Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

VALENÇA ENSINA TRADIÇÃO DO LENÇO DE NAMORADOS

publicado por Carlos Gomes às 21:59

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FAMALICÃO: MUSEU BERNARDINO MACHADO ORGANIZA CICLO DE CONFERÊNCIAS SOBRE A MAÇONARIA

Ciclo de conferências: A Maçonaria em Portugal. Do século XVIII ao século XXI

Título: A Maçonaria: Instituição de saber ou de poder?

Oriente Lusitano

Curriculum Vitae

Eng.º Fernando Lima Fernandes

Data de nascimento: 24 de Novembro de 1951, Lisboa

Licenciado em Direito - Universidade Clássica de Lisboa.

Advogado

Mestrado em Direito Europeu, Público e Finanças - Universidade Católica.

Doutorando em Gestão Empresarial Aplicada Iul-Iscte

Presidente da Engil, Abrantina e Galilei.

Membro de diversas organizações não governamentais.

Grão Mestre do Grande Oriente Lusitano.

Data: 17 Fevereiro

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

 

Museu Bernardino Machado

Rua Adriano Pinto Basto, n.º 79

4760-114 Vila Nova de Famalicão

Telef. 252 377 733

email: museu@bernardinomachado.org

Entrada gratuita

Aguarda acreditação do Centro de Formação Científica

Prof.es da disciplina de História, Filosofia e Sociologia

publicado por Carlos Gomes às 20:00

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PONTE DE LIMA: CABRAÇÃO É UM SANTUÁRIO DA NATUREZA!

Rodeada de floresta e sem iluminação pública até há escassas quatro décadas, a Cabração viveu ao longo de séculos isolada na encosta da serra, fechada sobre si mesma, temerosa do bulício que ocorria à sua volta. De importantes acontecimentos que vieram a ficar na História chegava, por vezes, o som longínquo que ecoava para além dos montes, umas vezes do lado da Galiza quando a Espanha esteve a ferro e fogo, outras mais a sul quando os realistas proclamaram em Viana do Castelo a restauração do regime monárquico. Na Cabração, apenas na Além foi hasteada a bandeira monárquica por essa altura, na casa que foi dos Carmo.

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Nesta casa foi hasteada a bandeira realista quando foi proclamada a Monarquia do Norte, em 1919

À noitinha, à lareira, contavam-se estórias de almas penadas que apareciam nas encruzilhadas e de bruxas que se juntavam sob a velha ponte de madeira que, mais à frente da Regueira ligava à Balouca. Tais crenças que nos testemunham ritos ancestrais ligados ao paganismo, alimentavam a imaginação dos mais novos e fizeram da Cabração terra fértil para a prática de exorcismos que tiveram no senhor abade – o padre Manuel Lopes Miranda – o último representante do guardião do paraíso.

A feira de Ponte de Lima que se realiza todas as segundas-feiras desde tempos imemoráveis e cujo testemunho documental mais antigo que se conhece é o foral atribuído por D. Teresa em 1125, era praticamente a única saída para o mundo. Até ao aparecimento da camioneta da carreira, o povo juntava-se em ranchos e lá ia, reta abaixo, até à bila. Ali, enquanto uns feiravam, outros guardavam as compras. Os mais novos aproveitavam para fazer novos namoricos. O ponto de encontro era junto à torre onde se encontra o magnífico painel de azulejos de Jorge Colaço que conta a lenda da Cabração. Mais recentemente, as pessoas juntavam no Café Guerra que ficava próximo. E, à tardinha, regressavam à terra ainda a tempo de darem de comer ao gado.

A partir dos começos do século vinte, muitos filhos desta terra debandaram para o Brasil e Lisboa. Mais tarde, nos anos sessenta, a França tornou-se o principal destino mas houve ainda quem se aventurasse por outras paragens, como Espanha, Alemanha e até os Estados Unidos da América. E, quem ficava, via com desconsolo as leiras ficarem de velho. À parte a ocasião em que se realiza a festa à Padroeira no 15 de agosto, pouco mais de uma centena de almas povoa a localidade. Porém, a Cabração chegou a ter mais de meio milhar de habitantes.

Apesar de humilde, é uma terra cheia de encantos de rara beleza e um local bastante aprazível para viver, suficientemente distante do frenesi dos grandes aglomerados urbanos. Aqui escorria o mel que as abelhas produziam em milhares de colmeias que povoavam os montes onde cresce toda a sorte de plantas silvestres respirando ar puro. E também o leite dos numerosos rebanhos de cabras que outrora aqui apascentavam e vieram a dar nome à terra – Cabras são, Senhor!

A Cabração é terra antiquíssima como se documenta pelo conhecimento que se tem da existência de um povoado castrejo pré-romano e do Convento da Carrapachana cuja localização não foi ainda possível determinar com absoluta segurança, apesar dos vestígios de ruínas no Outeirinho e na Costa. Mas, a humildade da terra não permitiu despertar até ao presente o interesse dos arqueólogos.

Não obstante, aqui nasceram algumas das mais ilustres figuras de Ponte de Lima como foi o Dr. Augusto Joaquim Alves dos Santos que, para além de eminente pedagogo, teólogo, escritor, político e cientista, foi o introdutor do estudo da Psicologia em Portugal, tendo na Universidade de Coimbra criado um laboratório, atualmente transformado em museu que ostenta o seu nome.

Ao perpetuar a sua memória na toponímia da vila, Ponte de Lima reconheceu a sua importância. Porém, como pedagogo, bem poderia tornar-se o patrono de uma das escolas do nosso Concelho e, sobretudo, a sua vida e a vasta obra que produziu serem dadas a conhecer aos seus conterrâneos.

Nos tempos que correm, a luz elétrica já ilumina os caminhos da freguesia. Porém, a razão ainda não ilumina as mentes que continuam a ignorar a extraordinária riqueza histórica, paisagística e ambiental que a Cabração guarda dentro de si e, qual santuário, preserva longe dos olhares profanos.

O Dr. Alves dos Santos, uma das figuras mais ilustres de Ponte de Lima, nasceu na Cabração

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O padre Manuel Lopes Miranda realizando um dos seus exorcismos

publicado por Carlos Gomes às 16:00

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CABRAÇÃO FESTEJA A NOSSA SENHORA DO AZEVEDO

No dia 15 de agosto, festeja a Cabração a Nossa Senhora do Azevedo, padroeira da Freguesia. Neste dia, todos os filhos que em terras distantes labutam, estejam em Lisboa ou no estrangeiro, regressam à terra para encontrarem-se com os seus familiares e amigos. É a festa maior da freguesia que por essa altura se torna muito populosa. Atualmente, durante a maior parte do ano, apenas ali vive pouco mais de uma centena de almas numa vastidão com mais de dezasseis quilómetros quadrados, superior ao território de alguns concelhos do país.

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Mas, apesar da escassez de gente, a festa nunca deixa de realizar-se e, da capela de Nossa Senhora do Azevedo, saem os pendões e os andores enfeitados em procissão até à Crus da Veiga, dando a volta ao cruzeiro e regressando pelo mesmo caminho. E, nenhum dos santos falta à procissão…

Também, no domingo que ocorre ao dia 13 de junho, o povo desta terra faz a festa a Santo António.

Em tempos mais recuados, nos finais de julho, também era costume as gentes da Cabração irem em peregrinação a Santa Rica que fica no Alto da Travanca, no limite geográfico com a vizinha Freguesia de Romarigães, do Concelho de Paredes de Coura. O culto e a festa eram realizados pelos povos das duas localidades. Atualmente, as gentes da Cabração ainda vão a Santa Rita mas a festa é organizada pelas gentes de Romarigães.

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Fotos cedidas pelos habitantes da Freguesia da Cabração

publicado por Carlos Gomes às 14:00

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A FREGUESIA DA CABRAÇÃO NA "COROGRAFIA PORTUGUEZA"

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“Nossa Senhora da Natividade de Cabração, parece que foi toda, ou parte Couto do Mosteiro de Vitorino, que devia ali ter quinta de criação de gados, o que se infere de uma escritura, que dele se conserva no do Salvador de Braga, para onde se mudou, na qual se diz, que indo El Rei Dom Afonso Henriques à caça de porcos-bravos a esta Freguesia, que é parte da Terra de Arga, acompanhando-o Nuno Velho, Sancho Nunes, Gonçalo Rodrigues, Lourenço Viegas, e outros fidalgos, o Abade de Vitorino lhe deu um jantar junto da Ermida de Azevedo posta no dito monte de Cabração, no fim do qual El Rei lhe demarcou ali um Couto; mas arruinando-se a Capela, Dom Pascoal, Celeireiro em Ponte de Lima d’El Rei Dom Sancho o Primeiro, quis no ano de 1187 devassa-lo com lhe pagarem certos direitos, a que se opôs Dona Sancha Abadessa de Vitorino, e a Justiça mandou se entremeter-se entre o Celeireiro no Couto: hoje o não é, mais que Paróquia com Vigário, que apresentam as freiras do Salvador de Braga: tem oitenta vizinhos. O mel desta terra merece ser tão celebrado de nós, como é de Horácio o do monte Himeto.”

- in Corografia portugueza e descripçam topografica do famoso reyno de Portugal... / P. Antonio Carvalho da Costa

publicado por Carlos Gomes às 12:00

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DR. ALVES DOS SANTOS: UM LIMIANO ILUSTRE E DESCONHECIDO

É sabido que o Concelho de Ponte de Lima possui uma extensa galeria de figuras notáveis como nenhum outro se pode orgulhar. É de igual modo verdade que, por vezes, muitas destas figuras ilustres permanecem durante certo tempo ignoradas por falta de conhecimento, apesar de em vida terem atingido grande notoriedade.

Foto existente na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, cedida ao autor

O Dr. Alves dos Santos tem sido precisamente uma dessas figuras ilustres e desconhecidas cuja estatura moral e craveira intelectual em muito prestigiam o nosso concelho.

De seu nome completo Augusto Joaquim Alves dos Santos, o nosso ilustre conterrâneo nasceu em 14 de Outubro de 1866, na Freguesia de Cabração, tendo falecido em 17 de janeiro de 1924 na cidade de Coimbra onde viveu e se distinguiu.

Apesar dos esforços desenvolvidos não conseguimos identificar possíveis descendentes ou outros familiares, nomeadamente na Freguesia de que foi natural. Sabemos unicamente que era filho de Manuel Joaquim Rodrigues dos Santos e Ana Maria Alves Soares.

Não é nosso propósito aqui fazer a sua biografia mas, no caso vertente, não resistimos a enumerar alguns dados biográficos pois o conhecimento do Dr. Alves dos Santos não dispensa apresentação.

Entre os inúmeros cargos que exerceu, o Dr. Alves dos Santos foi Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ministro do Trabalho e por três vezes eleito deputado pelo círculo de Coimbra entre 1910 e 1921, chegando inclusivamente a presidir à Câmara dos Deputados. Foi ainda Diretor da Biblioteca da Universidade de Coimbra e, um ano após a implantação da República, Chefe do Gabinete do Presidente do Governo provisório.

Foi um eminente teólogo, tendo frequentado o curso de Teologia do Seminário de Braga e recebido ordens sacras. Comendador da Ordem de Santiago em 1904, lecionou Grego e Hebraico no Liceu de Coimbra, Pedagogia, Psicologia e Psicologia Infantil nomeadamente na Escola Normal Superior daquela cidade e, entre inúmeras cadeiras, Pedagogia, Psicologia e Lógica, História da Filosofia e Psicologia Experimental na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

A ele se deveu a instalação do Laboratório de Psicologia daquela Faculdade, no qual também desempenhou as funções de Diretor.

A sua obra literária é igualmente vasta, sendo de destacar os seguintes trabalhos:

- “Concordismo e Idealismo”, publicado em 1900;

- “O Problema da origem da família e do matrimónio em face da Bíblia e da Sociologia”, editado em 1901;

- “A nossa escola primária – o que tem sido e o que deve ser”, em 1910;

- “O ensino primário em Portugal, nas suas relações com a história geral da nação”, em 1913;

- “Elementos de filosofia científica”, em 1918;

- “Portugal e a Grande Guerra” (duas conferências), Coimbra, 1913;

- “Psicologia experimental e Pedagogia”, Coimbra, 1923;

O Dr. Alves dos Santos foi militante do Partido Republicano Nacionalista desde que se extinguira o Partido Republicano Evolucionista do Dr. António José de Almeida.

Sobre o seu perfil político, o periódico “O Despertar” de Coimbra, na sua edição de 19 de janeiro de 1924 afirmava:

Foi um orador fluente. Tanto da tribuna sagrada como em comícios públicos e mais tarde no parlamento, o sr. Dr. Alves dos Santos era sempre ouvido com o mais vivo interesse.

Conhecedor a fundo da língua, o saudoso extinto era fecundo em maravilhosas imagens, chegando, por vezes, a empolgar a assistência, com o seu gesto largo e manifesta sinceridade que exprimia às suas palavras.

Os seus adversários políticos, nomeadamente, eram os primeiros a reconhecer-lhe o mais formoso talento”.

Ainda segundo o mesmo periódico, o Dr. Alves dos Santos era uma figura “essencialmente popular, sem escusados preconceitos”, “estimadíssimo em Coimbra” e “um amigo devotado das crianças, às quais dedicava os mais vivos afectos”, razão pela qual lhes consagrou muitos dos seus estudos.

O Dr. Alves dos Santos residia no número catorze da rua Alexandre Herculano, na cidade de Coimbra, e faleceu na sequência de “uma horrorosa enfermidade para a qual a sciencia médica é ainda impotente”, conforme noticiava a “Gazeta de Coimbra”, no dia do seu falecimento.

No seu funeral estiveram representadas a Universidade de Coimbra, o Governador Civil do Distrito, os ministros do Interior e do Trabalho, a Câmara Municipal de Coimbra e a Misericórdia local entre numerosas outras entidades. Isto apesar da vontade manifesta do Dr. Alves dos Santos na realização de uma cerimónia fúnebre discreta.

Na Câmara Municipal e no Centro Nacionalista foi içada a bandeira nacional a meia haste e na Câmara dos Deputados foi aprovado um voto de sentimento.

Os restos mortais do Dr. Alves dos Santos encontram-se depositados no Cemitério da Conchada, em Coimbra, mais concretamente na sepultura nº. 16 do leirão nº. 23, conforme notícia publicada em “O Despertar” de 19 de janeiro de 1924.

O seu nome não consta da toponímia da cidade de Coimbra nem do Concelho de Ponte de Lima.

Contudo, como dizia o periódico acima citado na referida edição, o Dr. Alves dos Santos foi um “patriota dos mais eminentes, foi sempre um grande liberal, perdendo o país no saudoso finado um dos seus filhos mais ilustres”.

- Carlos Gomes em “O Anunciador das Feiras Novas”, nº X, Ponte de Lima, 1993

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O Dr. Alves dos Santos (segundo a contar da direita) foi Ministro do Trabalho no governo do Dr. Cunha Leal

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A foto, publicada na revista “Ilustração Portugueza” de 28 de janeiro de 1922, mostra a visita do Dr. Alves dos Santos, na qualidade de Ministro do Trabalho, ao asilo D. Maria Pia 

Notas:

1. Alguns anos após a publicação deste artigo, a Câmara Municipal de Ponte de Lima atribuiu o seu nome a uma das artérias da vila limiana.

2. O Dr. Alves dos Santos não teve descendentes diretos. De acordo com pesquisas genealógicas posteriormente efetuadas, Augusto Joaquim Alves dos Santos era oriundo da família Carmo (da Além) dos quais teve origem o apelido Santos e que, por sua vez, veio a ligar-se a um dos ramos da família Gomes, estes provenientes da Balouca. Por conseguinte, os Gomes que se encontram ligados ao “Carmo” são descendentes indiretos do Dr. Alves dos Santos, atualmente primos a partir do 3º grau.

publicado por Carlos Gomes às 11:00

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CABRAÇÃO: PÉROLA ESCONDIDA NA SERRA D'ARGA

Qual quadro impressionista no qual o pintor pincelou a tons de verde a clorofila que domina a paisagem, a Cabração é obra-prima do Criador que nas fraldas da serra d’Arga criou um paraíso terreal onde corre o leite e o mel, por sinal tão afamado quanto ao de Himeto, entre os antigos gregos. Quem percorre trilhos e veredas desta povoação – de escassa população mas de grande extensão – pulando os muros de pedra e descendo as ravinas, desde as leiras da escusa às cachoeiras do Passadouro na Balouca, do alto do Chibadouro e dos caminhos sinuosos da Lousa aos recantos da Bemposta, é surpreendido por algo inesperado que se nos oferece aos sentidos. 

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A Cabração é uma sinfonia de cor e luz que nos invade a alma e penetra o coração. Sobre os caminhos, cachos de uvas morangueiras nas latadas exalam um perfume inebriante e o seu suco, qual elixir dionisíaco, deixa um aroma que nos extasia, proporcionando uma atmosfera divinal que nos remete para o monte Parnaso onde António Feijó se inspirou ao redigir os seus versos:

                                      "Nasci à beira do Rio Lima,

                                      Rio saudoso, todo cristal,

                                      Daí a angùstia que me vitima,

                                      Daí deriva todo o meu mal.

                                     

                                      É que nas terras que tenho visto,

                                      Por toda a parte por onde andei,

                                      Nunca achei nada mais imprevisto,

                                      Terra mais linda nunca encontrei.

                                     

                                      São águas claras sempre cantando,

                                      Verdes colinas, alvor de areia,

                                      Brancas ermidas, fontes chorando,

                                      Na TREMULINA DA "LUA CHEIA".

                                     

                                      Se é funda a mágua que me exaspera,

                                      Negra saudade que me devora...

                                      Regresso a ti - Volta a Primavera,

                                      À noite escura segue-se a aurora.

                                     

                                      Oh meus Amigos, quando eu morrer,

                                      Levai meu corpo despedaçado.

                                      Na minha terra, já sem sofrer,

                                      Dormir eu quero mais descansado.

                                     

                                      Belos domingos os das aldeias,

                                      Manhãs serenas, que alegrias,

                                      Um Deus amável até as feias,

                                      Leva cantando à romaria.

                                     

                                      Danças alegres há pelas eiras,

                                      Cantigas tristes pelas quebradas,

                                      Capelas brilham entre roseiras,

                                      As flores sorriem ás namoradas.

                                     

                                      Rindo e sonhando, passam as horas,

                                      Pelos outeiros do meu lugar,

                                      Lábios risonhos tintos de amoras,

                                      Bocas vermalhas sempre a cantar..."

António Feijó

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Vista aérea da Freguesia da Cabração, nas fraldas da Serra d'Arga

" (...) Mas saltara tão de improviso, que mal o viram relampejar, através do brejo, por uma das suas seitas, e num ápice se punha lá para a Cabração, em cujos tesos, a avaliar pelos latidos espaçados, os cães lhe perderam o rasto. Agora, em despeito da ressega, a cada passo os podengos soltavam a sua fanfarra e os gritos dos caçadores: cerca; aboca; ai, cãezinhos duma cana! repercutiam alacremente nas circunvolações dos oiteiros, debaixo do céu lavado.

O tojo, às duas margens do córrego, dava pela cinta dum homem; sobros e carvalhiços anões cresciam em touceiras tão fartas que a caça facilmente se escamugia e tinha bom encosto para alapardar-se."

Aquilino Ribeiro, em A Casa Grande de Romarigães

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Um aspecto do Lugar da Igreja, vulgo "baixa". 

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Um cruzeiro, a fonte e o espigueiro.

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Um aspecto da veiga da Cabração

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O Chouso e, ao longe, o Lugar da Lousa

VENHA DESCOBRIR A ALDEIA DE CABRAÇÃO

A 14 km para noroeste de Ponte Lima, a aldeia de Cabração situa-se entre duas elevações de natureza distinta: a ocidente, a Serra de Arga, uma imponente montanha granítica; a leste, a cumeada de xistos do Formigoso.

O meio envolvente...

Percorrendo a aldeia fica-se com a visão de uma geologia invulgar, pelos materiais usados na construção e ornamentação tradicionais, em especial xistos e granitos. Afloram por aqui algumas rochas quartzo-feldspáticas com grão muito grosseiro e cristais perfeitos vulgarmente conhecidas como pegmatitos. Na primeira metade do século XX, a exploração de estanho num importante conjunto de filões de pegmatito transformou Cabração numa aldeia mineira. A mina de Monteiros é o melhor exemplo dessa atividade. Em algumas escavações mineiras antigas identificam-se, ainda hoje, alguns minerais muito raros, que em Portugal só são conhecidos nesta região. A Serra de Arga, sobranceira à aldeia, deve a sua designação às ocorrências auríferas que foram exploradas no período de ocupação romana da Península Ibérica. Algumas minas revelam trabalhos antigos que a arqueologia industrial atribui a este período. As gentes de Cabração identificam-se com a vivência mineira. Sinal desta afinidade é o vocabulário regional, que retém as designações corrompidas de alguns minerais: "volfro" (volframite), "vidrilho" (turmalina gema) ou "louça" (feldspato). Entre os símbolos arquitetónicos, contam-se ruínas de instalações e outros vestígios do ciclo do estanho, e mesmo alguns espaços com apetência para atividades de lazer, como são as albufeiras do Lourinhal, que têm na sua origem a indústria extrativa. Atualmente, os principais alvos de prospeção são os minerais industriais, o feldspato, a andaluzite e a petalite. Em Portugal, a petalite foi descoberta pela primeira vez junto desta aldeia. Persiste assim a apetência mineira e a singularidade geológica de Cabração. Em termos gastronómicos, Cabração distingue-se pelo arroz de sarrabulho, rojões à moda do Minho, cozido à portuguesa, cabrito assado, fumeiro (enchidos e presunto), lampreia, enguias, truta, broa de milho, vinho verde e mel. Quanto ao património edificado merecem destaque alguns cruzeiros e a Igreja Paroquial de Santa Maria da Cabração. É uma igreja muito pequena que esteve ligada ao mosteiro do Salvador, de Braga. Em 1761 foi totalmente remodelada. Os leves labores rococó que se podem ver lavrados nas portas principal e lateral repetem-se no interior em todos os retábulos, mas ganham uma nova dimensão num deles, feito em pedra, um dos raríssimos retábulos da segunda metade do século XVIII feito neste material. Na Cabração atraem ainda a nossa atenção algumas raras casas feitas de xisto. A aldeia, em termos paisagísticos, é enquadrada pelos rios Lima e Estorãos, pelas Serras D’Arga e da Labruja e pelo Lugar da Escusa.

Fonte: http://www.aldeiasdeportugal.pt/

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A imagem mostra a veiga e o Lugar da Igreja

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A "baixa" é o sítio de encontro das gentes desta terra

Vista do Formigoso

Vista panorâmica do Formigoso a partir do Lugar de Além

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Um aspecto do Lugar de Além vendo-se ao fundo o Formigoso

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Os tons verdejantes variam consoante as estações do ano

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Quem sobe ao Lugar da Escusa tem a possibilidade de desfrutar magníficas vistas panorâmicas...

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...e contemplar o gado a pastar nas leiras verdejantes!

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Na Cabração, a natureza surpreende-nos a cada instante com cenários de rara beleza

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Parafraseando Miguel Torga, na Cabração tudo é verde: o vinho é verde, o caldo é verde...

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O casario costrasta com os campos verdejantes dos milheirais

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Ao longe, na outra vertente do Formigoso, atravessa a autoestrada A3 que liga o Porto a Valença...

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A casa do Carmo, assim designada por ter pertencido a uma família com esse apelido, conserva na fachada o escudo nacional que evoca a adesão do seu antigo proprietário à "Monarquia do Norte" em 1919

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O calcetamento dos caminhos rurais foi realizado através exclusivamente dos recursos da terra com a gestão dos baldios

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O Lugar da Escusa é um dos recantos mais bonitos e fascinantes da Cabração

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A Cabração situa-se nas fraldas da Serra d'Arga

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A gravura mostra uma magnífica latada de vinha no Lugar da Escusa

O Formigoso encerra recantos de rara beleza paisagística

A imagem mostra a torre da Capela de Nossa Senhora do Azevedo

Fotos cedidas pelos habitantes da Freguesia da Cabração

publicado por Carlos Gomes às 05:00

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CABRAS SÃO, SENHOR...

Segundo rezam os cálculos dos historiadores, o torneio de Valdevez deverá ter ocorrido nos começos de 1140, após o qual volteou D. Afonso Henriques “pelas montanhas próximas, caçando ursos e javalis” e, com os seus ricos-homens e infanções, terá chegado ao “sítio que hoje se chama Cabração”. Desde então, não há memória de algum Chefe de Estado – rei ou presidente da República – ter visitado a Freguesia de Cabração, nem que ao menos fosse para caçar ursos e javalis… 

Painel de azulejos existente em Ponte de Lima, da autoria de Jorge Colaço

“Após o recontro no Rêgo do Azar, quiz D. Afonso Henriques voltear pelas montanhas próximas, caçando ursos e javalis. Convidou alguns poucos ricos-homens e infanções. Quando estavam no sítio que hoje se chama Cabração, apareceu muito açodado o Capelão das freiras de Vitorino das Donas, que à frente de moços com cestos pesados andava desde manhã à busca do real monteador, com um banquete mandado do Mosteiro. Em boa hora vinha a refeição. Estendeu-se na relva uma toalha de linho e sentados em troncos de carvalho cortados à pressa, começou o jantar. Alegre ia correndo. D. Nuno Soares por alcunha o Velho e o postrimeiro para diferença de seu avô, a quem também haviam chamado o Velho e cujas proezas ainda se recontavam em toda a terra da Cervaria, começou a trinchar um leitão assado.

- Parece-me que tens mais jeito para matar infiéis, - disse-lhe o Rei brincando. – Ai Real Senhor, antes eu ficasse morto com os últimos que matei, que desde essa refrega não passo um dia que me não lembre do momento em que o bom cavaleiro Gonçalo da Maia exalou o derradeiro suspiro encostado ao meu peito.

- Quisera eu ouvir da tua boca essa heroica morte do Lidador, interrompeu o Monarca triste, mas curioso. E o Senhor da Torre do Loivo obedeceu, com voz pausada e lágrimas nos olhos.

Ia escurecendo o dia e era tão esquisita a coincidência de estar ali um punhado de homens, senão solenizando um aniversário, festejando uma vitória, que talvez um pressentimento apertasse o coração dos guerreiros.

Atentos, escutavam silenciosos a narração. De golpe ergueu-se o Espadeiro e olhou fito para as bandas da Galiza.

- Que examinas D. Egas? – Perguntou o Príncipe. – Vejo além muito ao longe um turbilhão de pó, que se aproxima. São talvez inimigos que procuram encontrar-nos dcescuidados.

De facto vagalhões de poeira negra encobriam multidão fosse do que fosse. O ruído do tropel era cada vez mais distinto.

- Sejamos prestes – gritou o Rei, cingindo o seu enorme espadão. Todos fizeram o mesmo. – Cavalgar, cavalgar, já não era outra a voz que se ouvia, enquanto cada um se dirigia para o lugar onde prendera o seu cavalo. O capelão olhou, escutou e sentou-se começando a comer aqui e além os deliciosos postres e bebendo aos goles pachorrentos um licor estomacal, resmungando… - Deixa-los ir que voltam breve. Eu era capaz de apostar todo o mel deste monte, em como sei que inimigos são aqueles. E mais dizem que é mel igual ao do Himeto. A historia do Lidador é que lhes esquentou a cabeça.

Pouco depois voltavam os monteadores rindo à gargalhada. – Cabras são: - disse o rei ao apear-se, e, dirigindo-se ao padre: - bem fizestes vós que não bulistes. E D. Afonso tomando um púcaro e enchendo-o de vinho num cangirão, acrescentou.

- Bebi todos, que estais muito quentes e podeis ter um resfriado, e dizei-me depois se não valeu a pena o engano para nos refrescarmos agora com este delicioso néctar.

Capelão, quero comemorar o caso de confundir rebanhos de cabras com mesnada de leonezes e beneficiar o convento para vos honrar a vós que fostes, não sei se mais perspicaz, se mais valente do que nós debicando mui sossegadamente em todos os doces.

Vou coutar aqui uma terra, para que as boas monjas possam de vez em quando apanhar bom ar da montanha e rir-se de nós.

Riscou-se o couto e nessa noite os cavaleiros dormiram na ermida da Senhora do Azevedo. O dito do Rei “Cabras são” corrompeu-se em Cabração.”

Conde de Bertiandos, Cabras São, in “Almanaque de Ponte de Lima, 1923

publicado por Carlos Gomes às 00:10

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CABRAÇÃO É UMA DAS MAIORES E MAIS ANTIGAS FREGUESIAS DE PORTUGAL

O BLOGUE DO MINHO publica hoje uma série de artigos dedicados à Freguesia de Cabração, no Concelho de Ponte de Lima. É o resultado de um trabalho coletivo de diversos habitantes desta freguesia que contribuíram nomeadamente com a cedência de fotografias. Alguns, a residir em paragens distantes mas que, nem por isso, esquecem a terra que os viu nascer. Deste modo, as gentes da Cabração partilham em particular com todos os minhotos e os leitores do BLOGUE DO MINHO em geral, as belezas da sua terra e convidam-nas a desvendar os seus encantos, na certeza de que serão recebidos com a tradicional hospitalidade minhota.

Também o gestor do BLOGUE DO MINHO presta deste modo uma homenagem à terra que foi dos seus ancestrais e às suas gentes a quem o ligam uma sincera amizade.

Em relação ao BLOGUE DO MINHO, é seu propósito prosseguir na divulgação das terras do nosso Minho, desde as mais progressivas cidades aos mais humildes lugarejos, esperando para isso poder contar com a colaboração ativa das suas gentes, à semelhança que agora se verifica com a Freguesia de Cabração.

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publicado por Carlos Gomes às 00:01

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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

PAREDES DE COURA CELEBRA DIA DOS NAMORADOS

Durante o dia 14 de Fevereiro de 2012, animadores circenses animarão as ruas e comércios locais, distribuindo balões e muito romantismo, pois não se esperaria mais, vindo dos lindos cúpidos a postos, prontos a atingir quem se atreva a comparecer à chamada do coração. Esta iniciativa destina-se a todos os casais que neste dia passeiem pelas ruas do concelho de Paredes de Coura, e claro a todos os que não se esqueçam do gesto especial no dia especial, da flor, do chocolate, do presente especial, ou gesto...

E para aliciar todos os que desejam partilhar o fim de noite com a pessoa especial, num jantar romântico, e com o intuito de promover a restauração local, serão sorteados cinco packs de fim-de-semana para duas pessoas.

Todos os casais que neste dia jantarem nos restaurantes aderentes ficarão habilitados através do preenchimento de um cupão entregue no final do jantar a um pack de fim-de-semana para duas pessoas num local romântico.

Serão sorteados cincos packs de fim-de-semana destinados aos cincos casais vencedores.

O sorteio terá lugar no dia 20 de Fevereiro pelas 22:00 no Largo Visconde de Mozelos (frente aos Paços do Concelho).

A Organização

Helena Fernandes

"Vessadas" – Associação para o Desenvolvimento Agrícola e Rural das Terras de Coura

Rua de Aquilino Ribeiro - Bloco 3 - Loja1

Paredes de Coura

publicado por Carlos Gomes às 23:23

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MUSEU REGIONAL DE PAREDES DE COURA APRESENTA O BOLO DO TACHO

O Museu Regional de Paredes de Coura vai desfrutar de mais um dos seus lanches, previsto no seu plano anual de lanches para 2012. Esta iniciativa vai realizar-se no próximo dia 4 de fevereiro, pelas 15h30, nas instalações do Museu Regional. Esta atividade tem como objetivo a preservação e a divulgação das tradições gastronómicas da região.

A organização conta com o apoio de uma convidada, Alice Filomena Felgueiras, residente no lugar de Lamamá, na Vila de Paredes de Coura.

O Museu Regional de Paredes de Coura encontra-se situado na Rua Aquilino Ribeiro, na vila de Paredes de Coura.

Alice - cozinha Museu regional

publicado por Carlos Gomes às 22:11

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SPORTING CLUBE COURENSE FESTEJA 80 ANOS AO SOM DA CONCERTINA NA CASA COURENSE EM LISBOA

publicado por Carlos Gomes às 18:04

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A QUEM SERVE A LIGAÇÃO FERROVIÁRIA DE ALTA VELOCIDADE DO EIXO PORTO-VIGO?

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CARLOS GOMES

In jornal "NOVO PANORAMA” nº. 61, de 26 de janeiro de 2012

Publicou o anterior governo no Diário da República – I Série, nº. 18, de 27 de Janeiro de 2009, a Resolução do Conselho de Ministros nº 10/2009, de 8 de Janeiro, que “estabelece medidas preventivas com vista à salvaguarda da programação e implementação da ligação ferroviária de alta velocidade do eixo Porto – Vigo, aplicáveis ao troço Braga - Valença”.

Segundo o preâmbulo da referida resolução, a “rede ferroviária de alta velocidade constitui um empreendimento público de excepcional interesse nacional e dimensão ibérica e europeia, que representa um compromisso de desenvolvimento económico, de coesão territorial e social e de sustentabilidade ambiental do País”. Mas, o legislador vai ainda mais longe ao afirmar o seguinte: “O seu objectivo é a reformulação do sector ferroviário, enquanto meio privilegiado de reforço do aumento da produtividade e competitividade do tecido empresarial instalado em Portugal e de satisfação das necessidades de mobilidade das populações”.

Em anexo à Resolução do Conselho de Ministros nº 10/2009 publicam-se os anexos nos quais se define o traçado da ligação ferroviária, verificando-se que Ponte de Lima deverá ser o concelho mais afectado com o referido projecto. Os limianos vão ver passar o comboio pelas suas veigas, atravessar campos de cultivo e derrubar numerosas edificações à sua passagem. Quanto à anunciada “satisfação das necessidades de mobilidade das populações”, não vemos como tal se concretizará uma vez que não está previsto o estabelecimento de qualquer apeadeiro no Concelho de Ponte de Lima!

Outro aspecto que nos deixa bastante intrigados é a forma como a ligação ferroviária de alta velocidade do eixo Porto – Vigo pode representar um “compromisso de desenvolvimento económico, de coesão territorial e social e de sustentabilidade ambiental do País” quando todas as estruturas produtivas têm vindo a ser desmanteladas, tanto a nível nacional como na nossa região. De resto, não se entende como um transporte de passageiros poderia corresponder a tal objectivo. Por outro lado, tendo chegado à conclusão de que a ligação ferroviária a Vigo não é rentável, também devido ao aumento de ligações rodoviárias e fluviais com a Galiza, também não se percebe como um meio de transporte mais dispendioso para os seus utilizadores possa vir a tornar-se mais rentável e utilizado.

Na realidade, quem analisa o traçado da ligação ferroviária de alta velocidade que se pretende implementar em todo o país, facilmente depreende que o mesmo não pretende ligar Portugal à “rede transeuropeia de transportes” mas colocá-lo na periferia de Espanha, transformando Lisboa e o Minho numa espécie de arrabalde de Madrid e Vigo respectivamente. Em relação ao transporte de mercadorias, procura-se simplesmente abrir ao país vizinho, a partir de Badajoz, o acesso aos grandes portos de águas profundas de Sines, Setúbal e Lisboa.

A questão da definição da rede ferroviária na Península Ibérica é sobretudo uma questão política. Ao invés do que até aqui sucedia com o principal traçado a ligar Lisboa directamente a Hendaye, em França, a ligação ferroviária de alta velocidade que se pretende implementar visa de uma forma descarada promover a “integração ibérica” ou seja, eliminar mais um dos factores que concorrem para a preservação d soberania nacional e constituem um dos princípios estratégicos de Defesa Nacional.

A progressiva quanto mutuamente desejada integração da Galiza e do norte de Portugal também não se concretiza uma vez que, de forma perversa, este projecto inviabilizará as aspirações nacionais do povo galego. É na liberdade de Portugal que a Galiza encontra forças para preservar a sua identidade!

Conforme determina a Lei, foi formalmente dado conhecimento às populações afectadas e colocado o projecto a debate público. Não obstante e conforme é mencionado, “…a presente resolução entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação”. Resta agora saber até que ponto as populações se encontram devidamente informadas e esclarecidas, sabendo como vão ser compensadas dos prejuízos causados por uma obra que não vai sequer favorecê-las!

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Rua Agostinho José Taveira * 4990-072 Ponte de Lima * novopanorama@sapo.pt

publicado por Carlos Gomes às 17:45

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PAREDES DE COURA APRESENTA BOLO DO TACHO

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publicado por Carlos Gomes às 12:27

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VIANA DO CASTELO EXPÕE TRADIÇÕES SARGACEIRAS

publicado por Carlos Gomes às 11:11

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VIANA DO CASTELO ENSINA RECEITAS COM ALGAS

publicado por Carlos Gomes às 09:56

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O MINHO NA INTERNET: ESPOSENDE É ALTRUÍSTA!

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“Esposende Altruísta” é um blog que privilegia todas as iniciativas de caráter humanitário e solidárias no Concelho de Esposende, sem esquecer a cultura e o património local. Mantém informação bastante atualizada e de interesse. Encontra-se no endereço http://esposendealtruista.blogspot.com/

publicado por Carlos Gomes às 00:44

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TROLHA D'AFIFE: UMA DANÇA RECOLHIDA EM VIANA DO CASTELO NOS FINAIS DO SÉCULO XIX

“Trolha d’Afife” é um vira recolhido naquela região em finais do século XIX e que constitui uma das preciosidades do “Cancioneiro de Músicas Populares. Esta obra, encontra-se na Biblioteca Nacional de Portugal onde pode ser consultada.

O “Cancioneiro de Músicas Populares” constitui uma obra muito rara e de elevado interesse sobretudo para os estudiosos da nossa etnografia e da canção popular portuguesa. Publicada em três volumes, compila uma colecção de fascículos editados entre os anos 1893 d 1899, impressos na Typographia Occidental, da cidade do Porto. Contém “letra e musica de canções, serenatas, chulas, danças, descantes, cantigas dos campos e das ruas, fados, romances, hymnos nacionaes, cantos patrioticos, cânticos religiosos de origem popular, cantos litúrgicos popularizados, canções políticas, cantilenas, cantos maritimos, etc. e cançonetas estrangeiras vulgarizadas em Portugal”, recolhida por César das Neves, coordenada a parte poética por Gualdino de Campos e prefaciada pelo Dr. Teophilo Braga.

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Domingo, 29 de Janeiro de 2012

FESTEJOS DO CARNAVAL REGRESSAM A VILA FRANCA DO LIMA

publicado por Carlos Gomes às 14:09

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LAV(R)ADEIRAS DE AFIFE

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Moças de Afife lavando a roupa no tanque, em 1940.

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Sábado, 28 de Janeiro de 2012

TEATRO PRINCIPAL DA ESTRADA APRESENTA FOLCLORE DA GALIZA

publicado por Carlos Gomes às 11:06

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VIANENSE JOGA AMANHÃ COM O MARINHAS

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publicado por Carlos Gomes às 05:44

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BARCELOS CANTA AMANHÃ AOS REIS MAGOS

publicado por Carlos Gomes às 00:42

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DISPUTA-SE AMANHÃ EM COVAS, NO CONCELHO DE VILA NOVA DE CERVEIRA, A TAÇA IBÉRICA DE CANOAGEM

publicado por Carlos Gomes às 00:29

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"UMA VIAGEM LITERÁRIA" PELO MINHO DE LUÍS FORJAZ TRIGUEIROS

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O infante D. Henrique nasceu no Porto em 1394 e será ao Entre-Douro-e-Minho que ele irá buscar senão os chefes, o escol, pelo menos o grande material vivo para as jornadas do mar. É dos flancos e dos estaleiros litorâneos do Norte que vai sair o melhor contingente das armadas portuguesas. Para a conquista de Ceuta sabe-se que no Minho o recrutamento abrangeu toda a província. As frotas do Porto partem, sucessivamente, na segunda metade do século XV, para o Norte da África e os armadores de Viana, Ponte de Lima e Vila do Conde, fortes do seu prestígio, impõem condições ao trono nas Cortes de 1436. No reinado de D. João II, Álvaro de Caminha lança os fundamentos de S. Tomé e João Afonso de Aveiro traz da Guiné a primeira pimenta. São ambos homens do Norte. Do Minho eram Pedro e Álvaro de Braga, que acompanham Vasco da Gama ao Oriente. E o cronista do descobrimento do Brasil — Pêro Vaz de Caminha — querendo assinalar a benignidade do clima da terra descoberta não encontra outro ponto de comparação mais expressivo: " muito bons ares, assim frios e temperados como os de entre Douro e Minho." De Viana do Castelo era o descobridor da Terra Nova, João Álvares Fagundes. O génio aventureiro do homem minhoto encontrou, primeiro nos Descobrimentos, e depois no povoamento do Brasil, na permanência das rotas portuguesas para a Índia, sob a ocupação castelhana, no comércio com a França, Flandres, Inglaterra e Alemanha, uma forma activa de realização. E se no século XVII já o alemão Link poderia escrever que os camponeses minhotos eram "os melhores do reino", um cientista nosso contemporâneo, o Prof. Mendes Correia escreve: "verificámos ser a província de Entre Douro e Minho mais rica em homens ilustres, proporcionalmente à população, do que Trás-os-Montes e o Algarve, aproximando-se do centro litoral, das Beiras e das ilhas, desde que se não entre em conta com as influências culturais de Lisboa, Porto e Coimbra."

Energias étnicas, assim apuradas no decurso dos séculos, contrariam a tese dum possível paralelismo entre o enfaixe duma terra já de si estreita e, para mais, compartimentada, e as fronteiras do horizonte individual do minhoto. Decerto a densidade da população cria problemas económicos aos quais a natureza do solo não dá solução. Mas a divisão normal da propriedade em leiras bem aproveitadas tem nos nossos dias vantagens sociais evidentes que se traduzem, por um lado, na permanência dum sentido de propriedade que contenta a todos e a ninguém agrava e, por outro, numa instintiva fixação sentimental ao terrunho, que se transmite de pais a filhos.

E há, ainda, outra forma de afirmação duma personalidade forte, que é a da emigração. O minhoto emigra. Não o contenta a paisagem apertada em que mal cabe o seu sonho. Emigra e em geral, na terra, no balcão, na oficina ou no escritório, dá boa conta dessa emigração. O minhoto emigra, como o beirão ou o transmontano. E esta emigração dá ao minhoto de regresso uma «altura» imediata na visão das coisas que no entanto não lhe dificulta a adaptação. Um dos meus prazeres, aqui, pelo Verão, é ouvir falar esses emigrantes que, de longe, continuaram a sentir em português e admirar-lhes uma fidelidade interior de que talvez nem se apercebam.

Luís Forjaz Trigueiros in Paisagens Portuguesas, Uma viagem literária

publicado por Carlos Gomes às 00:01

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EM 1821, MORADORES DA AREOSA, EM VIANA DO CASTELO, RECLAMARAM JUNTO DAS CORTES DO REINO DAS INJÚRIAS DE QUE ERAM VÍTIMAS POR PARTE DE TRÊS INDIVÍDUOS DA MESMA FREGUESIA

Alguns moradores da Freguesia da Areosa, no Concelho de Viana do Castelo, enviaram em 25 de junho de 1821, uma representação às Cortes Geraes e Extraordinárias da Nação Portugueza, reclamando das prepotências e calúnias a que estavam sujeitos por parte de três indivíduos da mesma freguesia. Transcreve-se a referida representação respeitando-se a grafia da época.

Para o Conde de Sampayo.

Illustrissimo e Excellentissimo Senhor = As Cortes Geraes e Extraordinarias da Nação Portugueza, mandão remetter á Regencia do Reino, para providenciar como lhe parecer justo, a representação inclusa e documento que a acompanha, de Domingos Rodrigues Tornellos, João Martins Pernil, e outros da Freguezia d'Areoza, termo de Vianna do Minho, em que se queixão da escandalosa oppressão e perversidade de tres individuos da mesma freguezia, os quaes por seus repetidos juramentos falsos, e pessima conduta são costumados a culparem nas devassas de correição a muitas pessoas de probidade e irreprehensiveis, perturbando assim muitas familias, e obrigando-as ás despezas e vexames de se livrarem de culpas injustamente pronunciadas.

Deos guarde a V. Exca. Paço das Cortes, em §5 de Junho de 1821. - João Baptista Felgueiras.

publicado por Carlos Gomes às 00:01

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Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

GALIZA MOSTRA FOLCLORE EM PONTEAREAS

publicado por Carlos Gomes às 22:01

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"OS LIMIANOS" JOGAM COM MACEDO DE CAVALEIROS

publicado por Carlos Gomes às 21:48

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VALENÇA CELEBRA S. TEOTÓNIO

publicado por Carlos Gomes às 21:36

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CENTRO DE MONITORIZAÇÃO E INTERPRETAÇÃO AMBIENTAL DE VIANA DO CASTELO PROPÕE ATIVIDADES

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“ESPÍRITOS ELEMENTARES, ALGUNS SIMULACROS”FOTOGRAFIA de Paulo Gaspar Ferreira (In-Libris)

 “Um dia pensei que sou porque as algas que hoje fotografo me quiseram assim, olhador. Porque se quiseram sentir pela luz que lá estava. E criaram pequenas células, diferentes das outras todas que eram, que podiam saber a luz e a escuridão.”

Data: até 25 de Fevereiro de 2012 | Entrada Livre

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“SARGAÇO NO LITORAL NORTE: TRADIÇÃO E NOVOS USOS

”EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA da Polis Litoral

Local: Sala do Moinho de Maré (CMIA)

Data: até 29 de Fevereiro de 2012

Entrada livre

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“DIA MUNDIAL DAS ZONAS HÚMIDAS

”CONFERÊNCIA SOBRE O TEMA E SAÍDA DE CAMPO

Local: Escolas do Concelho de Viana do Castelo

Data: 2 de Fevereiro de 2012

Participação gratuita

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“RECEITAS DE MAR … COM ALGAS”

OFICINA DE APRENDIZAGEM

Colaboração: Restaurante Augusto

Data: 18 de Fevereiro de 2012

Horário: 10H00m – 13H00m

Custo: 10,00 € | requer inscrição prévia

publicado por Carlos Gomes às 19:46

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VILA VERDE ENSINA A FAZER LENÇOS DE NAMORADOS COM MATERIAL RECICLÁVEL

publicado por Carlos Gomes às 09:50

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CRÍTICA LITERÁRIA AO LIVRO "SOL DE INVERNO" DE ANTÓNIO FEIJÓ

A revista Ilustração Portuguesa, nº 884 de 27 de Janeiro de 1923 publicou a crítica literária ao livro “Sol de Inverno”, do poeta limiano António Feijó.

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publicado por Carlos Gomes às 00:01

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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012

PONTE DE LIMA É VILA DOS NAMORADOS

publicado por Carlos Gomes às 21:26

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VIZELA LEVA TEATRO ÀS FREGUESIAS DO CONCELHO

publicado por Carlos Gomes às 21:22

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CAMINHA REALIZA FEIRA DE DOÇARIA

publicado por Carlos Gomes às 21:13

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LOTAÇÃO ESGOTADA LEVA A NOVA EXIBIÇÃO DO FILME “ALTO DO MINHO”

Devido ao facto de a primeira sessão ter esgotado, está confirmada uma 2ª sessão do Filme Alto do Minho, as 18h30. Os interessados em assistir a esta sessão e que não conseguiram levantar os bilhetes para a anterior, podem fazê-lo agora, sugerindo-se que levantem os bilhetes o mais prontamente possível.

publicado por Carlos Gomes às 15:37

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VIANA DO CASTELO: JORNADAS DEDICADAS A SÃO TEOTÓNIO DEBATEM A CRISE

O arciprestado de Monção, na diocese de Viana, associa-se às comemorações jubilares dos 850 anos da morte de São Teotónio com uma nova edição das Jornadas Tetonianas, este ano dedicadas à problemática da crise.

Foto: Wikipédia

A iniciativa vai decorrer  no salão paroquial daquela localidade, no distrito de Viana do Castelo, cerca de 450 quilómetros a norte de Lisboa, entre 17 e 19 de fevereiro.

Na abertura destas jornadas culturais, o bispo auxiliar de Braga, D. Manuel Linda, vai abordar o tema ‘A crise financeira, crise de valores’.

Estas jornadas, com mais de duas décadas, nasceram pela mão do então reitor do Seminário Diocesano e atual bispo de Portalegre-Castelo Branco, D. Antonino Dias, para homenagear São Teotónio (1082-1162), natural de Valença.

O palco do salão paroquial da vila de Monção recebe, no dia 18, às 21h30, festa litúrgica de São Teotónio, o grupo amador de teatro ‘Verde-Vejo’, da freguesia de Verdoejo, do concelho de Valença, para uma representação da vida do primeiro santo português.

A 23ª edição das Jornadas Teotonianas encerra-se com a intervenção de José Carlos Miranda, professor catedrático, que abordará ‘A memória de S. Teotónio e o futuro de valores’.

Os promotores sublinham que a iniciativa quer ser um contributo para tornar presente a memória de “tão ilustre figura da cultura do seu tempo” e, ao mesmo tempo, deixar o desafio do “retorno de valores” como um meio de superar a atual crise.

PG/OC

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/

publicado por Carlos Gomes às 08:49

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REALIZA-SE AMANHÃ EM BARCELOS CONCERTO COM MARIANA PACHECO (SOPRANO) E OLGA AMARO (PIANO)

publicado por Carlos Gomes às 08:00

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VALENÇA COMEMORA 850 ANOS DO FALECIMENTO DE S. TEOTÓNIO

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publicado por Carlos Gomes às 00:36

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FAFE RECEBE RALI MONTELONGO

publicado por Carlos Gomes às 00:05

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AMADORA HOMENAGEIA DELFIM GUIMARÃES

Delfim Guimaraes

“Delfim Guimarães. O Poeta da Amadora” é o título da melhor biografia até ao momento produzida acerca da vida e obra do poeta e escritor Delfim Guimarães. Da autoria de Lopes Vieira, o livro é uma edição da Câmara Municipal da Amadora, publicado em 1989 e encontra-se actualmente esgotado. A passagem dos 140 anos sobre a data do seu nascimento justificaria seguramente uma segunda edição desta obra.

Neste livro, o autor traça de uma forma admirável o perfil do escritor Delfim Guimarães, acrescentando à sua biografia a sua obra literária e a sua intervenção cívica, não apenas no domínio profissional como ainda como cidadão interventivo na sua época que deixou uma obra cujos frutos continuam a ser colhidos pelas actuais gerações. Referimo-nos principalmente à sua acção política e cívica naquela localidade que viria a ser o actual Concelho da Amadora, nomeadamente através da criação da Liga de Melhoramentos que, entre outras iniciativas, foi responsável pela fundação das Escolas Alexandre Herculano.

Lopes Vieira convida-nos a uma digressão através da obra literária do escritor Delfim Guimarães, apresentando-nos muitos dos seus poemas, grande parte dos quais dedicados ao Ponte de Lima, facto que por si só justificaria o seu reconhecimento como “O Poeta de Ponte de Lima” – se foi na Amadora que ele viveu grande parte da sua vida e pelo seu progresso social se bateu, não restam dúvidas de que foi a Ponte de Lima que dedicou os seus versos!

publicado por Carlos Gomes às 00:01

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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

VILA NOVA DE CERVEIRA: TAÇA IBÉRICA DE CANOAGEM DISPUTA-SE EM COVAS

publicado por Carlos Gomes às 22:27

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VALENÇA ENSINA A BORDAR LENÇOS DE NAMORADOS

publicado por Carlos Gomes às 21:33

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VIANA DO CASTELO NA "ILUSTRAÇÃO PORTUGUEZA"

Sob o título “Portugal Pitoresco”, a revista “Ilustração Portugueza”, na sua edição de 19 de Agosto de 1922, dedicou uma página a Viana do Castelo tecendo-lhe os maiores elogios.

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“Viana do Castelo é das mais lindas, das mais pitorescas terras do norte do paiz. Nunca a agua conjugou tão suave e harmoniosamente os seus encantos com os da terra. O Lima, que imprime tantos encantos a toda a região que refresca com as suas aguas e fecunda com os seus nateiros, atinge em Viana do Castelo o auge de todas as suas belezas, que seduzem profundamente todos os que a admiram e proporcionam assuntos inegualaveis a pintores e a fotógrafos”.

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Ao pôr-do-sol em Viana do Castelo.

publicado por Carlos Gomes às 00:01

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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

"COMÉDIAS DO MINHO" SOBE AMANHÃ AO PALCO EM VALENÇA

publicado por Carlos Gomes às 00:54

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VAI HAVER SARRABULHO EM PONTE DE LIMA!

publicado por Carlos Gomes às 00:50

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O MINHOTO ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA FOI UM DOS MAIORES POETAS PORTUGUESES CONTEMPORÂNEOS

Com vasta obra publicada nas mais variadas vertentes literárias, António Manuel Couto Viana foi um dos maiores poetas do nosso tempo. Ensaísta, poeta, dramaturgo, tradutor e encenador, O livro de poemas O Avestruz Lírico, publicado em 1948, marca o início da sua carreira literária.

Ao longo da sua vasta carreira literária e artística, publicou mais de uma centena de livros, muitos dos quais traduzidos para inglês, francês, castelhano e chinês. Encenou e dirigiu companhias de Ópera do Teatro Nacional de São Carlos, do Círculo Portuense de Ópera e da Companhia Portuguesa de Ópera. A sua paixão pelo teatro começa desde muito novo, quando recebeu por herança o Teatro Sá de Miranda, em Viana do Castelo, mantendo-se sempre durante toda a vida ligado a companhias de teatro para a infância.

António Manuel Couto Viana nasceu em Viana do Castelo em 24 de Janeiro de 1923 e faleceu em Lisboa no dia 8 de Junho de 2010.

António Manuel Couto Viana à conversa com o Engº Manuel de Sá Coutinho (Aurora) e Carlos Gomes.

 

                                 A poesia está comigo

 

                                 Queres cantar fados, ler sinas

                                 Por ruas tortas, escusas?

                                 Ou tens pretensões mais finas?

                                 - Não me esperem nas esquinas:

                                 Não marco encontros a musas.

                                

                                 Cantem outros a desgraça

                                 Em quadras fáceis, banais,

                                 Cheias de mofo e de traça:

                                 Soluços de fim de raça,

                                 Com vinho, amor, ódios, ais.

                                

                                 E dos parques silenciosos

                                 De estátuas, buxo e luar,

                                 Cresçam sonetos cheirosos,

                                 Requintados, vaporosos

                                 Qual uma renda de altar.

                                

                                 Para mim basta o que tenho:

                                 Umas rimas sem valia,

                                 Mas próprias, do meu amanho;

                                 Minha colheita, meu ganho

                                 - Poesia! Poesia!

António Manuel Couto Viana

publicado por Carlos Gomes às 00:24

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FOCLORE DE INVERNO AQUECE PONTE DE LIMA

publicado por Carlos Gomes às 00:07

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AVISO DE FLORES

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é preciso avisar toda a gente

dar notícia informar prevenir

que por cada flor estrangulada

há milhões de sementes a florir

é preciso avisar toda a gente

segredar a palavra e a senha

engrossando a verdade corrente

duma força que nada detenha

é preciso avisar toda a gente

que há fogo no meio da floresta

e que os mortos apontam em frente

o caminho da esperança que resta

é preciso avisar toda a gente

transmitindo este morse de dores

é preciso imperioso e urgente

mais flores mais flores mais flores

João Apolinário, in "Morse de Sangue"

* Poeta. Natural do Marvão. Pai do músico e compositor João Ricardo, natural da Freguesia de Arcozelo, Concelho de Ponte de Lima e mentor da banda “Secos & Molhados”.

publicado por Carlos Gomes às 00:01

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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012

O MINHO NA INTERNET: VIANA DO CASTELO TEM MUSEU VIRTUAL

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O Museu Virtual de Viana do Castelo tem entrada gratuita, não encerra às segundas-feiras e pode ser visitado no site http://www.mvvc.ipvc.pt/index.php?section=1. Aqui pode percorrer as diferentes “salas” do Museu e conhecer nomeadamente a localização geográfica, as características da cidade, a terra e as gentes e vários aspetos relacionados com a emigração dos vianenses.

A visita ao Museu Virtual não dispensa seguramente a ida a Viana do Castelo, pelo menos uma vez na vida, mas constitui uma excelente apresentação sobretudo para quem tenciona pela primeira vez visitar a Princesa do Lima.

publicado por Carlos Gomes às 05:00

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DR. ALVES DOS SANTOS: PIONEIRO DO ESTUDO DA PSICOLOGIA EM PORTUGAL

O Dr. Alves dos Santos, um dos mais ilustres filhos de Ponte de Lima, foi o pioneiro do estudo e investigação da psicologia no nosso país, continuando a sua obra a ser estudada pelos mais notáveis académicos decorridos mais de oito décadas desde a data do seu desaparecimento. A obra que publicou em 1923, “Psicologia Experimental e Pedologia”, é considerada aliás um marco “na história da psicologia em Portugal pelo seu pioneirismo e importância histórica”.

Num dos trabalhos publicados na Revista Portuguesa de Pedagogia a propósito da criação do laboratório de psicologia experimental da Universidade de Coimbra, J. F. Gomes inclui alguns dados biográficos que transcrevemos: “Alves dos Santos nasceu em Cabração, Ponte de Lima, em 14 de Outubro de 1866 e faleceu em 17 de Janeiro de 1924, com 58 anos incompletos. Doutorou-se na Faculdade de Teologia de Braga em 1890. Com a extinção da Faculdade de Teologia, Alves dos Santos é colocado na Faculdade de Letras de Coimbra, sendo nomeado professor de pedagogia por Decreto de 9 de Dezembro de 1911. (…) De Agosto até finais de Novembro de 1912 efectua uma visita às Universidades de Genebra e Paris, tendo adquirido livros e equipamento laboratorial que lhe permitiram fundar e organizar no regresso a Coimbra o laboratório de psicologia experimental, tendo o funcionamento deste sido iniciado em meados de Fevereiro de 1913”. Este foi, pois, o primeiro laboratório de psicologia experimental instalado em Portugal.

Em 1992, Professor Dr. Amâncio da Costa Pinto, actualmente professor catedrático a exercer docência na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, publica na revista Psychologica um artigo científico sob o título “Estudos de Memória Humana na década de 1920 na Universidade de Coimbra”, no qual analisa “o modo como a memória humana foi abordada a nível teórico e a nível experimental”, fazendo incidir a sua reflexão no capítulo “Mnemometria” da obra “Psicologia Experimental e Pedologia” do Dr. Alves dos Santos e também na tese de doutoramento “ O problema da recognição: Estudo psicológico teórico-experimental”, do Dr. Sílvio de Lima, publicada em 1928. A parte do artigo dedicada ao estudo da obra do Dr. Alves dos Santos aborda os seguintes temas: A “Noção de memória”, a “Classificação das memórias”, “Mecanismos e operações de memória” e a “Descrição dos dois estudos experimentais realizados”.

Afirma o articulista que “…este capítulo e os restantes do livro, além de terem por objectivo promover as investigações do Laboratório e os trabalhos dos alunos, constituem um excelente manual de formação dos futuros investigadores em psicologia experimental. Se o livro não foi usado como tal durante as décadas seguintes, não foi por falta de mérito e valor pedagógico nele contido”. E acrescenta: “Alves dos Santos apresenta ainda uma concepção inovadora de memória humana, ao afirmar que é precisamente a memória que torna “possível e inteligível a unidade e a identidade do eu”. Só muitas décadas mais tarde, nomeadamente nos anos 70 e 80, é que o estudo da memória humana veio a ter o protagonismo por ele antecipado. Acrescente-se a finalizar a elaboração temerosa, porque esboçada em nota de rodapé, mas valiosa e consequente, de uma classificação das memórias humanas, tema que voltou a interessar os investigadores nestes últimos 20 anos”.

A título de curiosidade e sem pretender reproduzir integralmente o artigo referido, transcrevemos uma breve passagem a respeito da “Classificação das memórias” que é feita: “Alves dos Santos rejeita a noção de que a memória é uma mera faculdade para reter ideias. A memória enquanto faculdade é “um erro”, já que não há uma memória, mas “memórias ou um feixe de memórias”, e estas em regra são muito desiguais, tanto em qualidade, como em quantidade…”. A causa desta diversidade resulta “da estrutura do órgão, que as elabora, e das circunstâncias da sua produção”. Por estrutura do órgão Alves dos Santos refere-se provavelmente à complexidade e plasticidade do cérebro, enquanto que as circunstâncias de produção teriam a ver com “a riqueza das respectivas associações”.

Alves dos Santos propõe dois sistemas de classificação de memórias. O primeiro sistema de memória é desenvolvido no corpo do texto e classifica a função mnésica em inorgânica, orgânica e psíquica. É uma classificação proposta na sequência talvez dos estudos de Rbot.

A memória inorgânica seria uma expressão da energia físico-química.

A memória orgânica, de ordem biológica, seria privativa de seres dotados de sistema nervoso. As modificações neste tipo de memória seriam susceptíveis de persistência, mesmo após ter desaparecido o estímulo que as desencadeou e de reprodução activa destas através da evocação e da identificação.

Alves dos Santos não define nem esclarece o mecanismo destas operações, principalmente as respeitantes à reprodução das impressões e modificações conservadas. Acrescenta no entanto uma explicação fisiológica para o seu bom funcionamento ao referir que a conservação depende da plasticidade do cérebro proporcionada pela nutrição e que a reprodução seria dependente do estado do aparelho vascular.

(…) Para justificar esta diversidade de memórias, Alves dos Santos adverte: “Não é de admirar, pois que “memórias” cada um tem as suas; e, todas juntas, são tantas, como os cabelos da cabeça”.

Relativamente ao Laboratório de Psicologia Experimental da Universidade de Coimbra, fundado em 1912 pelo Dr. Alves dos Santos, os seus aparelhos e outros instrumentos então utilizados encontram-se actualmente à guarda do actual Laboratório de Psicologia Experimental existente na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, constituindo um núcleo museológico devidamente catalogado e descrito num volume dedicado ao laboratório e ao seu fundador. De referir ainda que, apesar do ensino da psicologia ter-se iniciado naquela Universidade em 1911, apenas no ano lectivo de 1976/1977 teve início o Curso Superior de Psicologia inserida na Faculdade de Letras para em 1980 ser finalmente criada a Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação.

Não vamos enumerar aqui a sua vasta obra literária e científica como também não nos alongaremos na sua descrição biográfica porquanto já o fizemos em edições anteriores da revista Anunciador das Feiras Novas, bastando para tal os interessados seguirem as referências bibliográficas do presente artigo. Lembramos apenas, a quantos estejam porventura interessados em conhecer a sua obra, que podem consultar na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima o seu livro “Elementos de Filosofia Sciêntífica”, constituindo este o único título disponível neste local. Contudo, na Biblioteca Nacional, em Lisboa, encontram-se depositados além daquele, ainda os seguintes livros do Dr. Alves dos Santos: “Um plano de reorganização do ensino público: projecto de lei, para apresentar à Câmara dos Senhores Deputados”, “O problema da origem da família e do património em face da Bíblia e da sociologia”, “Orações fúnebres”, “Elogio fúnebre do Conselheiro de Estado, Ernesto Rodolpho Hintze Ribeiro, proferido nas exéquias… 13 de Novembro de 1907”, “Estatística geral da circumscripção escolar de Coimbra, relativa ao anno de 1903-1904” e “O ensino primário em Portugal: nas suas relações com a história geral da nação”.

A propósito do Doutor António de Pádua, outro médico ilustre que nasceu no concelho limiano, escrevia Francisco de Magalhães, no Elucidário Regionalista de Ponte de Lima, o seguinte: “Honrada e, ainda mais, envaidecida sentia-se, também, Ponte de Lima. É que sucedeu, e no decurso de uma porção de anos, três filhos seus – desta vila pequenina, sempre, porém, farta de glórias – pertencerem, simultaneamente, ao corpo docente da Universidade de Coimbra, a saber: Doutor Alfredo da Rocha Peixoto, da Faculdade de Matemática; Doutor Augusto Joaquim Alves dos Santos, da Faculdade de Teologia; e Doutor António de Pádua, da Faculdade de Medicina.

Qual a cidade de província, populosa mesmo – e intencionalmente saio dos limites duma vila – que se pudesse exprimir, naquele instante, sob este aspecto, como Ponte de Lima ?

Não obstante, como disse o cronista, Ponte de Lima ter-se sentido “honrada e, ainda mais, envaidecida”, o Dr. Alves dos Santos permaneceu no desconhecimento da generalidade dos seus conterrâneos até muito recentemente, tendo cabido à revista “Anunciador das Feiras Novas” o mérito de o ter dado a conhecer e divulgar a sua obra. Ainda assim, uma sugestão feita à Câmara Municipal de Ponte de Lima e por esta unanimemente aceite, com vista à realização de uma homenagem por ocasião da passagem dos setenta e cinco anos sobre a data do seu falecimento, acabaria por cair no esquecimento em virtude da mudança de vereação entretanto verificada. Ficámo-nos pela atribuição do seu nome a uma artéria da vila quando foi necessário escolher novos topónimos para arruamentos entretanto construídos.

Contudo, a memória do Dr. Augusto Joaquim Alves dos Santos merecia mais porquanto constituiu uma das figuras mais notáveis do concelho de Ponte de Lima. A sua brilhante carreira de pedagogo, cientista e escritor bem justificaria a sua escolha para patrono de um estabelecimento de ensino no concelho de Ponte de Lima, proposta que pode ser apresentada pela Câmara Municipal ao abrigo do Decreto-Lei nº. 314/97, de 15 de Novembro. Assim exista vontade e Ponte de Lima sentir-se-á mais “honrada e, ainda mais, envaidecida”!

Carlos Gomes in O Anunciador das Feiras Novas, nº XXIII, Ponte de Lima, 2006

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Domingo, 22 de Janeiro de 2012

VALENÇA VAI ASSISTIR A COMÉDIA À MODA DO MINHO

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publicado por Carlos Gomes às 21:47

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CASA COURENSE PREPARA MATANÇA DO PORCO

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publicado por Carlos Gomes às 19:05

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BRAGA: SALVEMOS AS SETE FONTES!

Na cidade de Braga, um Movimento de Cidadãos promoveu uma petição que há dois anos apresentou na Assembleia da República com vista à salvaguarda do Complexo Hidráulico das Sete Fontes. Os bracarenses temem que o seu abandono e o avanço de construções em seu redor coloquem em risco a preservação de um equipamento que desde 2003 encontra-se classificado como monumento nacional.

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Manifestação de bracarenses exigindo a preservação do monumento.

Foto: http://salvemosassetefontes.blogspot.com/

As origens do sistema hidráulico de abastecimento de água conhecido por “Sete Fontes” remontam ao tempo do Império Romano e da cidade de Bracara Augusta. Localizado na Freguesia de S. Vítor, trata-se de uma complexa rede de condutas e galerias subterrâneas em pedra que outrora abastecia a cidade à semelhança do Aqueduto das Águas Livres, em Lisboa. De resto, o atual sistema foi mandado construir em pleno século XVIII, por arcebispo D. José de Bragança, irmão do rei D. João V.

Ao longo dos anos, algumas das estruturas deste grandioso equipamento têm sido danificadas, vandalizadas e até liminarmente destruídas como sucedeu com a mãe-de-água da rua do Arial para dar lugar à construção de blocos habitacionais ou ainda no Largo de São Francisco onde atualmente se situa um edifício de escritórios.

Este movimento cívico de bracarenses que apenas desejam que seja preservado o património histórico e monumental da sua cidade não baixa os braços e, através da Internet, no endereço http://salvemosassetefontes.blogspot.com/, mantém os cidadãos e os poderes públicos informados e sensibilizados para uma causa que, afinal, é de todos nós!

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A imagem mostra duas mães-de-água com marcas de vandalismo

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Fonte Gémea do Dr. Alvim

Mina do Dr. Sampaio

Fotos: Wikipédia

publicado por Carlos Gomes às 11:10

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COMO ERA A AVENIDA CAMÕES EM 1940

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Avenida Camões, junto ao rio Lima, em 1940.

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Sábado, 21 de Janeiro de 2012

...E cando as mulleres bailaron a danza

Ata 1968, as mulleres tiñan vetada a danza de Aldán e facíano homes vestidos coas enáguas

A danza de Aldán pervive desde 1678, pero ata 1968 non chegou a liberalización da muller a ela. Ata entón as mulleres tiñan vetado bailar no grupo de 10 galáns e 5 damas cuxa función suplían os homes vestidos de muller. Ían cos chapeus de flores tan propios desta danza, enaguas brancas, mantóns e colares. Maricarmen Valladares, Josefa "Finucha" Martínez, Delia Prieto, Lolita Carballo e Maricarmen Docampo, esta última falecida, foron o primeiras cinco mulleres en bailar a danza. O catro primeiras reuníronse onte en Aldán.

Foron ao colexio xuntas, divertíronse en cuadrilla no antigo teleclub de Aldán, viviron experiencias que, a pesar das carencias propias da época, aseguran fixeron felices a súa infancia e mocidade nesta parroquia de Cangas, romperon moldes vestindo pantalóns vaqueiros e foron as primeiras mulleres en bailar a danza de Aldán. Aquilo supuxo unha revolución xa que se levantou o veto nesta danza a que as mulleres ocupasen o seu sitio nesta danza de 10 galáns, 5 damas e un guía, que se baila en honra a San Sebastián. As outras mulleres de máis idade da parroquia vían con receo os cambios.

Aquel primeiras cinco mulleres foron Maricarmen Valladares, Josefa "Finucha" Martínez, Delia Prieto, Lolita Carballo e Maricarmen Docampo, esta última falecida. Pasaron máis de 40 anos daquela primeira danza e xuntas, onte en Aldán, o catro primeiras, con idades entre os 60 e os 65 anos, lembraban unha experiencia que marcou as súas vidas e tamén significou un antes e un despois na danza. Delia trasladouse a Barcelona polo seu traballou en Telefónica, Carmen vive en Beluso, Lolita en Pontevedra despois de percorrer o norte de España co seu marido garda e Finucha segue vivindo en Aldán. A pesar de tanta distancia, gardan a mesma amizade que desde nenas.

Precisamente mañá, a danza volve bailarse na parroquia, no día da Festa de San Sebastián, e en tres ocasiones ao longo do día: tras a misa solemne do mediodía e coa procesión, e pola tarde, ao cinco, no Torreiro e na alameda.

Cren que os organizadores da danza pensaron nelas para bailar, porque sempre estaban metidas nas actividades da casa parroquial, xa que non había demasiada tradición familiar, salvo no caso de Delia Prieto, cuxo irmando si bailou vestido de muller, despois seguiu de galán e continuou outro irmán. O párroco de entón, Rafael Mallo, tamén quería que as mulleres bailasen porque, chegado da zona de Noia, pareceulle sorprendente que os homes se vestisen de mulleres. De igual maneira, lembran ao irmán do conde de Aldán, José María, que despois morreu en accidente, e que contribuíu a este cambio: "Aquel primeiro día non deixou de facer fotografías. Foi todo un acontecemento", lembran as mulleres mentres una delas pregunta ao resto "lembrades o medo que tiñamos ás venias?"

Delia bailou 3 anos, Finucha só un porque cando o ía a facer ao seguinte tivo que deixalo por falecemento da súa avoa e non o retomou, aínda que si se incorporou a súa irmá; Lolita tamén bailou dous anos xa que ao terceiro casou e nesta danza só poden bailar as mulleres solteiras; e Carmen permaneceu 4 anos. Ela tamén casou e sucedeulle unha irmá e un irmán, que fixo de galán

CRISTINA G. – CANGAS http://galego.farodevigo.es/

Foto: http://www.blogoteca.com/malmequer/index.php

publicado por Carlos Gomes às 19:15

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RALI MONTELONGO REGRESSA A FAFE

publicado por Carlos Gomes às 18:54

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PONTE DE LIMA VAI RECEBER ENCONTRO INTERNACIONAL DE AUTOCARAVANAS

publicado por Carlos Gomes às 16:14

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VIANA DO CASTELO REALIZA AMANHÃ MEIA MARATONA MANUELA MACHADO

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publicado por Carlos Gomes às 15:10

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BRAGA – DO PASSADO PARA O FUTURO, QUE PROJETOS E POLÍTICAS SE EXIGEM PARA A CIDADE?

A Rusga de São Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho leva a efeito no próximo dia 27 de janeiro mais uma edição dos “Serões no Burgo/Tertúlias Rusgueiras”. A iniciativa tem lugar nas suas instalações, sitas na Av. Artur Soares (Palhotas), nº 73 em Braga, e tem como tema “Braga - do passado para o futuro, que projetos e políticas se exigem para a cidade?”

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Estas Tertúlias que a Rusga de São Vicente de Braga tem constituído um importante fórum de debate em torno de temas relacionados com a cultura e a cidade de Braga. Para esta edição, foram convidados o Vice-Presidente do Município de Braga, Vítor Sousa, o Vereador da coligação "Juntos por Braga", Ricardo Rio, o Deputado da CDU na Assembleia Municipal, Carlos Almeida e a Deputada do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal, Paula Nogueira.

publicado por Carlos Gomes às 13:02

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REALIZA-SE AMANHÃ A FESTA A SÃO SEBASTIÃO, EM URGEIRA, NO CONCELHO DE VALENÇA

publicado por Carlos Gomes às 00:46

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VALENÇA CANTA AMANHÃ AS JANEIRAS

publicado por Carlos Gomes às 00:20

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GUIMARÃES: AMANHÃ É DIA DE PEDALAR DE BICICLETA!

publicado por Carlos Gomes às 00:07

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DOMINGOS RODRIGUES LIMA: UM LIMIANO NO CEARÁ

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“Lima é um rio de Portugal que tem nascente espanhola na Lagoa de Antela, formada pelas vertentes da serra de San Mamede, na Galiza (…). Foi neste formoso rio que deu nome à ilustre família RODRIGUES LIMA, que povoou a ribeira do Acaraú, no norte do Estado do Ceará. É mais um caso de topónimo português que se tornou sobrenome familiar no Vale do Acaraú, tai como Fonteles, Linhares, Braga, Viana, Prado e tantos outros (…). O tronco desta família, entre nós, foi o capitão DOMINGOS RODRIGUES LIMA, natural da freguezia de Cabração, concelho de Ponte de Lima, cujos pais chamavam-se JOSÉ VAZ e JUSTA AFONSO. Ao chegar ao Brasil, DOMINGOS RODRIGUES acrescentou ao próprio nome o sobrenome LIMA em homenagem à terra do berço (…) DOMINGOS RODRIGUES LIMA nasceu em CABRAÇÂO a 7 de Junho de 1722 e foi batizado em casa, em perigo de vida, a 29 do mesmo mês e ano, tendo sido levado, posteriormente a Matriz (…) DOMINGOS RODRIGUES LIMA veio para o Brasil antes de atingir a maioridade, pelo que deve ter viajado sob a guarda de um tutor, desembarcando no Recife, em cujo comércio se estabeleceu (…) O primeiro documento que atesta sua presença ali é o inventário de ISABEL RODRIGUES DE OLIVEIRA, mulher do capitão-mór DOMINGOS DE FARIAS CASTRO, falecida na Capital da Paraíba a 23 de Outubro de 1739 (…) No comércio de Recife, durante dez anos, DOMINGOS conseguiu amealhar bom património e grande número de amigo, ficando também conhecido nas praças da Bahia e Ceará pela lisura nos negócios que mantinha. Isto foi o suficiente para lhe dar prestígio e obter a patente de capitão (…) Em 1747, DOMINGOS resolveu viajar para Fortaleza, com o fim de expandir ainda mais suas atividades comerciais (…) Depois de Fortaleza, o capitão DOMINGOS partiu para a Ribeira do Acaraú, em Sobral-Ce, onde foi acolhido pelo patrício e também português DOMINGOS DA CUNHA LINHARES em sua fazenda São José, hoje vila de Patriarca, a margem esquerda do rio Acaraú (…) em 16 de Setembro de 1762, o capitão DOMINGOS RODRIGUES LIMA casou com a Sra. MARIA DA SOLEDADE ARAÚJO, filha legítima do Capitão DOMINGOS DA CUNHA LINHARES, natural do arcebispado de Braga, Santa Marinha e Linhares de sua mulher Dionisia Alves Linhares, natural do RIO GRANDE DO NORTE, freguesia de N. Srª da Apresentação, nepta paterna de JACINTO GONÇALVES natural do Reyno de Castella e de suaa mulher SUZANA DE ARAÚJO natural de Braga, freguesia de Santa Marinha de Linhares, ambos já defuntos, e pela parte materna de DIONISIO ALVES LINHARES, natural do Arcebispado de Braga, freguesia de Coçourado, e de sua mulher RUFINA GOMES DE SÁ, natural do RIO GRANDE DO NORTE, freguesia de Nª Srª Apresentação…

in Raízes Portuguesas do Vale do Acaraú - Padre F. Sadoc de Araújo

Sobral - Ce ano 1991

Gráfica Editorial Cearence Ltda

Fortaleza – 1991

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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012

S. SEBASTIÃO: PROTETOR CONTRA A EPIDEMIA, A FOME E A GUERRA

Um pouco por todo o país, celebra-se hoje a festa litúrgica a S. Sebastião, advogado contra a epidemia, a fome e a guerra. Tais festividades, na maioria dos casos, tiveram origem precisamente em ocasiões que se verificaram a propagação de pestes muito recorrentes durante a Idade Média e que, quase sempre vitimavam uma parte considerável da população. Em Portugal, foi sobretudo a partir do século XVI que o culto se desenvolveu, não sendo alheio o facto de seu nome ter sido atribuído ao Rei D. Sebastião por este ter nascido a 20 de Janeiro, dia que é consagrado ao mártir S. Sebastião.

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O culto a S. Sebastião alcançou tamanha popularidade que, só na Diocese de Braga é padroeiro de quinze confrarias e, em todo o Minho, dá o nome às freguesias de Vile, em Caminha; São Sebastião, em Guimarães; Chafé e Darque em Viana do Castelo. Em Ponte de Lima, realiza-se por esta altura a “mesa dos quatro abades” à volta da qual se reunia o povo de quatro paróquias, precisamente na confluência dos seus limites geográficos.

Reza a lenda que S. Sebastião nasceu em Narbonne, no sul de França – ou terá sido em Milão – oriundo de uma família nobre. Atingida a idade adulta, terá ido viver para Roma onde se alistou no exército romano, ao tempo de Dioclesiano, altura em que se intensificaram as perseguições aos cristãos. Desconhecendo, porém, a sua fé cristã, o Imperador chegou a promovê-lo capitão da guarda pretoriana.

Mas, a sua fé e conduta branca em relação aos prisioneiros acabaram por atrair sobre si a ira do imperador que o julgou como traidor e condenou à morte, tendo sido cravado de flexas e o seu corpo lançado ao rio. Tendo, no entanto, sobrevivido ao ser sobrevivido por Santa Irene, viria a ser de novo condenado à morte por espancamento e o seu corpo atirado aos esgotos de Roma. O seu corpo veio a ser resgatado por Santa Luciana que o depositou nas catacumbas da cidade.

Para além da data do seu martírio e local do seu sepultamento, a narrativa histórica é inexata e pouco consistente. Não deixa, contudo, do seu culto ser um dos mais celebrados entre os cristãos, tanto católicos como ortodoxos.

publicado por Carlos Gomes às 00:37

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VALENÇA REALIZA A PARTIR DE AMANHÃ CURSO DE FOTOGRAFIA

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publicado por Carlos Gomes às 00:28

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DEOLINDA ACTUA AMANHÃ EM FAMALICÃO

publicado por Carlos Gomes às 00:03

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O RIO MINHO NA CARTOGRAFIA DE ESPANHA

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As imagens reproduzem o Plano Hidrográfico do Rio Minho, desde a Foz até Monção, de 1892 a 1894, tendo como base os levantamentos hidrográficos realizados pela Direcção de Hidrografia de Espanha, em 1885 e 1886 e publicado à escala 1:10.000, em quatro folhas.

A Primeira Folha descreve o curso do Rio Minho desde a Foz até Tobagón. A Segunda Folha desde Tobagón até Forcadela. A Terceira Folha de Casa de Pontes até Valença do Minho e a Quarta Folha desde Tuy até Monção.

Estes documentos encontram-se na Biblioteca Nacional de Espanha.

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UMA LAVRADA EM PONTE DE LIMA NOS COMEÇOS DO SÉCULO XX

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A imagem mostra uma lavrada em Ponte de Lima segundo uma gravura de um postal ilustrado dos começos do século XX.

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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

COMÉDIAS DO MINHO REPRESENTA EM VALENÇA

publicado por Carlos Gomes às 19:51

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VIEIRA DO MINHO REALIZA CONCERTO DE ANO NOVO

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publicado por Carlos Gomes às 18:58

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PONTE DE LIMA APRESENTA AS DELÍCIAS DO SARRABULHO

publicado por Carlos Gomes às 13:44

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DELFIM GUIMARÃES: O POETA DE PONTE DE LIMA

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PONTE DO LIMA

 

Ponte do Lima, berço de meu Pae,

Jardim encantador do nosso Minho,

É para ti que grande parte vae

Do meu carinho…

 

Tam engraçada, tam risonha e clara,

Toda em vinhedos, milharaes, pomares,

- Labruja, Freixo, Rebordões, Seara –

Que belos ares!

 

Tuas montanhas, rudes serranias,

Não teem inveja, á serra do Marão;

Tuas ermidas e alvas casarias

Lindas que são!

 

Fazes lembrar-me ás vezes, deslumbrante,

A nobre Coimbra – em ponto pequenino…

Beija-te os pés o Lima sussurrante

E cristalino…

 

És a mais bela, a mais fagueira estância

De quantas formam o diadema astral

D’esta pátria gentil, toda fragância,

Que é Portugal…

 

O teu viçoso campo-santo encerra

Cinzas queridas de parentes meus…

Bem hajas sempre, carinhosa terra,

Benza-te Deus!

 

Ali repousa meu avô paterno,

E à sua beira, em níveo caixãozinho,

Dormindo um sono sossegado, eterno,

Tenho um anjinho…

 

Assim, velando o sono da inocente

Filhinha que perdi de tenra idade,

Vejo, sorrindo, o bravo combatente

Da Liberdade.

 

Ai! Não te esqueço, terra sonhadora,

De frescas sombras, de saudável clima;

Castelã senhoril, dominadora,

Do rio Lima!

 

Se não é como filho que te quero,

Porque ao Porto consagro eu esse afecto,

A ti voto eu também culto sincero,

Amor de neto…

 

Amor de neto? Não; maior ainda!…

Dei-te uma filha à terra, ao chão de abrolhos,

E outra ahi me nasceu, graciosa e linda,

Luz dos meus olhos!

 

Se a minha filha, com amor filial,

Recorda a terra amada em que nasceu,

Com que feição ardente e paternal

Te quero eu!…

 

Ponte do Lima, berço de meu Pae,

Jardim encantador do nosso Minho,

É para ti que grande parte vae

Do meu carinho…

publicado por Carlos Gomes às 00:01

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Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012

MUSEU DE ARTE POPULAR CONVIDA A (E)NAMORAR!

publicado por Carlos Gomes às 20:37

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GALIZA: CONCELHO DE ARBO FESTEJA A SÃO SEBASTIÃO

publicado por Carlos Gomes às 16:38

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MUSEU DE ARQUEOLOGIA DE D. DIOGO DE SOUSA – UM ESPAÇO DE FUTURO PARA O PASSADO

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Se é natural da região do Minho, ou escolheu esta zona para um passeio, convidamo-lo a visitar-nos, ou a usufruir de alguma das propostas que temos para si….

É uma pessoa curiosa relativamente às suas origens?

Então propomos-lhe uma visita à nossa exposição permanente, onde poderá apreciar um vasto conjunto de artefatos provenientes de vários sítios arqueológicos da região, os quais nos dão uma ideia das progressivas conquistas dos povos que habitaram este território, desde há cerca de 250.000 anos. Surpreenda-se com as descobertas que certamente irá fazer e que lhe trarão um novo olhar sobre o que somos e sabemos hoje.

Se quiser estender o seu passeio a sítios arqueológicos na região, relacionados com os objectos expostos, oferecemos-lhe algumas informações úteis que lhe permitirão planear essas visitas, bastando para tal consultar os quiosques multimédia ao seu dispor.

Se o seu objectivo é conhecer Braga e o seu património, então propomos-lhe que aproveite para ver as nossas maquetes e a informação disponível, sobre as escavações arqueológicas realizadas na cidade, e siga o roteiro de Bracara Augusta, cidade romana, cujos vestígios o surpreenderão em torno do centro histórico.

Se o seu interesse se centra na atualidade e aprecia as diversas formas de expressão artística, veja as exposições de artistas contemporâneos, que normalmente mostram os seus trabalhos no museu.

Se procura momentos de tranquilidade e de convívio com familiares ou amigos, propomos-lhe que venha até ao jardim, ou faça uma refeição na nossa cafetaria, que aos domingos oferece um menu diferente e muito aprazível.

No último sábado de cada mês há sempre actividades para crianças, ou famílias, e uma visita gratuita ao laboratório de restauro do museu, bastando para isso que se inscreva previamente.

Em qualquer das circunstâncias, convidamo-lo a visitar a loja do museu, onde encontrará publicações sobre inúmeras temáticas, para além de artigos originais, que poderá levar como recordação, ou como lembrança para alguém especial.

Por último, se faz parte de uma organização e necessita de um local para formação, ou para a realização de uma actividade de natureza cultural ou social, temos à sua disposição um auditório, com sistema de projeção e som, com capacidade para 120 participantes.

As sugestões e o convite estão feitos. Será sempre um prazer contar consigo!

A escolha é sua, e vai ver não se arrependerá…     

Isabel Cunha e Silva

Diretora do Museu de Arqueologia de D. Diogo de Sousa

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Fotos:  http://viajar.clix.pt/

publicado por Carlos Gomes às 11:03

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BRAGA RECEBE AMANHÃ DUQUES DE BRAGANÇA

publicado por Carlos Gomes às 00:24

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VIANA DO CASTELO CELEBRA ELEVAÇÃO A CIDADE HÁ 164 ANOS E FAZ ARRUADA DE JANEIRAS

JAN

publicado por Carlos Gomes às 00:08

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A COMUNIDADE GALEGA EM LISBOA

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O Grupo “Anaquiños da Terra” é constituído por galegos que vivem em Lisboa, ligado à Xuventud de Galicia – Centro Galego de Lisboa. (Foto: Xuventud de Galicia)

A presença de galegos entre nós remonta aos primórdios da Reconquista e da formação da nacionalidade. Porém, o fenómeno da imigração galega entendida enquanto tal teve o seu começo a partir do século XVII, facto a que não é certamente alheia a situação política da época caracterizada pela dominação filipina. Vinham sobretudo para a lides dos campos, ocupar-se em trabalhos sazonais, procurando obter o indispensável para regressarem às origens e providenciarem o sustento da família. Mas também havia os que se estabeleciam nas cidades, nomeadamente em Lisboa, dedicando-se às mais variadas profissões e ofícios.

Por essa altura, no alto de uma colina do sítio de Alcântara já se encontrava construída a Capela de Santo Amaro que viria a tornar-se o local mais concorrido dos galegos que viviam em Lisboa, tornando-se palco de festas e romarias em homenagem àquele que se tornara o seu padroeiro nesta cidade. Com efeito, a pequena ermida foi erguida na sequência de uma promessa feita por frades da Ordem de Cristo que, numa viagem de regresso de Roma, a nau em que vinham foi acometida de temporal no mar e, perante o receio de naufrágio, prometeram construir uma capela no local onde aportassem sãos e salvos.

De traça renascentista, a ermida apresenta forma circular e é rodeada por um átrio. A capela original foi construída em 1549 e constitui, muito provavelmente, a actual sacristia. A Capela de Santo Amaro está classificada como Monumento Nacional por Decreto de 16 de Julho de 1910.

Com o tempo, a presença de galegos foi crescendo em número, tendo passado a concentrar-se preferencialmente nas cidades de Lisboa e Porto. Por altura da “Guerra das Laranjas” ocorrida em 1801, altura em que perdemos Olivença, chegou a ser aventada a possibilidade da sua expulsão a qual, proposta que contou com a oposição do Intendente da Polícia porque tal resultaria em deixar de ter “quem servisse as cidades de Lisboa e Porto”. Acredita-se, porém, que em consequência do crescimento económico verificado a partir da segunda metade do século XIX, a comunidade galega tenha atingido perto de trinta mil indivíduos, a maioria dos quais a viver em Lisboa.

Como costuma dizer-se, os galegos eram então pau para toda a obra. Havia entre eles taberneiros e carvoeiros, moços de fretes e hospedeiros. Eça de Queirós, na sua obra “Os Maias”, faz-lhes frequentes alusões, confundindo-os embora com espanhóis. Porém, é a profissão de aguadeiro que mais o identifica e fica associado na vida lisboeta. Com a sua indumentária característica e a respectiva chapa de identificação municipal no boné, o aguadeiro galego percorria a cidade vendendo a água em barris. E era vê-los a abastecer-se nos chafarizes e fontes do Aqueduto das Águas Livres, nas bicas que lhes estavam reservadas pelo município a fim de evitar as brigas que frequentemente ocorriam. De referir que, até ao início do século XX, a maioria da população lisboeta era forçada a recorrer aos fontenários uma vez que poucas eram as habitações que dispunham de água canalizada. Os aguadeiros organizavam-se em companhias e, uma vez que tinham a primazia do abastecimento de água, eram ainda obrigados a participar no combate aos incêndios.

Outra das actividades pela qual ficaram particularmente conhecidos consistiu na venda dos palitos fosfóricos, então feitos de enxofre que tinham de ser mergulhados num pequeno frasco de ácido sulfúrico. Dada a sua utilização demorada e ainda pouco prática, os palitos fosfóricos ficaram então conhecidos por “espera-galego”, criando-se desse modo uma imagem que passou a conotar de forma algo injusta os próprios galegos, sugerindo tratarem-se de mandriões. Porém, a colónia galega não se ocupava apenas das profissões mais labregas, por assim dizer humildes, mas destacava-se em todas as áreas sociais, muitas das quais de grande relevo, tendo nomeadamente eleito vereadores para a edilidade lisboeta como sucedeu com o escritor Carlos Selvagem. É, aliás, no início do século que surge na zona da Graça, em Lisboa, por iniciativa de um empresário galego, um bairro para os trabalhadores da sua fábrica que desperta ainda grande curiosidade devido à simbologia ali sempre presente – o Bairro Estrela d’Ouro.

Todos os anos, por ocasião do dia que é consagrado a Santo Amaro e que ocorre em meados do mês de Janeiro, uma autêntica multidão acorria à Romaria de Santo Amaro para festejar o seu padroeiro. Rezam as crónicas da época que, em redor da capela, era um ver de gaitas-de-foles e pandeiretas e um nunca mais acabar de xotas e muiñeiras, carballesas e foliadas. Contudo, esta festa foi perdendo o seu fulgor e deixou de realizar-se. A própria capela veio a encontrar-se ao abandono, chegando uma das suas dependências a ser utilizada como armazém de carvão.

Entretanto, em 1908, os galegos que vivem em Lisboa constituíram a sua própria associação – a Xuventude de Galicia (Centro Galego de Lisboa). E, em meados do século passado, passaram a celebrar o dia 25 de Julho em homenagem a S. Tiago, Padroeiro da Galiza. E, para o festejar, escolhiam então uma velha capelinha actualmente em ruína, situada no Alto da Boa Viagem, junto ao farol do Esteiro, em Caxias, e para lá acorriam juntamente com os minhotos, o mesmo é dizer os “galegos d’aquém Minho”. Mas, à semelhança do que antes sucedera com a Romaria de Santo Amaro, também esta acabou votada ao esquecimento e deixou de ser celebrada. Também, há pouco mais de meio século, criaram o grupo “Os Anaquinos da Terra” que procura manter e divulgar as tradições folclóricas das gentes da Galiza.

Em virtude da sua identidade cultural e sobretudo linguística, a comunidade galega encontra-se presentemente integrada na sociedade portuguesa a tal ponto que não se faz notar pela forma de estar ou de se exprimir. Pese embora os acontecimentos históricos terem determinado a separação política de um povo que possui raízes comuns, portugueses e galegos continuam irmanados do mesmo sentimento que os une e do supremo ideal de virem ainda um dia a construir uma só nação. Como disse Ramón Cabanillas, no seu poema “Saúdo aos escolares Lusitanos”:

Irmáns no sentimento saudoso!

Mocedade da pátria portuguesa!

Este homilde fogar galego é voso.

É voso este casal,

onde vive a soñar, orante, acesa,

a alma da Galiza e Portugal!

 

GOMES, Carlos. In http://www.folclore-online.com/

publicado por Carlos Gomes às 00:01

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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012

GALIZA REALIZA ESPECTÁCULO DE BAILE E MÚSICA TRADICIONAL

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publicado por Carlos Gomes às 22:32

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PONTE DE LIMA VAI REALIZAR FEIRA DO BACALHAU DE CEBOLADA

publicado por Carlos Gomes às 20:43

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VAI O MINHO JUNTAR-SE A TRÁS-OS-MONTES NUMA REGIÃO DE TURISMO?

O Governo pretende extinguir as atuais estruturas do turismo e promover a sua fusão, passando apenas a sete regiões de turismo, concretamente Norte, Centro, Vale do Tejo, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira. A região de Turismo do Norte deverá integrar as anteriores regiões de turismo situadas no Minho, Trás-os-Montes e Alto Douro e Douro Litoral.

A reestruturação das regiões de turismo há muito tempo que se impunha como uma necessidade pois, para além de se traduzir num melhor aproveitamento de recursos humanos e materiais, vem resolver o problema da duplicação da promoção do mesmo produto turístico. Existem zonas do país que em termos de mercado apresentam características semelhantes e, não obstante, encontravam-se repartidas por diversas estruturas ligadas ao turismo. Durante muitos anos, o Minho viu-se repartido por várias regiões de turismo, dispersando esforços que porventura teriam sido mais eficazes caso os mesmos tivessem convergido nos mesmos propósitos.

Por outro lado, sentia-se a necessidade da promoção integrada do turismo na perspetiva do seu consumidor que é, afinal, o sujeito a quem se destina o serviço que se pretende promover. Milhares de turistas estrangeiros chegam anualmente ao nosso país através do aeroporto de Pedras Rubras, no Porto, dirigindo-se ao Gerês ou às festas de Nossa Senhora da Agonia, em Viana do Castelo, a Braga ou a Guimarães.

A região que corresponde à antiga Comarca de Entre-o-Douro-e-Minho possui uma identidade própria que assenta nas suas raízes históricas, culturais e étnicas às quais se acrescenta a similitude da paisagem. Resulta, portanto, que a divisão entre Minho e Douro Litoral é artificial e apenas corresponde a uma necessidade administrativa do passado. Porém, o mesmo já não se pode dizer em relação a Trás-os-Montes onde a natureza e a cultura diferem. Ambas as regiões possuem um distinto produto turístico a promover pelo que a sua fusão numa única entidade regional de turismo configura-se como absurda e incompreensível.

Entre o Minho e Trás-os-Montes estamos perante duas realidades turísticas e culturais distintas. Não se deve pretender criar algo a este respeito que não se baseie na identidade cultural e paisagística e não possua elementos que lhe sejam comuns e tomar-se uma iniciativa do género com a mente de um burocrata exclusivamente preocupado com assuntos de tesouraria. Entre a dispersão que até recentemente se verificou e a fúria centralizadora que agora se impõe, existe uma posição equilibrada que é preciso encontrar. E, é essa a que certamente mais convirá a minhotos e transmontanos!

Carlos Gomes

publicado por Carlos Gomes às 16:32

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VALENÇA: URGEIRA PREPARA FESTA A SÃO SEBASTIÃO

publicado por Carlos Gomes às 00:44

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BARCELOS: CÍRCULO CATÓLICO DOS OPERÁRIOS REALIZA CANTARES DOS REIS MAGOS

publicado por Carlos Gomes às 00:41

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VALENÇA INAUGURA AMANHÃ EXPOSIÇÃO SOBRE "AS VIAGENS DE S. TEOTÓNIO A JERUSALÉM"

publicado por Carlos Gomes às 00:23

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MARIA DA FONTE É O HINO DO MINHO

Ângelo Frondoni, compositor italiano que viveu em Portugal foi quem compôs o Hino do Minho, vulgarmente conhecido como Hino da Maria da Fonte.

A imagem mostra a partitura do Hymno do Minho, inserto numa colectânea de partituras dos “Hymnos nacionaes portuguezes”, existente na Biblioteca Nacional de Portugal.

O maestro e compositor Ângelo Frondoni veio para Portugal a convite do Conde de Farrobo, tendo aqui feito carreira e falecido em 1891 com setenta e nove anos de idade.

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publicado por Carlos Gomes às 00:01

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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012

VALENÇA EXPÕE "AS VIAGENS DE S. TEOTÓNIO A JERUSALÉM"

publicado por Carlos Gomes às 18:20

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PINTORA BEATRIZ LAMAS OLIVEIRA EVOCA NA TELA E NAS PALAVRAS MEMÓRIAS DA QUINTA DO ANJO S. MIGUEL, EM BRAGA

A pintora bracarense Beatriz Lamas Oliveira produziu quatro aguarelas que retratam a Quinta do Anjo S. Miguel, na Freguesia de Ferreiros, em Braga. São bastantes e felizes as memórias que guarda do local onde passou momentos alegres de infância. As aguarelas encontram-se na posse da família. Porém, aceitou partilhar as lembranças com os leitores do BLOGUE DO MINHO a quem concede também a possibilidade de ver aqui as reproduções fotográficas das referidas aguarelas.

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“A quinta foi local de veraneio e brincadeira de mais de 20 crianças da família. A Quinta do Anjo S. Miguel fica na freguesia de Ferreiros, Concelho de Braga. Foi onde nasci!

O nome da freguesia deriva do facto de aqui terem existido forjas romanas. O meu avô Vidal herdou a Quinta de uma madrinha! A Rua que passa junto ao portão e segue depois para o interior da freguesia tem o nome do meu Avô: Rua José Vidal da Costa.

Era o nosso poiso de Verão. Na quinta havia e ainda há lagar de vinho, tulhas e adega, casa dos caseiros. Há uma capela onde, no dia 29 de Setembro, se celebra a Missa de S. Miguel. Produzia-se vinho. Havia um olival, muitas árvores de fruto, hortas e flores. Um lago chamado a Carranca, datado de 1821. No pinhal, até às vezes dormíamos a sesta. Levávamos um ou dois cobertores para estender no chão, umas quantas almofadas e o lanche, geralmente pão com marmelada e bananas. Apanhávamos caruma para o lume, o que fazia-nos sentir úteis! Também havia colmeias e abelhas...

Lá em cima, na casa dos caseiros havia galinheiros, coelheiras, o curral do porquinho, os estábulos das vacas de leite, os bois de carro e até havia um alambique onde se produzia aguardente. Eu reverenciava o alambique pois parecia um laboratório e era trabalho muito sério. Claro havia sempre cães de guarda. Lembro-me bem do Mondego!

Foi na quinta e sem esfoço nenhum que aprendemos coisas tão interessantes como sulfatar as vinhas e vindimar no alto das escadas. Comer broa com sardinha a pingar no pão durante a vindima e escorropichar os copos dos mais velhos. Aprender a diferença entre as pencas e as couves tronchudas...debulhar ervilhas e desfolhar o milho. A grande sensação de pertença que era uma grande roda de mulheres sentadas no chão a desfolhar as espigas, os chapéus de palha, as saias rotas e compridas e as malgas do vinho.

Apanhar sardaniscas, correr atrás das borboletas, admirar pirilampos, o susto das cobras...o meu cágado Ameixa e o calor do Verão. Andar primeiro de triciclo e depois de bicicleta.

Fazer marmelada e geleia, acender a lareira grande da cozinha, encher a goela dos perus de vinho fino e vê-los bêbados a dançar no chão prestes à degola, amolar as facas e acender o lume no fogão de lenha...

Matar o porco e aprender anatomia...chamuscar a pele do dito, os alguidares cheios da carne para o sarrabulho, cortar o sangue com vinagre.

A quinta? uma escola, uma festa, uma lonjura, um mundo.

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publicado por Carlos Gomes às 10:42

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DEOLINDA ACTUA NA CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO

publicado por Carlos Gomes às 09:02

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O MINHO NA INTERNET: AFIFE DIGITAL É O JORNAL ON-LINE DE AFIFE!

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“Afife Digital” é o jornal digital on-line de Afife, no Concelho de Viana do Castelo. Com actualização semanal, publica notícias locais e regionais sobre os mais variados temas, desde a cultura e os espectáculos ao desporto e aos mais diversos acontecimentos sociais de interesse regional.

O blogue “Afife Digital” encontra-se no endereço http://afifedigital.blogs.sapo.pt/ e constituiuma excelente iniciativa editorial cujo exemplo deveria ser tomado em consideração pela Imprensa regional que ainda não utiliza este meio de comunicação social.

publicado por Carlos Gomes às 00:18

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BRAGA REALIZA FEIRA DA AGRICULTURA

publicado por Carlos Gomes às 00:02

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DELFIM GUIMARÃES: AOS SOLDADOS SEM NOME

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Lira de Bernardim, ó musa de Junqueiro,

Ó estro de Camões, famoso, iluminado,

Bafejai com ternura a mente d’um troveiro;

Fazei-me conceber um poema apaixonado,

Um hino triunfal, vibrante e justiceiro!

 

Emprestai-me o fulgor das jóias diamantinas,

O gracioso matiz das sedas faustosas,

E o timbre de cristal das rimas peregrinas

D’aquelas produções gentis e harmoniosas,

Que logram alcançar o nome de divinas!

 

Acendei no meu peito um fogo refulgente,

Minh’alma transformai n’uma viva cratera,

E o meu sangue exauri, em lava incandescente!

Não me importa morrer; porém morrer quisera

Legando ao meu país uma canção veemente…

 

Que importava morrer, se atingisse a ventura

De um cântico entoar, filigranado e santo,

Cheio de inspiração, de graça e de frescura?!

Alma de Portugal, segreda-me esse canto,

E dá-me, n’um rincão, modesta sepultura!

(…)

Fanfarras, desferi brilhantes sinfonias,

Tangei, sinos! Tangei álacres melodias,

Repiques festivais!

Bandeiras, flutuai ao vento, esplendorosas,

Fazendo rebrilhar as Quinas gloriosas,

As Quinas imortais!...

 

Delfim Guimarães, 27 de Março de 1921

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Exemplar com dedicatória oferecido ao jornalista Rocha Martins, aqui tratado por “ilustre camarada”, em 5 de Abril de 1921.

publicado por Carlos Gomes às 00:01

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Domingo, 15 de Janeiro de 2012

PINTORA BEATRIZ LAMAS OLIVEIRA RETRATA AZENHAS DO RIO CÁVADO

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A gravura reproduz uma aguarela, com 36x26 cm, representando uma azenha do Rio Cávado, na região de Amares, da autoria de Beatriz Lamas Oliveira. A pintora é natural de Ferreiros, no Concelho de Braga. Licenciada em Medicina na Faculdade de Medicina de Lisboa, frequentou e concluiu os Cursos de Medicina Tropical no INSA e o de Saúde Publica da ENSP de Lisboa. Exerceu a profissão no Ministério da Saúde, tendo estado colocada em vários pontos do país. Mas, as artes plásticas falaram mais alto e a artista respondeu ao apelo da sua verdadeira paixão que consiste na pintura. Mas, fiquemos com as suas próprias palavras.

“Pinto desde o dia em que descobri a antiga caixa de pintura da minha Mãe. Continha material para pintar a óleo. O cheiro intenso das tintas no meu quarto fazia-me dores de cabeça e isso levou-me a procurar outros materiais.

Nos anos 80 comecei a pintar a pastel seco. No dia em que comecei a pintar com pastel vendi o meu primeiro trabalho.

A minha forma de pintar tem evoluído no tempo e com o tempo evoluiu na forma. Inicialmente era uma necessidade avassaladora. Terapêutica.

Depois comecei a concentrar-me mais no sentido e menos na forma. Voltei do pastel seco para o óleo, como quem regressa ao passado! De um figurativo paisagístico fui passando ao contexto urbano e à análise do frio e da insensibilidade de ruas desertas mesmo quando cheias de gente. Não há pessoas nos meus quadros a óleo. Não é isto uma intenção. É uma constatação. As cidades e aldeias, sinto-as desumanizadas. Não posso desrealizar a realidade. E o que me sai das mãos e dos pincéis mostra isso. Eu aprendo sobre mim cada vez que termino um quadro.

Sinto-me atraída pela complexidade e uma certa ordem oculta na natureza. Ou seja, eu estou interessada no estudo de sistemas biológicos complexos.

Quando desenho eu tento descobrir o padrão repetitivo que torna as formas reconhecíveis ao olho e ao cérebro humano.

Estes padrões repetitivos existem em todos os seres vivos, por exemplo nas malhas celulares dos órgãos, mas em diferentes escalas. Quando a escala muda, ou a distância de onde olhamos, ou a direção da seção, o padrão parece sofrer uma mudança, mas ainda pode ser reconhecidos pelos nossos olhos como um outro aspeto da natureza.

Mas não só em todos os seres vivos. Também encontramos os mesmos padrões na organização de outros sistemas orgânicos e minerais, microscópicos ou macroscópicos, que se repetem em diferentes escalas mostrando uma ordem não imediatamente aparente no universo. Uma ordem matemática.

O nosso cérebro identifica esses padrões quase que instantaneamente!

Em 2010 comecei a utilizar a aguarela para expressar uma outra forma de sentir: mais plástica, menos autobiográfica, igualmente intuitiva. A aguarela como meio foi utilizada para descrever uma paisagem urbana e suburbana que eu sinto que está a mudar muito rapidamente e tem pinceladas de muita nostalgia e de muita ironia. Digo muitas vezes que o meu reino é o meu sorriso.

Nunca gostei de traçar planos para o futuro: sou só arquiteta do meu presente. Escrevo histórias desde a escola primária e a GRADIVA publicou o meu primeiro romance em 1999. "O Inseto Imperfeito". Alguns amigos começaram a perguntar se havia livro na forja: mas na forja ainda só tenho o ferro e a bigorna. Tenho um segundo romance escrito, As Mil e uma Noites frágeis. Em PDF. Já afirmei várias vezes que não quero árvores cortadas para imprimir a minha escrita. A diferença com o papel da aguarela é que uma folha com muito poucos gramas ilustra pensamentos e sentidos que caberiam num livro com centenas de páginas! A afirmação da mão sobre os materiais traz a capacidade de conceptualizar o trabalho libertando-o da pretensão da cópia da Natureza!

Aqui fica o meu sentir e estar de hoje. Pode ser sempre atualizado...como a água do rio a correr.”

publicado por Carlos Gomes às 14:29

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PONTE EIFFEL EM VIANA DO CASTELO

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A ponte Eiffel em Viana do Castelo, em 1940.

publicado por Carlos Gomes às 00:01

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SALA DO MINHO NO MUSEU DE ARTE POPULAR

A imagem mostra a sala dedicada ao Minho no Museu de Arte Popular, na década de quarenta do século passado, em Lisboa

publicado por Carlos Gomes às 00:01

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Sábado, 14 de Janeiro de 2012

OPERÁRIOS CATÓLICOS DE BARCELOS REALIZAM CANTARES DOS REIS MAGOS

publicado por Carlos Gomes às 15:00

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BRAGA PREPARA FEIRA INTERNACIONAL DE AGRICULTURA, PECUÁRIA E ALIMENTAÇÃO

publicado por Carlos Gomes às 10:59

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BRAGA REALIZA SALÃO DO VINHO EM MARÇO

publicado por Carlos Gomes às 10:52

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PROJECTO DE CAMINHO-DE-FERRO DA PÓVOA DE VARZIM A VIANA DO CASTELO FICOU A-VER-O-MAR... E A LINHA DO CÁVADO NÃO SAIU DO PAPEL!

Ao contrário do que se verificou nas últimas décadas com o encerramento de muitos linhas e ramais de comboio, assistiu-se nos começos do século passado a uma autêntica febre ferroviária que projectava atravessar o país de lés-a-lés com redes de caminhos-de-ferro, ligando por vezes as povoações mais insignificantes na ânsia de fazer-lhes chegar o progresso a todo o vapor.

Como seria de esperar, a maioria de tais projectos não passou sequer do papel, como se verificou com um pedido de concessão de um “Caminho-de-ferro em leito próprio que, partindo da Póvoa de Varzim, siga a costa por A-ver-o-Mar, Esteia, Apúlia, Fão, Esposende, Castelo do Neiva e Anha, indo terminar em Cais Novo, na margem do Lima, e de uma linha transversal que, partindo de Esposende e seguindo pela margem direita do Cávado, passe por Barcelos, terminando junto de estação de Braga”.

Esta proposta, com data de 14 de Janeiro de 1924, depois de apreciada em comissão especializada, regressou a plenária da Câmara dos Deputados, na sua sessão de 15 de Maio de 1924, presidida por Alberto Ferreira Vidal, apresentando-se nos termos que a seguir se transcrevem.

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Ramal de Famalicão, vendo-se à direita o algaliamento da via estreita com a via larga. 

“Projecto de lei n.º 634-A

Senhores Deputados - O cidadão Francisco de Sousa Magalhães, velho africanista, trabalhador incansável, cheio de arrojo e de patrióticas iniciativas, propõe-se, como consta de um requerimento dirigido ao Sr. Ministro do Comércio em 25 de Junho último, construir uma linha férrea de via reduzida, que, partindo da praia da Póvoa de Varzim, ligará esta vila, atravessando as povoações mais importantes do litoral do norte, à cidade de Viana do Castelo e à estação intermédia de Esposende à capital do Minho.

Trata-se de um melhoramento importantíssimo para esta região, que não só concorrerá para o desenvolvimento do turismo, como para o progresso comercial e industrial das respectivas localidades, que até o presente vem lutando com sérios embaraços por falta de transportes por via acelerada.

De há muito que esta parte da populosa e fértil região minhota vem pugnando por esta pretensão que até hoje não tem visto realizar por falta de iniciativa do capital particular e do proverbial dolce far niente dos Poderes Públicos.

Seria, pois, da nossa parte uma falta imperdoável não auxiliarmos tão oportuna iniciativa, pondo-lhe sobre vários pretextos os costumados entraves, que tanto têm contribuído para o retraimento do esforço daqueles que pretendem o progresso do País.

Temos, pois, a honra de submeter à vossa aprovação o presente projecto de lei pelo qual se concede àquele cidadão o direito da construção e exploração do caminho-de-ferro referido nos termos em que as anteriores concessões têm sido dadas, na certeza de que vão acautelados devidamente os interesses do Estado e os do público. Não obstante, as vossas comissões, que terão de apreciar o presente projecto, lhe introduzirão as modificações que reputarem de maior garantia para aquele fim.

Projecto de lei

Artigo 1.° É concedido ao cidadão Francisco de Sousa Magalhães o direito de construção e exploração, por um período de noventa e nove anos, de um caminho-de-ferro em leito próprio de via reduzida de 1 metro de largura, que, partindo da Póvoa de Varzim, com ligação à linha de caminho de ferro do Porto à Póvoa, siga a costa marítima, passando por A-ver-o-Mar, Esteia, Praia de Apúlia, Fão, Esposende, Castelo de Neiva e Anha, vindo a terminar em Cais Novo; e de uma linha transversal que partindo de Esposende e seguindo próximo das povoações e pela margem direita do rio Cávado, passando por, Barcelos, atravesse êste rio nas proximidades de S. Vicente de Areias, vindo a terminar próximo da actual estação do caminho-de-ferro em Braga.

Art. 2.° Esta concessão não pode ser transferida a terceira pessoa, sem prévia autorização do Governo e acordo expresso da maioria das câmaras interessadas, ficando contudo salvo ao concessionário o direito de organizar uma empresa ou companhia com os capitais necessários para a construção do caminho-de-ferro.

Art. 3.° O concessionário terá uma garantia de juro que, pelo menos, deverá ser ò complemento do rendimento anual líquido até 7 por cento do capital de 300.000$ por cada quilómetro que se construa, devendo as despesas de exploração ser calculadas pela média das despesas de exploração da linha da Póvoa a Famalicão, garantia esta com reembolso de metade para o Estado, logo que o rendimento líquido exceder a 7 por cento do capital garantido até final liquidação das quantias adiantadas e respectivo juro, igualmente de 7 por cento.

Art. 4.° O concessionário pode utilizar a ponte que liga Fão a Esposende para passagem do caminho-de-ferro, sendo esta ponte reforçada convenientemente nas condições de resistência legais e à sua custa, fazendo-se a circulação dos comboios nas condições de segurança pública indicadas pelo Governo.

Art. 5.° São-lhe ainda concedidas as vantagens consignadas na base 5.ª, nos seus n.ºs 4.° a 8.°inclusive, e as consignadas na base 6.ª, anexas à lei de 14 de Julho de 1899.

Art. 6.° O concessionário obrigar-se há a todas as vantagens e encargos que são reservados para o Estado nos contratos de concessão e exploração existentes das empresas de caminho de ferro do país.

Art. 7.° As obras de construção deste caminho-de-ferro terão de ser iniciadas dentro do prazo máximo de seis meses a contar da data da publicação desta lei, sob pena de se considerar caduca a concessão.

Art. 8.° Desde que as obras forem iniciadas não podem ser suspensas por qualquer motivo, a não ser por determinação ministerial.

Art. 9.° A exploração do primeiro troço,

Póvoa a Esposende, deverá estar aberta ao público no prazo de dois anos, passados os quais terão de ser iniciadas as obras de terraplanagem no segundo troço, Esposende-Braga, cujas obras começarão simultaneamente de Esposende e Braga para Barcelos, de forma a exploração de todo ele se efectuar ao mesmo tempo e no prazo máximo de três anos, ou seja cinco anos após a publicação desta lei.

Art. 10.° O troço Esposende-Viana, cuja construção, será facultativa, será o último a construir-se e deverá ficar aberto à exploração dois anos depois do anterior, sendo portanto de sete anos o prazo para a conclusão total da linha.

Art. 11.° Os prazos estabelecidos nos artigos 7.°, 9.° e 10.° são improrrogáveis sem o prévio e expresso acordo da maioria das câmaras das localidades atravessadas por este caminho de ferro, e a falta de cumprimento ou não execução das obras dentro desses prazos importa a perda imediata da concessão e de todas as obras feitas e de material fixo empregado, em benefício do Estado, sem que o concessionário possa reclamar qualquer indemnização.

Art. 12.° No caso de caducidade prevista no artigo anterior, pode o Estado transferir para as câmaras interessadas, singular ou colectivamente, para a exploração deste caminho-de-ferro, a concessão, obras feitas e material fixo que tenha recebido, sem outra compensação ou retribuição que não seja a equivalente a quaisquer despesas que haja feito, desde que assim lhe seja reclamado e fique assegurada a referida exploração.

Sala das Sessões, 14 de Janeiro de 1924 — Joaquim Narciso da Silva Matos — António Albino Marques de Azevedo — Henrique Pires Monteiro — Artur Brandão — Crispiniano da Fonseca.”

publicado por Carlos Gomes às 10:00

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PAREDES DE COURA: FORMARIZ CONVIDA À DESCOBERTA!

1462003

publicado por Carlos Gomes às 05:45

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