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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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AS COMEMORAÇÕES DO PRIMEIRO CENTENÁRIO DO SANTUÁRIO DO BOM JESUS DO MONTE

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Numa altura em que se preparam as comemorações dos duzentos anos do Santuário do Bom Jesus do Monte, em Braga, parece-nos de toda a oportunidade transcrever o que a revista “O Ocidente” nº. 198, de 21 de Junho de 1884, publicou a respeito das comemorações do seu primeiro centenário. Aquela publicação referiu então o seguinte:

“Nos dias 30 e 31 de Maio ultimo e 1 e 2 de Julho corrente realisaram-se com grande pompa e extraordinária concorrência de povo, em Braga, as festas do centenário do Sanctuario do Bom Jesus do Monte. Estas festas consistiram em procissões, Te Deums, sermões, exposições de gado e de rosas, illuminações, fogos d’artificio, etc.

Foi grande o concurso de povo a essas festas que mais brilhantes correriam se não viesse a chuva orvalhal-as nos últimos dias.

Para registar essas festas o Occidente dedica hoje uma das suas paginas ao Bom Jesus de Braga, essa Cintra do Minho, um dos logares mais pittorescos e formosos de Portugal cujas bellezas naturaes tem sido realçadas por tudo que a arte moderna tem inventado de mais elegante e de mais confortável. É longa a historia do Sanctuario do Bom Jesus e não a faremos aqui.

Foi nos fins do século XV em 1492, que o arcebispo de Braga D. Jorge da Costa, edificou no alto do monte do Espinho, uma pequena ermida sob a invocação de Santa Cruz.

Apesar da devoção popular ter corrido ao chamamento do arcebispo, não foi ella tão grande e tão profícua, que d’alli a 28 annos não estivesse completamente em ruínas a pequena ermida de Santa Cruz.

Valeu-lhe o deão da Sé de Braga, D. João da Guarda, que a reedificou e ampliou, em 1522.

D’alli porém a alguns annos a ermida voltou a cahir em ruína, e foi então que em 1581 se instituiu uma confraria  de devotos para reedificar e ampliar o templo mudando a invocação de Santa Crus em Bom Jesus do Monte, passando assim o monte do Espinho, que já então se chamava monte de Santa Cruz a denominar-se monte do Bom Jesus.

Vendo o templo reedificado os successores de D. João da Guarda começaram a disputar-lhe a posse, intentaram uma demanda contra a confraria, que não se sentindo com forças para luctar com tão poderoso inimigo, cedeu logo.

Em 1720, porém, o desembargador, juiz dos resíduos veio em auxilio da confraria, convocou-a novamente, fez eleger uma mesa forte, meza que tomou á sua conta a demanda, e finalmente em 7 de Junho de 1722, o arcebispo D. Rodrigo de Moura declarando-se juiz da confraria, fez com que o deão desistisse da demanda há longo tempo encetada.

Foi D. Rodrigo de Moura que demoliu a antiga ermida e mandou construir um templo muito maior que ficou concluído em 1725.

D’ali a 64 annos, D. Gaspar de Bragança, filho legitimado de D. João V, mandou edificar o actual cujo plano e execução foram devidos ao architetos Carlos Luiz Ferreira da Cruz Amarante, lente de desenho da Academia de Porto, fallecido em 1815. N’estes últimos annos a montanha tão afamada e tão pittoresca do Bom Jesus de Braga tem tido grandes melhoramentos.

O engenheiro o sr. Brandão aformoseou extraordinariamente a bella matta do Bom Jesus, fazendo um bello lago artificial no alto do monte, lago onde passeiam varios barcos e atravessado por uma ponte extremamente pittoresca.

Graças ao sr. Gomes, um dos homens mais emprehendedores de Portugal, o Bom Jesus depois de possuir um magnifico hotel que está a par dos melhores de Lisboa e que não tem na província nenhum que se lhe iguale, tem um elevador, o primeiro que se fez no paiz, que acabou com todas as fadigas da ascenção ao alto monte, e que o torna o passeio favorito de toda a gente de Braga e de todos os touristes que percorrem o nosso Minho.

A nossa gravura representa uma alameda do Bom Jesus, o templo erecto no alto da montanha, o pórtico da entrada da escadaria das capellas, e o lago artificial feito ao pé da matta”.

NÃO EXISTIRÁ TRADIÇÃO DO ESPECTÁCULO TAUROMÁQUICO EM VIANA DO CASTELO?

Foi em 1871 que, pela primeira vez, realizou-se em Viana do Castelo um espectáculo tauromáquico, integrado nas festas em honra da Senhora d’Agonia. Para o efeito, foi montada uma praça improvisada, em madeira.

Situado em plena Praça da República, o Viana Taurino Clube foi fundado em 10 de Agosto de 1910, tendo comemorado recentemente o seu primeiro centenário.

Com capacidade para receber perto de cinco mil pessoas, o redondel da Argaçosa foi construído em 1949, passando Viana do Castelo a dispor de uma praça de touros com carácter definitivo… ou talvez não!

Em Janeiro de 2009, a Câmara Municipal de Viana do Castelo adquiriu a Praça de Touros, alegando-se então que não existia tradição de tauromaquia em Viana do Castelo. A observação cingia-se naturalmente à tourada enquanto espectáculo, dissociando-a portanto das suas raízes mais profundas que estão na origem das festas do Espírito Santo e da Vaca das Cordas entre outras tradições. Ainda assim, interrogamo-nos se o espectáculo tauromáquico não possui tradição em Viana do Castelo?

RANCHO CAMPONESES DO MINHO EM NEWARK PREPARA RUSGA PARA CANTAR AS JANEIRAS

A comunidade minhota que vive em Newark, no Estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos da América, está em festa. O Rancho Camponeses do Minho preparou a rusga e convidou todos os ranchos a organizarem a sua própria rusga e participarem na grande festa minhota que se vai realizar na noite do próximo dia 7 de Janeiro.

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O Rancho Camponeses do Minho é constituído por minhotos e seus descendentes radicados naquela cidade nos Estados Unidos da América e apresenta os trajes, as danças e os cantares da nossa região, com especial destaque para Viana do Castelo. O grupo conta já com mais de duas décadas de existência e inclui um rancho infantil que há-de assegurar a continuidade das nossas tradições no seio daquela comunidade.

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PAREDES DE COURA MANTÉM VIVAS TRADIÇÕES NATALÍCIAS

De acordo com nota de imprensa da Câmara Municipal, “com o mês de Dezembro à porta, o Município de Paredes de Coura apresenta um leque variado de iniciativas para celebrar a presente quadra festiva. Cantatas, oficinas, festas, teatro… rendem-se à magia do Natal, para deleite de miúdos e graúdos.

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Corolário das actividades de enriquecimento curricular, nas vertentes de música e dança, as crianças da Escola Básica 1/Jardim de Infância de Paredes de Coura levam ao palco do Centro Cultural da vila, nos próximos dias 7 e 9, pelas 21 horas, as cantatas intituladas “O Desejo de Natal”. 

Igualmente no Centro Cultural decorrerá a tradicional Festa do 1º Ciclo e Pré-Escolar, no dia 16, a partir das 14 horas, e reúne, uma vez mais, condições para suscitar o interesse tanto do público infantil como adulto. Desta feita, o respeitado Grupo de Teatro da EB2,3/S de Paredes de Coura interpreta a produção “O Principezinho”, adaptada da famigerada obra do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry. A encenação está a cargo de Ana Costa e Fátima Pereira. 

Na Paisagem Protegida de Corno de Bico, o Centro de Educação e Interpretação Ambiental organiza, no dia 20, a oficina “Natal Reciclado”, destinada a um público-alvo com idades compreendidas entre os 6 e os 16 anos, que consiste na elaboração de lembranças originais, a partir da reutilização de diferentes materiais. 

Entretanto, o Museu Regional convida a população a “(Re)criar o Natal”, nos dias 21 e 22, entre as 14 e as 18 horas, mediante a construção de uma árvore ecológica. Para complementar o animado evento, não faltarão ainda as típicas rabanadas de leite. Esta iniciativa conta com a colaboração dos idosos da Santa Casa da Misericórdia”.

“OS HOMENS TÊM O CÉREBRO NOS TOOMATES” ENTRA EM CENA PELA PRIMEIRA VEZ EM VIANA DO CASTELO

O espectáculo “OS HOMENS TÊM O CÉREBRO NOS TOOMATES”vai fazer a sua entrada em cena na AISCA, antiga discoteca do hotel Viana-Sol, nos próximos dias 8 e 9 de Dezembro, pelas 22 horas.

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E, quando falamos de “OS HOMENS TÊM O CÉREBRO NOS TOOMATES”, referimo-nos ae um café-teatro que esteve em cena no boteco do Casino Afifense, durante todo o mês de Novembro, às sextas e sábados, com lotação quase sempre esgotada.

Neste espectáculo fazemos do erotismo beleza, do palavrão uma estética, do cantar brejeiro uma festa. Connosco alinham Vitorino Nemésio, António Botto, Bocage como não podia deixar de ser, Miguel Esteves Cardoso e mais uns quantos mestres na arte de manejar os segundos-sentidos da palavra. Porque, como diz o poema final de Pedro Barroso, "quer queiramos quer não, o sexo comanda a vida".

O espectáculo tem o patrocínio da Junta de Freguesia de Monserrate e o apoio da AISCA. Com grande tristeza dos adolescentes e pré-adolescentes, o espectáculo é interdito a menores de 16 anos e a sala tem lotação limitada.

REVISTA DO MINHO: UM PROJECTO QUE SUCUMBIU À NASCENÇA

A “Revista do Minho” foi um projecto interessante e ousado que surgiu há precisamente 25 anos. Interessante porque, ao contrário da generalidade da imprensa da nossa região, visava tratar o Minho numa perspectiva integrada, vendo-o como um todo homogéneo, sem descurar contudo as especificidades próprias de cada concelho e das próprias sub-regiões. Ousado porque a tiragem de 5 mil exemplares do seu primeiro e único número talvez fosse exagerada logo de início, atendendo sobretudo a que a publicidade decerto não cobria todos os seus custos de produção. Em todo o caso, uma iniciativa que reputamos do maior interesse e que apenas lamentamos o facto de não ter registado continuidade para além do primeiro número.

Dirigido por Mário Leitão, a “Revista do Minho” deveria ter periodicidade mensal e propunha-se “defender os interesses da região minhota e do país”, “promover as populações minhotas e defender o seu património”, criar espaços de diálogo e intercâmbio, cultural, artístico, desportivo, turístico e recreativo” e “patrocinar e promover, dentro das suas possibilidades, conferências, exposições, cursos, viagens e outras actividades”. Aquela publicação que se assumia como “uma revista mensal de informação, cultura e turismo”, manifestava-se “aberta à colaboração de todas as pessoas ou entidades que desejem participar na prossecução dos seus objectivos”, reservando-se “o direito de publicar a colaboração que lhe seja enviada”.

Aqueles princípios que constituíam o seu “Estatuto Editorial” são, no essencial, os mesmos que norteiam o BLOGUE DO MINHO.

VÃO OS PORTUGUESES DEIXAR DE COMEMORAR O DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL?

Anuncia-se a extinção, a partir do próximo ano, do dia 1 de Dezembro, estabelecido como feriado nacional a celebrar a Restauração da Independência Nacional. Trata-se, com efeito, mais do que qualquer outra celebração, de uma comemoração que deveria irmanar todos os portugueses sem distinção de credos e ideologias políticas e merecer o brilho que lhe é devido, nomeadamente através da participação das mais representativas figuras do Estado.

A supressão do feriado do dia 1 de Dezembro possui um evidente significado político que adquire maior relevância precisamente no período difícil que o país atravessa, afectado por uma grave crise que não é apenas financeira e económica mas também de identidade. Esse facto leva-nos a colocar a questão:

- Será que vão os portugueses deixar de celebrar o dia da Restauração da Independência de Portugal?

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AS CELEBRAÇÕES DO 1 DE DEZEMBRO DURANTE A I REPÚBLICA E NO ESTADO NOVO

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Uma semana após a implantação da República em Portugal, mais precisamente em 12 de Outubro de 1910, instituiu o Governo Provisório os feriados do novo regime, contando-se entre eles o dia 1 de Dezembro então identificado como o dia da “Autonomia da Pátria Portuguesa”. Em 30 de Junho de 1911, a 11ª Sessão da Assembleia nacional Constituinte aprovou o Projecto de lei do governo que instituiu os novos feriados, nos seguintes termos:

“Tendo o Governo Provisório da Republica Portuguesa decretado a abolição da consagração official dos dias santificados e estabelecido como feriados, por merecerem a homenagem nacional, os dias 1 e 31 de Janeiro, 5 de Outubro e 1 e 25 de Dezembro, e tendo ainda concedido às câmaras municipaes do país o direito de, a dentro das respectivas municipalidades, estabelecerem um dia feriado á sua escolha, devendo portanto ser considerados extraordinarios todos aquelles que, alem dos já citados, venham a estabelecer-se, a Assembleia Nacional Constituinte dispõe e estatue o seguinte:

Artigo 1.° São só considerados feriados officiaes, para os effeitos do abandono de trabalho durante vinte e quatro horas pelos operarios adventicios do Estado ou dos municipios, os dias já decretados pelo Governo da Republica Portuguesa, e os que tenham sido ou venham a ser estabelecidos pelas differentes municipalidades, isto é, um por município conforme foi decretado.

Art. 2.° Quando porventura se reconheça a necessidade de estabelecer novos feriados, aos operarios a que se refere o artigo anterior ser-lhes-ha facultativo o poderem trabalhar.

§ unico. Quando por qualquer motivo extraordinario não se possa manter a concessão expressa no artigo anterior, os operarios a que se refere o artigo 1.receberão sempre os respectivos vencimentos.”

O regime republicano estabeleceu de imediato uma nova liturgia condizente com o seu próprio ideário, incluindo nela as celebrações de carácter patriótico e de evocação dos feitos republicanos, edificando a partir desse sincretismo uma nova religião cívica que contemplava outros ritos e símbolos como o busto da República, o hino, a divisa “saúde e fraternidade”, o panteão nacional e a Festa da Árvore.

As agremiações culturais e recreativas a que hoje vulgarmente designamos por colectividades de cultura e recreio constituíram um meio privilegiado de intervenção política dos republicanos, de veicularem as suas ideias e, através delas, implantarem a sua organização. Essas entidades foram, em grande medida, a face visível da organização do Partido Republicano, da Carbonária e da própria Maçonaria, não admirando aliás as semelhanças existentes nas suas próprias normas estatutárias. Desse modo, também as celebrações do dia 1 de Dezembro tiveram por base organizativa essas entidades que, um pouco por todo o país, multiplicavam as iniciativas comemorativas com a realização de concertos musicais e festividades populares.

Um pouco por toda a parte mas sobretudo naquelas regiões onde a influência do Partido republicano mais se fazia sentir, surgiram inúmeras associações e bandas filarmónicas, sociedades de instrução e recreio e centros escolares republicanos cuja denominação aludia ao dia 1 de Dezembro. Ainda actualmente é possível encontrar muitas dessas colectividades principalmente nos arredores de Lisboa e nos concelhos da margem sul do rio Tejo.

À medida que a situação política do país se agrava e o regime entra em decadência também as celebrações do 1 de Dezembro vão perdendo o seu fulgor inicial, apenas prosseguindo pela força do hábito criado em tais agremiações e como forma de manter a sua dinâmica cultural, nalguns casos, porém, providas de grande significado local como sucede em Santo Aleixo da Restauração.

Com o advento do Estado Novo na sequência da ditadura militar de 1926, também o Estado Novo criou os seus ritos comemorativos e passou a evocar os lugares de memória que procurava evocar. À altura em que o Estado Novo se estabeleceu, estavam em voga na Europa as ideias fascistas que irradiavam sobretudo de Itália e que encontravam em Portugal numerosos adeptos sobretudo no Nacional-Sindicalismo de Rolão Preto, o qual fazia então grandiosas demonstrações com os seus “camisas azuis”. Avesso a manifestações tão ostensivas e procurando um apaziguamento social a todo o custo, o Prof. Oliveira Salazar baniu o Nacional-Sindicalismo levando ao exílio dos seus principais dirigentes, ao mesmo tempo que criava a Associação Escolar Vanguarda (AEV), antecessora da Mocidade Portuguesa, para esvaziar politicamente os “camisas azuis” do Nacional-Sindicalismo.

A partir de então, foi essencialmente à Mocidade Portuguesa que foi atribuída a responsabilidade pela organização das celebrações do dia 1 de Dezembro, centradas na Praça dos Restauradores e junto ao antigo Palácio dos Condes de Almada, em Lisboa, com a realização de grandiosas paradas e desfiles. De resto, a própria Mocidade Portuguesa instalou o seu quartel no referido palácio, vulgarmente conhecido por “Palácio da Independência”, tendo-se ali mantido até à altura do 25 de Abril de 1974. De referir que, possuindo as suas estruturas uma implantação em todos os estabelecimentos de ensino nos quais os alunos eram obrigados a participar nas suas actividades, as celebrações do dia 1 de Dezembro representavam um ritual a contribuir para a formação patriótica da juventude.

Durante o governo do Prof. Marcello Caetano, curiosamente um antigo Comandante da Mocidade Portuguesa, aquelas paradas deixaram de se realizar e a actividade da organização foi decrescendo.

Entre a I República e o Estado Novo alteraram-se substancialmente os ritos comemorativos na medida das diferenças ideológicas que os distinguiam. De igual modo, enquanto a I República privilegiou a participação popular baseada nas instituições que controlava, o Estado Novo conferiu-lhe uma nova estética mais guerreira assente na Mocidade Portuguesa, na Milícia e outras organizações paramilitares que faziam parte do regime. Porém, é durante o Estado Novo que os lugares de memória relacionados com a efeméride adquirem uma maior expressão, da mesma forma que o regime se preocupa com a recuperação dos monumentos nacionais, procedendo ao restauro de castelos e igrejas um pouco por todo o país.

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