstância impõe-me que levante a minha voz nesta Assembleia acerca de alguns problemas que afectam

esse prodigioso curso de água, rio salmoneiro de condições verdadeiramente excepcionais.

O fomento piscícola - está dito e redito - reveste-se de um triplo interesse: económico, desportivo e turístico. Sob o aspecto económico, é de acentuar que o repovoamento dos cursos de água, a conservação e a defesa das espécies se traduzem num importantíssimo aumento da riqueza nacional.

Por outro lado, os rios úberes, ictiològicamente ricos, são motivo de interesse e atracção para a prática desse desporto saudável e apaixonante que é a pesca. Mas há um terceiro aspecto - o turístico - que parece sobrelevar todos os outros, dado o incremento espantoso que vem tomando e as grandes somas de divisas que movimenta. O turismo é uma fonte de riqueza e a pesca desportiva é hoje, por seu turno, um dos 'mais pujantes motivos de atracção turística em todo o mundo.

A produção piscícola possui, pois, um duplo carácter como origem de riqueza: o imediato, que se traduz em contribuição para o abastecimento público de alimentos; e um outro, indirecto, que provém da corrente turístico-desportiva que a prática da pesca envolve. (…)

Sr. Presidente: as disposições da presente proposta de lei não se aplicarão ao caso especial do rio Minho, o qual aguarda há muito que olhem com o interesse devido para o manancial de peixe que nas suas águas vive e pelas suas águas se dispersa ubèrrimamente.

Rio salmoneiro por excelência, o único rio salmoneiro que possuímos, rico, aliás, em tantas espécies ictiológicas, bem dele se pode dizer -empregando a imagem do poeta- que é uma veia da terra, veia por onde corre a própria vida de tantas populações ribeirinhas, que vão buscar às suas águas o alimento que a terra, pobre, nem sempre lhes dá com igual prodigalidade.

Ali se agacham, nas margens desse rio, algumas aldeias de pescadores profissionais, pois a profissão de pescador é centenária no rio Minho. E o rio nem por isso se nega ao trabalho e à pobreza dessa gente, pois desentranha-se, de ano para ano, em peixe abundantíssimo, multiplica-se em regalos, do seu ventre líquido vão saindo o alimento, a vida -e às vezes também a morte- da gente ribeirinha.

Príncipe dos rios portugueses, pelo sen leito vão descendo para a grande aventura do seu ciclo biológico os príncipes do rio -os salmões-, que vêm do Cantábrico como uma mensagem que as serras de neve quisessem enviar às profundezas do oceano. Mas o salmão volta, quando já adulto e vigoroso, aos seus lugares de infância.

Fiel, sem um engano, como se o instinto lhe servisse do bússola prodigiosa, regressa pelo mesmo caminho que anos antes, quando moço, o levara para o mar, a léguas e léguas de distancia.

Não há obstáculos que o detenham, não há cansaço que o domine. Sobe, talvez trazido pela saudade e pelo amor, para u aventura nupcial que desta vez o espera.

Também a nossa gente - a gente do Minho e da Galiza- abala jovem por esse mundo fora à busca de melhor sorte e de melhores dias. A paisagem é acanhada de mais para o seu sonho e a terra, embora linda e feiticeira, é pobre, torturantemente pobre.

Emigra a nossa gente, e o seu destino tem algo do mesmo fatalismo que obriga o príncipe do seu rio a voltar um dia aos lugares de infância. E para que todo estivesse certo neste paralelismo singular, até o próprio rio, como a gente e como o príncipe dos seus peixes, quer morrer na terra onde nasceu, pois nascendo nos Cantábricos, lá no extremo Galiza, vem morrer ainda na Galiza, entre La Guardiã e Caminha...

E encerremos por aqui este lírico parêntese.

Sr. Presidente: o problema do salmão no rio Minho é fundamentalmente um problema de repovoamento, de fiscalização e de regulamentação. Diz-se que está em declínio ou em vias de se extinguir; no entanto, as estatísticas registam uma média de 250 salmões por ano; desde 1900 até ao presente. E enquanto em 1949 se registaram 55 salmões pescados no rio Minho, esse número sobe para 200 em 1950, baixa para 54 em 1952, subindo novamente para 200 em 1953 e 450 em 1954. O grande ano foi o de 1932, em que se registaram mais de 1000! Todavia, a linha média é decrescente, e são inteiramente justificados os receios e os alarmes que já nesta Camará se fizeram ouvir.

Urge regulamentar as práticas da pesca, fiscalizar energicamente e recorrer ao repovoamento e aos meios artificiais de reprodução. Não somos um país tão abastado que possa desperdiçar uma riqueza de tal ordem.

Cumpre-me gostosamente registar aqui uma palavra de louvor ao Ministério da Marinha, que de há anos a esta parte tem dedicado aos problemas daquele rio um cuidado muito especial.

Vozes: - Muito bem!

O Orador:- O Regulamento Internacional da Pesca no Rio Minho está aprovado desde Março do ano passado pela Comissão Internacional de Limites entre Portugal e Espanha.
No entanto, já vai decorrido um ano sem que tenha sido publicado. Prevê a criação de uma Comissão Permanente Internacional do Rio Minho, que importa pôr em actividade quanto antes.

Era preciso buscar uma solução de compromisso entre o desejo de preservar os salmonídeos e a necessidade de conservar u maioria dos pescadores o direito ao exercício da sua profissão, embora de forma mais comedida e fiscalizada.

Foi essa a orientação seguida no Regulamento Internacional aprovado o ano passado e que foi, afinal, o resultado de sucessivas e trabalhosas reuniões, desde 1952 a esta parte, entre delegados portugueses e espanhóis, capitães de portos, técnicos de hidrobiologia, etc.

Dando a minha concordância u proposta de lei em discussão, permito-me, todavia, apelar para o Governo, designadamente para o Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros, no sentido de se acelerar a publicação do Regulamento Internacional da Pesca no Rio Minho, aprovado pela Comissão Internacional de Limites entre Portugal e Espanha.

Tenho dito.

ANAQUIÑOS DA TERRA: UM PEDAÇO DA GALIZA EM LISBOA

O Grupo Anaquiños da Terra é um agrupamento folclórico constituído no seio da Xuventude de Galiza e que visa recrear e divulgar os usos e costumes das gentes galegas na região de Lisboa. Como o próprio Grupo refere no seu site oficial, “Os “Anaquiños da Terra” acaban por ser o principal vehículo de expresión da tradición galega. O seu nome é indicativo dese papel: significa: “pedaciños da nosa terra”.

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A descrição do seu folclore é feita pelo próprio Grupo Anaquiños da Terra: “Os cantares son esencialmente femininos, os instrumentos, entre os cuais destacan as pandeiretas, as cunchas, como as utilizadas polos peregrinos a Santiago de Compostela, as piñas, o tambor, o bombo, o pandeiro, a zanfona (instrumento de cordas medieval) e a gaita, entre outros.

Na danza tradicional galega, onde destaca especialmente a muiñeira, a xota e a pandeirada, características dos bailes tradicionais, tamén existen danzas asociadas a eventos específicos, como son: a danza de maio, a danza dos paos ou a danza da regueifa, típica de bodas. Existe tamén outro tipo de danza máis recente produto de interaccións con outras tradicións, normalmente traídas por emigrantes galegos, como son: a polca, o valse galego ou a mazurca.

Os traxes dos “Anaquiños da Terra” son típicos de Galicia, de varias rexións e con diversas aplicacións”.

A Xuventude de Galiza – Centro Galego de Lisboa foi fundada em 10 de Novembro de 1908, precisamente num período marcante do associativismo popular caracterizado pelo surgimento de numerosas associações, incluindo os primeiros grémios regionalistas, posteriormente designados por casas regionais.

As afinidades étnicas, históricas e culturais que nos ligam à Galiza e ao povo galego não nos podiam deixar indiferentes à sua presença nomeadamente em Lisboa onde a colaboração entre minhotos e galegos deveria, em nosso entender, ser mais estreita.

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A presença de galegos entre nós remonta aos primórdios da Reconquista e da formação da nacionalidade. Porém, o fenómeno da imigração galega entendida enquanto tal teve o seu começo a partir do século XVII, facto a que não é certamente alheia a situação política da época caracterizada pela dominação filipina. Vinham sobretudo para a lides dos campos, ocupar-se em trabalhos sazonais, procurando obter o indispensável para regressarem às origens e providenciarem o sustento da família. Mas também havia os que se estabeleciam nas cidades, nomeadamente em Lisboa, dedicando-se às mais variadas profissões e ofícios.

Por essa altura, no alto de uma colina do sítio de Alcântara já se encontrava construída a Capela de Santo Amaro que viria a tornar-se o local mais concorrido dos galegos que viviam em Lisboa, tornando-se palco de festas e romarias em homenagem àquele que se tornara o seu padroeiro nesta cidade. Com efeito, a pequena ermida foi erguida na sequência de uma promessa feita por frades da Ordem de Cristo que, numa viagem de regresso de Roma, a nau em que vinham foi acometida de temporal no mar e, perante o receio de naufrágio, prometeram construir uma capela no local onde aportassem sãos e salvos.

De traça renascentista, a ermida apresenta forma circular e é rodeada por um átrio. A capela original foi construída em 1549 e constitui, muito provavelmente, a actual sacristia. A Capela de Santo Amaro está classificada como Monumento Nacional por Decreto de 16 de Julho de 1910.

Com o tempo, a presença de galegos foi crescendo em número, tendo passado a concentrar-se preferencialmente nas cidades de Lisboa e Porto. Por altura da “Guerra das Laranjas” ocorrida em 1801, altura em que perdemos Olivença, chegou a ser aventada a possibilidade da sua expulsão a qual, proposta que contou com a oposição do Intendente da Polícia porque tal resultaria em deixar de ter “quem servisse as cidades de Lisboa e Porto”. Acredita-se, porém, que em consequência do crescimento económico verificado a partir da segunda metade do século XIX, a comunidade galega tenha atingido perto de trinta mil indivíduos, a maioria dos quais a viver em Lisboa.

Como costuma dizer-se, os galegos eram então pau para toda a obra. Havia entre eles taberneiros e carvoeiros, moços de fretes e hospedeiros. Eça de Queirós, na sua obra “Os Maias”, faz-lhes frequentes alusões, confundindo-os embora com espanhóis. Porém, é a profissão de aguadeiro que mais o identifica e fica associado na vida lisboeta. Com a sua indumentária característica e a respectiva chapa de identificação municipal no boné, o aguadeiro galego percorria a cidade vendendo a água em barris. E era vê-los a abastecer-se nos chafarizes e fontes do Aqueduto das Águas Livres, nas bicas que lhes estavam reservadas pelo município a fim de evitar as brigas que frequentemente ocorriam. De referir que, até ao início do século XX, a maioria da população lisboeta era forçada a recorrer aos fontenários uma vez que poucas eram as habitações que dispunham de água canalizada. Os aguadeiros organizavam-se em companhias e, uma vez que tinham a primazia do abastecimento de água, eram ainda obrigados a participar no combate aos incêndios.

Outra das actividades pela qual ficaram particularmente conhecidos consistiu na venda dos palitos fosfóricos, então feitos de enxofre que tinham de ser mergulhados num pequeno frasco de ácido sulfúrico. Dada a sua utilização demorada e ainda pouco prática, os palitos fosfóricos ficaram então conhecidos por “espera-galego”, criando-se desse modo uma imagem que passou a conotar de forma algo injusta os próprios galegos, sugerindo tratarem-se de mandriões. Porém, a colónia galega não se ocupava apenas das profissões mais labregas, por assim dizer humildes, mas destacava-se em todas as áreas sociais, muitas das quais de grande relevo, tendo nomeadamente eleito vereadores para a edilidade lisboeta como sucedeu com o escritor Carlos Selvagem. É, aliás, no início do século que surge na zona da Graça, em Lisboa, por iniciativa de um empresário galego, um bairro para os trabalhadores da sua fábrica que desperta ainda grande curiosidade devido à simbologia ali sempre presente – o Bairro Estrela d’Ouro.

Todos os anos, por ocasião do dia que é consagrado a Santo Amaro e que ocorre em meados do mês de Janeiro, uma autêntica multidão acorria à Romaria de Santo Amaro para festejar o seu padroeiro. Rezam as crónicas da época que, em redor da capela, era um ver de gaitas-de-foles e pandeiretas e um nunca mais acabar de xotas e muiñeiras, carballesas e foliadas. Contudo, esta festa foi perdendo o seu fulgor e deixou de realizar-se. A própria capela veio a encontrar-se ao abandono, chegando uma das suas dependências a ser utilizada como armazém de carvão.

Entretanto, em 1908, os galegos que vivem em Lisboa constituíram a sua própria associação – a Xuventude de Galicia (Centro Galego de Lisboa). E, em meados do século passado, passaram a celebrar o dia 25 de Julho em homenagem a S. Tiago, Padroeiro da Galiza. E, para o festejar, escolhiam então uma velha capelinha actualmente em ruína, situada no Alto da Boa Viagem, junto ao farol do Esteiro, em Caxias, e para lá acorriam juntamente com os minhotos, o mesmo é dizer os “galegos d’aquém Minho”. Mas, à semelhança do que antes sucedera com a Romaria de Santo Amaro, também esta acabou votada ao esquecimento e deixou de ser celebrada. Também, há pouco mais de meio século, criaram o grupo “Os Anaquinos da Terra” que procura manter e divulgar as tradições folclóricas das gentes da Galiza.

Em virtude da sua identidade cultural e sobretudo linguística, a comunidade galega encontra-se presentemente integrada na sociedade portuguesa a tal ponto que não se faz notar pela forma de estar ou de se exprimir. Pese embora os acontecimentos históricos terem determinado a separação política de um povo que possui raízes comuns, portugueses e galegos continuam irmanados do mesmo sentimento que os une e do supremo ideal de virem ainda um dia a construir uma só nação. Como disse Ramón Cabanillas, no seu poema “Saúdo aos escolares Lusitanos”:

Irmáns no sentimento saudoso!

Mocedade da pátria portuguesa!

Este homilde fogar galego é voso.

É voso este casal,

onde vive a soñar, orante, acesa,

a alma da Galiza e Portugal!

GOMES, Carlos. http://www.folclore-online.com

OS GALEGOS SÃO NOSSOS IRMÃOS!

Publicou o jornal “Notícias Ilustrado”, na sua edição de 10 de Março de 1929, uma interessante reportagem acerca da comunidade galega radicada em Portugal, dando a conhecer importantes personalidades que se salientaram nos mais variados domínios, desde as artes à indústria, realçando o seu carácter trabalhador e honesto e lembrando ao mesmo tempo as afinidades que ligam os portugueses às gentes da Galiza. É precisamente essa reportagem que aqui parcialmente reproduzimos.

A tradição galaica em Portugal é das mais curiosas, das mais características. Dessa região admirável que um poeta supremo da Espanha cantou enternecidamente, Curros Henriquez, no seu livro máximo “Aires de mi tierra” desse torrão abençoado, que é Portugal na cor quente da sua paisagem, na suavidade acalentadora do céu clima, dessa terra de monumentos antigos e de troveiros campezinos, teem vindo pacientemente, hora a hora, ano por ano, século, por século gerações de gente de trabalho, famílias inteiras à terra portuguesa, onde um nobilitante trabalho lhe dá quasi fóros de naturais. O árduo labor das suas profissões grangeiou à população galega que vive entre nós, uma simpatia fraterna, um convívio demorado, uma cativante estima que apaixonou as duas raças como se verdadeiros irmãos fossem, como se as norteiasse um mesmo ideal de trabalho, a mesma religião de atividade e de esforço.

(…)

“O Notícias Ilustrado” dá com este numero a sua comovida colaboração nessa homenagem à colonia galaica que em Portugal tem tão numerosa representação. Irmãos na raça, na actividade, galegos e portugueses irmanam-se na sua intimidade sã e cordeal. E é tão grande essa tradição de amisade que, já em tempos do rei D. João I, um fidalgo da Galiza D. Pedro Alvarez de Souto Maior, que foi Conde de Caminha e Visconde de Tuy, seguiu as hostes de Portugal, onde casou com uma senhora dos Tavoras de Mogadouro, de que há ainda hoje larga descendência, na nobreza lusitana.

Hoje, a colónia galaica, é das mais importantes do nosso paiz. Não só trabalhadores humildes e infatigáveis, trocaram os campos verdes e paisagens fartas pela labuta nos nossos centros; homens de valor, da industria e da sciencia teem em Portugal construído os seus lares. É das mais laboriosas colónias – a da Galiza irmã – esta que tem em Portugal no coração – irmãos; e na alma amigos sinceros e complementos espirituaes – temos entre nós poetas e artistas galegos – que nos acarinham a alma com as suas obras que tanto se casam com o nosso sentimento e com a nossa ternura de meridionais.

Eles são, na nossa terra de sonhadores, de idealistas, como que um pedaço da Espanha cavalheiresca, cheia de tradição, alfobre de lendas deliciosas, ninho de afirmações, onde o Sol tem o brilho que tem no nosso Portugal e onde a paisagem tanto se identifica com a nossa.

(clichés de Batista e Ferreira da Cunha)

“….não se deve esquecer que entre a gente de alem Douro, entre minhotos e galegos, apenas existem características diferentes”

- Alejo Carrera

GALIZA CELEBRA DIA DA PÁTRIA EM COMPOSTELA

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Corta feira 25 (Mércores)

13:00 Compostela Rock: DJ Crebinsky, Malandrómeda e Novedades Carminha en Bonaval

18:30: Roi Casal e d'Os da Ría no Festival Compromiso por Galicia no Parque de Bonaval

20:00 De Outra Margem no Café Concerto do Festigal.

21:00 AcadaCanto no Café Concerto do Festigal.

22:00 Sés no Café Concerto do Festigal.

23:00 Terbutalina no Café Concerto do Festigal

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO VAI FECHAR 35 ESCOLAS NOS DISTRITOS DE BRAGA E VIANA DO CASTELO

O Ministério da Educação vai mandar encerrar 239 escolas do primeiro ciclo do ensino básico. Nos distritos de Braga e Viana do Castelo são 35 as que fecham as suas portas. 

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Ponte de Lima

EB1 de Rio Velho, Ponte de Lima

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Ponte de Lima

EB1 de Cárcua, Ponte de Lima

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Ponte de Lima

EB1 de Outeiro, Ponte de Lima

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Ponte de Lima

EB1 de Igreja Nova, Santa Comba, Ponte de Lima

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Ponte de Lima

EB1 de São Pedro, Ponte de Lima

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Valença

EB1 de Bárrio, Valença

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Barcelos

EB1 de Góios, Barcelos

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EB1 de Grimancelos, Barcelos

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EB1 de Minhotães, Barcelos

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Guimarães

EB1 de Oleiros, Guimarães

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Póvoa de Lanhoso

EB1 de Campos, Póvoa de Lanhoso

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Póvoa de Lanhoso

EB1 de Louredo, Póvoa de Lanhoso

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Póvoa de Lanhoso

EB1 de Vilela, Póvoa de Lanhoso

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Póvoa de Lanhoso

EB1 de Santo Emilião, Póvoa de Lanhoso

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Vieira do Minho

EB1 de Parada de Bouro, Vieira do Minho

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Vieira do Minho

EB1 de Eira Vedra, Vieira do Minho

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Vieira do Minho

EB1 de Pinheiro, Vieira do Minho

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Vieira do Minho

EB1 de Cantelães, Vieira do Minho

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Vieira do Minho

EB1 de Mosteiro, Vieira do Minho

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Vieira do Minho

EB1 de Tabuaças, Vieira do Minho

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Vieira do Minho

EB1 de Vieira do Minho

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Vila Nova de Famalicão

EB1 Abade de Vermoim, Igreja, Vila Nova de Famalicão

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Vila Nova de Famalicão

EB1 de Armental, Vila Nova de Famalicão

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Vila Nova de Famalicão

EB1 de Alto da Estrada, Oliveira, Vila Nova de Famalicão

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Vila Nova de Famalicão

EB1 da Gandra, Louro, Vila Nova de Famalicão

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Vila Nova de Famalicão

EB1 de Cruzeiro - Antas, Vila Nova de Famalicão

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Vila Nova de Famalicão

EB1 de São Cláudio, Vila Nova de Famalicão

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Vila Nova de Famalicão

EB1 de Portela, Vila Nova de Famalicão

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Vila Nova de Famalicão

EB1 de Mouquim, Vila Nova de Famalicão

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Vila Verde

EB1 de Carreiras - Santiago, Vila Verde

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Vila Verde

EB1 de Carreiras - São Miguel, Vila Verde

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Vila Verde

EB1 de Escariz - São Martinho, Vila Verde

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Vila Verde

EB1 n.º 2 de Moure, Vila Verde

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Vizela

EB1 de São Miguel, Vizela

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Vizela

EB1 de Teixugueiras, Vizela

 

EXTINÇÃO DE FREGUESIAS EM LISBOA PRENUNCIA BALBÚRDIA PARA O MINHO E O RESTO DO PAÍS

O Presidente da República acaba de devolver à Assembleia da República o diploma que aprovou a reforma administrativa de Lisboa, o qual estabelecia a redução do número das suas freguesias de 54 para 23 e criava a freguesia do Parque das Nações. Em causa estão os limites territoriais dos concelhos de Lisboa e Loures.

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O mapa que acompanha o referido diploma transfere para Lisboa parte do território pertencente ao município de Loures e, no sentido inverso, para Loures uma parte do território atualmente pertencente ao concelho de Lisboa. Prevenindo a eventual promulgação do diploma nos termos em que foi aprovado na Assembleia da República, os presidentes das câmaras municipais de Lisboa e de Loures alertaram o Presidente da República que decidiu vetar.

Na mensagem que endereçou ao parlamento, o Presidente da República advertiu para a necessidade de qualidade e rigor na produção das leis, afirmando que “…não pode deixar de notar, como já fez em anteriores ocasiões, que a qualidade e o rigor na produção das leis são um imperativo da maior importância para a segurança jurídica e para o estabelecimento de uma relação de confiança e de respeito dos cidadãos perante o Estado. O rigor deve ser uma condição sine qua non em todas as fases do processo legislativo”.

Perante a forma pouco cuidada com que a Assembleia da República trata de uma questão tão complexa e sensível como é a reorganização administrativa territorial autárquica cujo regime jurídico se encontra aprovado pela Lei 22/2012, de 30 de maio, receamos que, num momento particularmente de crise económica e financeira em que vivemos e que sujeita os portugueses aos mais penosos sacrifícios, a eventual extinção de freguesias sem a colaboração direta das respetivas populações, apenas venha a incendiar o país com graves conflitos sociais e políticos que serão evitáveis caso se recupere a sensatez que parece faltar aos deputados que aprovaram o diploma que agora foi vetado.

Carlos Gomes

MINHOTOS NO BRASIL FESTEJAM QUINZE ANOS DE EXISTÊNCIA DO RANCHO DOS VETERANOS DO MARIA DA FONTE, DA CASA DO MINHO DO RIO DE JANEIRO

Os Veteranos do Rancho Folclórico Maria da Fonte, da Casa do Minho do Rio de Janeiro, completaram quinze anos de existência e a comunidade minhota radicada no Brasil fez a festa e cantou-lhe os parabéns. Como o seu próprio nome indica, o Rancho dos Veteranos constitui a “velha guarda” do folclore da Casa do Minho no Rio de Janeiro. Formado por antigos componentes do Rancho Folclórico Maria da Fonte, ele surgiu da necessidade deste manter viva a sua memória, homenageando os seus próprios pioneiros e dando-lhes a possibilidade de continuarem a representar a Instituição regionalista que a todos congrega – a Casa do Minho.

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No seu site, a Casa do Minho descreve o historial do Rancho dos Veteranos:

“Tudo começou em 1993 nos 39 anos do Rancho Maria da Fonte, naquele instante foi formado uma comissão de componentes do Maria da Fonte para fazer a festa de aniversário.

Eles resolveram entre muitas ideias, convidarem ex-componentes do Maria da Fonte para dançarem no aniversário, e foi aquele sucesso, que veio a repetir-se nos anos de 1994/95 e 1996.

Nos ensaios realizados no ano de 1996, alguém deu a ideia daquele grupo se encontrar todos os meses no ano de 1997 e, se possível, apresentar-se pelo menos 3 vezes no ano.

Daí foi um pulo e, no dia 8 de julho de 1997, é fundado o RANCHO DOS VETERANOS, mais um rancho oficial da CASA DO MINHO.

Da ideia inicial de se apresentar no máximo 3 vezes no ano, se tornaram muitas vezes no ano.

Um exemplo foi no mês de abril de 2006, o RANCHO DOS VETERANOS, deslocou-se até São Paulo e dançou na sexta-feira no Clube Português, no sábado, na Casa de Portugal e no domingo no Arouca São Paulo Clube.

Hoje, o RANCHO DOS VETERANOS dança com seus próprios trajes e já participou de varios festivais de folclore, já viajou para fazer apresentações em São Paulo, Vitoria do Espirito Santo, Distrito Federal (Brasília) e no Estado do Rio de Janeiro, em diversas cidades como Friburgo, Petrópolis, Teresópolis e outras.

E com grande alegria que há mais de 10 anos, continuamos até hoje a manter vivo os nossos objetivos com o RANCHO DOS VETERANOS, agradecer a diretoria da Casa do Minho, aos componentes do Rancho Maria da Fonte, a todos atuais e ex-componentes dos Veteranos, por fazerem parte desta linda historia; porque apesar do nome ser Veteranos, o mais importante para nós não é a idade, mais sim ter o sentimento e o prazer de continuarmos dançando e representando a nossa Casa do Minho”.

Fotos: Casa do Minho do Rio de Janeiro

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LEITÃO ASSADO JUNTA ARCUENSES EM NEWARK, NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

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A comunidade arcuense radicada nos Estados Unidos da América esteve ontem em festa. A Casa de Arcos de Valdevez em Newark organizou o “Dia do Leitão”. A animação esteve a cargo dos irmãos Lopes, um grupo de tocadores de concertina que se deslocou propositadamente de França para atuar naquele encontro de confraternização.

O BLOGUE DO MINHO deixa aqui o registo do evento, agradecendo à srª Dorinda de Caldas a gentileza da cedência das fotos.

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FÁBULA ANTIGA

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                        No princípio do mundo o Amor não era cego;

                        Via mesmo através da escuridão cerrada

                        Com pupilas de Lince em olhos de Morcego.

                       

                        Mas um dia, brincando, a Demência, irritada,

                        Num ímpeto de fúria os seus olhos vazou;

                        Foi a Demência logo às feras condenada,

                       

                        Mas Júpiter, sorrindo, a pena comutou.

                        A Demência ficou apenas obrigada

                        A acompanhar o Amor, visto que ela o cegou,

                       

                        Como um pobre que leva um cego pela estrada.

                        Unidos desde então por invisíveis laços

                        Quando a Amor empreende a mais simples jornada,

                        Vai a Demência adiante a conduzir-lhe os passos

                       

António Feijó, Sol de Inverno, 1922

PAREDES DE COURA: LAR DE BICO REALIZA WORSHOP SOBRE DOENÇA DE ALZHEIMER

Lar de Bico

III Edição - WORKSHOP: DOENÇA DE ALZHEIMER: COMO GERIR? O PAPEL DO CUIDADOR

- DIA: 7 de Agosto – 18:00-21:30

- PREÇO: 10€ (inclui certificado de presença, material de apoio e recibo de pagamento)

- Formadora: Eng. Maria Faria (Pós-graduada em Psicogerontologia, cuidadora informal da mãe Doente de Alzheimer)

- Conteúdos a ministrar:

-O cérebro: uma viagem interactiva;

-Sintomas da Doença de Alzheimer;

-As diversas fases da Doença de Alzheimer;

-Como lidar? O cuidador informal;

-O impacto na família;

-Um testemunho vivido na primeira pessoa;

- Gestão do luto.

- Faça a sua inscrição para lardebico@mail.telepac.pt com os dados: nome, morada, telefone e profissão.

O pagamento pode ser realizado no respetivo dia.

NAS MARGENS DO RIO VIZELA HÁ 86 ANOS!

Da autoria de Eduardo Portugal, as fotos foram tiradas há precisamente 86 anos e mostram as margens do rio Vizela. Pertencem ao Arquivo Municipal de Lisboa e foram produzidas a partir de negativo de gelatina e prata em vidro. De acordo com inscrição no original, sabe-se que foram tiradas em 17 de Julho de 1926. No registo, fica uma impressionante paisagem à altura ainda imaculada dos efeitos provocados pela poluição industrial, vendo-se numa das suas margens as mulheres a lavar e estender a roupa.

Apesar da imagem a preto e branco, a foto deixa adivinhar a extraordinária beleza da paisagem do rio Vizela.

O rio Vizela passado sob um dos arcos da ponte romana.

PONTE DE LIMA: “CAVAQUINHOS DA CORRELHÔ DEIXARAM SAUDADES!

Corria o ano de 1985 quando a Escola de Cordas da Correlhã fez a sua primeira aparição pública, no Parque de Jogos da Boa-Morte, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Criança. O “Grupo de Cavaquinhos da Correlhã” como rapidamente ficou conhecido nasceu sob a égide da Associação desportiva e Cultural da Correlhã e depressa alcançou notoriedade.

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Formado por 31 tocadores de cavaquinho e 5 tocadores de viola, reunia um grande número de jovens da Correlhã, muitos dos quais despertavam para a música e a preservação do nosso património cultural. As atuações sucediam-se e os “Cavaquinhos da Correlhã” marcavam a sua presença em numerosos eventos culturais, não apenas no Minho como ainda noutros pontos do país e até no estrangeiro.

Para preservação da memória, o BLOGUE DO MINHO deixa aqui o registo da sua atuação no III Almoço Limiano realizado nos arredores de Lisboa, em novembro de 1987, distinguindo-se numa das fotos Rui Quintela dedilhando as cordas do seu cavaquinho junto de alguns fundadores daquela associação. Ainda, a participação da Escola de Cordas da Correlhã no programa de apanhados da SIC, “Minas e Armadilhas”, supomos que em 1996.

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BARCELOS: FRANQUEIRA REALIZA FESTIVAL DE FOLCLORE

Teve ontem lugar em Barcelos o I Festival de Folclore da Franqueira, uma iniciativa conjunta da Confraria de Nossa Senhora da Franqueira e da Câmara Municipal de Barcelos.

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O Festival de Folclore da Franqueira insere-se no Encontro Arciprestal de Famílias que ontem decorreu na Franqueira e incluiu a celebração de missa dominical seguida de piquenique. O Festival contou com a atuação do Rancho Folclórico de Alvelos, Grupo Folclórico da Casa do Povo de Rio Covo - Santa Eugénia, Grupo Etnográfico Danças e Cantares da ADRC Gilmonde e o Rancho Folclórico e Etnográfico “A Telheira de Barqueiros”.

Fotos: Câmara Municipal de Barcelos

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PINTORA BEATRIZ LAMAS OLIVEIRA CONVIDA A LER COM ARTE

Trata-se da LEIA'ART. Um projeto que resulta de uma parceria estabelecida entre a artista e o conceituado quiosque de Braga, a KIOSK do Minho Center de Braga.

Estes Marcadores pintados com aguarela, foram impressos, assinados, numerados e plastificados numa coleção exclusiva para o KIOSK do Minho Center de Braga que entendeu e aderiu ao gosto deste projeto: o daquela leitura que se pode interromper _ para uma pausa onde os olhos repousem, a memória assente, a imaginação devaneie...sem que a página abandonada se feche num mutismo zangado! Uma pausa que com estes marcadores será uma Pausa com Arte! Um marcador de livros que se recebe de prenda vem trazer uma nota pessoal à leitura e pode tornar-se numa forma de sublinhar ideias que não se querem perder. Pode também transitar para o livro seguinte... as ideias são como as palavras e as cerejas: voam. Mas as páginas dos livros que nos impressionaram, ficam. E ficam mais ainda se marcadas com Arte.

No KIOSK do Minho Center de Braga pode adquirir os Marcadores de Livros exclusivos de que mais gostar!

Beatriz Lamas Oliveira explica-nos como surgiu a ideia de associar a pintura à leitura: “Ler é um prazer que se aprende. Devanear sobre a leitura é outro. Tive a sorte de me deixar assaltar pela ideia de juntar ao gosto de ler um livro, o poder marcá-lo. Escrever nas margens? sim, torna o livro ainda mais pessoal, mais nosso. Sublinhar? Claro! A ideia? criar Marcadores de Livros!”

CAMINHA REGRESSA À IDADE MÉDIA

A Feira Medieval assentou arraiais na vila de Caminha na passada sexta-feira. Damas, donzelas, bruxas e cortesãs animam aquela vila minhota e o mercado medieval que conta com artesanato, doçaria conventual, licores, compotas, incensos, amuletos, artigos esotéricos, tabernas medievais e sobretudo muita animação ao gosto da Idade Média.

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As tendas medievais emprestam um especial colorido às ruas da vila de Caminha onde não faltam os cortejos, torneios, espetáculos equestres, danças, música e falcoaria. Hoje vai ter lugar o espetáculo “Cavalos na magia da noite” que decorrerá no Acampamento Medieval.

De acordo com as palavras do Vereador do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Caminha, Paulo Pereira, “todos os anos tentamos inovar, fazer melhor. Por isso, apostamos num mercado medieval de qualidade e num cartaz de animação multifacetado, capazes de atrair milhares de pessoas”, esclarecendo que o tema escolhido para este ano constitui “uma forma de destacar o papel da mulher na sociedade, neste caso, na idade média”.

A edição deste ano da Feira Medieval de Caminha conta com a participação de centena e meia de figurantes a que se juntam os comerciantes da vila, sendo já uma referência a nível nacional, atraindo também muitos visitantes vizinha Galiza. A Feira Medieval de Caminha prolonga-se até ao próximo dia 22 de julho.

Fotos: Câmara Municipal de Caminha

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