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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CENTRO CULTURAL DE PAREDES DE COURA PROMOVE “ARTE EM PEÇAS- LEGO® FAN EVENT”

Trabalhos escultóricos para ver e mexer em Paredes de Coura, de 5 a 10 de junho

O Centro Cultural de Paredes de Coura recebe, de 5 a 10 de junho, a terceira edição da “Arte em Peças – LEGO® Fan Event”, com 68 expositores e representantes de sete países. Com o deslumbramento que as esculturas feitas em peças de LEGO® sempre provocam, os visitantes terão oportunidade de interagir com os expositores e as mais diversas temáticas permitindo apreciar a conceção de criações originais, bem como experimentar e mexer em alguns modelos.

Organizada pela comunidade de fãs da LEGO® – Comunidade 0937, com o apoio da LEGO® Group e da Câmara Municipal de Paredes de Coura, à semelhança do sucesso alcançado nas edições anteriores, a iniciativa promete trazer à vila courense milhares de curiosos e amantes das peças de plástico coloridas.

Estamos perante a mais internacional das edições, com a participação de representantes de sete países, designadamente Portugal, Espanha, Brasil, Alemanha, Dinamarca, Estados Unidos da América e Bélgica.

Desta feita, a população escolar poderá visitar a “Arte em Peças – LEGO® Fan Event” nos dias 5, 6, e 8, das 10 às 17 horas. Nos dias 7 e 9, o certame abre das 14 às 20 horas, e no dia 10, das 14 às 18 horas.

Conforme as preferências, não faltarão focos de interesse: a escolha far-se-á entre uma playzone, carros telecomandados, concursos, possibilidade de montar os set´s mais recentes da Lego®, que apresenta uma vasta panóplia de temáticas exploradas de forma original, tais como Cidades, Castelos, Piratas, Technic, Mindstorms, Velho Oeste, Space, Star wars, entre outras.

Note-se ainda que a equipa NXT/Mindstorms da Lego® estará representada em Portugal pela primeira vez com uma forte promoção da Robótica Lego® e ainda, o Estádio do Dragão construído com 179 mil 854 peças de Lego® que foi construído no IPO do Porto, e concebido no âmbito do Projeto Construir, a que se associou o Futebol Clube do Porto, sendo uma das estrelas deste impactante evento.

Para que os visitantes possam prolongar a arte de estimular a imaginação fora do recinto da exposição, estarão presentes, no Centro Cultural, lojas onde o público poderá fazer compras diversas de material LEGO®

MINHOTOS QUE VIVEM EM LOURES TÊM DOIS AMORES: O MINHO E LOURES!

As gentes minhotas que vivem no concelho de Loures têm dois amores. O Minho, sua terra natal e dos seus ancestrais e, em relação à qual dedicam todo o seu afecto, quais extremosos filhos que nunca esquecem as suas raízes. Mas, para além da sua dedicação filial à terra que os viu nascer, trazem ainda no coração aquela que no seu seio os acolheu como se aí tivessem nascido – o concelho de Loures!

Se ao Minho devotam todo o seu amor filial, por Loures nutrem um profundo sentimento de gratidão pela forma hospitaleira como os acolheu. Foi aqui que, à falta de melhores condições na sua terra natal, estabeleceram o seu lar, construíram a sua vida profissional e o seu sucesso e é ainda no concelho de Loures que dão largas à sua maneira de ser, alegre e festeira, transmitindo a outras gentes as grandezas da sua terra de origem e da sua personalidade. E, se os minhotos jamais esquecem as suas origens, não é menos verdade que os que vivem no concelho de Loures se tornaram lourenses de alma e coração!

Quando, na sequência da reforma administrativa implementada por Mouzinho da Silveira foi extinto o concelho de Santa Maria dos Olivais, da extensa planície de férteis solos agrícolas, outrora apenas habitada por humildes agricultores, emergiu em 1886 o progressivo Concelho de Loures.

Integrado na chamada região saloia em virtude da origem mourisca das suas populações originais ao tempo da reconquista cristã, o Concelho de Loures viu a sua população alterar-se ao longo dos tempos em virtude da industrialização e dos fluxos migratórios que se foram registando na sua área geográfica, fenómeno a que também não é alheio a sua relativa proximidade a Lisboa e a melhoria dos transportes e vias de comunicação.

Com efeito, os movimentos migratórios que se verificaram no país, principalmente a partir do começo do século XX, jamais poderiam deixar de ter os seus reflexos no crescimento urbanístico e na distribuição demográfica do Concelho de Loures. O próprio facto histórico da proclamação antecipada do regime republicano na cidade de Loures, para além das razões de ordem estratégica que estiveram na sua origem, reflecte já as alterações sociais que se vinham operando com a formação de uma burguesia e um operariado local, a par de uma ainda imensa população rural.

Mas, foi sobretudo a partir dos anos sessenta do século vinte que o Concelho de Loures registou uma grande explosão social traduzida no crescimento populacional e urbanístico a par da instalação de numerosas empresas industriais. A par de uma extensa área rural que se estende mais para norte, abrangendo as freguesias de Lousa, Fanhões, Bucelas, Santo Antão do Tojal e São Julião, surgiu outra onde as indústrias se fixaram, situada mais na zonal oriental, nas freguesias de Sacavém, Bobadela, São João da Talha, Santa Iria da Azóia, Moscavide, Camarate, Portela, Prior Velho, Apelação e Unhos.

Por sua vez, foi nas freguesias de Loures, Frielas e Santo António dos Cavaleiros que se registou um maior crescimento urbanístico, para além das povoações de Odivelas, Olival de Basto e Póvoa de Santo Adrião que entretanto deixaram de pertencer ao município de Loures.

O início da expansão urbanística destas localidades está relacionado não apenas com a deslocação de populações das zonas rurais do interior do país para a cidade de Lisboa mas também com o crescente predomínio do comércio e serviços na capital, fenómeno que implica uma deslocação de pessoas para a periferia à procura de habitação a custos menos elevados. Por conseguinte, até meados da década de setenta do século passado, os novos habitantes do concelho de Loures eram predominantemente famílias jovens oriundas de várias regiões do país, mormente do Minho, de Trás-os-Montes e das Beiras, as quais aqui se fixaram para iniciar uma vida nova. Foi sobretudo durante este período que se verificou a expansão da “cidade nova” de Santo António de Cavaleiros.

Os minhotos vieram para a região de Lisboa sobretudo a partir dos começos do século vinte. Eram eles os taberneiros e carvoeiros que emparceiravam com os seus vizinhos galegos – da Galiza d’Além Minho. Do Concelho de Caminha vieram os pedreiros e estucadores, de Arcos de Valdevez os padeiros do Soajo e ainda os ervanários de Melgaço, os taberneiros de Vila Nova de Cerveira e os hoteleiros de Monção e Terras de Bouro.

Entretanto, a partir de meados da década de setenta, em consequência do processo de descolonização dos antigos territórios ultramarinos, esta região passou a receber um elevado número de cidadãos oriundos dos países africanos de expressão portuguesa, incluindo de origem goesa, a que se juntaram mais recentemente os imigrantes brasileiros e das mais diversas proveniências. O Concelho de Loures possui actualmente cerca de duzentos mil habitantes, distribuídos por uma área de perto de cento e setenta quilómetros quadrados. Esta realidade transformou a área urbana do Concelho de Loures num espaço multicultural que convive pacificamente com a região saloia que caracteriza a sua área rural. Trata-se de um autêntico mosaico de culturas que, longe de apagar a identidade de um concelho que procura preservar as suas tradições mais genuínas, apenas vem enriquecer o seu panorama cultural e social, da mesma forma que, ao longo dos séculos, o encontro de culturas sempre se traduziu na grandeza da civilização portuguesa.

Pela parte que lhes diz respeito, os minhotos que vivem no Concelho de Loures constituem uma comunidade plenamente integrada na sociedade local. Muitos dos seus membros dedicam-se ao comércio e à hotelaria, possuindo alguns dos restaurantes mais afamados da região. Participam no movimento associativo e cívico e partilham como os demais munícipes dos problemas que dizem respeito à comunidade. São gente laboriosa e ordeira, dinâmica e empreendedora. São inconfundíveis na sua alegre maneira de ser a tal ponto que, aos primeiros acordes de uma concertina, de imediato se aprontam a dançar o vira ou a cantar ao desafio. Não admira, pois, que também aqui tenham criado o seu próprio agrupamento folclórico – o Grupo Folclórico Danças e Cantares Verde Minho. O seu Presidente é membro do Rotary Clube de Loures.

Ao escolheram a designação “Verde Minho” para identificarem as suas origens, foi com toda a propriedade que o fizeram. Afinal de contas, o Minho é a região mais profusamente verdejante de Portugal. E, são eles próprios que citam o escritor transmontano Miguel Torga quando este disse “…no Minho tudo é verde, o caldo é verde, o vinho é verde…”. Com efeito, não podiam, pois, os minhotos que vivem no Concelho de Loures deixar de tomar para si a identificação cromática que caracteriza a sua terra de origem e que, curiosamente, aqui vêm encontrar, ainda que de uma forma menos exuberante.

O "Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho" foi constituído em 11 de Setembro de 1994 por um grupo de minhotos radicados no Concelho de Loures que chamaram a si a missão de preservar, salvaguardar e divulgar as suas próprias raízes culturais.

Através da sua actuação, visa ainda a promoção cultural, sobretudo junto dos mais jovens e a sua identificação com as tradições culturais da região de origem dos seus pais, a valorização dos seus conhecimentos musicais e da etnografia Portuguesa.

As danças e cantares que exibem são alegres como as mais exuberantes romarias do Minho. Trajam de linho e sorrobeco e vestem trajes de trabalho e domingueiros, de mordoma e de lavradeira, de noivos, de ir ao monte e à feira. Calçam tamancos e ostentam o barrete e o chapéu braguês. As moças, belas e graciosas nos seus trajes garridos, mostram os bordados que constituem obras primorosas das suas delicadas mãos, denunciando o seu tanto artístico. Exibem com garbo os seus colares de contas e a reluzentes arrecadas de filigrana que constituem obra-prima da ourivesaria minhota, de ancestral tradição.

Cantam ao som da concertina e da viola braguesa, do bombo e do reque-reque, dos ferrinhos e do cavaquinho, dançam a chula e o vira, a rusga e a cana-verde, com a graciosidade e a desenvoltura que caracteriza as gentes do Minho. O seu reportório foi recolhido em meados do século passado, junto das pessoas mais antigas cujo conhecimento lhes foi transmitido ao longo de gerações, nas aldeias mais remotas das serranias da Peneda e das Argas, nas margens do Minho e do Lima, desde Melgaço a Ponte da Barca, do Soajo a Viana do Castelo. Levam consigo a merenda e os instrumentos de trabalho que servem na lavoura como a foicinha e o malho, os cestos de vime e os varapaus, as cabaças e os cabazes do farnel.

O Minho foi a nossa primeira pátria – o berço da nacionalidade. Qual hino a louvar o Criador, terra luminosa e verde que a todos nos seduz pelo seu natural e infinito encanto, salpicado de capelinhas aonde o seu povo acorre em sincera devoção, o Minho é representado em Loures por cerca de meia centena de jovens, uns mais do que outros, que presenteiam a quem lhes assiste com o que de mais genuíno têm para oferecer – o seu Folclore!

Teotónio Gonçalves

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ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA APROVA REGIME JURÍDICO DA REORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA TERRITORIAL AUTÁRQUICA

Foi hoje publicada em Diário da República a Lei nº. 22/2012, de 30 de maio que aprova o regime jurídico da reorganização administrativa territorial autárquica e tem como objeto o estabelecimento dos “objetivos, os princípios e os parâmetros da reorganização administrativa territorial autárquica e define e enquadra os termos da participação das autarquias locais na concretização desse processo” e a consagração da “obrigatoriedade da reorganização administrativa do território das freguesias e regula e incentiva a reorganização administrativa do território dos municípios.” O diploma pode ser consultado em http://dre.pt/pdf1sdip/2012/05/10500/0282602836.pdf

FOLCLORE MARCOU ENCONTRO EM LOURES

Grupos folclóricos e de música tradicional de várias regiões do país afluíram a A-das-Lebres, em Loures, no passado dia 26 de maio, exibindo a alegria e o colorido dos trajes, das danças e dos cantares tradicionais das suas gentes. Tratou-se do XIX Encontro de Culturas que decorreu na sede do Grupo União Lebrense.

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A edição deste ano contou com a participação do Grupo de Gaiteiros da Freiria, de Torres Vedras, Grupo de Bombos das Mercês, de Sintra, do Grupo Folclórico e Etnográfico de Santa Marinha de Crestuma, do Douro Litoral, Rancho Folclórico Estrela d’Alva, de Seia, Rancho Folclórico Os Camponeses de São Francisco, de Alcochete e, naturalmente, o anfitrião Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares “Verde Minho.

Esta iniciativa contou com a presença do Vice-presidente da Câmara Municipal de Loures, Dr. João pedro Domingos, do Presidente da Junta de Freguesia de Loures, sr. João Florindo, a coordenadora do INATEL, da Federação do Folclore Português, Engª Manuela Carriço e do Dr. Cristiano Pinto da Costa Santos, fundador do Rotary Clube de Loures e da Santa Casa da Misericórdia de Loures.

Na ocasião, o Diretor do Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares “Verde Minho transmitiu o significado da realização anual desta iniciativa nos seguintes termos: “Loures é, por excelência, a capital da região saloia. Terra de gente laboriosa que, segundo os estudiosos, descende dos çalaios ou mouros forros que se dedicaram à agricultura e vieram a ocupar uma vasta área da província da Estremadura, desde Alenquer e Torres Vedras até Mafra, Sintra e Odivelas.

Mas, a partir de meados do século passado, com a deslocação de populações para a periferia de Lisboa. Loures passou também a ser região de encontro de culturas de muitas e variadas gentes. Aqui se fixaram pessoas das mais diversas proveniências, do Minho ao Algarve e, mais recentemente, dos países de expressão portuguesa e inclusive de outras partes do mundo.

Em Loures e, mais concretamente em A-das-Lebres, existe um pedaço do Minho. E porque esta passou a ser também a nossa terra, o Grupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho, promove uma vez mais este festival a que dá o nome “Encontro de Culturas”.

Através deste “Encontro de Culturas” pretende o Grupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho partilhar o seu folclore e as suas tradições com as gentes da região saloia e, de uma maneira geral, como todos aqueles que, oriundos das mais diversas proveniências, partilham o quotidiano nesta terra de paz e de saudável convivência na qual vale a pena viver que é o Concelho de Loures!”

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DR. ALVES DOS SANTOS FOI UM DOS MAIORES VULTOS LIMIANOS

O Dr. Augusto Joaquim Alves dos Santos foi uma das figuras mais ilustres do Concelho de Ponte de Lima. Nascido na Freguesia da Cabração em 14 de outubro de 1866, foi pedagogo, escritor e político. Exerceu as funções de Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Diretor da Biblioteca da Universidade de Coimbra, Ministro do Trabalho, por três vezes eleito deputado pelo círculo de Coimbra entre 1910 e 1921, presidiu à Câmara dos Deputados e foi Chefe do Gabinete do Presidente do Governo provisório.

Foi um eminente teólogo, tendo frequentado o curso de Teologia do Seminário de Braga e recebido ordens sacras. Lecionou Grego e Hebraico no Liceu de Coimbra, Pedagogia, Psicologia e Psicologia Infantil, nomeadamente na Escola Normal Superior daquela cidade e, entre inúmeras cadeiras, Pedagogia, Psicologia e Lógica, História da Filosofia e Psicologia Experimental na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Em 1904 tornou-se Comendador da Ordem de Santiago.

Alves dos Santos foi o introdutor do estudo da psicologia em Portugal. De resto, a Universidade de Coimbra conserva o Laboratório com o seu próprio nome.

O Dr. Alves dos Santos faleceu em Coimbra em 17 de janeiro de 1924 e foi sepultado no cemitério da Conchada, naquela cidade. Na ocasião, a Câmara dos Deputados observou um minuto de silêncio e a comunicação social dedicou bastantes linhas ao nefasto acontecimento. Não deixou descendentes diretos. Na Cabração, a família “Santos” a que pertencia prolongou-se com o apelido “Gomes” e a casa onde Alves dos Santos nasceu permanece, altaneira, no caminho que segue para o lugar de Além.

Junto se reproduz e transcreve o seu assento paroquial de batismo.

Transcrição:

“Aos vinte e hum dias do mês de outubro do anno de mil e oito centos sasenta e seis n’esta parochial Igreja de Sancta Maria da Cabração, concelho de Ponte do Lima Diocese de Braga Primaz Baptizei Solenemente hum indevido do sexo masculino a quem dei o nome de Augusto Joaquim Santos que nasceo nesta freguesia no dia quatorze de outubro pelas quatro horas da manha do dito mês e anno folho legitimo de Manoel Joaquim Rodrigues dos Santos e Anna Maria Alves Soares natural da freguesia de Sam João da Rebeira e ele natural desta freguesia recebidos (…) de Ponte de Lima mas parochianos Proprietarios e moradores no Lugar da Igreja desta freguesia. Nepto Paterno de Antonio Jose Rodrigues dos Santos já defunto e Anna Joaquina Dantas proprietários e moradores no Lugar de Igreja que he desta freguesia e ella hoje residente na freguesia da Labruje deste concelho Materno de Antonio Jose Alves, Soares digo de Antonio Jose Alves e Mariana Luisa Soares da freguesia de Sam João da Ribeira Lugar de Crasto proprietários e forão Padrinhos o Reverendo Manoel Joaquim Soares thio do Baptizado e Maria Rosa Alves, solteira thia do Baptizado ambos da freguesia de Sam João da Rebeira Lugar de Crasto os quais todos sei serem os próprios. E para constar labrei em duplicado o prezente assento que depois de lido e conferido perante os Padrinhos comigo assinarão Era est supra.

os Padrinhos Manoel Joaquim Soares

                      Maria Rosa Alves

O Parocho     Antonio Raymundo da Cunha Ferreira”

(Arquivo Distrital de Viana do Castelo. Fundo Paroquial de Ponte de Lima – Cabração. Livro de baptismos. Datas extremas: 1855 – 1890. Fls. 33 Cota 3.13.1.32)

BRAGA: UMA CIDADE PIONEIRA NA APLICAÇÃO DAS DIRETIVAS DO CONCÍLIO DE TRENTO

Em novembro realiza-se nesta localidade minhota um congresso internacional para aprofundar o impacto das normas tridentinas

O arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, considera que a reforma do Concílio de Trento poderá ser “um apelo” para que nos tempos atuais se consiga “delinear trajetórias de um futuro novo”.

Na conferência de imprensa, realizada esta sexta-feira, para apresentar congresso internacional sobre «Concílio de Trento. Restaurar ou Inovar. 450 anos de história», o prelado bracarense referiu à ECCLESIA que “conhecer a história dá para compreender o presente e dá para aprender com a mesma história”.

O Concílio de Trento (1545-1563) acontece num período de “crise religiosa e, consequentemente, civil” e “significa uma insistência na formação do clero e dos leigos”, acentuou D. Jorge Ortiga.

Com o “contributo imprescindível” do beato Frei Bartolomeu dos Mártires, uma das grandes preocupações desta assembleia magna foi a formação do clero, visto que havia “a constatação que esta era insuficiente” e, em alguns casos, “quase se contentavam apenas com o saber do latim do breviário e do missal”, frisou o cónego José Paulo Abreu, elemento da comissão organizadora do congresso.

A realizar na cidade de Braga, de 6 a 8 de novembro, este congresso dará a conhecer “um concílio absolutamente marcante no contexto da modernidade e na redefinição da estratégia da igreja no século XVI”, adiantou José Eduardo Franco, elemento da comissão organizadora.

Numa Europa que saía da idade média e que “se desagregava enquanto unidade no seu conceito de cristandade medieval, devido à emergência do protestantismo e dos problemas internos da igreja”, o Concílio de Trento imprimiu “uma renovação interna e externa”, refere José Eduardo Franco.

Com um impacto “enorme e em vários quadrantes” na Península Ibérica, o congresso pretende “ser uma proposta para se conhecer” a influência do concílio “na cultura portuguesa”, acrescenta.

“Nunca se o estudou de forma aprofundada, no plano teológico e doutrinal, mas também no seu plano de impacto e receção nos vários campos da cultura”, lamentou.

O concílio teve a participação de um grupo de teólogos portugueses que deixaram uma “marca importante” e Braga é “cidade tridentina por excelência onde os decretos conciliares começaram logo a ser aplicados”, explicou José Eduardo Franco.

Quando se realizou o concílio, a diocese de Braga “era enorme (Vila Real, Bragança-Miranda, Viana do Castelo) ”, mas D. Frei Bartolomeu dos Mártires “deu-se ao cuidado de visitar pastoralmente a diocese inteira para levar a palavra e o estímulo”, avança o cónego José Paulo Abreu e conclui: “Braga não podia alhear-se do Concílio de Trento”.

PTE/LFS

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/

FILME “ALTO DO MINHO” NECESSITA DE APOIO PARA A SUA DIVULGAÇÃO

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Aos interessados em colaborar para a promoção e divulgação do filme Alto do Minho. O filme Alto do Minho tem como principal objetivo divulgar a cultura popular da região do Alto Minho e o seu património imaterial.

Estando o filme pronto, a equipa não dispõe de meios ou recursos para a sua devida promoção e divulgação. O pequeno orçamento há muito que se esgotou, a capacidade dos membros da equipa recorrerem a fundos próprios é nula e as instituições competentes, responsáveis por salvaguardar os interesses deste património, não têm meios de apoio pela conjuntura económica atual.

Deixar o projeto morrer na praia não é solução que a equipa consiga admitir, pelo que procura formas alternativas de financiamento. Assim, a equipa do filme Alto do Minho, através da plataforma IndieGoGo, abriu uma página para angariar fundos junto de todas as pessoas interessadas em contribuir para a promoção do filme.

http://www.indiegogo.com/altodominho

http://igg.me/p/112189

Seguindo um dos links acima poderá visualizar gratuitamente 10 minutos do filme e ficar a conhecer pormenores sobre o projeto e sobre a equipa. Poderá também fazer a sua contribuição, no valor que entender e se assim o desejar, ou simplesmente poderá ajudar o projeto a ganhar visibilidade na plataforma através de um mero click em like ou deixando o seu comentário.

O dinheiro acumulado será aplicado em produção, no seguinte:

- Acabamento da página web do filme;

- Aquisição de material para duplicação de cópias de preview e de exibição em festivais;

- Impressão de cartazes e postais;

- Inscrição em festivais e despesas inerentes ao envio do filme a competições;

- Se algum dinheiro restar, será usado na aquisição de material (muito) necessário para a rodagem do novo filme que a mesma equipa tem em projeto.

Resta dizer que a plataforma IndieGoGo entregará à equipa 91% do valor obtido ao fim da campanha (90 dias).

Deixamos-lhe o nosso muito obrigado pela ajuda e apoio!

A equipa de Alto do Minho

JOSÉ FILGUEIRAS

jose_filgueiras@hotmail.com

MUSEU REGIONAL DE PAREDES DE COURA DIVULGA CICLO DA LÃ

Museu Regional

O Museu Regional de Paredes de Coura leva a efeito no dia 2 de Junho, pelas 15h30, mais um Lanche no Museu cuja iguaria a concretizar é o saboroso e macio Leite-Creme. Como convidada, a Sr.ª Lúcia Araújo vai ensinar todo o processo de confeção.

No mesmo dia, com início pelas 15h, realiza-se uma atividade relacionada com o Ciclo da Lã, da tosquia à meia, designada por “Abril Quem Tem Mil”. Estará presente o grupo de utentes do Centro Paroquial e Social de São Bento que vai ensinar os diferentes processos de produção, desde a tosquia da ovelha até à produção de meia e demais vestuário. Haverá ainda jogos tradicionais para os mais pequenos.

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O MINHO EM LISBOA: BARCELOS TROUXE O GALO E O FOLCLORE

Terra de lendas e tradições, Barcelos é também famoso pelo seu artesanato de que sobressai o caraterístico galo que a barrista Rosa Ramalho tornou célebre. A Festa das Cruzes que aqui se realiza constitui uma das mais importantes romarias minhotas. De resto, as festas e romarias constituem uma das melhores ocasiões para se apreciar o esplendor das tradições etnográficas do Concelho de Barcelos.

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O Rancho Folclórico de Nossa Senhora da Abadia, da Freguesia de Abade do Neiva, constitui um dos mais lídimos defensores dos usos e costumes das gentes de Barcelos. Apesar de situado numa zona de transição, o seu folclore é já marcadamente caraterístico do Baixo Minho.

O Rancho Folclórico de Nossa Senhora da Abadia, de Barcelos, foi um dos grupos minhotos que participou no festival “O Minho em Lisboa – VII Encontro de Cultura Tradicional Minhota” organizado pelo Grupo de Danças e Cantares Besclore. As gentes de Barcelos trouxeram a Lisboa as danças e cantares característicos da sua região.

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O MINHO EM LISBOA: GUIMARÃES TROUXE À CAPITAL O GRUPO FOLCLÓRICO DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA DE CONDE (S. MARTINHO)

Situada em plena bacia hidrográfica do rio Vizela, a Freguesia de S. Martinho de Conde pertence ao Concelho de Guimarães, limitando com o vizinho Concelho de Vizela. A estrada nacional 105 liga esta localidade a Santo Tirso e à sede do Concelho, inserindo-a num eixo industrial onde predominam os setores dos têxteis, da confeção e do calçado.

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Porém, o Grupo Folclórico da Associação Cultural e Recreativa de Conde, S. Martinho, procura manter vivas as tradições das gentes desta freguesia ao tempo em que as fábricas ainda não tinham acabado com o modo de vida ancestral nem a indústria têxtil substituíra ainda a produção artesanal do vestuário cujos trajes caraterísticos apresenta.

Regiões de grandes tradições na preservação do folclore, as gentes vimaranenses mantêm o ritmo e as danças caraterísticas do Baixo Minho, com coreografias bem marcadas que as distinguem das utilizadas noutras terras minhotas.

O Grupo Folclórico da Associação Cultural e Recreativa de Conde, S. Martinho, de Guimarães foi um dos grupos minhotos que participou no festival “O Minho em Lisboa – VII Encontro de Cultura Tradicional Minhota” organizado pelo Grupo de Danças e Cantares Besclore. As gentes de Guimarães trouxeram a Lisboa as danças e cantares bem características do Baixo Minho.

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O MINHO EM LISBOA: DE PONTE DE LIMA VEIO O RANCHO DAS LAVRADEIRAS DE SÃO MARTINHO DA GANDRA

São Martinho da Gandra é terra de grandes tradições na defesa e divulgação do folclore minhoto. Com mais de meio século de existência, o Rancho das Lavradeiras de São Martinho da Gandra é um dos mais conhecidos e apreciados agrupamentos folclóricos do Alto Minho. As suas danças são vivas e alegres, aproximando-se dos ritmos característicos das danças das gentes de Arcos de Valdevez. Os trajes, o batimento das castanholas e as coreografias são o que há de mais vivo no folclore do Concelho de Ponte de Lima.

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Situada na margem esquerda do Rio Lima, as gentes de São Martinho da Gandra viviam outrora a azáfama do transporte de pessoas e mercadorias que, no cais do Carregadouro, embarcavam com destino a Viana do Castelo. A fiação e a tecelagem do linho e da lã, os bordados e as rendas fazem parte do artesanato caraterístico desta terra que também é de montanha e que recebeu do Criador algumas das mais deslumbrantes paisagens com que deslumbra o visitante.

O Rancho das Lavradeiras de São Martinho da Gandra, de Ponte de Lima, foi um dos grupos minhotos que participou no festival “O Minho em Lisboa – VII Encontro de Cultura Tradicional Minhota” organizado pelo Grupo de Danças e Cantares Besclore. As gentes de São Martinho da Gandra trouxeram a Lisboa o ritmo e a alegria das suas danças e cantares bem características do Alto Minho.

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O MINHO EM LISBOA: DE FAMALICÃO VEIO O RANCHO REGIONAL DE FRADELOS

Perde-se nos tempos a origem de Fradelos, outrora denominada São Paio de Santa Leocádia de Fradelos de Pedras. Fradelos tem como padroeira Santa Leocádia, tornada mártir ao tempo do imperador Diocleciano, uma época que ficou marcada pelas constantes perseguições aos cristãos nomeadamente na Península Ibérica. 

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É tradição local, por ocasião da Festa do Espírito Santo que se realiza anualmente, as crianças darem ao colo do pai algumas voltas à capela e, após a procissão, passarem por debaixo do andor do Espírito Santo e nele baterem três vezes com a cabeça. Deve-se este costume a uma crença popular segundo a qual, nos casos em que a mãe beba vinho ao mesmo tempo que amamenta o filho, este virá a sofrer do “mal da gota”.

O Rancho Regional de Fradelos foi um dos grupos minhotos que participou no festival “O Minho em Lisboa – VII Encontro de Cultura Tradicional Minhota” organizado pelo Grupo de Danças e Cantares Besclore. Fradelos trouxe a Lisboa as danças e cantares característicos do Baixo Minho, com os seus ritmos suaves mas melodiosos, exibindo a robustez e desenvoltura das suas moças que um dia o mestre José Malhoa tão bem retratou num dos seus magníficos quadros – “As Vindimas”!

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GRUPO DE DANÇAS E CANTARES BESCLORE TROUXE O MINHO A LISBOA

Lisboa viu hoje desfilar a alegria e o colorido do folclore do Minho. O Grupo de Danças e Cantares Besclore levou a efeito mais uma edição do seu festival “O Minho em Lisboa – VII Encontro de Cultura Tradicional Minhota” que, ano após ano, vem alcançando grande notoriedade pela qualidade da organização e pela escolha criteriosa dos grupos folclóricos participantes, sendo visível a preocupação de o tornar o mais representativo possível em relação à região.

A festa começou a partir do Largo de Camões, com o grupo de bombos “Os Amarantinos”, da Casa do Concelho de Amarante, a abrir o desfile em direção à Praça da Figueira onde os grupos subiram ao palco para fazerem a sua exibição, logo seguido do grupo anfitrião – o Grupo de Danças e Cantares Besclore.

De Vila Nova de Famalicão veio o Rancho Regional de Fradelos, de Ponte de Lima o Rancho das Lavradeiras de São Martinho da Gandra com a vivacidade caraterística do folclore alto-minhoto, de Guimarães o Grupo Folclórico da Associação Cultural e Recreativa de Conde, S. Martinho e de Barcelos, o Rancho Folclórico de Nossa Senhora da Abadia.

Numa tarde soalheira, o Minho mostrou todo o esplendor dos seus trajes, a beleza inconfundível do seu folclore e das suas danças e cantares que proporcionaram um dia alegre e agradável a centenas de pessoas que tiveram a oportunidade de presenciar à atuação generosa de alguns dos mais conceituados grupos folclóricos minhotos. E, uma vez mais, a nossa região deu-se a conhecer na capital do país, graças a uma iniciativa a todos os títulos louvável do Grupo de Danças e Cantares Besclore.

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Fundado há vinte e cinco anos e maioritariamente constituído por funcionários do grupo Banco Espírito Santo (BES) e seus familiares, o Grupo de Danças e Cantares Besclore representa as danças, os cantares e os trajes de várias regiões do Minho, com referência aos finais do século XIX e começos do século XX. Como ele próprio refere, a sua representação incide na “exibição da policromia dos trajes de Viana do Castelo, do requinte dos trajes de Braga, da elegância das modas dos vales dos rios Ave e Este, e da vivacidade e alegria contagiante das modas da Ribeira Lima e Serras d'Arga e Soajo”.

Como vem sendo habitual, o BLOGUE DO MINHO acompanha e regista as iniciativas mais relevantes e significativas que dizem respeito à nossa região, qualquer que seja o local do país ou do estrangeiro onde tenham lugar.

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CONCELHO DA AMADORA VIRA TERRA MINHOTA

Sediada na Freguesia da Mina, no Concelho da Amadora, a Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Carenque comemorou recentemente os seus 67 anos de existência. Como vem sendo habitual, esta coletividade levou hoje a efeito mais um encontro de folclore que teve como anfitrião o Grupo de Danças e Cantares de Carenque.

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Carenque viveu hoje um ambiente de festa minhota

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Às portas de Lisboa, a Amadora é desde há muito tempo uma das localidades preferidas pelos minhotos que se fixaram na região de Lisboa. O poeta Delfim Guimarães e o Padre Himalaia foram alguns dos minhotos mais salientes que aqui viveram e deixaram testemunho visível da sua permanência. Também, um dos periódicos que semanalmente se publicam neste concelho – o “Jornal da Amadora” – é propriedade de minhotos oriundos de Amares e seu diretor monçanense.

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De Vila do Conde veio o Grupo de Danças e Cantares de Modivas

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Contudo, foi principalmente a partir do surto urbanístico da década de sessenta do século passado que os “bairros dormitórios” dos arredores de Lisboa se transformaram em grandes centros urbanos com vida própria, recebendo populações provenientes nomeadamente da capital e outras regiões do país, entre as quais numerosos minhotos que encontraram aí um local para viver e trabalhar.

O minhoto, irrequieto, jamais poderia viver o seu dia-a-dia de forma discreta sem confraternizar à sua maneira, ao som da concertina, recriando no local onde vive o ambiente caraterístico da sua terra de origem. Daí à formação de um grupo folclórico e à realização de um arraial minhoto vai um passo.

Em Carenque, atuaram hoje o Grupo de Danças e Cantares “Estrela do Minho”, sediado na Freguesia da Mina, e o Grupo de Danças e Cantares “Amigos do Minho”, do Casal de São Brás, ambos do Concelho da Amadora. De Oeiras veio o Grupo Folclórico “Os Minhotos” da Ribeira da Lage. De Vila do Conde, o Grupo Folclórico de Danças e Cantares de Modivas, apresentando as tradições de uma zona de transição na qual é visível a influência do Minho. Os grupos de concertinas de Carenque e do Casal da Silveira fizeram também a sua atuação claramente marcada pela tradição musical minhota.

O aparecimento de muitos grupos folclóricos com referência à nossa região resulta da necessidade que os minhotos que aí vivem sentem na preservação da sua cultura e identidade e promoverem o seu associativismo. Mas, significa também que as casas regionais minhotas não estão a cumprir a sua missão que consiste precisamente em congregar as gentes minhotas radicadas na região de Lisboa. Trata-se de uma realidade que convida à reflexão e constitui um desafio ao regionalismo minhoto!

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O Grupo de Danças e Cantares “Estrela do Minho” mostrou a alegria e o colorido das danças e cantares do Minho

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O Grupo Folclórico "Os Minhotos" da Ribeira da Lage, de Oeiras, fizeram uma excelente exibição

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MORREU HOJE EM PONTE DE LIMA O EMBAIXADOR JOÃO DE SÁ COUTINHO, 4º CONDE D’AURORA

João de Sá Coutinho Rebelo de Soto Maior, 4º Conde d’Aurora, nasceu em Ponte de Lima a 8 de Outubro de 1929. Formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e ingressou na carreira diplomática, tendo sido nomeado como primeiro Embaixador de Portugal junto das ex-colónias portuguesas, primeiro na Guiné-Bissau, em 1974, onde acumulou o cargo com o de Embaixador também em Dakar, na Mauritânia, em Cabo Verde e na República Popular do Congo, passando depois para Angola em 1977. Como Embaixador em Madrid, foi ele que convenceu, ao longo de várias horas de negociações pela noite dentro, Rui Rodrigues a sair do avião que tinha desviado de Lisboa para Barajas em Maio de 1980. Acabaria a carreira como Embaixador junto da Santa Sé, ainda no tempo de João Paulo II. Ao longo da sua carreira, João de Sá Coutinho foi agraciado com importantes condecorações de vários países, incluindo a Grã-cruz da Ordem Militar de Cristo. Com um dom natural para a diplomacia e senhor de um refinado sentido de humor, deixa amigos nos quatro cantos do Mundo. Morreu ontem na sua Casa de Nossa Senhora d’Aurora, em Ponte de Lima.

A missa de corpo presente realiza-se na segunda-feira, às 11h30, na Igreja da Misericórdia de Ponte de Lima.

Embaixador João de Sá Coutinho

Conde d’Aurora

Missões Diplomáticas

Cônsul em Belo Horizonte, Brasil, em 1960

Secretário da Embaixada em Otawa, Canadá, em 1965

Secretário da Embaixada em Roma, em 1968

Conselheiro na Embaixada em Londres, em 1973

Embaixador na Guiné Bissau, em 1974

Embaixador em Dakar, em 1975

Embaixador na Mauritânia, em 1975

Embaixador em Cabo Verde, em 1975

Embaixador na República Popular do Congo, em 1976

Embaixador em Angola, em 1977

Embaixador em Madrid, em 1980

Secretário do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em 1984

Embaixador junto da Santa Sé, em 1986

Embaixador junto da Ordem Soberana e Militar de Malta, em 1986

Distinções Honoríficas

Cavaleiro de Honra e Devoção da Ordem Soberana e Militar de Malta

Grã-cruz da Ordem Militar de Cristo

Grã-cruz da Ordem do Infante D. Henrique

Grã-cruz da Ordem Real de Dannebrog, da Dinamarca

Oficial da Ordem do Cruzeiro do Sul, do Brasil

Grã-cruz da Ordem da Coroa de Carvalho, do Luxemburgo

Grã-cruz da Ordem do Império Britânico, da Grã-Bretanha

Grã-cruz da Ordem do Mérito Civil, de Espanha

Oficial da Ordem do Mérito, da Itália

Grã-cruz da Ordem do Mérito, da Áustria

Grã-cruz da Ordem do Mérito, de Portugal

Grã-cruz e Cavaleiro da Ordem de Piani, da Santa Sé

Grã-cruz da Ordem de Pio IX

Grã-cruz da Ordem Pró Mérito Melitense

Grã-cruz da Ordem de São João de Jerusalém e Rodes, de Malta

Grã-cruz da Ordem de Leopoldo II, da Bélgica

VILA VERDE ASSINALA DIA DA CRIANÇA COM WORKSHOP DE RECICLAGEM CRIATIVA

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Vila Verde leva a efeito novo workshop de reciclagem criativa com o tema "Brinquedos de Criança". A realizar em 2 de junho, na Biblioteca Professor Machado Vilela, em Vila Verde, pela designer Sílvia Abreu, este workshop celebra o dia da criança com Reciclagem Criativa "Brinquedos de Criança"

Eu todos os dias sou uma criança. Trata-se de um workshop dedicado ao dia mundial da criança. “Crianças e adultos terão o contacto com materiais recicláveis, que normalmente se deitam ao lixo, e vão ter oportunidade de desenvolver brinquedos com materiais recicláveis”, refere Sílvia Abreu mentora e formadora deste projeto.

Informações e Inscrições: http://workshopreciclagemcriativa.blogspot.pt

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NOS PRIMEIROS ANOS DA REPÚBLICA, OS “DEMOCRATAS” NO ALTO MINHO ENVOLVEM-SE EM LUTAS DE GALOS NA DISPUTA PELO PODER

Pouco tempo decorrido desde a implantação do regime republicano, a ambição do poder fracionava o Partido Republicano Português, vulgo Democrata, e originava lutas internas que na maior parte das vezes não passavam de “lutas de galos” pela conquista do poleiro. Tais disputas fizeram-se particularmente sentir em 1915, no Distrito de Viana do Castelo, onde o então Capitão Raimundo Meira era o principal chefe dos democratas na região. Manuel José de Oliveira e Francisco de Abreu Coutinho, ambos correligionários do mesmo partido, travaram uma disputa violentíssima nas páginas dos jornais em virtude da escolha do candidato a deputado pelo círculo de Ponte de Lima.

Raimundo Meira foi o principal organizador do Partido Republicano no Distrito de Viana do Castelo

Manuel José de Oliveira era natural de Vila Verde e exercia a profissão de médico municipal em Ponte de Lima. Foi deputado à Assembleia Constituinte e, mais tarde, feito senador pelo círculo de Ponte de Lima. Por motivo de doença grave, comunicou a Raimundo Meira a desistência do lugar de deputado pelo círculo de Ponte de Lima. Porém, ao tomar conhecimento de que o governador civil do Distrito de Viana do Castelo tencionava candidatar Francisco de Abreu Coutinho, Manuel de Oliveira insurge-se e transmite por escrito a Raimundo Meira o seu desagrado nos seguintes termos:

“Meu caro e prezado amigo

Estive ontem em Viana com o novo Governador: Afigura-se que lhe meteram na cabeça apresentar o deputado Abreu nas próximas eleições e pareceu-me que pensa em aproximar-nos! A situação irredutível não foi criada por mim, mas pelo próprio Abreu, salientado pelo próprio pasquim violentíssimo que contra mim publicou. Prezo-me de ser homem digno e de honra e o partido terá que escolher entre mim e o Abreu que aliás pouco ou nenhum valor político possui.

A situação que ele tem actualmente a mim ma deve, sabe-o Vexa. Tive que me impor para que os corpos dirigentes do partido lhe circuitassem a candidatura. Contra toda a expectativa saiu o que se vê. As comissões daqui não votaram a sua candidatura e caso ela seja sancionada, abandonarão o Partido democrático pois consideram uma afronta o nome desse indivíduo. Conviria que as comissões políticas deste círculo estivessem informadas do que se passa: não me vale a mim dá-las porque poderei parecer suspeito e por isso a Vexa recorro, como bom republicano e verdadeiro dirigente da politica distrital, para que os informe e lhes diga quem é o deputado Abreu e qual a situação do Partido em Ponte de Lima, caso a sua candidatura seja patrocinada por essas comissões.

Aguardando sempre as suas ordens e com a maior consideração e estima

Manuel de Oliveira”

Esta carta vem no seguimento de um “pasquim violentíssimo” contra si próprio dirigido, conforme aliás refere na carta, com o seguinte teor:

“Ao Médico Manuel Oliveira

No último número do “Comércio do Lima” esvurmou as suas baboseiras sua excelência “A Sumidade”. Não satisfeito com o desprezo absoluto a que maior parte das gentes de senso o tem votado, pretende dar sinais de vida piando as suas sandices nas colunas duma gazeta suja. Traz ainda afivelada ao rosto a máscara que sempre usou como boa figura de Entrudo que é, mas a sua língua viperina escorre o veneno preciso para que imediatamente o possamos conhecer. Pena é que as três cruzes que rematam a tal boa nova, inserta no último número da desqualificada gazeta, não estejam marcadas a fogo na testa do inconfundível charlatão. Constituiriam um excelente aviso a todos aqueles que, por qualquer motivo, tivessem de aproximar-se da cómica personagem.

Nos artigos que publiquei há tempos no “Cardeal Saraiva” chamei por mais de uma vez a uma luta leal e franca no campo da imprensa esse politiqueiro das dúzias que constantemente oferece nas suas ridículas megalomanias, os melhores assuntos para revistas de ano nos barracões de feira. Nunca apareceu o conspícuo esgrimista da sombra, ao combate leal e decisivo onde cada um dissesse placidamente de sua justiça para que o publico afinal sentenciasse, prefere a situação acomodatícia do anonimato na errada suposição de que assim fugirá à responsabilidade das suas façanhas de baixo estofo.

Engana-se.

Não satisfeito ainda com a primeira carga que apliquei nos científicos lombos de sua excelência, mostrando aos leitores do “Cardeal Saraiva” o quanto ele para aí pretendeu intrujar a respeito da estrada da circunvalação, aguardo para nova carga, a esplêndida ocasião que em breve me oferecerá de rebater os desconchavos que, a meu respeito, o potentíssimo sábio se permitiu despejar.

Relatarei então as suas deslealdades, as suas garotices e a sua desvergonha; explicarei os seus processos de politiqueiro barato e charlatão que se julga com competência para tudo na sua “vaidade” pasmosamente imbecil; examinarei uma a uma as suas descabeladas acusações que a meu respeito, escondidamente, se permitiu fazer, as quais esse trapalhão vulgar não tem coragem de trazer à imprensa, e por último farei a história das célebres cómicas representações dirigidas à importantíssima pessoa, que ele próprio mendigou e compôs, nos recônditos da sua imensa biblioteca de sábio, ao som dos apoiados alvares da camarilha que o rodeia, e que apenas tem servido para provocar a gargalhada, criando-lhe o direito indiscutível de ser considerado o melhor exemplo da bobice contemporânea. Depois tudo trarei a público, e explicarei mais, com inteira precisão o que entre mim e a referida “Sumidade” se tem passado, e as suas causas, relatarei o que houve com relação à proposta do meu nome para deputado da nação, quais são os pretendidos favores que o grande sábio diz ter-me prestado e quais os que ele recebeu de mim em três anos de politica (a fim de que, em saldo de contas, se apure qual de nós é o credor) e narrarei os últimos pormenores sobre o caso da estrada da circunvalação (do qual, assim como de outros, o mesmo sábio tem feito verdadeiros contos do vigário), sobre a eleição da câmara e sobre a eleição da misericórdia – na qual o poderosíssimo influente político obteve aquele grrrandesíssimo triunfo que todos conhecem e tiveram a ocasião de admirar.

Por agora, desafio a que venha declarar na imprensa quais são – as ambições e os inconfessáveis interesses particulares – a que se refere na sua arenga de Domingo, o arranjista médico municipal, o tiranete de papelão, o ridículo Sancho Pança, o médico com quem todos os seus colegas desta vila estão – uns de relações cortadas, outros de relações frias, o bobo de comédia, que há muito diz que vai embora e que vende a casa mas tudo diz e faz para inglês ver, o politiqueiro de três ao vintém a quem meia dúzia de insignificantes, que giram em torno de si, a toda a hora proclamam como o político mais arguto do país, o homem mais fino da Europa, e o milagreiro maior do mundo.

Se não responder ao desafio que lanço, explicando-se com clareza, ficará considerado o mais vil caluniador.

De resto, pode à vontade o sapientíssimo homem de Marrancos continuar com as suas alfinetadas. Tenho a minha pena para lhe fustigar as untuosas e científicas costelas.

Outubro de 1914Francisco de Abreu Coutinho”

Fonte: http://cartasportuguesas.blogspot.pt/

EM 1914, DEPUTADO JOAQUIM DE OLIVEIRA APELOU NA CÂMARA DOS DEPUTADOS PARA A REGULARIZAÇÃO DAS MARGENS DO RIO LIMA E RECOLOCAÇÃO DOS ANTEPAROS NA PONTE MEDIEVAL DE PONTE DE LIMA

As cheias do rio Lima verificadas em 1909 danificaram gravemente a ponte medieval de Ponte de Lima e derrubaram os anteparos. Decorridos cinco anos, estes ainda não haviam sido recolocados. Na sessão da Câmara dos Deputados realizada em 21 de dezembro de 1914, interveio o deputado Joaquim de Oliveira para lembrar a necessidade de se proceder à regularização das margens do rio Lima e à colocação dos referidos anteparos. A interpelação teve resposta por parte do Ministro do Fomento em representação do governo.

Relativamente à alusão feita à freguesia de Sarzedas, relacionando-a com o distrito de Viana do Castelo, o orador deveria provavelmente querer referir-se ao distrito de Castelo Branco.

Transcrevemos do Diário da Câmara dos Deputados as intervenções efetuados, respeitando a grafia da época.

“O Sr. Joaquim de Oliveira: — Sr. Presidente: referiu-se há dias o Sr. Ministro do Interior a uma catástrofe sucedida na freguesia de Sarzedas, distrito de Viana do Castelo, por motivo das últimas chuvas. Apoiou S. Ex.a as providências tomadas pelo ilustre chefe do distrito e prometeu adoptar ainda outras que se julgassem convenientes. Esqueceu-se, porém, S. Ex.a de fazer referência a outras inundações também grandes, embora de consequências menos lamentáveis, que se deram na vila de Ponte de Lima.

Devido às mesmas causas, o rio engrossou de tal maneira, que arrastou na sua impetuosa corrente os anteparos da ponte que tanto formoseia a vila, e que é o encanto de todos quantos amam a povoação de Sarzedas.

Também por ocasião das memoráveis inundações que, há cinco anos atormentaram grande parte do país, deu-se em Ponte do Lima, precisamente o facto semelhante àquele que acabei de dizer: os anteparos da ponte foram derrubados, e foi a instâncias de Manuel de Oliveira que a ponte foi reconstruída de novo.

A ponte é de muito trânsito, quer de piões quer de veículos, e é, portanto, indispensável que se mandem colocar os anteparos com a brevidade que o caso requer.

Primeiro que tudo é absolutamente indispensável mandar proceder ao desassoreamento do rio, porque se há dois ou três anos ele se tivesse feito, certamente que os anteparos não teriam sido arrastados pela corrente como agora aconteceu.

Eu já falei casualmente com o presidente da Junta Administrativa do distrito de Viana do Castelo, e S. Ex.a informou-me de que essa Junta está na melhor das intenções de, no mais breve espaço de tempo possível, talvez em Março do próximo ano, mandar proceder à ratificação das margens do rio.

O que é certo, porém, é que a Junta precisa do auxílio do Governo, consistindo esse auxílio em donativos ou em ordenar á Repartição da Hidráulica Agrícola e à dos Serviços Fluviais e Marítimos que coadjuve essa obra.

No entanto, Sr. Presidente, porque realmente a falta dos anteparos é uma cousa perigosa, e que pode acarretar graves desastres, pois, como já disse, se trata duma ponte de grande trânsito e que, para mais, é muito estreita, eu peço ao Sr. Ministro do Fomento que dê imediatas providências, mandando colocar os anteparos na ponte a que me referi, os quais devem ser de pedra para não desfigurarem a harmonia do resto da ponte que é uma obra artística.

Tenho dito.

O orador não reviu.

O Sr. Ministro do Fomento (Lima Basto):— Sr. Presidente: quero declarar ao Sr. Deputado Joaquim de Oliveira que tomo na devida consideração as suas palavras e que, com a possível brevidade, darei as necessárias providências sobre o caso a que S. Ex.a se referiu.

De resto, já foram dadas as competentes ordens para se proceder aos estudos das causas que concorreram para a destruição da ponte.

O orador não reviu.”

PAREDES DE COURA APRESENTA FOLCLORE E PRODUTOS REGIONAIS

XIX Feira Mostra de Produtos Regionais do Alto Minho

Largo Hintze Ribeiro - Paredes de Coura

Programa

Sexta-feira-08 de Junho

16:00-Abertura da feira com o grupo “Fanfarra Káustica”

22:00-Actuação do grupo “ Fanfarra Káustica”

00:00-Encerramento dos expositores

Sábado-09 de Junho

08:00/12:00 - Convívio de pesca no rio Coura

Praia Fluvial do Taboão-Formariz

10:00-Abertura da feira

11:00-Entrada do Grupo de Concertinas “Os Amigos de Sobreposta“ - Braga

15:30-Concurso de broa e biscoitos de milho

22:30- Baile com o Grupo Musical “Roconorte” – Monção

00:00-Encerramento dos expositores

Domingo-10 de Junho

10:00-Abertura da feira

16:00-Festival de Folclore “36.º Aniversário da ACRDPC”

·      Grupo Etnográfico de Paredes de Coura

·      Rancho Folclórico do Freixial-Arrabal-Leiria

·      Rancho Folclórico da A.R.C. de Cabreiros-Braga

·      Grupo Folclórico de São Mamede de Troviscoso-Monção

20:00-Encerramento da XIX Feira Mostra

Organização – MOSTRACOURA

Apoio – Município de Paredes de Coura

Para mais informações: 251780113

mostracoura@gmail.com

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Produtos Milho

PAREDES DE COURA ORGANIZA JORNADAS MICOLÓGICAS

JORNADAS MICOLÓGICAS

16 de Junho | CEIA

As IV Jornadas Micológicas do Corno de Bico realizar-se-ão no presente ano em dois momentos distintos, o primeiro em 16 de Junho e o segundo em Novembro, em data a definir, na Paisagem Protegida do Corno de Bico, nesta quarta edição as Jornadas Micológicas do Corno de Bico serão subordinadas ao tema: "O Micoturismo como Motor do Desenvolvimento Local".

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Com a organização deste evento, que contará com a presença de reputados micólogos, investigadores, produtores, gastrónomos e agentes turísticos, pretende-se genericamente promover os recursos turísticos, as paisagens e o património natural do concelho de Paredes de Coura e da Paisagem Protegida do Corno de Bico, bem como a promoção do potencial dos cogumelos na formatação e desenvolvimento integrado de produtos turísticos de qualidade.

Neste primeiro encontro, o preço de participação, neste primeiro momento, será de 10 € (dez euros) e inclui: Percurso micológico, oficina de conservação caseira ou de identificação e catalogação de espécies presentes na PPCB, almoço volante no Percurso Micológico, lanche, para além de Certificado de Participação e recordação colecionável alusiva às IV Jornadas Micológicas do Corno de Bico.

O jantar convívio de encerramento, com a temática da micológica, é opcional e terá o custo de 15€ (quinze euros).

Inscrições limitadas a 40 participantes (inscrições abertas até ao dia 10 de Junho de 2012).

No segundo momento do certame, em Novembro, serão realizadas as habituais atividades e que compreendem, percursos micológicos, oficina de identificação e catalogação de espécies, oficinas de produção e de conservação caseira de Cogumelos e de gastronomia micológica, “Cardápio Micológico de Paredes de Coura”, dirigido aos participantes nas jornadas.

EM 1923, ADMINISTRADOR DO CONCELHO DE VILA VERDE FAZIA DA ESCOLA DE FREIRIZ DEPÓSITO DE VINHOS E DORMITÓRIO DOS SEUS EMPREGADOS

Na sessão de 28 de fevereiro de 1923, Joaquim de Oliveira, deputado à Câmara dos Deputados, chamou a atenção do governo para “a imoralidade que representa o procedimento do actual administrador do concelho de Vila Verde com relação ao uso que está fazendo dum edifício escolar” em Freiriz, aproveitando a intervenção para denunciar as intimidações ocorridas nas eleições para a Junta de Freguesia de Parada de Gatim feitas por um grupo de indivíduos munidos de bombas, à porta da igreja paroquial, impedindo os eleitores do Partido Reconstituinte de votar.

Transcrevemos do Diário da Câmara dos Deputados a sua intervenção respeitando a grafia da época.

“O Sr. Joaquim de Oliveira: — Não estando presente o Sr. Ministro a que eu me desejava referir, peço ao Sr. Ministro das Finanças o favor de tomar nota do que vou dizer, porque é um assunto de alta importância para a República.

Refiro-me a um edifício escolar existente em Freiriz, concelho de Vila Verde, distrito de Braga, edifício que foi legado por João Baptista de Macedo e que abusivamente se encontra há nove anos, na posse do actual presidente da câmara municipal, que está desempenhando as funções de administrador.

Eu entendo que êste homem não pode realmente merecer a confiança do Sr. Ministro do Interior, assim como entendo que é altamente imoral que aquele edifício esteja transformado em depósito de vinhos e dormitório dos empregados de quem não devem estar exercendo as funções administrativas.

E espantoso que cousas destas se dêem dentro das instituïções vigentes.

Eu desejaria também chamar a atenção do Sr. Ministro da Instrução, a fim de que S. Ex.ª me dissesse quais as providências que S. Ex.ª toma para que êsse edifício seja aplicado num edifício escolar, visto haver tanta falta dêles.

Êsse edifício valia 70 a 100 contos.

Eu peço ao Sr. Ministro das Finanças a fineza de transmitir estas minhas considerações ao Sr. Ministro do Interior o ao Sr. Ministro da Instrução.

Já que estou no uso da palavra, também queria chamar a atenção do Sr. Ministro das Finanças, visto não estar presente o Sr. Ministro da Guerra, para um facto muito irregular.

Quando foi das eleições de Juntas de Freguesia de Parada de Gatim, foi para lá um grupo de bandidos, comandado por um sargento de infantaria 11, de nome Andrade, que foi para lá sem licença do respectivo comandante.

Pois êste grupo de bandidos foi com bombas para a porta da igreja, não deixando votar os eleitores do Partido Reconstituinte, prendendo-os e, espancando-os.

Chamo a atenção do Govêrno para êste facto irregular.

O orador não reviu.

O Sr. Ministro das Finanças (Vitorino Guimarães): — Pedi a palavra para declarar que tomei nota das reclamações que acaba de formular o Sr. Joaquim de Oliveira, e que as transmitirei aos meus colegas do Interior, da Instrução e da Guerra, como me foi pedido.

O orador não reviu.”

VILA VERDE RECONSTITUI CEIA QUINHENTISTA

Os paladares e o ambiente à mesa ao tempo do poeta Sá de Miranda regressaram a Vila Verde no âmbito da reconstituição da feira quinhentista que terminou no passado domingo.

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A ceia teve lugar na passada sexta-feira. Houve muita animação, danças e cantares da época. Da ementa constou caldo com verduras da horta de D. Briolanja; Costeletinhas, chouriço de carne e franguinhos grelhados na brasa com bucha de pão de centeio da Casa do Côto; porco no espeto criado nos montes da Comenda de Sá de Miranda, temperado com ervas aromáticas; feijoada de feijão vermelho cultivado com as águas do Neiva; sonetos de fruta em uníssono com épicos doces; líquido das brancas e negras de Baco e outras bebidas inocentes.

A animação do repasto esteve a cargo de dos Agrupamentos de escolas de Vila Verde com Dança palaciana acompanhada por orquestra de cordas da Casa do Povo de Ribeira do Neiva com alunos do agrupamento, Bobos da corte, Taberna do ritmo, Danças quinhentistas, Dança cigana / Treino de soldados e, como convidados o Grupo musical Sons da Suévia. Realizou-se ainda o Torneio de armas - Passado Vivo.

A iniciativa do evento coube à Câmara Municipal de Vila Verde que a levou a efeito em parceria com todos os agrupamentos escolares de Vila Verde, a Secundária e a Profissional.

Fotos: Designer Sílvia Abreu

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PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS DE PONTE DE LIMA: UM LIVRO DE ADELINO TITO DE MORAIS

“Publicações Periódicas de Ponte de Lima. Resenha cronológica do século XIX (1865 – 1899)” é uma das obras do historiador limiano Adelino Tito de Morais, publicada pela Fundação Fernando Pessoa, através da qual o autor traça a panorâmica da imprensa limiana num momento em que esta constituía um instrumento privilegiado na difusão de novas ideias sociais e políticas.

Publicado em 1996, este trabalho constitui um resumo da sua monografia final de curso quando o autor concluía a licenciatura em Relações Públicas na Universidade Fernando Pessoa.

É vasta a sua obra de investigação histórica acerca de Ponte de Lima e do Minho. Salientamos, contudo, “Apontamentos Históricos de Viana”, “Documentos da História Arcoense”, “Notas Históricas sobre Ponte de Lima”, “Pequena História das Feiras Novas”, “Guia da Bibliografia Arcoense”, “Monografia de Calheiros e Moreira do Lima”, “Livros Raros de Ponte de Lima”, “Palacete Vila Moraes” e “Limianos Nobres e Titulares no Brasil”.

Adelino Tito de Morais tem dedicado a Ponte de Lima e ao Minho a sua profícua investigação histórica

VILA VERDE RECONSTITUI FEIRA QUINHENTISTA E EVOCA POETA SÁ DE MIRANDA

Terminou ontem a Feira Quinhentista em Vila Verde. Desde o passado dia 18 de maio, aconteceu de tudo um pouco neste concelho minhoto: teatro, poesia, exposições, conferências, bobos da corte e uma ceia com ementa quinhentista, música, dança, artesanato, feira e cortejo histórico.

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A Feira Quinhentista atraiu milhares de visitantes a Vila Verde que, desta forma, puderam mergulhar na mentalidade e na sociedade da época e lembrar o poeta Sá de Miranda que aqui viveu durante mais de vinte anos e aqui compôs grande parte da sua obra literária, inspirado nas deslumbrantes paisagens e nos rios cristalinos que atravessam as veigas verdejantes da nossa terra.

A iniciativa do evento coube à Câmara Municipal de Vila Verde que a levou a efeito em parceria com todos os agrupamentos escolares de Vila Verde, a Secundária e a Profissional.

Na sexta-feira teve lugar a ceia quinhentista com Sá de Miranda à mesa. Houve muita animação, danças e cantares da época. A ementa foi caldo com verduras da horta de D. Briolanja, costeletinhas, chouriço de carne e franguinhos grelhados na brasa com bucha de pão de centeio da Casa do Côto, porco no espeto criado nos montes da Comenda de Sá de Miranda, temperado com ervas aromáticas; feijoada de feijão vermelho cultivado com as águas do Neiva; Sonetos de fruta em uníssono com épicos doces; Líquido das brancas e negras de Baco e outras bebidas inocentes.

No sábado, durante todo o dia, decorreu a feira quinhentista e o sarau cultural com animação musical; declamação de poemas de Sá de Miranda, danças quinhentistas e atuação do Coro Gregoriano.

Dramatização “Esconjuro de bruxas”

Atuação musical / Cantigas de amor e de amigo

Interpretação vocal da música medieval

Dindiridin“ / Dança de pares

Dança quinhentista

Dramatização - A revolta subiu à horta” de Maria do Céu Vilhena da Cunha)

Atuação musical; Cantigas de quinhentos). No domingo repetiu-se a feira quinhentista com animação de rua. Da parte da tarde teve lugar o imponente cortejo histórico da Corte com Sá de Miranda e continuação da animação de rua, teatro de rua, dançares da época.

Fotos: Designer Sílvia Abreu

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GRUPO DE DANÇAS E CANTARES DO MINHO REALIZA FESTIVAL NACIONAL DE FOLCLORE CIDADE DE LISBOA

Perto de um milhar de pessoas afluiu à Escola José Gomes Ferreira, em Benfica, para assistir ao 31º Festival Nacional de Folclore Cidade de Lisboa, uma iniciativa do Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho.

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Coube ao Grupo de Zés-pereiras “Os Amarantinos” fazer a arruada a abrir a festa. Qual romaria minhota, os bombos rufaram seguindo de perto os gigantones rumo ao pavilhão onde decorreu a atuação dos grupos folclóricos.

Do Douro Litoral veio o Rancho Regional de Argoncilhe, de Santa Maria da Feira. De Alcobaça, o Rancho Folclórico Mira Serra, de Louções, trouxe o folclore da Alta Estremadura. A Beira Litoral esteve representada pelo Grupo Típico de Ançã, de Cantanhede e do Ribatejo, mais propriamente de Santarém, atuou o Grupo Folclórico de Abitureiras, com as suas danças caraterísticas do bairro. E, a encerrar este grandioso festival de folclore, o anfitrião Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho que trouxe a alegria e o colorido da nossa região, apresentando danças e tradições do Alto e do Baixo Minho. E, a iniciar a sua atuação, um magnífico quadro evocativo da Romaria de Nossa Senhora do Alívio, de Vila Verde, com a reconstituição das voltas à capela.

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Constituído em 16 de maio de 1980, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho é porventura o mais antigo agrupamento folclórico minhoto existente na região de Lisboa. Este grupo é formado predominantemente por minhotos radicados na capital e tem como objetivos recolher, preservar e divulgar a cultura tradicional minhota. É dirigido desde a sua fundação pelo sr. Joaquim Pinto, descendente de limianos.

Ao longo da sua existência, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho tem levado o folclore minhoto a todo o país e ainda a números países como Espanha, França, Alemanha, Polónia, Hungria, Holanda, Marrocos, Brasil, Eslováquia, Lituânia, Turquia, Malta e Japão onde, aliás, participou nas comemorações dos 450 anos da chegada dos Portugueses àquele país.

Este Grupo tem o apoio técnico da Federação do Folclore Português, está também inscrito no INATEL, na Federação Portuguesa das Coletividades de Cultura e Recreio e preside atualmente à “Associação do Distrito de Lisboa para Defesa da Cultura Tradicional Portuguesa”. Encontra-se sediado na Junta de Freguesia de Benfica em Lisboa, cidade onde todos os anos organiza o festival de folclore “Cidade de Lisboa”.

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FOLCLORE DO MINHO: NASCEU UMA ESTRELA NA AMADORA!

Na região de Lisboa nasceu mais um grupo folclórico minhoto. Trata-se do Grupo de Danças e Cantares “Estrela do Minho” e foi formado em 2010, constituído na sua maioria por minhotos radicados no Concelho da Amadora.

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Este grupo folclórico que começa a dar os primeiros passos está sediado na freguesia da Mina, em pelo centro da Amadora, e conta com o apoio da Junta de Freguesia da Mina e da Associação de Solidariedade Social p/ Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia da Mina (ASSORPIM).

É formado por perto de quatro dezenas de elementos dos mais diversos grupos etários, distribuídos pela dança, a tocata e os cantadores. Apesar de ainda bastante jovem, já realizou diversas atuações pelo país.

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EDGEY PIRES: GUITARRISTA DOS “THE LAST INTERNATIONALE” É DESCENDENTE DE ARCUENSES DA FREGUESIA DE ÁZERE

A banda de rock norte-americana “The Last International” encontra-se em digressão pela Europa, estando prevista a sua atuação no próximo dia 24 de maio em Portalegre e no dia 26 de maio em Guimarães. Ontem atuou na Casa das Artes, em Arcos de Valdevez, terra onde um dos membros da banda possui as suas raízes.

Edgey Pires, um dos guitarristas e considerado o líder da banda descende de arcuenses da freguesia de Ázere. De acordo com a Gazeta dos Arcos, “a banda tem na avó de Edgey, Maria da Soledade Torres, a maior fã, que costuma assistir a todos os concertos do neto em Portugal”.

Os “The Last International” é uma banda nova-iorquina de combina o rock alternativo, o blues e o folk transmitindo uma mensagem política contestatária em relação ao capitalismo e à decadência da civilização ocidental, tendo recentemente tomado parte no movimento que ocupou Wall Street. Os apreciadores deste género musical podem acompanhar a informação dos “The Last International” diretamente através do seu site em http://thelastinternationale.com/

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PORTUGAL E GALIZA COOPERAM NA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA

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Carlos Gomes

In jornal “NOVO PANORAMA” nº. 69, de 17 de maio de 2012

O mar está a unir o que mais de oito séculos de História não foram capazes de o fazer – Portugal e a Galiza – em torno de um objectivo comum: o estudo e investigação das ciências do mar com o objectivo de promover o desenvolvimento de um observatório do oceano e de uma plataforma oceano-meteorológica na plataforma costeira na área compreendida entre o Norte de Portugal e a Galiza. Trata-se do Projecto “RAIA – Observatório Oceanográfico” que conta com a participação de diversas entidades de ambos os países, entre as quais figuram o Instituto Español de Oceanografía (IEO), o Centro Tecnológico del Mar (CETMAR), o Instituto Hidrográfico, INEGI, INESC Porto e o FEUP.

Este projecto é financiado pelo FEDER no âmbito do Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal (POCTEP) para 2007-2013 e visa criar uma rede de monitorização e recolha de dados meteorológicos, oceanográficos e biológicos que permitirão o conhecimento do estado do mar em tempo real. Os seus resultados são do maior interesse a nível económico e de segurança da navegação, nomeadamente para os transportes marítimos, actividade piscatória, navegação turística e de recreio, áreas consideradas importantes na nossa região em virtude da sua situação geográfica.

Ao longo de toda a faixa costeira, têm vindo a ser fundeadas bóias oceânicas multi-paramétricas dotadas de sensores que permitem determinar a pressão atmosférica, temperatura, condições do vento e humidade relativa do ar, oxigénio dissolvido e clorofila à superfície do mar, bem assim a estrutura vertical da corrente e de agitação marítima fora da área de influência das massas de água continentais e dos pequenos fundos da plataforma continental.

A investigação do oceano e das condições meteorológicas na plataforma costeira do noroeste peninsular vem lançando as bases de uma maior aproximação entre o Minho e a Galiza também no domínio científico. Por outras palavras, trata-se de uma aposta que revela a existência de pontos de interesse comum que vão além das afinidades históricas e culturais que irmanam as duas regiões. Mais do que um passado e uma língua comum, Portugal e a Galiza têm um futuro a partilhar.

A integração do Minho e da Galiza deve passar pelo desenvolvimento das componentes científica, cultural, económica e social, respeitando embora as suas diferenças naturais. Contudo, ela jamais deve ser entendida como um processo de assimilação de qualquer das partes e, muito menos, de absorção de Portugal por parte de Espanha o que, a verificar-se, defraudaria as expectativas de uma Galiza livre e soberana.

A proximidade geográfica em relação à Galiza, a ligação ao mar e a sua localização no corredor que a liga a Porto e Lisboa colocam Viana do Castelo numa posição estratégica na implementação das mais diversas iniciativas que permitam influenciar a aproximação entre a Galiza e Portugal. E, tais iniciativas passam necessariamente pelo desenvolvimento da indústria, comércio, turismo e de projectos científicos ligados à investigação do mar como sucede com o Projecto “RAIA – Observatório Oceanográfico.

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Rua Agostinho José Taveira * 4990-072 Ponte de Lima *http://novopanorama.pontedelima.com/

GALIZA DESCEU À RUA NO DIA DAS LETRAS GALEGAS E MANIFESTOU-SE CONTRA OS ATAQUES À LÍNGUA GALEGA

No dia em que se celebram as Letras Galegas, mais de cinquenta mil pessoas desceram às ruas e concentraram-se na Praça do Obradoiro, em Santiago de Compostela, em defesa do galego. Em causa, para além das agressões de que tem vindo a ser alvo por parte das elites políticas, financeiras e da comunicação social, estão as tentativas da Xunta da Galiza sob a presidência de Núñez Feijóo, do Partido Popular, de reduzir a expressão do galego, tornando o castelhano a língua predominante na Galiza.

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A manifestação foi convocada pela Plataforma “Queremos Galego” e reuniu mais de setecentas entidades, desde associações culturais e de defesa da língua, partidos políticos e sindicatos, além de personalidades destacadas das letras e da cultura. Em simultâneo, uma greve de professores em idêntico protesto parou quase todos os estabelecimentos de ensino na Galiza.

Sempre na Galiza, sempre em galego” e “Paremos o decretazo contra o galego” foram algumas das palavras de ordem mais ouvidas, acompanhadas dos sons de grupos de gaitas e pandeiretas caraterísticas do folclore galego.

De acordo com o depoimento concedido por Carlos Callón, porta-voz da Plataforma “Queremos Galego”, ao jornal El Mundo, “não se verificou um único avanço para o galego mas antes, por outro lado, muitos contratempos nos meios de comunicação, na justiça, na educação, na administração”.

O desfile terminou na Praça da Quintana onde Fernández Paz leu um manifesto no qual realçou as agressões de que tem sido alvo a língua galega, tornando claro que se trata de uma investida cujo objetivo é “fazer do galego uma língua socialmente invisível, que permaneça detida no gueto e não chegue a um uso padrão do galego. Que o espanhol seja a língua padrão e o galego uma raridade, uma língua oculta.”

Fotos: http://www.elmundo.es/ e http://www.publico.es/espana/

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