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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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DO COURA SE FEZ LUZ. HIDROELETRICIDADE, ILUMINAÇÃO PÚBLICA E POLÍTICA NO ALTO MINHO (1906-1960)

Foi apresentada ao público a obra de Paulo Nuno Torres Bento, intitulada Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960),publicada pela Afrontamento e Jornal Digital Caminh@2000.

A presente obra insere-se no projeto da EDP intitulado Livros com Energia por ocasião do centenário da inauguração da energia elétrica em Caminha. O evento realizou-se no Hotel Porta do Sol, Caminha, pelas 17 horas do dia 4 de Fevereiro de 2012.

Pode ler-se na nota que nos foi enviada:

“Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)” incide sobre a história da Hidroelétrica do Coura, uma empresa familiar fundada por caminhenses que, a partir da força das águas do rio Coura, levou a “luz do progresso” produzida na Central de Covas (na imagem) até Caminha (1912), Viana do Castelo (1915), Vila Nova de Cerveira (1920), Ponte de Lima (1923) e Paredes de Coura (1937). Assente em pesquisas realizadas nos arquivos e bibliotecas alto-minhotas, com destaque para a consulta da imprensa regional da primeira metade do século XX, este estudo é o primeiro trabalho historiográfico realizado sobre os primórdios e a primeira expansão da eletrificação no Alto Minho e traz consigo interessantes revelações sobre o modo como um empreendimento arrojado e pioneiro assumiu a bandeira da hidroeletricidade e fez a guerra contra os outros sistemas de iluminação pública existentes nos concelhos da região, como o petróleo, o gás de carvão e o acetileno.

Na sinopse da obra pode ler-se o seguinte:

No dia 2 de fevereiro de 1912 foi inaugurada a iluminação pública elétrica da vila de Caminha, a primeira localidade do Alto Minho, e uma das primeiras no país, a beneficiar das vantagens da hidroeletricidade. Deveu-o às generosas águas do rio Coura e ao engenho da Hidroelétrica do Coura, uma empresa familiar fundada por caminhenses que, nos anos seguintes, a partir da Central de Covas, levou a “luz do progresso” a Viana do Castelo (1915), Vila Nova de Cerveira (1920), Ponte de Lima (1923) e Paredes de Coura (1937). Um empreendimento arrojado e pioneiro que assumiu a bandeira da hidroeletricidade e fez a guerra contra os outros sistemas de iluminação pública existentes na região, como o petróleo, o gás de carvão e o acetileno.

Nascida em tempos monárquicos, a Hidroelétrica do Coura foi uma verdadeira empresa da República, com uma vida atribulada e influenciada pela vertigem dos sucessos políticos, tanto à escala regional como nacional e mundial, como aconteceu durante a Grande Guerra. Numa época de liberalismo económico, soube aproveitar os ventos partidários favoráveis para se impor no Alto Minho mas, ao contrário de outros mais poderosos, serviu a região com a energia nela produzida. No advento do Estado Novo, aguentou o primeiro embate da regulação do setor elétrico nacional mas depois não foi capaz de suster a investida do condicionamento industrial imposto por Salazar.

Sobre o autor pode ler-se o seguinte:

Paulo Nuno Torres Bento, nasceu em Tondela em 1962 e vive em Vilar de Mouros desde 1995. Licenciado em História pela Universidade do Porto e Mestre em Educação pela Universidade do Minho, é professor na EB 2,3/Secundária de Caminha. Membro fundador do Grupo de Estudo e Preservação do Património Vilarmourense, publica regularmente na imprensa regional a série de crónicas História Nossa. É autor de Currículo e Educação para a Cidadania (2000), José Porto (1883-1965). Desvendando o Arquitecto de Vilar de Mouros (2003), Flausino Torres (1906-1974). Fragmentos e Documentos Biográficos de um Intelectual Antifascista (2006), Ruas de Caminha. Toponímia e História da Vila da Foz do Minho (2009), Da Monarquia à República no Concelho de Caminha (2010) e co-autor de Desenvolvimento Pessoal e Social e Democracia na Escola (1993), Ferreiros e Serralheiros de Vilar de Mouros (2008), Dos Caiadores aos Estucadores e Maquetistas Vilarmourenses (2009) e Álbum de Memórias do Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense (2011).

Uma obra que acompanha a história de uma empresa, neste caso do setor elétrico, um dos setores que conheceu alguns avanços importantes durante o período republicano. Têm vindo a surgir nos últimos tempos vários estudos de casos de empresas ligadas a este processo.

A ler com atenção.

A.A.B.M.

Fonte: http://arepublicano.blogspot.com/ (Adaptado)