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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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O MINHO NOS EX-LÍBRIS

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Os ex-líbris constituem marcas de posse que os bibliófilos utilizam para assinalar os seus livros, geralmente formados por pequenas vinhetas coladas no verso da capa ou nas folhas de guarda. Trata-se de uma expressão de origem latina que designa a divisa ou o sinal que utilizam. No dizer do publicista Fausto Moreira Rato, trata-se do “símbolo pessoal, estampado ou impresso, geralmente em papel – de desenho heráldico, alegórico, simbólico, ornamental ou falante, onde figura também o nome e, facultativamente, a divisa do bibliófilo – que se cola no verso da capa de cada livro possuído para garantir a pertença da obra e favorecê-la com este derradeiro requinte de arte”.

Entre nós, o uso dos ex-líbris remonta ao século XVI, pertencendo a Wolfgang Holzschuher, alemão que viveu em Portugal e foi nobilitado por D. Manuel I, o mais antigo ex-líbris até ao momento conhecido em Portugal.

Os ex-líbris podem ser produzidos através das mais variadas técnicas, desde a xilogravura e a zincogravura à serigrafia e à moderna fotocópia, sendo alguns exemplares considerados são verdadeiras obras de arte às quais, não raras as vezes, estão associados consagrados artistas.

Para além do interesse que os mesmos suscitam entre os coleccionadores, os ex-líbris constituem um importante documento de carácter iconográfico que contribui nomeadamente para identificar a origem da propriedade dos livros, a natureza das bibliotecas e a sua associação com a vida e os valores que os norteiam ou ao meio a que se encontram ligados.

Inúmeros são os ex-líbris de bibliófilos minhotos, muitos deles consagrados escritores, os quais são bastante procurados por todos quantos se interessam pela bibliografia minhota.

GRUPO ETNOGRÁFICO DO ALTO MINHO REPRESENTA O NOSSO FOLCLORE NO LUXEMBURGO

Foi nos grupos folclóricos de Santa Marta de Portuzelo, Etnográfico da Areosa e Lavradeiras da Meadela que um grupo de portugueses e luso-descendentes radicados no Luxemburgo se inspirou para formar o Grupo Etnográfico do Alto Minho. Já lá vão mais de dez anos – o Grupo foi constituído em 18 de Abril de 2000 – e já levaram o nosso folclore a numerosas cidades luxemburguesas.

Os seus trajes e as suas danças e cantares são as que existem de mais representativas do folclore das aldeias de Viana do Castelo, trajes de festa e de trabalho, cantares alegres e vivos como o são as gentes do Alto Minho.

A alegria, o colorido e a jovialidade minhota marcam presença no Luxemburgo através do Grupo Etnográfico do Alto Minho que ensaia regularmente no Odeón, situado na 10 r. München-Tesch e pode ser contactado pelo e-mail: etnográfico@etnografico.com

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Fotos: Grupo Etnográfico do Alto Minho

FILME “ALTO DO MINHO” TEM ANTESTREIA NO LINDOSO

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O filme “Alto do Minho” tem a sua antestreia já no próximo dia 17 de Dezembro, no Lindoso, devendo a sua estreia ter lugar entre Janeiro e Fevereiro do próximo ano, em Viana do Castelo.

Com realização de Miguel Filgueiras e produção de José Filgueiras, “Alto do Minho” é um filme documental sobre Identidade, Espectáculo e Etnografia das gentes do Alto Minho.

ILUSTRAÇÕES DE MANUEL COUTO VIANA

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Ex-líbris em zincogravura, desenhado por Manuel Couto Viana, em 1955, com a legenda: “Nasci à beira do rio Lima, rio saudoso todo cristal”

 

Manuel dos Passos Couto Viana era pai do conceituado poeta e escritor vianense António Manuel Couto Viana. Nasceu em Viana do Castelo, a 13 de Março de 1892. Artista identificado com o modernismo, Diogo de Macedo, na revista “Aventura”, nomeia-o entre os primeiros modernistas referindo que “iam espalhando pelo país além o gosto novo, por vezes nefelibata, em páginas de revistas, em capas de livros, em cartazes, em cenários de teatro, em inovações de indústrias nacionais, em exposições, etc., educando o povo das cidades e agradando ao das aldeias, ao ponto de não ser considerado como obra civilizada qualquer realização de arte onde alguns desses nomes não colaborassem”.

Manuel Couto Viana foi editor e redactor principal do jornal “Notícias de Viana” e do “Arquivo de Viana do Castelo”, tendo sido um dos primeiros escritores a publicar no “Anuário do Distrito de Viana do Castelo”.

Foi um notável ilustrador, tendo publicado inúmeros dos seus desenhos nomeadamente no “Mensário das Casas do Povo” e na “Alma Nova” em relação à qual aqui reproduzimos algumas das suas ilustrações.

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Ilustrações publicadas na revista "Alma Nova"

O MINHO NA CARTOGRAFIA FRANCESA DO SÉCULO XVII

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Esta carta data de 1654 e tem por título “Parte Septentrional do Reyno de Portugal”. É da autoria de Nicolas Sanson d'Abbeville e foi editada em Paris, na casa do autor. Faz parte de uma série de cartas que respeitam às divisões políticas e administrativas de Portugal e encontra-se depositada no Departamento de Cartas e Planos da Biblioteca Nacional de França.

Nicolas Sanson foi um célebre geógrafo e cartógrafo francês ao tempo do rei Luis XIII e do Cardeal Richelieu, tendo inclusive dado aulas de geografia a Luis XIII e a Luis XIV. Nasceu em Abbeville em 1600 e faleceu em Paris em 1667.

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Nicolas Sanson d'Abbeville

 

REAL, REAL, REAL, POR D. JOÃO IV NOSSO SENHOR E REI DE PORTUGAL!

Há precisamente 371 anos, D. João IV foi aclamado Rei de Portugal, em consequência da Restauração da Independência em 1640. Para além de Duque de Duque de Bragança, D. João IV detinha ainda os títulos de Duque de Guimarães e de Barcelos, Conde de Barcelos, Guimarães e Neiva.

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Aclamação de D. João IV em Ponte de Lima. (Foto: Wikipédia)

Conta-nos o Conde da Ericeira, D. Luís de Meneses, na sua História de Portugal Restaurado, que a cerimónia decorreu num grandioso palanque junto à varanda do Paço da Ribeira onde, diante de representantes das três classes – Clero, Nobreza e Povo – prestou juramento no sentido de manter os tradicionais foros, liberdades e garantias dos portugueses usurpadas pelos reis espanhóis, as quais haviam sido juradas nas Cortes de Tomar.

As cerimónias prosseguiram nomeadamente com a oração da aclamação, o pronunciamento do brado tradicional – Real, Real, Real, por El-Rei de Portugal! – e a entrega ao Rei das chaves da cidade de Lisboa, tendo por fim se realizado o cortejo processional à Sé Catedral onde foi celebrado um solene Te Deum de graças, tendo D. João IV no acto de coroação, depositado aos pés de Nossa Senhora da Conceição a coroa de rainha. A partir desse momento, D. João IV tornou-se Rei de Portugal e Nossa Senhora da Conceição, a sua Padroeira.

A MULHER DE VIANA DO CASTELO

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A aldeã do distrito de Viana é, por via de regra, tecedeira. É preciso não se confundir o que no Minho se chama tecedeira com o que geralmente se entende por teceloa. A tecedeira de Viana não se emprega numa fábrica nem tem propriamente uma oficina. Sabe simplesmente tecer como a menina de Lisboa sabe fazer crochet; e junto da janela engrinaldada por um pé de videira o seu pequenino tear caseiro, como o da casta Penépole, tem o aspecto decorativo de um puro atributo familiar, como um cavalete de pintura ou um órgão de pedais no recanto de um salão. A tecedeira trabalha mais para si do que para os outros nesse velho tear herdado e transmitido de geração em geração, e não tece servilmente e automaticamente, como nas fábricas, sobre um padrão imposto pelo mestre da oficina, mas livremente, como artista, ao solto capricho da sua fantasia e do seu gosto, combinando as cores segundo os retalhos da lã de que dispõe, contrastando os tons e variando os desenhos ao seu arbítrio. Tecer em tais condições é educar a vista e o gosto para a selecção das formas num exercício infinitamente mais útil que o de todas as prendas de mãos com que nos colégios se atrofia a inteligência e se perverte a imaginação das meninas de estimação, ensinando-lhes ao mesmo tempo como se abastarda o trabalho e como se desonra a arte.

(…) O marido minhoto, por mais boçal e mais grosseiro que seja, tem pela mulher assim produtiva um respeito de subalterno para superior, e não a explora tão rudemente aqui como em outras regiões onde a fêmea do campónio se embrutece de espírito e proporcionalmente se desforma de corpo acompanhando o homem na lavra, na sacha e na escava, acarretando o estrume, rachando a lenha, matando o porco, pegando à soga dos bois ou à rabiça do arado, e fazendo zoar o mangual nas eiras, sob o sol a pino, à malha ciclópica da espiga zaburra.

- Ramalho Ortigão, in As Farpas

Ilustração: Couto Viana

GUIMARÃES: O PATRIMÓNIO SOMOS NÓS!

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Centenas de viamaranenses afluíram ontem, ao final da tarde, ao Largo do Toural e à Alameda de São Dâmaso, para se associarem à cerimónia de reabertura ao público daqueles espaços da cidade de Guimarães que estiveram sujeitos a obras de requalificação.

A reabertura daqueles locais registou-se precisamente no dia em que Guimarães comemora o 10º aniversário da classificação do seu centro histórico como Património Cultural da Humanidade reconhecido pela UNESCO.

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Fotos: Câmara Municipal de Guimarães